Tipos de fratura: saiba como identificar e como tratar

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Você sabia que existem diversos tipos de fratura dentária e que algumas precisam até de um reimplante dental?

Entre os diversos tipos de fratura se encontra também a fratura na mandíbula, que pode alterar a mordida ou até gerar problemas na articulação temporomandibular.

Os tipos de fratura variam em classificação e também em níveis de dor uma vez que pode causar a separação do osso em dois ou mais pedaços.

Estudos apontam que em 40% dos casos de fraturas elas são ocasionados no ambiente doméstico do paciente por algum tipo de descuido.

Entretanto, existem diferentes classificações, tipos de fraturas e também formas na qual a fratura pode acontecer.

Como as fraturas são classificadas?

As fraturas são classificadas de três maneiras:

  1. De acordo com o caminho no qual a fratura percorre.
  2. Localização anatômica da fatura
  3. Se é feita de forma linear ou cominutiva.

Porém, existem diversos tipos de fratura.

As rupturas podem acontecer de quatro formas diferentes, sendo eles parcial ou total do osso, aberta ou fechada.

Como o próprio nome sugere, a fratura parcial se dá quando uma parte do osso quebra. Por outro lado, a total é quando o osso é quebrado por inteiro.

Ela é considerada fechada quando o osso não abre uma fissura na pele. Em compensação, a aberta é quando o osso rasga a pele e fica exposto. Uma vez que o osso fica para fora, a fratura aberta é mais perigosa do que a fechada.

Quais são os tipos de fratura?

Confira na lista abaixo alguns dos tipos de fratura óssea:

  • Fratura por avulsão: Separação do tendão com o osso causada por uma forte contração do músculo.
  • Fratura cominutiva: Quando o osso é quebrado em vários pedaços.
  • Por esmagamento: Mais comum nas vértebras, acontece quando os ossos são esmagados.
  • Com luxação: Quando a articulação fica desgastada e um osso quebra.
  • Patológica: Causada por uma doença que enfraquece os ossos e provoca a fratura.
  • Fratura em galho verde: O osso é desfigurado mas não chega a quebrar. Mais comum em crianças, doloroso e estável.
  • Incompleta: Quando o osso é não quebra por inteiro mas sim apenas de um lado. Frequente em crianças.
  • Separação óssea: O pedaço do osso quebrado se afasta do restante do osso.
  • Longitudinal: Quando a fratura se dá no eixo do osso.
  • Espiral: Quando o pedaço do osso quebrado gira.
  • Por estresse: Frequente em atletas, quando os ossos se quebram pelo estresse repetido.
  • Oblíqua: Quando a fratura aumenta pela diagonal e assim vai quebrando o osso.
  • Transversa: O osso é quebrado de maneira transversal quanto ao seu eixo.
  • Traumática: Quando é colocado sobre o osso uma força maior do que ele aguenta. Não precisa necessariamente no local do impacto.
  • Fratura simples: Quando apenas o osso é atingido e não tem reflexos sobre a pele ou em estruturas próximas.
  • Complicada: Quando além do osso são atingidos vasos sanguíneos, nervos, músculos e outras estruturas corporais.

Entretanto, é válido ressaltar a importância de procurar por um ortopedista caso sentir dor após um acidente ou queda.

Como fazer o tratamento da maneira adequada

Para que os tratamentos de fraturas tenham êxito, é necessário que exista uma colaboração e cuidados da pessoa que a sofreu.

Junto da avaliação médica, serão feitos raios X para analisar a fratura, classificá-la e poder então começar o tratamento.

Contudo, em cada caso será necessário um tipo de cuidado, procedimento e respostas diferentes para as situações.

Condições como local da fratura, gravidade, tipo, condição física de quem sofreu e também uma análise do paciente com o médico são importantes para encontrar o melhor tratamento.

Entretanto, braces, fixação externa, tração e imobilização com gesso são algumas das opções de tratamento quando é uma fratura que não seja no rosto.

E na odontologia?

Na área da odontologia não é muito diferente uma vez que também existem diversas formas e tipos de fraturas diferentes.

Além disso, mudam também os métodos de tratamento para cada tipo de fratura dentária ou mandibular específica.

Em um âmbito geral, elas podem atingir a porção coronária ou radicular, e a forma de analisar cada caso é diferente.

Enquanto as fraturas coronárias podem ser percebidas por meio de um exame clínico, as radiculares precisam de um exame de imagem para chegar ao diagnóstico.

Quais tipos de fraturas podem ser observados na odontologia?

O mais comum entre crianças e adolescentes é o traumatismo dentário. Esse tipo de lesão, mais frequente em pessoas do sexo masculino na idade escolar, vai desde uma fratura no esmalte até a perda definitiva do dente.

A primeira reação dos pais quando o filho apresenta algum traumatismo dentário é levá-lo a um pronto socorro ou posto de saúde, porém essa atitude está errada.

O certo portanto em casos como este é levar a criança para um cirurgião dentista que irá analisar e diagnosticar o caso para poder fazer o tratamento correto.

Confira abaixo outras possibilidades de fraturas dentárias.

  • Fratura em esmalte e fratura em esmalte e dentina: Se consiste na perda de uma parte do esmalte do dente ou então do esmalte e da dentina junto.
  • Fratura coronária: Quebra que envolve o esmalte, a dentina e a polpa.
  • De coroa e raiz: Além do esmalte, dentina e polpa, este tipo de fratura envolve também o cemento. Pode acontecer no sentido axial ou horizontal.
  • Fratura radicular: Envolve também a mobilidade do dente além da dentina, cemento e polpa.
  • Fratura da parede e processo alveolar: Fratura que envolve a parede óssea do alvéolo, podendo afetar o dente.
  • Concussão: Ferida no suporte do dente que não causa perda ou deslocamento do dente.
  • Subluxação: Ferida no suporte do dente que causa hemorragia na gengiva.
  • Luxação intrusiva: Desvio do dente em relação ao osso alveolar. A coroa se encurta e a gengiva sangra.
  • Luxação lateral: O dente se desloca para os sentidos palatino, vestibular, mesial ou distal.
  • Luxação extrusiva: Parte do dente se desloca para fora o alvéolo.
  • Avulsão: perda total do dente. O alvéolo fica vazio ou cheio de coágulos de sangue.

Além destes, pode ocorrer nas crianças um traumatismo nos dentes de leite após algum acidente ou queda.

E as fraturas mandibulares?

As fraturas na mandíbula são casos um pouco mais específicos. Confira-os abaixo:

  • Fratura do maxilar inferior (mandíbula): Comuns em pacientes após algum traumatismo derivado da má oclusão ou então um edema local e dor na mandíbula.
  • Fratura na face média: Causada por uma má oclusão traumática e até fraturas do rebordo alveolar superior que podem causar uma fratura maxilar envolvendo a superfície da oclusão.

Relacionadas ao maxilar também estão a fratura do arco zigomático e a fratura do assoalho da órbita.

O que pode causar essas fraturas?

Uma vez que a grande maioria dos casos de fraturas radiculares são relacionados a acidentes, quase todos são considerados traumáticos. Sejam por acidentes automobilísticos, domésticos ou então agressão física.

Restaurações e preparos endodônticos de canais radiculares também podem enfraquecer os dentes, aumentando a possibilidade de ocorrerem fraturas e trincas radiculares ao mastigar.

Como fazer o tratamento?

Assim como nos outros tipos de fraturas aqui mencionadas, é válido ressaltar que o tratamento para as fraturas dentárias e mandibulares depende do paciente para ser bem sucedido.

Fatores como localização, complicação da fratura e tempo entre o traumatismo e também a primeira consulta odontológica para analisar influenciam sobre o diagnóstico para os dentistas.

Quando este trauma não é relacionado à dores, sangramento, deslocamento ou perda de dentes, existe uma demora para conseguir encontrar qual será o tratamento necessário, e isso aumenta o risco de maiores complicações.

A ação clínica, bem como o tratamento, depende da gravidade da fratura e de qual dente se trata, sem contar com a presença da dor no paciente.

Para definir qual tratamento será utilizado a condição de saúde do paciente também é determinante.

Os tratamentos podem ser feitos de duas formas:

  • Restauração em resina: Também conhecidas como restaurações brancas, são comuns atualmente principalmente em casos de fraturas leves nos dentes.
  • Reimplante dentário: Único tratamento para os traumas mais brutos, no qual se recoloca o dente no alvéolo. Simples e tem sucesso em 90% dos casos quando feito da forma apropriada.

Sendo assim, caso apresente algum tipo de dor dental ou na mandíbula, faça uma avaliação ortodôntica para poder saber se você se encaixa dentre os tipos de fratura, e fazer o tratamento correto.

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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