Tudo sobre o periodonto e suas principais estruturas

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É comum dentistas alertarem sobre os perigos da doença periodontal. Mas você sabe quais são os elementos da boca que esse tipo de patologia atinge? A resposta é o periodonto.

O periodonto é composto pela gengiva, pelo ligamento periodontal, pelo osso alveolar e pelo cemento. Assim, todas essas estruturas são mutuamente dependentes e seus processos de renovação acontecem de forma natural.

Periodonto é nome dado a todos os tecidos responsáveis pela fixação do dente ao osso. Vamos entender um pouco mais sobre a sua função?

Qual a função do periodonto?


Como dissemos, o periodonto é uma estrutura composta por tecidos que envolvem e fixam os dentes ao osso.

Portanto, sua principal função é a inserção dos dentes no tecido ósseo dos maxilares, mantendo a integridade da superfície da mucosa mastigatória da boca. Sem os dentes, não existe o periodonto.

Os suprimentos vasculares e o nervoso desses tecidos também são vitais ao funcionamento dos tecidos periodontais. Ele se divide em duas estruturas: periodonto de proteção e periodonto de sustentação.

O periodonto normalmente é chamado de tecido de inserção ou de tecido de suporte dos dentes. Ele estabelece uma unidade funcional biológica e evolutiva sujeita à modificações de acordo com a idade, com a perda dos elementos dentais e também com as variações hormonais que acontecem conforme o desenvolvimento de um indivíduo.

O que é periodonto de proteção e de sustentação?

O que é periodonto de proteção e de sustentação?

A estrutura do periodonto pode ser dividida em duas partes principais, o periodonto de proteção e o periodonto de sustentação. Veja a seguir quais são suas funções e características.

Periodonto de proteção

Uma das partes do periodonto composta essencialmente pela gengiva, isto é, é formado pelas gengivas marginal, gengiva inserida e gengiva interdentária.

Por sua vez, a gengiva é o tecido epitelial que reveste o osso alveolar, constituindo parte da mucosa bucal. Sua principal função é a proteção da articulação alvéolo-dentinária (ligamento e osso) dos traumas da mastigação e também da invasão microbiana, pois ela isola o tecido subjacente das bactérias suas toxinas.

Periodonto de sustentação

Já o periodonto de sustentação é a parte formada pelo cemento, ligamento periodontal e osso alveolar. Possui funções mecânicas durante a mastigação e funções sensoriais na recepção de dores, pressões e tato.

Quais são as partes do periodonto?

Quais são as partes do periodonto?

Como vimos, as duas principais partes da estrutura do periodonto (de proteção e de sustentação) são constituídas por outras pequenas partes que possuem, cada uma, sua função para o completo funcionamento da boca e de seus processos.

Para entender melhor como funciona a estrutura do periodonto, separamos e detalhamos as principais partes da composição do periodonto. Veja a seguir:

  1. Gengivas marginal ou livre
  2. Gengiva inserida
  3. Gengiva interdentária
  4. Ligamento periodontal
  5. Cemento
  6. Osso alveolar

Gengiva Marginal ou Livre

A gengiva marginal, gengiva livre ou não-inserida está a margem dos tecidos gengivais e mede cerca de 1mm de espessura. Ela é mais lisa que a gengiva inserida, que apresenta um aspecto de casca de laranja.

Esse tipo de gengiva circunda os dentes em forma de colarinho, forma a parede de tecido mole do sulco gengival e pode ser separada do dente com uma sonda periodontal.

Delimita-se com a gengiva inserida adjacente por uma depressão linear rasa, a ranhura ou sulco gengival livre, na maioria dos casos.

Existem três tipos de epitélio que cobrem essa gengiva:

  • Da vertente externa;
  • Do sulco;
  • Juncional;

Gengiva Inserida

A gengiva inserida é a continua com a gengiva marginal. Ela é firme, resistente e ligada ao periósteo do osso alveolar subjacente. Sua porção vestibular se estende até a mucosa alveolar móvel, demarcada pela junção mucogengival.

Assim, sua espessura é um parâmetro clínico muito importante e definido como a distância entre a junção mucogengival e a projeção da superfície externa do fundo do sulco gengival ou da bolsa periodontal.

Como características, a gengiva inserida possui uma coloração rosa pálido, tem uma superfície irregular – devido à sua firme aderência ao osso alveolar e ao cemento por meio de fibras colágenas.

Por sua vez, as fibras colágenas da gengiva inserida podem ser divididas nos seguintes grupos:

  • Circulares;
  • Dentogengivais;
  • Alveologengivais; e
  • Interpapilares.

Gengiva Interdentária

É a papila interdental que preenche as ameias interdentais, mais conhecido como espaço interdental. Isto é, a gengiva interdentária é uma pequena porção gengival que se estende entre os dentes, preenchendo o espaço criado pelas reduzidas regiões cervicais de coroas adjacentes;

É constituída de gengival marginal e gengiva inserida. Dessa forma, o formato da papila pode ser piramidal ou em formato de sela.

Ligamento Periodontal

O ligamento periodontal conecta o dente ao osso alveolar circunvizinho, e está situado no espaço entre os dois. É formado pelo tecido conjuntivo frouxo e pelas seguintes células: fibroblasto, fibrócito, macrófago, plasmócito e mastócito.

Como falamos anteriormente, o ligamento periodontal possui funções mecânicas e sensoriais. As fibras de colágeno transferem a força mastigatória para o tecido ósseo. Além da transferência, ocorre redução da pressão.

No caso do papel sensorial do ligamento periodontal, ele atua em três diferentes receptores: receptor de dor, receptor de pressão e receptor de tato.

Portanto, suas principais funções incluem:

  1. Fixar o dente ao osso;
  2. resistir e amortecer o impacto das forças oclusais;
  3. Transmitir força ao osso;
  4. Proporcionar um invólucro de tecidos moles para proteger vasos e nervos de lesões mecânicas.

Cemento

O cemento cobre a raiz do dente e garante a sua estabilidade. Ele faz a união com o esmalte dentário, sendo conhecido por junção amelocementária.

É um tecido mineralizado constituído por dois tipos de células:

  • Cementoblasto – localizado na superfície da matriz e responsável por sua produção.
  • Cementócito – cercado pela matriz e pouca atividade sintética.

O cemento não possui inervação e continua seu processo de formação ao longo de toda a vida.

Portanto, as principais funções do cemento incluem:

  1. Inserir as fibras do ligamento periodontal na raiz;
  2. Contribuir para o processo de reparação quando há danos na superfície radicular;
  3. Proteger a dentina.

Osso Alveolar

O osso alveolar faz parte da maxila e da mandíbula. Seus processos provêm da moradia para a raiz do dentes.

Estes processos são dependentes da presença de dentes, se desenvolvem de acordo com a formação e erupção dental e estão sujeitos a atrofia se os dentes forem perdidos.

Além disso, o osso alveolar pode ser dividido em dois diferentes compartimentos: o osso mineralizado – constituído por lamelas – e o osso medular.

Uma das principais funções do osso alveolar é distribuir e absorver as forças geradas pela mastigação e outros contatos dentários.

O que é doença periodontal?

O que é doença periodontal?

Agora que já conhecemos em detalhes todos os elementos do periodonto, vamos entender quais doenças acometem essa região da nossa boca.

A doença periodontal afeta desde a gengiva até o osso que envolve e suporta o seu dente. Os três estágios, que variam do menos ao mais grave, são gengivite, periodontite e periodontite avançada.

Em geral, as doenças periodontais são causadas pela falta de higienização da boca, pelo fumo excessivo, a tensão, a baixa imunidade e hábitos alimentares equivocados.

Assim, esses fatores contribuem para que a gengiva acabe sucumbindo às bactérias, sendo necessário o tratamento periodontal.

Os casos mais leves podem até regredir sem a intervenção do dentista se o paciente adotar alguns cuidados extras durante a escovação.

Contudo, este tipo de doença é uma condição que não deve ser menosprezada, pois pode levar à perda dos dentes e oferecer ameaças à saúde como um todo.

Um exemplo é o aumento do risco de problemas como a endocardite (infecção das válvulas do coração).

Veja, a seguir, quais são as características de cada estágio das doenças periodontias e seus sintomas:

  1. Gengivite
  2. Periodontite
  3. Periodontite avançada

Gengivite

Antes de nos atermos à gengivite é preciso entender como assa doença se inicia dentro da cavidade oral.

Como já dissemos, a má higienização dos dentes está diretamente relacionada às doenças periodontias. Estamos falando da placa bacteriana, um problema enfrentado por todos os indivíduos.

A placa bacteriana, também conhecida como biofilme dental, é uma película transparente formada por restos de alimentos e bactérias que vivem naturalmente na cavidade oral.

Essa placa normalmente se forma quando não existe uma higiene adequada nos dentes, fornecendo nutrientes que propiciam a proliferação dessas bactérias por meio dos restos resíduos alimentares dispostos na boca.

Por sua vez, as bactérias liberam toxinas no ambiente bucal. Se o biofilme não é devidamente removido com uma rotina de higienização adequada, as toxinas acabam causando a inflamação da gengivas, condição conhecida como gengivite.

Assim, a gengivite constitui o primeiro estágio da doença periodontal. Quando nesse estágio, uma boa higienização, aliada à limpeza profissional no consultório odontológico, podem curar a patologia.

Isso porque, nesta etapa, a inflamação ainda não atingiu os tecidos do periodonto, bem como as fibras e ossos.

Sintomas da gengivite

Para identificar a presença da inflamação na gengiva, alguns sintomas comuns podem ser observados:

  • Coloração avermelhada intensa;
  • Textura mais lisa que o normal;
  • Gosto amargo na boca sem causa aparente;
  • Sangramento gengival ao escovar os dentes ou ao comer alimentos muito sólidos;
  • Mau hálito;
  • Inchaço gengival.

Vale lembrar que, se nenhum sintoma aparece de forma muito intensa, outra alternativa para identificar a doença é observar a aparência da gengiva. Isso porque uma gengiva saudável possui uma coloração rosada e uma textura mais áspera, semelhante à casca de laranja.

Como citamos acima, uma gengiva doente pode apresentar um tom avermelhado e uma textura mais lisa. Contudo, para um diagnóstico preciso é sempre importante consultar um periodontista de confiança.

Periodontite

A periodontite constitui-se no segundo estágio da doença periodontal. Isso quer dizer que ela é uma evolução da gengivite.

Ou seja, a ocorrência da gengivite é proveniente da negligência no tratamento da gengivite, permitindo que a inflamação se espalhe.

Nesta fase, os tecidos do periodonto e também suas fibras e ossos, começam a ser atingidos pela inflamação. Dessa forma, a doença torna-se mais intensa, caracterizando-se como o estágio intermediário entre a gengivite e a periodontite avançada.

Ao redor da gengiva é provável que se inicie a formação de bolsas que avançam para baixo da gengiva, onde ficam armazenados detritos e a placa bacteriana.

Periodontite avançada

A periodontite avançada é conhecida como o estágio final da doença periodontal, fase considerada irreversível, pois todos os tecidos do periodonto, as fibras e os ossos que constituem o periodonto foram atingidos pela inflamação.

Portanto, não há cura para a periodontite avançada, apenas diminuição dos sinais clínicos e estabilização da patologia, mediante tratamento odontológico e uma limpeza eficiente e constante.

Os sintomas e manifestações clínicas da periodontite avançada incluem:

  • Formação da bolsa gengival;
  • Sangramento espontâneo;
  • Colonização bacteriana no sulco gengival;
  • Mau hálito constante;
  • Sensibilidade gengival;
  • Retração gengival;
  • Mobilidade dos dentes;
  • Dor local (em alguns casos).

Outros tipos de periodontite

A periodontite também pode se manifestar devido a outros fatores, que não a má higiene bucal. Veja, abaixo, outros tipos de periodontites e suas causas:

  • Periodontite agressiva: considerada rara, possui uma progressão extremamente rápida e está associada à bactérias virulentas e não a placa bacteriana comum. É mais comum em condições de histórico familiar comprovado e atinge principalmente os jovens;
  • Periodontite ulcerativa necrosante: também rara, é considerada muito grave em seu estado avançado. Sua causa está relaciona do crescimento anormal de bactérias na boca sem causa justificável. Pode estar relacionada a fatores emocionais, como o estresse, ou em casos de diabetes, dieta pobre, uso do tabaco e sistema imunodeficientes;
  • Periodontite com manifestação de doença sistêmica: é desencadeada exclusivamente por fatores sistêmicas, isto é, está relacionada a outras doenças, como diabetes, doenças respiratórias e também cardíacas. É comum que acometa os pacientes mais jovens.

Como manter o periodonto saudável?

Como manter o periodonto saudável?

Como vimos, as doenças periodontais são consequências de uma higiene bucal precária. Por isso, a melhor maneira de evitar problemas no periodonto é se prevenir e manter uma higiene bucal adequada.

No entanto, nem todos sabem no que consiste uma higiene bucal completa. Será que sua rotina de higiene tem sido suficientemente eficaz para manter o periodonto livre das doenças periodontais?

Se você ainda possui dúvidas quanto a escovação diária, confira o passo a passo que fizemos para te ajudar a manter um periodonto saudável:

Passo a passo para um periodonto saudável

  1. Comece optando por uma escova de dentes com cerdas maciais, uma vez que as cerdas duras machucam com mais facilidade as gengivas;
  2. Usando um creme dental com flúor (a fim de evitar o aparecimento de cáries) escove todas as faces dos dentes, separando a boca em quatro partes para dedicar tempo suficiente para cada região;
  3. A escovação deve durar pelo menos 4 minutos, a fim de garantir uma boa limpeza;
  4. Lembre-se de limpar a língua com o limpador próprio ou utilizar o raspador. Usar as cerdas da escova de dentes também é possível, mas menos eficaz. Uma boa limpeza garante que a língua fique livre da saburra – placa bacteriana que adere na língua.
  5. Após o enxágue, utilize o fio dental entre todos os dentes. Essa é uma das partes mais importantes de uma higienização adequada, uma vez que ela é constantemente esquecida. Isso porque é a sujeira que não é eliminada com o fio dental, à margem gengival, é a que mais propicia o aparecimento da placa bacteriana e, consequentemente, o surgimento das doenças periodontais;
  6. Durante o uso do fio dental, tome cuidado para não pressioná-lo nas gengivas, pois esse movimento pode lesioná-la, provocando sangramento;
  7. Se o uso do fio dental for feito de forma correta e, mesmo assim, provocar sangramento, esse pode ser um sinal da gengivite. Ainda assim insista no uso do fio dental, pois é seu uso que contribuirá para a cura da gengivite em sua fase inicial. Porém, utilize o produto de forma delicada;
  8. Finalize com o enxaguante bucal, a fim de eliminar as bactérias que ainda permanecerem na boca.

Quando devo realizar a higiene bucal?

Somente uma boa limpeza será capaz de manter a sua saúde bucal sempre em dia.

Dessa forma, é preciso realizar a higiene sempre após as principais refeições diárias. Contudo, se não for possível utilizar o fio dental em todas as oportunidades, garanta seu uso ao menos na última escovação do dia.

Lembre-se, é sempre importante tirar todas as suas dúvidas sobre higiene e cuidados bucais e receber o auxílio de um dentista de confiança.

O que faz um especialista em periodontia?

O que faz um especialista em periodontia?

A periodontia é uma campo de especialização odontológica que trata e estuda as doenças relacionadas ao periodonto.

Dessa forma, um dentista especializado em periodontia está apto a realizar diagnósticos, tratamento de doenças e condições sistêmicas, terapia de manutenção e também auxiliar o paciente e realizar procedimentos que previnam o aparecimento das doenças periodontais, como a profilaxia.

Portanto, o periodontologista possui um alto conhecimento sobre as estruturas e a anatomia do periodonto, além de seus fatores sistêmicos.

Sendo assim, as áreas de competência de um especialista em periodontia incluem:

  • Avaliação diagnóstica;
  • Controle de agentes etiológicos (causadores de determinada doença);
  • Controle dos fatores de risco relacionados às doenças periodontais;
  • Planejamento do tratamento periodontal;
  • Prevenção;
  • Procedimentos clínicos e cirúrgicos de regeneração dos tecidos periodontais e peri-implantares;
  • Procedimentos gerais necessários para a manutenção da saúde bucal;
  • Planejamento e instalação de implantes dentários.

Procedimentos e tratamentos da periodontia

Além dos tratamentos de prevenção e tratamento das doenças que atingem o periodonto, o dentista especializada em periodontia também é capacitado para realizar procedimentos estéticos como o peeling gengival e a gengivoplastia, por exemplo.

Dessa forma, estão entre os procedimentos e tratamentos mais comuns na área da periodontia:

  • Aumento da coroa clínica: cirurgia realizada quando há fraturas próximas à gengiva, a fim de aumentar a área visível do dente. Também usada para correções estéticas, como o desenho da linha gengival;
  • Raspagem: limpeza dos dentes e gengivas para retirar a a placa bacteriana e o tártaro (cálculo dental). Comum para tratar as infeções e inflamações que causam as doenças periodontais;
  • Peeling gengival: clareamento gengival que remove cirurgicamente as manchas localizadas na região. Consiste na leve descamação do tecido gengival, removendo as células produtoras do pigmento. É mais comum em pessoas negras, asiáticas ou fumantes;
  • Gengivoplastia: cirurgia estética que retira o excesso de gengiva que cobre o dente, a fim de corrigir o contorno gengival e deixar o sorriso mais harmônico;
  • Enxertos gengivais: cirurgia que realiza a reconstrução da gengiva visando corrigir falhas estéticas, atrofias e retração gengival.

Como se especializar em periodontia?

Como se especializar em periodontia?

Para se tornar um profissional especializado em periodontia, o primeiro passo é ser graduado em odontologia. Após a formação, o cirurgião-dentista deve obter o registro exigido para atuar na profissão, o registro do CRO (Conselho Regional de Odontologia).

Com o diploma da graduação e o registro em mãos, o profissional poderá realizar a especialização na área da periodontia.

É comum que na especialização em periodontia, o cirurgião-dentista também estude implantodontia, uma vez que as duas áreas estão ligadas.

Dentre as disciplinas com foco em periodontia, podemos citar:

  • Tratamento periodontal cirúrgico;
  • Tratamento periodontal não-cirúrgico;
  • Farmacologia e Terapêutica;
  • Periodontia aplicada à dentística.
  • Bioética;
  • Terapia periodontal básica;
  • Planejamento estético e digital para tratamento periodontal;
  • Tratamento do sorriso gengival;
  • Enxertos ósseos em periodontia e implantodontia;
  • Dentre outras, a depender da instituição de ensino escolhida.

Após a conclusão da especialização, é preciso que o cirurgião-dentista realize um novo registro. Porém, desta vez como especialista em periodontia.

Como é o mercado de trabalho para o dentista especializado em periodontia?

Quanto ao espaço no mercado de trabalho para os profissionais especializados nessa área, no Brasil a periodontia ocupa o quarto lugar entre as especialidades com maior número de profissionais da área odontológica, atrás apenas da ortodontia, endodontia e odontopediatria.

O levantamento do CFO, mais recente, indica que há cerca de 7 mil especialistas em periodontia atuando no Brasil.

Grande parte dos profissionais especializados nessa em periodontia estão concentrados no sudeste do país, fazendo com que as oportunidades sejam maiores fora desse eixo.

Contudo, ainda assim a área da odontologia, e consequentemente da periodontia, possui baixos índices de desemprego. Segundo o relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que inclui profissionais de todos os níveis e especialidades, mais de 96% profissionais formados em odontologia exercem sua profissão atualmente.

Com uma formação odontológica e especialização em periodontia, o cirurgião dentista estará apto no conhecimento de toda a estrutura do periodonto, bem como das condições que o atingem.

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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