Raspagem periodontal: quando realizar e como ela é feita?

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A raspagem periodontal é um dos procedimentos mais comuns para manter a saúde bucal em dia

Qual a primeira coisa que vem à sua cabeça quando ouve a palavra “tártaro”? Se pensou no molho, não será sobre ele que falaremos aqui. Tártaro é aquela sujeirinha que se instala entre os nossos dentes. E se não for retirado, ele pode gerar consequências bem complexas para a saúde bucal. Por isso, como forma de tratamento existe a raspagem periodontal.

Se o tratamento for negligenciado, os dentes ficam comprometidos, isso porque a gengiva mantém os dentes fixos. Dessa forma, a raspagem periodontal não conseguirá mais resolver o caso, sendo necessário, então, intervenções cirúrgicas.

Raspagem periodontal é um tratamento que retira o tártaro acumulado nas superfícies dentais, entre os dentes e a gengiva. O acúmulo de tártaro é muito prejudicial para a saúde bucal.

Ele é resultado da calcificação da placa bacteriana, que, ao longo do tempo, causa inflamação das gengivas.

Essa inflamação carrega o nome de gengivite. Se evoluir, ocasiona a periodontite, que é a infecção dos ligamentos e ossos que sustentam a arcada dentária.

O procedimento não tem uma duração estabelecida e vai depender do grau da situação. Há alguns casos que a raspagem gengival é feita em mais de uma sessão, por conta da abundância.

Se você ficou interessado pelo tema, então fique ligado neste artigo!

Isso porque vamos tirar todas as suas dúvidas e mostrar curiosidades sobre o procedimento e tratamento periodontal na área da odontologia. Vamos começar?

  1. Tipos de Raspagem Periodontal
  2. Indicações da Raspagem Periodontal
  3. Mais Sobre as Doenças Periodontais
  4. Raspagem Periodontal ou Limpeza Dental?
  5. Devo Fazer uma Raspagem ou Alisamento Radicular?
  6. Prevenção é Ideal Para Evitar a Raspagem Periodontal
  7. Outras Alterações que Afetam a Gengiva

Tipos de Raspagem Periodontal

Para o método de raspagem periodontal, os profissionais podem recorrer à duas técnicas: a raspagem supragengival e a raspagem subgengival.

A raspagem supragengival é indicada para os casos no qual o tártaro adere a parte visível do dente, ficando acima da borda da gengiva.

Como ele acaba por apresentar uma coloração amarelada ou esbranquiçada, ele é facilmente identificado pelos profissionais. Esse tipo de raspagem é realizado para tratar a gengivite.

Enquanto isso, a raspagem subgengival é indicada para a remoção do tártaro que está localizado abaixo da gengiva, não podendo ser visto de forma imediata.

Dessa forma, ele demanda um pouco mais de trabalho para o dentista.

Sua coloração em comparação com outros casos é mais escura. Além disso, a raspagem subgengival é realizada principalmente para o tratamento da periodontite.

Alguns pacientes podem sentir dor após raspagem gengival. No entanto, o profissional pode indicar remédios para minimizar os incômodos.

O profissional da odontologia, de preferência o periodontista, analisará o caso do paciente com muito cuidado. Após avaliações é que ele escolhe qual dos dois procedimentos é mais indicado para o tratamento.

Conhecendo Mais Sobre o Periodontista

A periodontia é a ciência que estuda e trata as doenças do sistema de implantação e suporte dos dentes. Este aparelho é formado por osso alveolar e ligamento periodontal.

As alterações patológicas do periodonto são chamadas doenças periodontais.

O profissional dessa área é conhecido como periodontista.

Ele é um profissional especializado na área da odontologia. Na rotina do profissional, ele realiza exames clínico, físico, de inspeção visual e radiográfico para conhecer o quadro clínico do paciente.

Depois de análises cuidadosas e criteriosas ele indica o melhor tratamento.

Indicações da Raspagem Periodontal

quando a raspagem periodontal é indicada

O procedimento de tratamento que retira o tártaro acumulado nas superfícies dentais, entre os dentes e a gengiva é indicado para os seguintes casos:

  • Quando a placa bacteriana, o tártaro, está enrijecida, sem conseguir ser removida somente com a escova de dente;
  • Gengivite (inflamação da gengiva);
  • Retração gengival: a raspagem ajuda a melhorar a estética e a retirar as impurezas; e
  • Periodontite (quando compromete os ossos e ligamentos do dente).

Por isso, quando você apresenta uma dessas situações, é muito provável que o profissional que cuida do seu quadro indique um deles.

Mais Sobre as Doenças Periodontais

conhecendo mais sobre doenças periodontais

As doenças periodontais alteram a saúde do periodonto. Por isso, a gengiva é um dos principais alvos. E, isso traz riscos para toda a saúde bucal do paciente. Isso porque a gengiva é um elemento bucal muito importante.

A gengiva é um tecido epitelial e conjuntivo pertencente à cavidade bucal. Ela reveste o osso alveolar, aquele que sustenta as raízes do nosso dente. Ela é dividida em dois tipos: a gengiva marginal e a gengiva inserida.

A gengiva marginal é aquela que se encontra na margem dos tecidos, por isso acaba contornando os dentes. Isso resulta na formação do sulco gengival e das papilas interdentais.

Enquanto isso, a gengiva inserida tem uma superfície mais densa, consistente, resistente e com coloração mais puxada para o rosa. Ela é encaixada no osso alveolar por fibras de colágeno.

A importância do tecido gengival abrange a proteção, a nutrição e a sustentação de toda a estrutura dentária.

Fora isso, ela ajuda na fonética. Além disso, ela também se faz presente na estética do nosso sorriso, o que o deixa mais harmônico.

Mas agora vamos focar nas doenças periodontais, que como vimos, alteram a saúde de todo o periodonto, inclusive a gengiva. Elas são:

  • Gengivite; e
  • Periodontite.

Gengivite

A gengivite é uma inflamação da gengiva causado devido ao acúmulo de placa bacteriana nos dentes, que causa sintomas como dor, vermelhidão, inchaço e sangramento gengival.

É a fase inicial da doença periodontal e, portanto, mais fácil de ser tratada. Caso ela não seja tratada, pode progredir e causar complicações mais graves.

A gengivite, na maioria dos casos, não causa dor ao paciente no seu estágio inicial, no entanto alguns dos sintomas da gengivite podem começar a se manifestar caso a inflamação fique mais grave.

Os principais sintomas manifestados pelos pacientes são:

  • Gengiva inchada;
  • Vermelhidão intensa das gengivas;
  • Sangramento ao escovar os dentes ou passar o fio dental;
  • Nos casos mais graves pode haver sangramento espontâneo da gengiva;
  • Dor e sangramento da gengiva ao mastigar;
  • Dentes que parecem mais longos do que realmente são porque a gengiva fica retraída; e
  • Mau hálito e gosto ruim na boca.

Periodontite

A periodontite é uma evolução da gengivite. É uma doença bucal que compromete todos os tecidos de suporte dos dentes. Ossos e ligamentos periodontais são os mais afetados.

Ela pode causar a queda e perda de dentes por conta da fragilidade óssea desenvolvida, e as consequências vão desde a destruição da estrutura bucal até a agressividade na estética dental.

Os profissionais da odontologia separam a periodontite em: crônica, agressiva, ulcerativa necrosante, apical aguda e juvenil. Vamos conhecer mais sobre os tipos de periodontite.

A periodontite crônica, na maioria dos casos, afeta os adultos. Esse tipo de periodontite pode ser caracterizada por ser localizada (afeta menos de 30% dos dentes) ou generalizada (afeta mais de 30% dos dentes).

O principal risco é a perda do osso alveolar. Curiosidade: a perda acontece geralmente de forma horizontal.

A periodontite agressiva, na maioria das vezes, se manifesta em adolescentes ou jovens. O principal sintoma é a formação de bolsas periodontais, bem como a perda do suporte (sentido vertical).

A periodontite ulcerativa necrosante é bem agressiva. Ela altera todo o ligamento alveolar e osso. A periodontite apical aguda compromete, em especial, o osso alveolar.

Por fim, a periodontite juvenil, como o próprio nome sugere, se manifesta principalmente em adolescentes.

Fatores de Risco

Os principais fatores de risco que influenciam no aparecimento das doenças periodontais são:

  • Higiene bocal precária;
  • Fumo;
  • Diabetes;
  • Idade avançada;
  • Imunidade baixa;
  • Uso de medicamentos específicos;
  • Infecções virais e fúngicas;
  • Boca seca;
  • Mudanças hormonais, relacionadas à gravidez, ciclo menstrual, puberdade e pílulas anticoncepcionais;
  • Deficiências nutricionais;
  • Uso excessivo de determinadas substâncias; e
  • Aparelhos bucais mal encaixados ou mal limpos.

Como é Feito o Diagnóstico?

O diagnóstico das doenças periodontais é realizado pelo profissional da odontologia. De preferência, o periodontista analisa o quadro clínico. A confirmação do diagnóstico é feita por meio de exames.

Dessa forma, o exame clínico é o primeiro a ser feito pelo profissional da odontologia. Nesta primeira etapa, o dentista fará a anamnese e o exame físico.

Anamnese

Durante a anamnese, o cirurgião-dentista fará uma série de perguntas sobre os sintomas que o paciente manifesta. Além disso, o profissional analisa todo o histórico odontológico do paciente.

Algumas das perguntas que podem ser feitas durante a consulta odontológica são:

  1. Há quanto tempo você notou a manifestação dos sintomas?
  2. Quais são os sintomas que você apresenta
  3. Como é feita a sua higienização bucal?
  4. Você toma algum tipo de medicamento?
  5. Você fuma?
Exame físico

Terminada a anamnese, o profissional começa a fazer o exame físico.

Nesta etapa, o dentista analisa e inspeciona toda a região anatômica presente na cavidade bucal do paciente. Ele dará uma atenção especial para a língua.

Com isso, o profissional pode examinar e avaliar toda a área que apresenta mudanças na aparência na língua.

Importante: para conseguir fazer a avaliação da cavidade bucal, o profissional vai utilizar as manobras de semiotécnica. As principais técnicas que são realizadas durante o exame físico são:

  1. Inspeção: é com o auxílio dos espelhos de dentistas, por exemplo, que o dentista consegue ver detalhes dos elementos da boca, como a língua, a olho nu;
  2. Palpação: por meio do tato, o dentista analisa a textura, consistência e elasticidade dos elementos bucais;
  3. Percussão: a partir de pequenas e leves batidas com os dedos no interior da cavidade bucal que o profissional consegue identificar as vibrações que estão alteradas;
  4. Auscultação: o profissional segue a mesma linha da percussão, mas aqui tem a adição do uso de aparelhos odontológicos; e
  5. Olfação: por meio do olfato, o cirurgião-dentista consegue identificar os cheiros estranhos vindos da cavidade bucal.
Exames Complementares

Caso seja necessário, após o exame clínico o profissional pode sugerir os exames complementes para conseguir concluir o diagnóstico. Mas, quais são esses exames complementes?

Bom, a resposta é simples: exames de radiográfica. Com isso, o cirurgião-dentista consegue ter um visual melhor de toda a estrutura periodontal do paciente.

Com a conclusão do diagnóstico, o profissional indica qual das raspagens periodontais é a mais adequada para o seu quadro clínico.

Raspagem Periodontal ou Limpeza Dental?

raspagem ou limpeza dental?

A raspagem periodontal e limpeza dental não são a mesma coisa, mas se completam. Mas, como assim? Bom, a raspagem do dente vem antes da limpeza.

Primeiramente, o dentista retira todo o tártaro retido entre os dentes, assim ele faz a raspagem dentária.

Com isso, é possível perceber de forma instantânea que agora o paciente tem um espaço entre os dentes, que era onde estava localizada a sujeira.

Em seguida, o dentista realiza a limpeza com uma escova e uma pasta dental específica.

O motor da escova ajuda a remover as placas mais firmes. Essa pasta age de maneira profilática, por conter uma concentração maior de flúor.

Ele também faz uma higienização com um jato de bicarbonato de sódio que, com seu gosto salgado característico, auxilia muito no processo, retirando as placas facilmente.

Além disso, é bom saber que durante o procedimento o profissional também fará uma limpeza no esmalte dentário.

Curiosidade: durante o procedimento o profissional utiliza variados instrumentos. Um dos mais importantes é o ultrassom odontológico.

Importante: na maioria dos casos, o especialista em periodontia pode pedir para você fazer bochechos com clorexidina alguns dias antes do procedimento.

Dessa forma, a substância minimiza o sangramento das gengivas.

Devo Fazer uma Raspagem ou Alisamento Radicular?

Devo fazer uma raspagem ou alisamento radicular?

O alisamento radicular é uma técnica inserida na raspagem. No entanto, ela é um pouco mais contundente.

Ela é efetuada quando há uma bolsa de 2mm na junção da linha da gengiva com o dente, perto da raiz. A cureta periodontal entra por trás da gengiva e retira a placa bacteriana.

As curetas afiadas são as mais indicadas para o procedimento. Isso porque elas promovem uma raspagem mais adequada e potente.

Pode ser que a gengiva esteja sensível, então, é possível aplicar uma pequena anestesia no local para aliviar o incômodo.

A periodicidade da raspagem periodontal depende da quantidade de tártaro acumulado, que está diretamente ligado à higiene bucal.

Algumas pessoas têm mais propensão à formação do tártaro, mas o ideal é que o procedimento seja realizado pelo menos duas vezes ao ano.

Prevenção é Ideal Para Evitar a Raspagem Periodontal

Prevenção é Ideal Para Evitar a Raspagem Periodontal

Vamos focar em como evitar esse procedimento. Dessa forma, quando você cuida da sua saúde bucal e mantém hábitos saudáveis, você evita problemas na gengiva.

Com isso, não há necessidade de realizar o procedimento gengival.

Com isso, vamos falar sobre:

  • Cuidados básicos;
  • Cuidados complementares; e
  • Importância da alimentação.

Cuidados Básicos

Para os cuidados básicos você deve prestar atenção em duas etapas: uso do fio dental e escovação dos elementos bucais. Na etapa do fio dental, você deve pegar o fio e passar o mesmo entre os dentes.

Isso é ideal para você conseguir retirar resíduos, microrganismos e sujeiras de espaços que são difíceis de serem alcançados pela escova.

Depois de ter passado o fio dental, chegou a hora da segunda etapa: escovar os elementos bucais. Os profissionais recomendam que a escovação deve ter feita meia hora depois da última refeição.

Os movimentos durante o processo devem abranger todas as faces dos dentes. Dica: pegue a escova e faça movimentos circulares, constantes e suaves.

Além dos dentes, não podemos esquecer de escovar a língua. Realize o movimento de trás para frente.

Importante: para a escovação, opte por escovas com cerdas macias ou extra macias, uma vez que elas diminuem riscos de traumas. Você consegue comprar em farmácias ou mercados.

Por último, não exagere no creme dental. Isso porque o creme dental em grandes quantidades faz com que a potência da fricção entre o dente e escova diminua.

Dessa forma, a limpeza não é realizada da forma mais adequado.

Cuidados Complementares

Além dos cuidados básicos, você também precisa ficar atento para os cuidados complementares.

Por isso, opte pelo uso do enxaguante bucal logo depois da escovação e de passar o fio denta. Isso porque ele é uma substância que ajuda no controle de microrganismos.

Dessa forma, você consegue completar a limpeza na boca.

Os enxaguantes mais utilizados pelos pacientes são:

  • Enxaguante bucal com álcool;
  • Enxaguante bucal sem álcool;
  • Enxaguante bucal com flúor; e
  • Enxaguante bucal antisséptico.

É importante saber que é o seu dentista que recomenda e indica o melhor tipo de enxaguante para o seu quadro clínico.

Desse modo, o profissional consegue passar certas informações para o paciente conseguir prosseguir com o uso da substância de forma adequada.

Além disso, é ideal que você coloque uma quantidade de no máximo 20 ml na boca e depois realize um bochecho por, em média, 30 segundos.

No entanto, lembre-se de não engolir! Por isso, faça o bochecho e depois cuspa o enxaguante na pia.

Fique Atento à Alimentação!

O açúcar, que promove o acúmulo de placa bacteriana, está em muitos alimentos, por isso devemos ficar de olho na nossa alimentação. A melhor alternativa é uma dieta regulada.

O equilíbrio é essencial, por isso opte por alimentos que são naturais. Você não precisa parar de comer alimentos que são industrializados, mas o melhor caminho é evitar consumir muito desses alimentos.

Fique atento e consuma bastante vitaminas e nutrientes. Por último, lembre-se de se mantenha hidratado. Dica: carregue uma garrafa de água sempre com você. Por isso, coloque na bolsa para não esquecer.

Pronto! Agora, que tal marcar uma consulta com o dentista de confiança? Dessa forma você pode pedir por mais recomendações.

Outras Alterações que Afetam a Gengiva

Outras alterações que afetam a gengiva

Antes de começar a última parte desse artigo, vamos relembrar informações importantes:

  1. O que é a raspagem periodontal?
    A raspagem periodontal é um tratamento que retira o tártaro acumulado nas superfícies dentais, entre os dentes e a gengiva. Portanto, aglutinação do tártaro é prejudicial para a saúde bucal. Ele é resultado da calcificação da placa bacteriana, que, ao longo do tempo, causa inflamação da gengiva.
  2. Quais são os tipos de raspagem periodontal?
    Para o método de raspagem periodontal, os profissionais podem recorrer a duas técnicas: a raspagem supragengival – indicada para a gengivite – e a raspagem subgengival – indicada para a periodontite.
  3. Quando a raspagem é indicada?
    Quando a placa bacteriana, o tártaro, está enrijecida, sem conseguir ser removida somente com a escova de dente, gengivite (inflamação da gengiva), retração gengival (a raspagem ajuda a melhorar a estética e a retirar as impurezas) e casos de periodontite (quando compromete os ossos e ligamentos do dente).
  4. Qual o preço da raspagem periodontal?
    O preço muda de acordo com o local e o profissional que realizará o procedimento.
  5. Como evitar o procedimento de raspagem?
    A melhor forma é por meio da prevenção. Dessa forma, cuide da higienização da cavidade bucal (escove os dentes, passe o fio dental e use o enxaguante bucal), beba bastante água e tente cuidar da sua alimentação.

Pronto! Agora que relembramos os principais conceitos sobre a raspagem periodontal, vamos conhecer outras alterações, além das doenças periodontais, que afetam a gengiva. As principais são:

  • Aftas na gengiva; e
  • Retração gengival.

Aftas na Gengiva

A afta é uma pequena ferida que se forma dentro da boca. Pode ser identificada por sua forma arredondada, com centro amarelado ou esbranquiçado e vermelhidão ao redor. Ela é motivo de muita dor e desconforto.

Além disso, as aftas na gengiva frequentemente estão vinculadas a traumas que acontecem durante a escovação, além das causas convencionais, que se relacionam com baixa imunidade, ingestão de alimentos ácidos e tabagismo.

Retração Gengival

A retração gengival é uma doença que afeta o tecido epitelial e ocasiona a diminuição da cobertura dos dentes feita pela gengiva.

Na maioria das vezes, esse problema é desencadeado por traumas na gengiva (como a aplicação de muita força durante a escovação) e o acúmulo de bactérias nos dentes.

Além disso, existe a possibilidade de a retração ser uma questão genética ou consequência de outras das doenças. Os principais sintomas manifestados pelos pacientes com a retração da gengiva são:

  • Dentes sensíveis;
  • Dor;
  • Sangramento durante escovação ou ao passar fio dental;
  • Vermelhidão e sensibilidade;
  • Mau hálito; e
  • Perda dos dentes (em casos mais graves).

Em casos menos graves, o tratamento é simples e consiste na limpeza profunda dos dentes em conjunto com a raspagem periodontal. Em casos mais graves, os profissionais indicam a utilização de alguns medicamentos. Se for necessário intervir cirurgicamente, o dentista irá colocar enxertos na área prejudicada.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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