Periodontite causa fragilidade óssea e perda de dentes

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Doenças periodontais podem surgir em qualquer idade. No caso da periodontite, umas das mais conhecidas e recorrentes, identificada, dentre outros sintomas, pelo inchaço gengival, surge com maior frequência em pessoas com 35 anos ou mais. Apesar de ter essa característica, isso não significa que crianças também não possam desenvolver essa doença – mesmo sendo mais raro.

A gengivite é a principal causa de periodontite, que também pode surgir em decorrência da falta de saúde bucal ou por uma predisposição genética. Pessoas com doenças no sistema imunológico, diabetes, fumantes e aquelas que têm maior disposição para ao acúmulo de bactérias, também estão entre as mais propensas a desenvolverem esta patologia.

Periodontite é uma evolução da gengivite, caracterizada pela inflamação do periodonto. Trata-se de uma doença bucal que compromete todos os tecidos de suporte ao redor do dente. Ossos e ligamentos periodontais são os mais afetados. Pode causar a queda e perda de dentes por conta da fragilidade óssea desenvolvida, e as consequências vão desde a destruição da estrutura bucal até a agressividade na estética dental.

Periodontite tem cura? A doença é incurável, mas, em seus estágios iniciais, o tratamento é efetivo e pode estabilizar seu quadro, controlando-a e impedindo que ela evolua. A descoberta da doença é feita na própria clínica pelo odontologista ou periodontista.

Como a periodontite se desenvolve?

A periodontite está diretamente relacionada à falta de uma higiene bucal adequada e atinge 15% da população mundial. Trata-se de uma doença periodontal em nível já avançado, quando a negligência com a limpeza dos dentes já se tornou recorrente e lesiva, caracterizado pela inflamação na gengiva.

Como a periodontite é definida como um estágio já avançado de outras condições periodontais, é preciso entender quais são seus estágios anteriores para então compreender como se dá o seu desenvolvimento no ambiente oral. Veja:

  1. higienização bucal
  2. Placa bacteriana
  3. Gengivite
  4. Periodontite

O desenvolvimento de cada um desses estágios serão discutidos em breve nesse mesmo artigo, antes, porém, vamos esclarecer como o simples fator “higiene” pode provocar e desencadear todos esses estágios da doença da gengiva.

Em síntese, as doenças periodontais caracterizam-se por um conjunto de condições inflamatórias de origem bacteriana que afetam desde a gengiva até os seus ossos de sustentação.

Dessa maneira, podemos definir as bactérias como principal fator etiológico das doenças periodontais que, por sua vez, têm sua proliferação favorecida no ambiente oral quando este oferece os nutrientes necessários para seu desenvolvimento.

No entanto, a presença de bactérias no ambiente oral pode ser considerado algo extremamente comum e até mesmo saudável, sendo benéficas e essenciais para a manutenção da saúde bucal. Portanto, a nossa flora bucal possui uma abundante comunidade bacteriana, assim como também acontece em outras partes do corpo humano.

Entretanto, esses pequenos microrganismos podem ser oportunistas, já que, com a diminuição das barreiras de defesa do corpo, aliado à nutrição desses microrganismos, sua proliferação pode resultar em processos infecciosos que causam as doenças periodontais e também a cárie.

Por fim, a nutrição das bactérias na flora bucal advém de restos de alimentos que não foram devidamente removidos graças a má higiene oral, ocasionando as doenças periodontais.

Quais são os sintomas da periodontite?

Quais são os sintomas da periodontite?

Por ser uma evolução da gengivite, os sintomas da periodontite também são considerados uma evolução do que já se tinha no estágio anterior. Dessa forma, um indivíduo com periodontite pode apresentar os mesmos sintomas da gengivite, porém, agravados.

O principal e mais comum sintoma da gengivite é o sangramento da gengiva. Esse costuma ser notado no momento da escovação ao se mastigar um alimento sólido, como a maçã, por exemplo.

Os sintomas de periodontite podem ser mais fortes e claros, sendo facilmente percebidos – o que pode não não acontecer tão comumente com a gengivite.

Veja, a seguir, quais os sinais e sintomas que a doença periodontal pode apresentar:

  • Mau hálito;
  • Gengiva inchada e vermelha;
  • Mobilidade gengival;
  • Destacamento da gengiva em relação aos dentes;
  • Sangramentos gengivais, durante a escovação, alimentação ou espontâneos;
  • Sensibilidade nas gengivas;
  • Retração gengival (perda da estrutura gengival que provoca maior exposição dos dente);
  • Formação de bolsas gengivais (o tecido se afrouxa e libera espaço entre a gengiva e o dente);
  • Dores;
  • Alteração do paladar;
  • Alteração do posicionamento dos dentes;
  • Saída de pus da gengiva;
  • Gosto de sangue na boca;
  • Abscesso dentário; e
  • Perda de dentes sem causa aparente.

É importante esclarecer que nem sempre um único indivíduo poderá apresentar todos os sinais e sintomas da periodontite citados de uma só vez.

Outra forma de se diagnosticar a doença periodontal é a análise visual da gengiva. Uma gengiva saudável apresenta uma coloração rósea e uma textura acentuadamente áspera, similar à casca de laranja.

A gengiva afetada, por outro lado, pode ser percebida, já em seus primeiros estágios e antes de outros sinais mais graves, por uma coloração avermelhada e textura extremamente lisa.

Se percebidos quaisquer dos sintomas citados acima, é de suma importância que o indivíduo procure ajuda especializada, evitando assim consequências mais graves.

Fatores de risco para o surgimento da doença periodontal

Fatores de risco para o surgimento da doença periodontal

Além da falta de higiene bucal adequada, as chances do desenvolvimento da doença periodontal podem ser estendidas por alguns fatores que predispõe seu aparecimento.

Saiba, a seguir, quais são eles:

  • Predisposição genética;
  • Boca seca (baixa produção salivar);
  • Ausência de restaurações dentísticas quando estas são necessárias;
  • Problemas dentários estruturais;
  • Má oclusão;
  • Reação alérgica;
  • Deficiência de vitaminas;
  • Gravidez;
  • Puberdade;
  • Menopausa;
  • Alterações hormonais de forma geral;
  • Tabagismo;
  • Abuso de álcool e drogas;
  • Uso de medicamentos específicos;
  • Herpes Labial;
  • Diabetes;
  • Exposição a metais pesados;
  • Epilepsia;
  • Aids; e
  • Leucemia.

Apesar de não haver uma única explicação para as maiores possibilidades de desenvolvimento da periodontite quando o indivíduo está condicionado à alguns dos fatores citados acima, os tais podem, sim, apresentarem riscos para seu desenvolvimento.

Podemos citar como uma das causas a baixa imunidade relacionada a Aids, Leucemia e deficiência vitamínica, por exemplo.

Para indivíduos associados a qualquer um desses fatores, os cuidados com a higiene bucal e constante acompanhamento odontológico se fazem necessários sempre.

Estágios da doença periodontal

Estágios da doença periodontal

Placa bacteriana – Lesão inicial

Como explicado anteriormente, as doenças periodontais tem como principal fator etiológico as bactérias que encontram ambiente propício para sua proliferação no ambiente oral.

O pH alcalino da boca, aliado à uma higiene adequada, são capazes de evitar a proliferação dessas bactérias. Porém, quando esse equilíbrio oral, é afetado, resultado de uma higiene deficiente e da diminuição da barreira de defesa do corpo.

Essa comunidade de bactérias forma o biofilme dental, ou a placa bacteriana. A agressão dessa placa agride a gengiva e provoca o início da resposta inflamatória, sendo também responsável pela formação de tártaro e cárie.

Esse biofilme pode não ser facilmente detectado a olho nu, pois possui aspecto incolor em forma de película que se adere a superfície dos dentes e deposita-se no sulco gengival, além de possuir uma consistência pegajosa.

Nesse estágio da doença periodontal, clinicamente falando, ainda não é possível observar sinais e sintomas.

A resposta inflamatória é causada por:

  • Fenômenos vasculares;
  • Exsudação de fluido do sulco gengival;
  • Aumento da migração dos leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos) para o epitélio juncional e sulco gengival; e
  • Perda de colágeno perivascular.

Gengivite – Lesão precoce

Trata-se do primeiro estágio da doença periodontal, a gengivite Esse estágio é atingido quando há a má higienização do dentes que não é suficientemente eficaz no combate à placa bacteriana.

As toxinas produzidas pela placa irritam o tecido gengival, tornando o processo de gengiva inflamada mais intenso, resultando nos primeiros sinais clínicos da doença, como o sangramento da gengiva e vermelhidão.

Nesse primeiro estágio, a limpeza realizada em consultório para o combate da placa e do tártaro são suficientes para reverter os danos da patologia, já o osso alveolar – que dá sustentação aos dentes – não foi atingido.

Nota-se:

  • Acúmulo de linfócitos subjacentes ao epitélio juncional;
  • Perda progressiva da rede de fibras colágenas que suporta a gengiva marginal; e
  • Início da proliferação das células basais do epitélio juncional.

Gengivite crônica – Lesão estabelecida

A gengivite crônica, ou periodontite crônica, é o estágio intermediário entre a gengivite e a periodontite. Assim, é caracterizada pela intensificação dos sinais clínicos já presentes na lesão precoce, como a continuação da perda de tecido conjuntivo, e início dos sinais da lesão avançada.

A evolução da doença para esse estágio consiste no não-tratamento da gengivite. Quando atinge mais de 30% dos dentes, pode ser considerada generalizada, quando a porcentagem é menor, pode ser considerada localizada.

Esse estágio pode ter ou não a formação de bolsas, característica da lesão avançada, e não há perda óssea considerável.

Nota-se:

  • Proliferação, migração apical e extensão lateral do epitélio juncional;
  • Predomínio de plasmócitos; e
  • Presença de imunoglobulinas no tecido conjuntivo e no epitélio juncional.

Periodontite – Lesão avançada

A lesão avançada é a manifestação da periodontite propriamente dita. Quando a doença periodontal atinge esse estágio é considerada irreversível, ou seja, não há cura, apenas tratamento para a diminuição dos sinais clínicos e estabilização da patologia.

Nessa etapa, ocorre a intensificação do processo inflamatório, destruição óssea e das fibras de sustentação do dente, causando mobilidade dental e, nos casos mais graves, perda dos dentes.

Assim, os sinais clínicos característicos dessa etapa são:

  • Formação da bolsa gengival;
  • Colonização bacteriana no sulco gengival;
  • Penetração bacteriana entre a superfície dental e o epitélio juncional;
  • Extensão da placa bacteriana para apical, dentro da bolsa
  • Reabsorção da crista óssea; e
  • Proliferação e migração apical do epitélio juncional, formando o epitélio da bolsa periodontal.

Como é feito o tratamento da periodontite?

Como é feito o tratamento da periodontite?

A terapia periodontal possui como principal objetivo eliminar os fatores responsáveis pela doença no paciente, sendo que os métodos de tratamento mais básicos são a reeducação do método de higiene bucal aliado à procedimentos mecânicos profissionais feitos em consultório para eliminar dos irritantes locais.

Por ser uma doença agressiva, ela deve ser tratada o mais rápido possível. Paciente e profissional devem estabelecer um acordo sobre o melhor caminho para combater a doença. Entre os tratamentos possíveis, há os cirúrgicos e os não-cirúrgicos.

Primeiro, o profissional fará o exame clínico ao realizar perguntas para o paciente. Depois, ele fará o exame físico, com inspeção visual, palpação e exame radiográfico. Só assim, cirurgião-dentista e paciente saberão se estão lidando com a doença bucal.

É comum que o diagnóstico inicial seja feito pelo cirurgião-dentista que, posteriormente, realizará o encaminhamento pra um profissional especializado em periodontia.

Veja o passo a passo do diagnóstico médico:

Anamnese

A anamnese é o primeiro passo rumo ao diagnóstico e o tratamento das doenças periodontais.

Esse primeiro procedimento consiste em uma entrevista realizada pelo profissional da odontologia com o objetivo de questionar o paciente e descobrir mais a respeito da condição.

Nessa etapa, o profissional poderá buscar pelo histórico pessoal e familiar do paciente, descobrindo, assim, se há alguma condição que predispõe a doença, como os casos citados anteriormente.

É comum que o cirurgião-dentista questione, também, sobre os sintomas, há quanto tempo eles se instalaram e hábitos de higiene bucal, a fim de obter informações e descobrir de que forma a doença periodontal se manifesta.

Exame clínico

O exame clínico testificará as informações obtidas na anamnese, sendo um exame de análise física realizado pelo próprio odontologista, com o objetivo de detectar características físicas da doença periodontal.

Assim, a primeira etapa desse procedimento é a inspeção visual que busca por anormalidades no ambiente oral. O profissional irá observar alguns aspectos da gengiva, tendo como base alguns fatores característicos de uma gengiva saudável, como:

  1. Ausência de biofilme ou cálculo dental;
  2. Textura áspera devido as interligações dérmicas;
  3. Cor rósea ou acastanhada;
  4. Preservação dos pontos de contato proximais; e
  5. Papilas piramidais que ocupam completamente as ameias.

No entanto, se o paciente apresentar características diferentes dessas tais, pode ser um sinal de presença da doença periodontal.

Portanto, realiza-se a segunda etapa do exame clínico, a palpação. Nessa etapa o profissional apalpa e pressiona o tecido gengival utilizando, normalmente, do polegar pra tal. Se a gengiva estiver sob condição da periodontite, é possível que nessa etapa haja a saída de conteúdos prováveis da entrada do sulco gengival.

Posteriormente, pode ser realizada uma sondagem para uma melhor investigação da condição periodontal, utilizando-se de instrumentos específicos para isso, como sondas periodontais.

Radiografia

Finalmente, o cirurgião-dentista poderá utilizar de radiografias para obter um diagnóstico mais preciso. A radiografia poderá oferecer ao profissional a visualização da proporção de raiz que ainda está inserida no osso. Dessa forma, será possível avaliar o nível de perda óssea.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhores serão as chances de um tratamento efetivo e, consequentemente de melhores resultados obtidos.

Tratamentos

Como dito anteriormente, os tratamentos da periodontite podem ser tanto cirúrgicos quanto não cirúrgicos.

Os tratamentos não-cirúrgicos são considerados mais convencionais e incluem a raspagem periodontal, ou a limpeza, que remove a placa bacteriana causadora da periodontite e a reeducação do método de higiene bucal do paciente.

Esse processo pode ser, ou não, doloroso por conta da sensibilidade gengival. É realizado com auxílio do aparelho de ultrassom e outros instrumentos manuais, além do uso de jato de bicarbonato, em alguns casos, para auxiliar na limpeza.

Em síntese, consiste na limpeza e raspagem da raiz do dente para eliminar o acúmulo de bactérias.

Também pode-se realizar o alisamento radicular para alinhar as irregularidades dos dentes e deixando-o liso. O alisamento é necessário para que o acúmulo placa e tártaro seja evitado, pois as irregularidades dos dentes facilitam sua aderência.

Por fim, o cirurgião-dentista pode efetuar um polimento, para dar ao dente um acabamento mais braco e livre de manchas.

Dentre os tratamentos cirúrgicos, recorrentes em casos mais graves, encontramos a aplicação de derivados de matriz do esmalte dental. Isso é feito porque o esmalte é reduzido com a periodontite. Assim que é introduzido mais na cirurgia, o esmalte faz uma proteção contra novas bactérias e aumenta as chances de um crescimento de osso saudável.

A regeneração tecidual guiada também é outro recurso cirúrgico. Nesse procedimento, o dentista insere um tecido entre o dente e o osso afetado. O tecido impede que novas toxinas se insiram na área, e o osso comprometido pode crescer novamente de forma natural e saudável.

Os casos mais graves são passíveis de extração dentária quando os dentes estão muito comprometidos, evitando que a infecção se espalhe.

Medicamentos usados para tratar periodontite

Como é feito o tratamento da periodontite?

Em um dos métodos de tratamento, a depender da gravidade da periodontite, pode ser necessário o uso de alguns medicamentos. Entretanto, o tratamento a base de medicamentos é utilizado quando apenas a terapia convencional, ou seja, reeducação de método do higiene bucal e procedimentos mecânicos profissionais realizados em consultório – como os mencionados acima-, não é suficientemente eficaz.

Assim, é importante dizer que somente um profissional da odontologia, especialmente um periodontista, pode analisar e indicar qual medicamento o paciente deve utilizar em seu tratamento e, principalmente, se a medicação é o método mais eficaz para tratar o seu tipo de caso.

Dessa forma, recomendamos sempre que o paciente siga a orientação médica e a cumpra em conformidade, de modo que nunca se automedique.

Dito isto, veja abaixo quais são os antibióticos para periodontite e demais medicamentos utilizados no tratamento da patologia:

  • Amoxilina (antibiótico);
  • Amoxil BD (antibiótico);
  • Azitromicina (antibiótico);
  • Bi Profenid (anti-inflamatório, analgésico e antitérmico);
  • Clindamicina (antibiótico);
  • Clindamin-C (antibiótico);
  • Metronidazol (antibiótico); e
  • Flanax (anti-inflamatório, analgésico e antitérmico).

O que é periodontite severa?

O que é periodontite severa?

A periodontite severa, mais conhecida como periodontite agressiva, é a forma crônica mais hostil da doença periodontal. Dentre todos os tipos de periodontite que podem se desenvolver no ambiente oral, essa é a forma mais rara.

Nesse tipo, são encontradas bactérias extremamente virulentas, manifestando-se por meio de um desgaste veloz do osso e ligamento periodontal, possuindo uma progressão muito mais rápida que qualquer outra.

Normalmente, os pacientes que possuem a periodontite severa não possuem acúmulo de placa bacteriana, sendo mais comum em jovens. Ela é caracterizada por apresentar agregação familiar, ou seja, existe histórico familiar da doença.

Esse tipo de periodontite afeta mais comumente os dentes incisivos e molares.

Conheça, a seguir, outros tipos de periodontite:

Juvenil

Considerada um tipo raro, a periodontite juvenil tem como principal característica seu aparecimento precoce. Sua causa está mais relacionada a fatores genéticos do que a ação da placa bacteriana propriamente dita.

É mais comum em mulheres entre a puberdade e os 30 anos de idade, porém, também pode afetar crianças, especialmente entre 11 e 13 anos de idade.

A periodontite juvenil pode ser classificada como localizada e generalizada. Sua forma localizada comumente atinge os dentes incisivos e primeiros molares, com processo inflamatório leve, sendo mais comum em crianças.

A forma generalizada, por outro lado, atinge mais frequentemente pessoas entre a puberdade e os 30 anos, atingindo a maioria dos dentes da boca, sem nenhum padrão específico.

Caracteriza-se por perda óssea em formato angular, pouca placa bacteriana e, em casos mais graves, dor e abscessos na raiz dentária.

Ulcerativa necrosante

A forma aguda da periodontite ulcerativa necrosante é considerada gravíssima, mas rara, sendo encontrada mais comumente em pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Por outro lado, essa patologia apresenta, frequentemente, pequenas infecções.

A infecção é caracterizada pelo aumento anômalo de bactéria no ambiente oral, sem causa aparente. Sua causa principal está relacionada a fatores emocionais – como pessoas com gengivite que passam por algum estresse -, dieta insuficiente, falta de sono e tabagismo, além da má higiene bucal.

Os principais sintomas da periodontite ulcerativa necrosante são dores gengivais, febre, mal-estar, hemorragias, mau-hálito e úlceras nas extremidades gengivais.

Com manifestação de doença sistêmica

Finalmente, o último tipo de periodontite, a periodontite com manifestações de doenças sistêmicas, como o próprio nome já esclarece, é desencadeada por fatores sistêmicos.

Isto é, o principal fator de seu aparecimento é predisposto por doenças terceiras, como diabetes, doenças respiratórias e cardíacas, por exemplo.

Além disso, costuma afetar indivíduos mais jovens.

Como prevenir a periodontite?

Como prevenir a periodontite?

A periodontite traz problemas bucais e estéticos, e o melhor combate contra essa doença é a prevenção.

Como vimos até aqui, o principal fator responsável pelo aparecimento da gengivite é a placa bacteriana, proveniente da má higienização bucal. Assim, é importante lembrar de manter uma saúde bucal impecável.

Portanto, escovar os dentes e usar o fio dental são hábitos essenciais na prevenção da periodontite. O uso de creme dental para periodontite pode ser indicado como auxílio no tratamento da patologia e também é recomendado, como forma de prevenção, para quem já passou por algum quadro de gengivite.

A escovação depois das refeições, depois de acordar e antes de dormir também são fortemente recomendadas, além de evitar alimentos e bebidas com muito açúcar e evitar fumar são outras orientações. E por fim, a periodontite pode ser combatida com visitas regulares ao dentista.

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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