Periodontia: saiba mais sobre a especialidade e suas doenças

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O cuidado com as gengivas é mais importante do que você imagina!

Para manter a saúde bucal em dia é necessário também cuidar da gengiva. Elas fixam os dentes aos ossos maxilares e mandibulares, e oferecem o suporte à arcada dentária. E quando doenças atingem o sistema de implantação e suporte dos dentes (mais conhecidas como gengivas), é aí que entra a periodontia.

Os cuidados que se deve ter com essa região da boca são tão importantes quanto aqueles dedicados aos dentes. Um problema gengival pode ser grave e acarretar a perda de estruturas dentárias. Quando isso ocorre é necessário procurar um profissional especializado em periodontia.

Periodontia é a ciência que estuda e trata as doenças do sistema de implantação e suporte dos dentes. Este aparelho é formado por osso alveolar e ligamento periodontal. As alterações patológicas do periodonto são chamadas doenças periodontais.

  1. O Que é Periodontia?
  2. Doenças Tratadas Pela Periodontia
  3. Diagnóstico e Tratamento da Doença Periodontal
  4. Causas da Doença Periodontal
  5. Cuidados Bucais

O Que é Periodontia?

A especialização em odontologia voltada à periodontia diz respeito ao estudo dos tecidos de suporte e circundantes dos dentes, seus substitutos e periodonto patologias.

Além disso, também compete a esta área da odontologia:

  • Diagnóstico;
  • Prevenção;
  • Tratamento de doenças e condições sistêmicas;
  • Terapia de manutenção;

Dessa forma, o profissional especializado em periodontia possui um alto conhecimento sobre as estruturas de suporte dos dentes, além de fatores sistêmicos.

Esse conhecimento é fundamental no diagnóstico das doenças periodontais. Afinal, saber identificar as doenças e definir o tratamento será decisivo na hora de preservar ou não o dente na boca de um paciente.

O Que Faz um Especialista em Periodontia?

O especialista em Periodontia atua nas seguintes áreas de competência:

  • Avaliação diagnóstica;
  • Planejamento do tratamento;
  • Controle de agentes etiológicos (agentes causadores da doença);
  • Controle de fatores de riscos das doenças;
  • Procedimentos preventivos;
  • Procedimentos cirúrgicos de regeneração dos tecidos periodontais e peri-implantares;
  • Planejamento e instalação de implantes;
  • Procedimentos clínicos;
  • Procedimentos gerais necessários à manutenção da saúde oral.

Tratamentos da Periodontia

Portanto, a periodontia não é composta apenas por procedimentos e tratamentos que fazem parte da manutenção da saúde oral. Apesar de ser sua função de maior importância.

Essa especialidade possui, ainda, procedimentos e tratamentos estéticos. Afinal, o restabelecimento estético dessa região pode ser fundamental para o bom funcionamento de todo o restante da boca.

Dessa forma, alguns dos tratamentos da periodontia incluem:

Raspagem

Procedimento realizado no tratamento de infecções e inflamações periodontais. Consiste na limpeza da placa bacteriana (biofilme) e do tártaro(cálculo dental) da superfície dos dentes;

Aumento de Coroa Clínica

Trata-se de uma pequena cirurgia oral realizada quando há fraturas dentais dentro ou próximo da gengiva. De modo que o paciente não possui estrutura dental o suficiente para a inserção de coroas ou próteses.

Seu objetivo é o aumento da área visível do dente, logo acima da gengiva. Também pode ser utilizada para correções estéticas como o desenho da linha gengival.

Gengivoplastias

É uma pequena cirurgia, com fim estético, realizada para a correção do tamanho da gengiva.

Consiste na retirada do excesso de gengiva que cobre o dente, visando corrigir o contorno gengival, deixando “mais dente” à mostra.

Esse procedimento pode alongar os dentes visualmente, fazendo com que o sorriso fique mais harmônico.

Enxertos Gengivais

Diferentemente do objetivo da gengivoplastia, que busca a remoção, o procedimento de enxerto gengival busca a reconstrução da gengiva.

É realizado por meio de técnicas específicas para a correção das falhas estéticas, atrofias gengivais ou retração gengival.

Trata-se de uma cirurgia que tem como objetivo a inserção de material biológico ou bio sintético para a correção da gengiva. As técnicas que envolvem esse procedimento são:

  • Enxerto de gengiva de tecido conjuntivo: a técnica mais utilizada no tratamento de exposição da raiz e aumento de volume gengival. Possui como principal região doadora o céu da boca;
  • Enxerto de gengiva livre: também possui como principal região doadora o céu da boca. Porém, há mudanças nas técnicas que envolvem sua realização. Comumente utilizada em casos de exposição da raiz sem ganho de volume gengival;
  • Enxerto de gengiva pediculado: mais indicado para pequenos recobrimentos, pois a área doadora é proveniente da gengiva do dente adjacente.
Peeling Gengival

Também chamado de clareamento gengival, é um procedimento que remove cirurgicamente manchas gengivais.

Normalmente, esse tipo de procedimento é realizado com mais frequência em pessoas com descendência negra e asiática, ou em fumantes, já que produzem mais melanina nessa região.

Esse procedimento consiste na leve descamação do tecido, removendo as células produtoras do pigmento.

Doenças Tratadas Pela Periodontia

Doenças tratadas pela periodontia

As doenças periodontais consistem no conjunto de problemas que afetam desde a gengiva até os ossos que os sustentam. Trata-se de um conjunto de condições inflamatórias de origem bacteriana.

Dessa forma, a placa bacteriana é o principal fator etiológico das doenças periodontais, sendo necessário o tratamento periodontal na grande maioria dos casos.

Isso porque os pacientes acometidos costumam ignorar os sintomas, até que a doença esteja em níveis mais graves e preocupantes.

Os casos mais leves podem até regredir sem a intervenção do dentista se o paciente adotar alguns cuidados extras durante a escovação.

Contudo, este tipo de doença é uma condição que não deve ser menosprezada, pois pode levar à perda dos dentes e oferecer ameaças à saúde como um todo.

Um exemplo é o aumento do risco de problemas como a endocardite (infecção das válvulas do coração).

Assim, para sabermos como identificar as doenças periodontais, é necessário conhecer o princípio do problema e, então, os sintomas que se desencadeiam a partir dele.

Placa Bacteriana

O início de qualquer doença periodontal tem a mesma origem: a placa bacteriana.

A placa bacteriana está presente nos dentes de todos os indivíduos, pois é o resultado de bactérias que vivem dentro da nossa boca, aliado à resto de alimentos.

Além das doenças periodontais, a placa bacteriana está diretamente ligada, também, ao tártaro e às cáries. Por isso, entender como ela é formada e de que forma podemos combatê-la, faz-se fundamental à saúde bucal.

A cavidade oral é, naturalmente, composta por bactérias. No entanto, o pH alcalino da saliva, aliado a uma boa higiene, impedem a proliferação desses microrganismos.

Quando, porém, o ambiente bucal encontra uma higiene deficiente, todo o equilíbrio oral é atingido.

Os restos de alimentos deixados nos dentes servem como fonte de nutrientes para fortalecer e proporcionar crescimento e proliferação desses microrganismos, principalmente os açúcares e carboidratos.

Uma limpeza superficial não é capaz de eliminar os resíduos presentes entre os dentes e à margem da gengiva. A proliferação das bactérias, então, forma um biofilme que adere aos dentes, popularmente conhecido como placa.

Esse biofilme não é fácil de ser identificado a olho nu, já que é incolor. Ele é caracterizado por uma textura pegajosa em forma de película, que adere aos dentes e deposita-se no sulco gengival.

Se a placa, repleta de bactérias, não é devidamente eliminada com uma higienização adequada e frequente, essas bactérias provocam a inflamação na gengiva, puxando então o gatilho das doenças periodontais.

Gengivite

A gengivite é o primeiro estágio desencadeado pela ação das bactérias contra a gengiva. Trata-se, portanto, da inflamação gengival proveniente da irritação dos tecidos causada pela placa acumulada.

É uma inflamação que pode comprometer um ou mais dentes. Porém, quando em seu estágio inicial, por não chegara a tingir o osso e o tecido alveolar, uma boa higiene pode fazer com que a condição regrida.

Sintomas

Mas como saber se tenho gengivite?

A gengivite apresenta, frequentemente, sinais e sintomas visíveis na gengiva. Um dos sintomas mais comuns, porém, facilmente ignorado, é o sangramento na gengiva.

É verdade que pode haver sangramento gengival em causas pontuais, como quando acidentalmente machucamos a gengiva durante a escovação.

No entanto, esse tipo de sangramento não pode ser frequente se você realiza sua higiene de forma correta.

Uma limpeza adequada dos dentes nunca pode gerar o sangramento gengival. Desse modo, quando este está frequentemente presente em suas escovações, é um sinal que sua saúde bucal vai mal.

O sangramento pode ser percebido ao escovar os dentes, ao passar o fio dental, ou ao comer alimentos mais sólido (como uma maçã). Outros sinais e sintomas da gengivite incluem:

  • Inchaço gengival
  • Inchaço na papila gengival
  • Sensibilidade gengival
  • Mobilidade gengival
  • Textura lisa
  • Coloração avermelhada

Outra forma de identificar a saúde de sua gengiva é observando-a. Normalmente, uma gengiva saudável apresenta uma coloração rosada e textura áspera, como a de uma casca de laranja.

Uma gengiva debilitada normalmente é caracterizada por um tom mais escuro e avermelhado que o comum, enquanto sua textura encontra-se perfeitamente lisa.

Além dos sintomas mais evidentes, a gengivite também pode causar retração da gengiva, mau hálito, gosto ruim na boca e formação de pus (quando também existe uma infecção, gerando o abscesso dentário).

Periodontite

Quando a gengivite não é devidamente tratada, ela pode evoluir para a periodontite. Ou seja, é uma forma mais grave de doença periodontal, sendo a evolução da gengivite.

Dessa forma, a inflamação ou a infecção da gengiva causa pela periodontite, atinge todos os tecidos ao redor do periodonto, as fibras e os ossos, provocando reabsorção óssea e retração da gengiva.

Isso acontece devido à intensificação do processo inflamatório causado pela fixação de determinadas substâncias presentes na saliva na placa bacteriana.

Elas criam um ambiente favorável à formação de bolsas na gengiva que afastam os dentes e facilitam a contaminação da gengiva, favorecendo a destruição dos tecidos e o desenvolvimento do abscesso.

Sem tratamento, os dentes começam a ficar moles e a infecção pode atingir outros tecidos, como os ossos envolvidos na arcada dentária.

Uma das complicações mais graves da periodontite não tratada é a endocardite. Ela acontece quando uma bactéria cai na corrente sanguínea e causa uma infecção nas válvulas do coração.

Por isso, essa é uma condição bastante séria e que pode ser fatal para o dente.

Sintomas

Por ser uma evolução da gengivite, a periodontite pode apresentar seus mesmos sintomas.

No entanto, a periodontite costuma ter manifestações mais fortes e claras. Dessa maneira, dificilmente um indivíduo com periodontite não perceberá seus sintomas.

Dentre os que se destacam estão:

  • Aumento da sensibilidade devido à maior exposição do dente;
  • Destacamento gengival em relação aos dentes;
  • Mobilidade gengival acompanhada de amolecimento dos dentes;
  • Alongamento dos dentes devido à perda de estrutura gengival (retração gengival);
  • Formação de bolsas na gengiva, como um tecido que se afrouxa e libera espaço entre a gengiva e o dente;
  • Dores;
  • Mau Hálito;
  • Alteração do paladar;
  • Alteração na posição dos dentes;
  • Saída de pus da gengiva;
  • Queda de dentes sem causa aparente;
  • Gosto de sangue na boca.

Tipos de Periodontite

Apesar da periodontite ser, relativamente, comum, existem outras manifestações dessa condição que não possuem o mesmo fator inicial e o mesmo tratamento.

Assim, confira quais são os outros tipos de doenças periodontais categorizadas como periodontite:

Periodontite Crônica

O tipo mais comum de periodontite. É caracterizada pela ação de microrganismos ou grupos de microrganismos específicos que causam a inflamação dos tecidos de suporte dos dentes.

É, comumente, iniciada com uma gengivite induzida por placa bacteriana, evoluindo, assim para a periodontite crônica. Resultando na destruição progressiva do ligamento periodontal e osso alveolar.

A perda de inserção é clinicamente detectável – diferentemente da gengivite.

Apesar de ser mais frequente em adultos, pode afetar crianças e adolescente, proporcionalmente ao nível de higiene bucal e fatores locais predisponentes.

Periodontite Agressiva

A periodontite agressiva é considerada rara. Ela é caracterizada pela progressão rápida e associação a bactérias virulentas.

Normalmente, os indivíduos que apresentam a periodontite agressiva não possuem as características de acúmulo de placa bacteriana compatíveis a destruição do ligamento periodontal, osso alveolar e cemento.

A periodontite agressiva ainda possui agregação familiar, ou seja, há histórico familiar da doença. Sua inserção periodontal afeta mais frequentemente os incisivos e molares e atinge, principalmente, pacientes jovens.

Periodontite Ulcerativa Necrosante

A periodontite ulcerativa necrosante é extremamente grave em sua forma aguda. No entanto, pode ser considerada rara nesse estado. Porém, infecções menores podem ocorrer com certa frequência.

Trata-se de uma infecção caracterizada pelo aumento anômalo de bactérias na boca sem causa aparente.

A higiene inadequada pode contribuir para o seu aparecimento, bem como fatores emocionais, como estresse, dieta deficiente, falta de sono e em pessoas fumantes.

Pode ser comum em pessoas que sofrem de gengivite e passam por algum tipo de estresse. Sua forma mais grave tende a acometer pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Seus principais sintomas são dores gengivais, hemorragias, mau-hálito extremo, febre, mal-estar e úlceras nas extremidades das gengivas.

Periodontite Como Manifestação de Doença Sistêmica

Esse tipo de periodontite é a que se desencadeia por fatores sistêmicos, ou seja, por meio de outras doenças, como diabetes, doenças respiratórias e cardíacas.

Frequentemente acomete indivíduos mais jovens.

Diagnóstico e Tratamento de Doença Periodontal

Diagnóstico e tratamento de doença periodontal

O diagnóstico inicial pode ser feito por dentista que, depois, fará o encaminhamento para um profissional especializado em periodontia. Ele normalmente é comporto por:

Anamnese

É uma espécie de entrevista realizada pelo profissional com o intuito de ser o ponto inicial do diagnóstico.

Aqui, o profissional conhece a história prévia do paciente, bem como de seus familiares, com o objetivo de saber se há condições que predisponham as doenças periodontais na família, como a diabetes.

Informações como quais são os sintomas, há quanto tempo eles existem e de que forma de manifestaram, podem ser descobertas nessa etapa;

Exame Clínico

O exame clínico tem como objetivo analisar fisicamente e detectar características clínicas da doença. Seu primeiro passo é a inspeção visual, buscando saber se há características visuais de anormalidade ou não.

Uma gengiva saudável normalmente apresenta:

  • Cor rósea ou acastanhada;
  • Textura áspera devido as interdigitações dérmicas;
  • Contorno que acompanha a curva do dente;
  • Papilas piramidais ou afinaladas que ocupam as ameias completamente;
  • Ausência de sinais de biofilme ou cálculo dental;
  • Preservação dos pontos de contato proximais.

O segundo passo do exame clínico consiste na palpação de forma a pressionar o polegar contra o tecido gengival. Nesse momento pode haver a saída de conteúdos prováveis da entrada do sulco gengival ou da bolsa.

Após esse processo, poderá haver uma sondagem (com sondas periodontais) caracterizada como uma investigação da condição periodontal.

Radiografia

O diagnóstico pode fazer uso ainda de radiografias para saber a proporção de raiz que ainda está inserida no osso. Avaliando, assim, o nível de perda óssea.

Doenças periodontais não têm cura. Porém, apresentam tratamento efetivo quando não está em grau avançado. Quanto mais precoce for feito o diagnóstico, melhores são os resultados do tratamento.

Como é Feito o Tratamento em Periodontia?

O tratamento em periodontia, especialmente a gengivite, consiste em:

  • Limpeza com o objetivo de remover a placa e o tártaro;
  • Orientação do paciente sobre a escovação correta e o uso do fio dental;
  • Administração de antibióticos, caso necessário.

Dessa forma, o procedimento de limpeza realizado no consultório odontológico dá-se na utilização de aparelhos específicos, necessários para promover uma limpeza profunda o suficiente para remoção da placa e do tártaro.

Esse procedimento só é possível no consultório. Pois, principalmente se há presença de tártaro, apenas a higienização comum com pasta de dentes e fio dental não será suficientemente eficaz para sua remoção.

Rapagem

A limpeza dos dentes, ou raspagem, tem como principal instrumento o aparelho de ultrassom e outros instrumentos manuais. Em alguns casos, o profissional também pode fazer uso de jato de bicarbonato para auxiliar a limpeza.

Após a remoção total da placa bacteriana e do tártaro, pode ser realizado, ainda, um alisamento radicular com o objetivo de alinhar as irregularidades do dentes, deixando-o completamente liso.

Esse procedimento ajudará os dentes a ficarem livres da placa por mais tempo. Isso porque com uma superfície livre de irregularidades, a adesão da placa e do tártaro torna-se mais difícil. Prevenindo, assim, seu acúmulo futuro.

O processo de raspagem periodontal pode ser finalizado com um polimento, dando um acabamento mais liso e livre de manchas. Assim como na gengivite, o tratamento da periodontite envolve a profilaxia feita em consultório.

Além disso, também é preciso orientar o paciente sobre a higiene bucal e o uso de antibióticos para sanar a infecção.

Nos casos mais graves, pode ser necessário fazer uma cirurgia para limpar as bolsas profundas da gengiva. Também pode ocorrer a remoção de dentes muito comprometidos para evitar que a infecção se espalhe.

No entanto, o tratamento deve ser recorrente. Isto é, deve ser estendido aos cuidados na higienização. Se uma reeducação, no sentido de higienização dos dentes, não for realizada, o paciente nunca estará livre desse mal.

Causas da Doença Periodontal

Fatores de risco que contribuem para doenças na gengiva

Comumente as causas das doenças periodontais advém da má higiene bucal e, consequentemente, pela formação da placa bacteriana.

No entanto, diversos outros fatores podem predispor o seu aparecimento. Veja quais são eles:

  • Má oclusão;
  • Ausência de restaurações;
  • baixa produção salivar;
  • Tabaco;
  • Medicamentos específicos;
  • Exposição a metais pesados;
  • Deficiência de vitaminas;
  • Puberdade;
  • Gravidez;
  • Menopausa;
  • Alterações hormonais no geral;
  • Herpes labial;
  • Diabetes;
  • Epilepsia.
  • Aids;
  • Leucemia;
  • Reação alérgica.

Desse modo, todos esses fatores contribuem para que a gengiva acabe sucumbindo às bactérias. Assim, sendo necessário o tratamento periodontal.

Cuidados Bucais na Periodontia

Como vimos, as doenças periodontais, apesar de comuns, se não tratadas devidamente podem ser graves.

Vimos, também, que a causa dessas doenças está frequentemente relacionada à má higienização oral. Dessa forma, entende-se que a prevenção das doenças periodontais se encontra exatamente na higiene oral adequada.

Você sabe o que é uma higiene oral adequada?

O hábito da escovação nos parece muito familiar, porém, nem sempre o realizamos da forma correta.

Primeiramente, a forma adequada de higienização bucal começa na escolha da escova de dentes. Frequentemente ouvimos que cerdas um pouco mais rígidas farão uma limpeza melhor. Isto não é correto! Quanto mais macias forem as cerdas, melhor.

O que modifica a qualidade da escovação não é a rigidez das cerdas e sim sua quantidade, além disso, a gengiva não foi feita para ser escovada. Cerdas macias cuidaram melhor dessa região.

Hábitos de Higiene Bucal

Uma boa limpeza oral inclui os seguintes hábitos:

  • Realizar a escovação pelo menos três vezes ao dia, após as principais refeições;
  • Opte, sempre, por um creme dental com flúor, um agente importante na prevenção contra as cáries;
  • Na hora da escovação, divida a boca em quatro partes, dedicando, pelo menos, trinta segundas em cada uma, tendo um tempo mínimo de dois minutos de escovação.
  • Não esqueça de escovar a língua, também existem bactérias nela! Para isso utilize movimentos suaves e contínuos. Dê preferência ao limpador de línguas específico para esse trabalho.
  • Use o fio dental todos os dias. Esse elemento é indispensável na higiene bucal. Isso porque é ele que alcança os lugares onde a escova não é capaz, como à margem gengival. Os locais inalcançáveis para escova são os que mais apresentam acúmulos de alimentos. É o fio dental que proporcionará uma higienização completa e livre de acúmulo de restos de alimentos que nutrem as bactérias.
  • Não existe ordem certa para o fio dental. Pode ser antes ou depois da escovação, do modo como preferir. No entanto, nunca deixe de utilizá-lo, especialmente antes de dormir.
  • O uso do enxaguante bucal é opcional. Consulte o seu dentista para saber que método de finalização de higiene é o mais adequado para você.

Lembre-se, em caso de sintomas e sinais de doenças periodontais, consulte um profissional especializado em periodontia o mais breve possível.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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