Parada cardiorrespiratória: como reagir, o que fazer e como socorrer

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Doenças cardiovasculares podem resultar em emergências médicas até mesmo dentro do consultório, e uma parada cardiorrespiratória, por exemplo, pode ocorrer por causa de uma má saúde bucal.

Sendo assim, uma parada cardiorrespiratória ou uma parada cardíaca podem ser resultado de problemas bucais.

Parada cardiorrespiratória é quando a circulação sanguínea é interrompida após o coração parar de bater. Normalmente ela é acompanhada de uma parada respiratória, antes ou depois, por alguns segundos.

Entretanto, é válido ressaltar que ela pode ser fatal ou não.

Entretanto, existem dois pontos que valem ser frisados:

  1. Se uma pessoa volta de uma parada cardíaca, é comum que ela fique de 10 a 15 segundos sem consciência por ter perdido a circulação sanguínea no cérebro.
  2. Caso a pessoa permaneça sem respirar entre quatro e seis minutos, as células cerebrais morrem rapidamente pela falta de circulação de sangue na região.

Mas algumas perguntas podem eventualmente surgir quando falamos sobre esse assunto.

Dentre elas nós podemos encontrar:

  • Existe mais de uma forma que a parada cardíaca acontece?
  • Qual é a melhor forma de socorrer alguém que está tendo uma parada cardíaca?
  • Existem eventuais riscos que isso pode causar consequentemente?
  • Quais as causas para que isso ocorra?
  • E se um paciente passar por isso durante um tratamento odontológico?
  • Como o dentista deve se comportar em situações assim?

Sendo assim, nós vamos discutir sobre esses temas nesse artigo. Que tal conferir conosco?

Existe mais de um tipo de parada cardiorrespiratória?

Apesar de não ser muito falado, sim, existe mais do que uma maneira que pode acontecer, e o que muda cada caso é basicamente o ritmo que o coração bate.

Sendo assim, confira abaixo qual é cada um dos tipos e o que os diferencia entre si:

  • Fibrilação ventricular: ritmo cardíaco acelerado, irregular e ineficaz.
  • Atividade elétrica sem pulso: o coração bate sem bombear sangue para o corpo, ou seja, os batimentos não são eficazes.
  • Assistolia: o coração para de bater pelo interrompimento de sua ação muscular.

De toda forma, não existem causas únicas para cada tipo de parada, o que muda entre eles é apenas as características específicas de cada um.

Como socorrer alguém que está tendo uma parada cardíaca?

É necessário um socorro imediato e o tratamento apropriado para poder evitar a morte em caso de paradas cardiorrespiratórias.

Entretanto, esse socorro pode ser feito de duas maneiras: o socorro básico ou o socorro avançado.

O primeiro é feito por uma série de procedimentos de emergência que não precisa ser feita por um médico.

Nela é feita a ressuscitação cardiopulmonar por meio de compressões na parte externa do tórax, abertura das vias respiratórias e ventilação pulmonar de forma artificial.

Nesse processo pode ser utilizado um desfibrilador para auxiliar no processo.

Já o segundo, por sua vez, é feito por meio de ações médicas, como uso de medicamentos e de aparelhos que irão ajudar na recuperação do paciente.

Esse deve ser feito apenas por uma equipe de médicos preparada e será feita, via de regra, em um hospital.

Como é feito o socorro básico?

Ele é feito por meio de três etapas:

  1. Circulação artificial: deve ser feita após chamar uma ambulância. Serão feitas pressões torácicas rápidas e fortes para estimular a retomada de circulação sanguínea no coração.
  2. Abertura das vias respiratórias: uma mão será colocada sobre a testa da pessoa e a outra no queixo, empurrando-o para cima e consequentemente a testa para baixo, abrindo assim a via aérea.
  3. Respiração boca a boca ou boca a máscara: nada mais é do que fazer uma ventilação, colocando oxigênio dentro da pessoa que sofreu a parada cardiorrespiratória.

Entretanto é válido lembrar que esse último procedimento apenas deve ser feito até que o tórax da pessoa seja elevado.

Existem riscos que esse problema gera futuramente?

Ainda não foram levantados riscos que paradas cardíacas causam em pessoas que voltam após uma.

Entretanto, é possível observar alterações na ação cardíaca oriundas de tal parada.

Para casos assim, é altamente recomendado o acompanhamento de perto do quadro, ao longo dos meses, com um cardiologista.

E ainda existe também o risco de a parada cardiorrespiratória ser fatal.

Existem fatores que podem ocasionar uma parada?

Problemas como parada cardiorrespiratória no Brasil infelizmente são considerados comuns.

Entretanto, existem algumas causas específicas que podem levar alguém a esse quadro. Confira abaixo:

  • Choque circulatório: o coração e os vasos sanguíneos param de levar sangue aos tecidos do corpo.
  • Choque séptico: a pressão arterial se encontra muito baixa, gerando uma insuficiência orgânica.
  • Trauma: distúrbio não cardíaco, mas que pode alterar a frequência cardíaca por estresse.
  • Doenças cardiovasculares: como o próprio nome sugere, são doenças que alteram a função cardiovascular do corpo.
  • Infarto: causa mais comum das paradas cardíacas segundo o Hospital do Coração por se tratar de uma obstrução que pode ocorrer em um vaso sanguíneo que alimenta o coração, causando sua parada.

Além destas, existem outras justificativas para uma parada cardíaca como: overdose, afogamento, engasgo, perda de sangue em alta escala.

Mas existem sintomas que indicam esse quadro?

Sim, existem alguns sintomas que podem ser notados quando se está tendo uma parada cardiorrespiratória.

Dentre eles estão: ausência da ação re respirar, perda de consciência, lábios e unhas em um tom mais perto do roxo e também dilatação das pupilas.

Sendo assim, é aconselhada a ida a um hospital o mais breve possível caso apresente algum desses sinais.

O que fazer se um paciente tiver uma parada cardiorrespiratória?

Em situações de parada cardiorrespiratória no consultório odontológico, a primeira atitude deve ser chamar uma ambulância pelo número de emergência 192.

De toda forma, existe um protocolo de suporte básico de vida que determina a necessidade do reconhecimento e prática de ações de ressuscitação cardiopulmonar para manter a pessoa viva até que a ambulância chegue.

Sendo assim, algumas coisas podem ser feitas pelo dentista para ajudar enquanto a equipe de médicos não chega. Confira abaixo:

  1. Deitar a pessoa de barriga virada para cima em uma superfície plana e firme, lembrando que a cabeça não pode estar mais alta do que os pés.
  2. Posicionar-se ao lado da pessoa de forma que os ombros estejam no meio do tórax do paciente.
  3. Esticar os braços e entrelaçar as mãos para fazer 30 compressões com força e ritmo no meio do tórax utilizando o peso do corpo.
  4. Analisar se a pessoa responde, sente pulso principalmente do pescoço a cada dois minutos.
  5. Pedir ajuda e revezar com outra pessoa para reanimar o paciente da forma mais eficaz possível.
  6. Repetir esses passos até que o socorro chegue ou a pessoa seja reanimada.

Essa é sem dúvidas a melhor forma de agir nessas situações.

Como o dentista deve se comportar enquanto faz a reanimação do paciente?

Emergências em odontologia não faltam, e elas variam entre os mais diversos tipos.

Sendo assim, é necessário estar preparado para todo tipo de adversidade que pode acontecer.

E em situações em que um paciente tem uma parada cardíaca não é diferente, mas para isso são necessários alguns cuidados especiais que o dentista deve ter.

O primeiro cuidado é o de não se desesperar, pois o desespero não ajudará nesse quadro.

É válido lembrar que devem ser feitas pelo menos 100 compressões por minuto no tórax, sendo assim é recomendado contar em voz alta cada uma delas.

A respiração boca a boca não é mais um procedimento recomendado tendo em vita que muitas vezes a prática não é eficaz e pode causar riscos à saúde do socorrista, além de reduzir a frequência de massagens cardíacas.

Mas mantendo uma o ritmo e a periodicidade da massagem cardíaca, é possível fazer com que pelo menos a circulação de sangue no corpo mínima seja mantida.

Isso ajuda a manter o paciente vivo até a chegada de uma ambulância e do socorro.

Dito tudo isso, é recomendado saber se o paciente possui doenças cardiovasculares, e estar sempre preparado para prestar socorro em caso de parada cardiorrespiratória.

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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