Gengivite: como tratar e identificar seus sintomas?

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Causada pela falta de higiene bucal, a gengivite tem cura e tratamento

A saúde da gengiva parece não ser prioritária quando comparada à preocupação que, geralmente, as pessoas têm em relação aos dentes. No entanto, essas duas importantes partes que constituem a boca estão diretamente ligadas (literalmente!) e, se uma vai mal, a outra consequentemente também vai. É desse resultado que surge uma patologia muito comum, porém perigosa: a gengivite.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a gengivite é uma patologia que atinge 90% da população mundial. Apesar de ser comum, por ter sintomas leves e não apresentar dor, dificilmente é notada ou encarada como uma doença perigosa.

Gengivite é a inflamação da gengiva conhecida pelo característico sangramento gengival. É uma doença periodontal associada à má higienização bucal. É também a fase inicial da periodontite.

Negligenciar a doença da gengiva pode fazê-la progredir e causar complicações mais graves. Por isso, neste artigo vamos explicar todas as consequências da gengivite e o que você pode fazer caso perceba os sinais da doença.

  1. Causas da Gengivite
  2. Sintomas da Gengivite
  3. Como Tratar Gengivite?
  4. O Que o Dentista Fará?
  5. Como Evitar a Gengivite?
  6. Gengivite Infantil
  7. Gengivite na Terceira Idade
  8. E a Periodontite? O Que é?
  9. Outras Consequências da Doença Periodontal

Causas da Gengivite

A gengivite é resultado dos efeitos do acúmulo de placa bacteriana a longo prazo nos dentes. O acúmulo de placa, por sua vez, costuma ser causado pela falta de higiene bucal.

A placa bacteriana em si é uma espécie de película transparente e pegajosa constituída por bactérias e restos de alimentos que aderem aos dentes.

Sua formação ocorre por meio do nutrimento de bactérias que vivem naturalmente no ambiente oral, através de restos de alimentos que não são devidamente removidos dos dentes.

Esses restos de alimentos esquecidos dentro da boca costumam estar, na maioria das vezes, escondidos, acumulados junto à margem gengival e entre os dentes.

Por isso, nem sempre a escovação é capaz de eliminá-los. Somente o uso do fio dental, um hábito menos comum dentre as pessoas, consegue alcançar essa região.

A placa dental também é de difícil visualização por conta do seu aspecto incolor. Dessa forma, as pessoas acometidas pela placa dificilmente reparam essa condição, propiciando que ela avance para a famosa gengivite.

Se a placa não for removida por meio de higienização frequente e adequada, se transforma, pelo seu endurecimento, em um depósito conhecido como tártaro.

As bactérias e as toxinas produzidas pela placa e pelo tártaro irritam as gengivas e as deixam inchadas e sensíveis, causando o que chamamos de gengivite. O sangramento gengival é um dos sinais mais claros da doença.

Em síntese, a principal causa da gengivite é a placa bacteriana decorrente da falta de higiene bucal adequada.

Porém, as alterações hormonais e algumas doenças também aumentam o risco de desenvolvimento da inflamação, porque deixam as gengivas sensíveis. É o caso da gengivite na gravidez.

Fatores de Risco

Assim, podemos considerar as condições abaixo como fatores de risco e causas da gengivite:

  • Má higienização bucal;
  • Má oclusão;
  • Tabagismo;
  • Cárie;
  • Ausência de restaurações dentísticas;
  • Idade avançada;
  • Exposição a metais pesados, como chumbo;
  • Imunidade baixa;
  • Uso de medicamentos específicos;
  • Reação alérgica;
  • Infecções virais e fúngicas;
  • Baixa produção salivar;
  • Fatores genéticos;
  • Mudanças hormonais, relacionadas à gravidez, ciclo menstrual, puberdade, menopausa e pílulas anticoncepcionais;
  • Associação a doenças como diabetes, herpes labial, aids, leucemia e epilepsia;
  • Deficiências nutricionais;
  • Deficiências vitamínicas, como falta de vitamina C;
  • Uso excessivo de determinadas substâncias;
  • Aparelhos bucais mal encaixados ou mal limpos.

Sintomas da Gengivite

Sintomas da gengivite

A primeira indicação da gengivite é o sangramento gengival.

Normalmente, ele é identificado durante o processo de escovação. Ele pode aparecer na espuma da pasta de dente, na escova, no enxágue ou durante a utilização do fio dental.

É importante lembrar que o sangramento na gengiva não é normal em nenhuma situação, ainda que a gengivite não seja a causa. Ele também pode estar relacionado a uma escovação agressiva ou uso indevido do fio dental.

Também é preciso ressaltar que se o sangramento ocorre durante o processo de higienização, parar de escovar ou de usar o fio dental não será a solução do problema, mas sim sua piora.

Você também pode avaliar a aparência de sua gengiva para constatar a gengivite.

Isso porque uma gengiva saudável possui uma coloração rosada e textura áspera, semelhante à uma casca de laranja. A gengivite, por outro lado, apresenta sinais de vermelhidão e uma textura muito lisa.

inflamação da gengiva geralmente não causa dor ao paciente no seu estágio inicial, mas alguns de seus sintomas podem começar a se manifestar caso a inflamação fique mais grave.

  • Gengiva inchada;
  • Papila gengival inchada;
  • Sensibilidade;
  • Vermelhidão intensa das gengivas;
  • Textura lisa;
  • Sangramento ao escovar os dentes ou passar o fio dental;
  • Nos casos mais graves pode haver sangramento espontâneo da gengiva;
  • Sangramento da gengiva ao mastigar alimentos duros, como maçã;
  • Gosto de sangue ao longo do dia;
  • Mau hálito e gosto ruim na boca.

Ao notar esses sintomas, o primeiro passo é garantir que a escovação e o uso do fio dental estão adequados. Essa é a melhor maneira de eliminar bactérias e evitar que a infecção se agrave.

Em seguida, é preciso visitar o dentista. Não hesite, principalmente se houver sangramento. Isso evita sua evolução e danos permanentes à estrutura dental.

Como Tratar a Gengivite?

Como tratar a gengivite

Depois de conhecer essa doença periodontal, se conscientizar de sua gravidade e analisar quais os sintomas que ela apresenta, é hora de saber como tratar gengivite.

O tratamento de gengivite é simples: eliminar as causas para reverter os sintomas da inflamação e impedir que ela progrida para algum problema mais sério.

Assim, os dentistas afirmam que o tratamento ideal é uma união de forças entre profissionais da saúde e cuidados do paciente, que, juntos, conseguem acabar com os sintomas e a própria gengivite.

Dessa maneira, o papel do paciente consiste em realizar uma higienização adequada dos dentes, tendo certeza que o modo de uso da escova e do fio dental é correto.

O Que o Dentista Fará?

O que o dentista fará?

O papel do dentista é essencial em alguns casos, como quando a placa bacteriana se desenvolve para o cálculo dental ou tártaro.

Se isso ocorre, nem mesmo uma boa higienização será capaz de eliminar totalmente as bactérias presentes nos dentes. Assim, a consulta odontológica é obrigatória!

No consultório odontológico, o dentista irá avaliar a situação e o estágio da doença. Depois, vai realizar a limpeza e a remoção de toda a placa presente na superfície dos dentes e do tártaro presente entre eles.

Afinal, a gengivite tem cura, visto que a remoção do fator causador leva à regressão dos sintomas. O ideal é que o dentista, ao final da consulta, também dê instruções para escovação correta e uso do fio dental.

Profilaxia Dentária

O procedimento de limpeza de dentes é conhecido como profilaxia. O dentista remove toda a placa acumulada e o tártaro depositado na base do dente.

Esse procedimento pode ser chamado também de raspagem periodontal ou tartarectomia, que tem como objetivo a remoção do cálculo dental aderido ao dente.

O procedimento envolve, ainda, o alisamento radicular, que consiste na raspagem suave da raiz do dente para promover a diminuição da inflamação.

Este tratamento geralmente é eficaz. E a gengivite, se tratado no estágio inicial, pode ser resolvida no próprio consultório.

Dessa forma, para evitar que a inflamação retorne, é importante que o paciente continue com boas práticas de higiene e mantenha a saúde bucal em dia.

Como Evitar a Gengivite?

Como evitar a gengivite

Se a gengivite está diretamente ligada ao acúmulo de placa bacteriana e proliferação de bactérias na boca, evitar esse mal se resume em manter uma rotina de higienização adequada dos dentes.

No entanto, saber como realizar uma higienização adequada e usar os produtos de higiene de modo correto, podem ser dúvidas comuns.

A primeira recomendação é que a higiene oral seja realizada pelo menos três vezes ao dia, após as principais refeição. A seguir, confira como efetuar uma boa higiene dental:

Escova de Dentes

Uma escovação eficiente começa pela escolha das escovas de dentes.

Atualmente, as pessoas possuem gostos particulares em relação a escolha do tipo de escova de dentes. Isso se deve principalmente a ampliação do mercado de produtos de higiene bucal e a sua grande variedade.

O que poucas pessoas sabem é que existe, sim, um tipo ideal de escova de dentes, independente das preferências pessoais. O tipo mais adequado e de aplicação universal de escova de dentes é a de cerdas macias.

Esse tipo de escova é recomendado fortemente pelos dentistas para todos os tipos de pessoas, de todas as faixa etárias, especialmente se o indivíduo apresenta sinais de gengivite.

A ampla preferência pela escova de cerdas mais rígidas vem da falsa sensação de que sua rigidez proporcionará limpeza por conta do atrito e força maior que aplica sobre os dentes. Porém, isso não é verdade.

Além das cerdas mais rígidas machucarem as gengivas – que não são feitas para serem escovadas -, também não são responsáveis por uma limpeza mais eficiente.

Essa eficiência, na verdade, está relacionada à quantidade de cerdas existentes na escova, e não à sua rigidez. Por isso, na hora de escolher sua escova de dentes, opte pela que tiver as cerdas mais macias.

Agora que você como escolher sua escova, é hora de aprender a usá-la.

Modo de Uso
  1. Comece com a face dos dentes que se volta para o exterior. Segure a escova em um ângulo de 45 graus em relação aos dentes.
  2. Utilize movimentos suaves de rotação, seguindo a linha gengival e passando por todos os dentes, até os do fundo.
  3. Para escovar a face dos dentes que se volta para o interior da boca, utilize movimentos suaves de forma a varrer os dentes da base à ponta dos dentes.
  4. Para limpar a face interior dos dentes centrais, você pode posicionar a escova de forma paralela ao céu da boca, fazendo com que a escova entra e saia da boca ao realizar movimentos de frente para trás. Assim, as cerdas poderão passar suavemente pelas duas faces dos dentes centrais.
  5. Agora limpe a região dos dentes utilizada para a mastigação, utilizando moimentos de vaivém, alcançando até mesmo os dentes do fundo.
  6. Não utilize força no momento da escovação, pois ela não fará com que a limpeza seja mais eficiente, apenas machucará a sua gengiva.
  7. Não escove a gengiva diretamente. Sempre que a escova de dentes estiver perto da linha gengiva, tenha mais cuidado e faça movimentos mais suaves.
  8. Não se esqueça de escovar, também, a língua, bochechas e céu da boca, sempre de forma muito suave.

Fio Dental

A escolha do fio dental, no geral, pode ser particular.

O mercado de produtos de higiene bucal conta atualmente com diversos tipos de fio dental, do mais simples ao mais elaborado, sendo que eficácia dos produtos é a mesma quando estes são usados diária e corretamente.

Na hora da escolha, cabe ao consumidor optar por um modelo em que ele se adapte melhor, por meio da experimentação.

Consultar o dentista também pode ajudar o consumidor a escolher o tipo mais adequado para o seu caso. Confira a seguir quais são os tipos de fio dental disponíveis no mercado atualmente:

Tipos de Fio Dental
  • Fio dental comum: esse tipo pode ser nomeado também de fio de nylon ou de fio de multifilamento, pois possui vários filamentos unidos em formato cilíndrico. Por ser mais maleável, é indicado para dentes mais juntos, pois consegue se moldar melhor.
  • Fita dental: também conhecida como fio de monofilamento, por possuir apenas um filamento único, é mais rígida e mais larga que o fio comum, tornando o processo de limpe mais rápido. Costuma possuir um preço mais elevado e não é indicado para pessoas com grandes espaçamentos entre os dentes.
  • Fio dental com haste: esse tipo consiste em uma ferramenta de plástico com uma ponta encurvada que segura um fio dental. Pode ser de mais fácil manuseio para àqueles que possuem dificuldades com o fio comum. Pode ser indicado, também, para crianças, pois possui uma forma de uso mais simplificada.
  • Fio dental para aparelho ortodôntico: pessoas que fazem uso do aparelho ortodôntico devem usar o fio dental como qualquer outra. Esse tipo de fio dental, em especial, possui um ponta mais rígida que possibilita ser mais facilmente inserida por dentro dos fios do aparelho. Possui, também, uma parte esponjosa que ajuda com a limpeza ao redor dos braquetes.
  • Fio dental com cera: esse tipo é um fio dental de nylon comum, porém, é encerado. É indicado para pessoas que possuem uma sensibilidade maior quanto às sensações de passar o fio entre os dentes, a chamada “gastura”. Afinal, a passagem desse tipo de fio é mais suave.

Após escolher o fio dental que mais se adapta às suas necessidades, é necessário saber como utilizá-lo da maneira certa.

Vale ressaltar, também, que o uso correto do fio evita lesões na gengiva e, consequentemente, seu constante sangramento. Confira o passo a passo de como usar o fio dental corretamente:

Modo de uso
  1. Para todos os tipos de fio dental, exceto com haste, você deve começar retirando um bom comprimento de fio e enrolando grande parte dele, cerca de 40 centímetros, ao redor de cada dedo médio. Deixe cerca de 10 centímetro, entre os dedos, para passar entre os dentes.
  2. Use os dedos polegares e indicadores para segurar e manusear o fio entre os dentes. Comece deslizando o fio dental entre os dentes, removendo os resíduos mais “visíveis”, como restos de alimentos retidos.
  3. Após a limpeza mais “grosseira”, deslize o fio dental suavemente entre a base dos dentes e a gengiva, parte conhecida como sulco gengival, uma pequena fenda entre o dente a gengiva. O fio dental deve passar suavemente nesse local, sem aplicar força demais contra gengiva. É no sulco gengival que se dá o maior acúmulo de placa bacteriana, local onde a escova de dentes comum não consegue alcançar.
  4. Depois, a parte usada do fio deve ser enrolada em um dos dedos, desenrolando uma nova, do outro dedo, para continuar a limpeza.
  5. Todos os dentes devem ser limpos dos seus dois lados, nas duas fendas existentes entre o dente e a gengiva de cada dente.
  6. O fio de haste deve ser utilizado da mesma forma que o fio comum, no entanto, utiliza-se o mesmo pedaço de fio (preso à haste) em todos os dentes.
  7. Não há uma regra específica quanto à ordem de utilização do fio dental, podendo ser antes ou após a escovação, de acordo com o usuário preferir. Pessoas com espaços maiores entre os dentes, por exemplo, podem sentir uma urgência maior na limpeza com o fio dental antes da escovação, já que esse tipo costuma possuir mais alimentos retidos entre os dentes após a refeição.

Enxaguante Bucal

O uso do enxaguante bucal pode dividir opiniões. Por isso, é necessário consultar o seu dentista para que ele analise a necessidade ou não do uso desse produto de higiene bucal.

Alguns enxaguantes bucais, como os que possuem agente específicos, como Triclosan, podem ser úteis no combate à placa bacteriana e evitar o surgimento de gengivite e cáries.

Esse produto deve ser o último dentre os utilizados no processo de higienização, trazendo benefícios como um hálito mais agradável e uma sensação de refrescância.

Não há segredos em seu modo de uso.

  1. Primeiramente utilize a água para eliminar resíduos do creme dental.
  2. Em seguida, use a tampa do frasco do enxaguante para medir uma pequena quantidade de produto e levá-lo à boca.
  3. Algumas pessoas sentem necessidade de diluir o produto em água, mas isso não é algo obrigatório e nem necessário.
  4. Com o enxaguante diretamente na boa, faça bochechos para que o produto atinja todos os dentes. Se quiser, faça também gargarejos. Em seguida cuspa na pia o produto, não sendo necessário enxaguar posteriormente com água.
  5. Vale ressaltar que o enxaguante bucal não deve ser ingerido, mas sempre eliminado completamente ao cuspir.

Gengivite Infantil

Gengivite infantil

A gengivite pode atingir até mesmo os pequenos, não sendo incomum que isso aconteça.

Geralmente, a gengivite associada ao público infantil está relacionada a uma alimentação rica em açúcares e a falta de uma boa limpeza posteriormente.

Quando atinge as crianças, a gengivite costuma causar os mesmos sinais e sintomas que causa em adultos. Assim, os principais sintomas incluem vermelhidão e sangramento gengival.

No entanto, considera-se que o público infantil possui uma facilidade ainda maior de contrair essa condição, já que a placa bacteriana se instala mais facilmente no ambiente oral infantil, devido à falta de habilidade na higienização e hábitos alimentares menos saudáveis, como doces, refrigerantes e industrializados.

A facilidade de acúmulo de placa também pode ser associada à erupção dentária, fase em que os dentes ainda estão nascendo, de forma que sua limpeza é mais complicada.

Crianças que possuem o hábito de chupar o dedo também facilitam a entrada de bactérias e, consequentemente, o desenvolvimento da gengivite.

Além disso, os pequenos não estão livres do desenvolvimento da gengivite para condições mais graves.

Por isso, além de acompanhar de perto as escovações diária das crianças, os pais devem sempre analisar os dentes dos filhos e as consultas com o odontopediatra faz-se essencial em casos de suspeita de gengivite.

Gengivite na Terceira Idade

Gengivite na terceira idade

A melhor idade também não está livre dessa doença periodontal.

As causas da gengivite na terceira idade são iguais as causas em qualquer outra faixa etária. Ou seja, o acúmulo de placa bacteriana e a proliferação de bactérias na boca.

Entretanto, a terceira idade costuma sofrer com a fragilização da saúde conforme se dá o envelhecimento.

Dessa forma, esse público deve redobrar o cuidado com a saúde oral, já que a gengivite pode se desenvolver e se tornar algo mais grave, podendo ocasionar até mesmo a perda dos dentes.

Os sintomas da gengivite também são os mesmos, assim, se o idoso apresentar sinais de gengivite, deve consultar um odontogeriatra de confiança o mais rápido possível.

Esse profissional, além de realizar uma limpeza e eliminar a placa dos dentes, poderá analisar a situação dental do paciente idoso, orientando-o da melhor forma sobre a manutenção de sua saúde bucal.

Vale ressaltar que os idosos devem frequentar ativamente um odontogeriatra, já que, nessa idade, a gengivite não é o único problema bucal frequente.

E a Periodontite? O Que é?

E a periodontite? O que é?

Como já citamos anteriormente, a gengivite pode se desenvolver para um estágio ainda mais grave. Mais que estágio é esse?

Quando agravada, a gengivite evolui para a periodontite, uma estágio mais avançado e perigoso dessa doença periodontal.

Por sua vez, a periodontite é responsável por comprometer todos os tecidos de sustentação do dente. Ela provoca a degradação do colágeno tecidual, levando a destruição progressiva do osso alveolar e do ligamento periodontal.

Isso ocorre devido à intensificação da inflamação provocada pela gengivite, criando um ambiente favorável à formação de bolsas na gengivas.

Esse estágio da doença periodontal, se não tratada, pode levar até mesmo à perca dos dentes.

A periodontite, ao contrário da gengivite, não possui cura, apenas tratamento e diminuição de seus sintomas.

Nesse caso, o indivíduo deve procurar com urgência um profissional periodontista, pois a periodontite é capaz de levar à outras consequências que podem ser até mesmo fatais.

Os sintomas desse estágio avançado da doença periodontal podem ser similares ao do seu estágio inicial, apresentando sangramento e vermelhidão intensa. Porém, a periodontite pode apresentar alguns agravantes.

Conheça os sintomas e sinais da periodontite:

Principais Sintomas

  • Alongamento dos dentes devido à perda de estrutura gengival (retração gengival);
  • Alteração do paladar;
  • Alteração na posição dos dentes;
  • Aumento da sensibilidade devido à maior exposição do dente;
  • Destacamento gengival em relação aos dentes;
  • Dores;
  • Formação de bolsas na gengiva, como um tecido que se afrouxa e libera espaço entre a gengiva e o dente;
  • Gosto de sangue na boca.
  • Mau Hálito;
  • Mobilidade gengival acompanhada de amolecimento dos dentes;
  • Queda de dentes sem causa aparente;
  • Saída de pus da gengiva;

Outras Consequências da Doença Periodontal

Outras consequências da doença periodontal

As doenças periodontais como a gengivite e periodontite, podem desencadear consequências gravíssimas, tornando-se, muitas vezes, fatais.

Por isso, o tratamento dessas condições faz-se essencial e não deve ser negligenciado.

Sabe-se que a doença periodontal pode estar relacionada a diversas doenças sistêmicas.

Tanto sendo as bactérias da doença periodontal como provocadoras de outras doenças, como outras doenças facilitam o aparecimento das doenças periodontais.

  • Endocardite bacteriana: doença cardiovascular relacionada à presença de bactérias, podendo estar relacionadas à placa bacteriana, na corrente sanguínea que colonizam válvulas cardíacas e danificam-nas.
  • Outras doenças cardiovasculares: as bactérias da boca têm sido associadas ainda a infarto do miocárdio e aterosclerose.
  • Diabetes: fator que predispões a doença periodontal. Além disso, doenças periodontais podem agravar o diabetes.
  • Doenças respiratórias: as bactérias presentes na placa bacteriana podem agravar as doenças respiratórias e até mesmo serem o agente provocador dessas doenças, já que, pneumonias, por exemplo, são provocadas por bactérias que alcançam a região inferior do trato respiratório.
  • Abcessos cerebrais: têm sido descritos como causados por bactérias orais.

Dessa forma, entendemos que tratar a gengivite e a periodontite é necessário não apenas para promover a saúde bucal, mas sim da saúde em sua plenitude. Assim, se identificados os sintomas das doenças periodontais, consulte imediatamente um periodontista de confiança.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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