Micrognatia afeta a mastigação e a oclusão dentária

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Saiba o que pode causar a micrognatia e qual é a melhor maneira de tratar esse problema

Problemas bucais ou alterações do nosso corpo podem ter mais de uma consequência ou afetar de diversas formas nossa saúde. A micrognatia, por exemplo, pode afetar a mastigação e causar má oclusão dentária.

É justamente por isso, que é preciso consultar um profissional para o diagnóstico e tratamento correto da micrognatia. Mas, afinal, o que é ela?

Micrognatia é uma alteração na mandíbula inferior. Ela fica com o aspecto anormalmente pequeno. Pode ser causada por doenças hereditárias ou por mutações genéticas não hereditárias

Por se tratar de uma assimetria facial que dá um aspecto de mandíbula pequena, se torna um incômodo estético.

De tal forma, existem alguns cuidados e tratamentos específicos que podem ser realizados para reverter esse quadro. Deseja saber mais sobre o assunto?

Neste artigo nós iremos falar tudo o que você precisa saber sobre a micrognatia mandibular. Confira cada um dos tópicos abaixo.

  1. Causas da Micrognatia
  2. Quais São os Sintomas Mais Comuns?
  3. Micrognatia e Odontologia
  4. Como é Feito o Diagnóstico?
  5. Melhores Tratamentos Para Micrognatia
  6. Outras Desordens Mandibulares

Causas da Micrognatia

Antes de mais nada, é necessário dizer que essa deformação da mandíbula inferior é um problema mais comum entre crianças.

Entretanto, ela também pode aparecer em algum outro momento da vida, tendo em vista que é uma deformação facial. De toda forma, existem algumas condições que causam a micrognatia.

Primeiro, vamos listá-las e, em seguida, iremos analisar quais são essas condições e a razão que as fazem ocasionar a micrognatia nos pacientes:

  1. Progéria
  2. Síndrome de Treacher Collins
  3. Síndrome de Smith-Lemli-Opitz
  4. Acondrogênese
  5. Síndrome de Pierre Robin
  6. Trissomia 13
  7. Trissomia 18
  8. Síndrome de Russell-Silver
  9. Miado do gato
  10. Síndrome de Marfan
  11. Síndrome de Seckel
  12. Turner ou Síndrome de Turner
  13. Síndrome de Hallerman-Streiff
  14. Síndrome de DiGeorge

Progéria

Também conhecida como síndrome de Hutchinson-Gilfor ou HGPS, a progéria é uma doença genética, evolutiva e sem cura. Ela é caracterizada por uma aceleração em sete vezes do envelhecimento do portador.

Entretanto, ela não pode ser considerada uma doença hereditária, pois a mutação genética acontece quando o embrião está se formando.

Segundo estudos, o principal motivo dessa mutação genética é a alteração no gene LMNA, onde fica o cromossomo 1. Esse gene o é responsável pela codificação das proteínas do corpo, como a lâmina A.

Essa é a proteína que fortalece a proteção do núcleo das células.

Sendo assim, a produção desse tipo de proteína se torna anormal, o que consequentemente faz com que o núcleo celular seja danificado, causando mortes celulares prematuras.

Problemas Que Podem Aparecer Com Essa Doença

Entre outros problemas que essa doença causa, se encontram a estrutura corporal frágil e a formação irregular dos dentes.

A primeira faz com que o paciente que detém essa doença possua a estrutura do corpo de uma criança de dois anos de idade até pelo menos os 10 primeiros de vida.

Já a segunda é uma condição na qual os dentes de leite demoram até quatro vezes mais para surgirem, mas caem com uma alta velocidade para dar espaço aos dentes permanentes.

Sendo assim, durante esse processo a criança fica sem a dentição completa por um tempo demasiadamente grande, o que prejudica a alimentação.

Além disso, também é possível que um portador de progéria tenha deformidade nas articulações, o que causa micrognatia. Existem outras características que podem aparecer, confira:

  • Tamanho da cabeça desproporcional ao restante do corpo e face;
  • Olhos grandes, causando dificuldade para fechar as pálpebras;
  • Pele clara e com muitas rugas;
  • Presença de manchas na pele;
  • Cabelo branco e em pouca quantidade, ou até a perda de cabelo;
  • Unhas finas;
  • Má desenvolvimento da ponta dos dedos;
  • Lábios finos;
  • Presença de um pequeno lóbulo no pavilhão auricular;
  • Nariz com tamanho além do normal e pontudo;
  • Veias salientes no crânio;
  • Inexistência de sobrancelhas e cílios.

E existe a possibilidade de aparecerem doenças que são mais comuns em idosos como:

  1. Osteoporose;
  2. Dores nas articulações;
  3. Hérnia umbilical;
  4. Diabetes;
  5. Maior risco de ataque cardíaco, infarto ou acidente vascular cerebral.

De tal maneira, essa é uma doença que compromete muitas funções do corpo, o que faz com que ela necessite uma atenção dobrada.

Existe Tratamento?

Como mencionado anteriormente, a doença é sem cura e, consequentemente, fatal.

Entretanto, existem possíveis tratamentos por meio de medicamentos, fisioterapia, cirurgia, tratamento experimental e até terapia genética para retardar a doença.

Essa última é a que possui uma maior solução a longo prazo, mas é válido ressaltar que nenhum procedimento deve ser feito sem antes uma indicação médica.

Síndrome de Treacher Collins

Também conhecida como disostose mandibulofacial, a síndrome de Treacher Collins é uma doença genética que tem como característica principal deformações craniofaciais.

Esse distúrbio normalmente está relacionado à mutação do gene TCOF1, e tem 50% de que um portador da doença a transmita aos filhos.

Além do TCOF1, alterações nos genes POLR1D e POLRC1C também podem causar a doença. De toda maneira, o diagnóstico pode ser feito através de um genético que mostrará se a doença se encontra presente ou não.

Além de ser uma causa da micrognatia, ela também pode gerar outros problemas como:

  • Canto exterior dos olhos um pouco mais alto do que o canto interior;
  • Hipoplasia malar;
  • Palato fendido;
  • Macrostomia;
  • Microtia e possível surdez;
  • Má-formação das orelhas.

Síndrome de Smith-Lemli-Opitz

A síndrome de Smith-Lemli-Opitz ou SLOS, é uma síndrome caracterizada pela má-formação de diversas partes do corpo humano causadas por mutações no gene DHCR7.

Esse gene por sua vez é o responsável pelo 7-dehidrocolesterol redutase, enzima responsável pela síntese do colesterol.

A taxa de mortalidade dessa doença é de cerca de 20%, e normalmente a morte é causada por pneumonia. Entre as alterações mais comuns nessa doença são:

  • Craniofaciais, que causa micrognatia, entre outras deformidades;
  • Anomalias de vários órgãos;
  • Restrição do crescimento do bebê durante a gestação, não alcançando o peso normal;
  • Alterações no comportamento e atraso mental.

O diagnóstico clínico dessa doença, entretanto, é um dos mais complicados de serem feitos. Ele pode ser feito desde o período antes do nascimento, com dias ou então anos de vida.

Mas de toda forma, o recomendado é que seja feito um teste genético, sendo este o procedimento mais recomendado para apontar a doença.

Não foram descobertas muitas formas de realizar um tratamento para a doença por se tratar de um distúrbio que ainda foi pouco relatada.

Contudo, uma forma de tratamento que possui um resultado benéfico é a suplementação dietética do colesterol.

Esse tratamento pode ser feito por meio de uma dieta ou então de medicamentos sintéticos, mas é o mais efetivo para o caso.

Dessa maneira, crianças pequenas que possuem a síndrome mostram melhora no crescimento, no comportamento e no estado geral delas.

Já em crianças um pouco mais velhas e adultos mostram um desenvolvimento melhor do cérebro e das funções mentais. No entanto, esse tipo de tratamento começa a perder a sua eficácia a longo prazo.

Sendo assim, é necessário um acompanhamento médico constante para analisar se o tratamento está ocorrendo da maneira como deveria ou se está sendo ineficaz.

Síndrome de Pierre Robin

A síndrome de Pierre Robin é composta por três anomalias. Elas são:

  • Micrognatia;
  • Glossoptose;
  • Fissura palatina.

A última, por sua vez, não é encontrada em todos os casos da síndrome. Contudo, não existe ainda um estudo que aponte precisamente qual é a causa desse tipo de distúrbio.

O que se sabe até então é que a mandíbula do bebê cresce devagar durante o período de gestação e continua assim mesmo depois do nascimento.

Desse modo, existem outras manifestações clínicas que se desenvolvem conforme os anos passam como:

  • Micrognatia e queixo recuado;
  • Retração lingual;
  • Dificuldade na respiração;
  • Fenda palatina mole e em formato de U ou V;
  • Úvula bífida ou fissura submucosa escondida (coberta);
  • Palato ogival;
  • Infecções no ouvido que podem gerar surdez;
  • Deformações no nariz;
  • Má-formação dentária;
  • Refluxo e esofagite;
  • Problemas no sistema cardiovascular;
  • Mutações no Sistema Nervoso Central;
  • Anomalias músculo-esqueléticas.

A forma mais comum de se realizar o diagnóstico é por meio de um exame físico onde o médico irá analisar esses pontos citados anteriormente.

Sendo assim, não é possível analisar a doença durante a gestação da criança.

O tratamento pode ser feito de duas maneiras:

  1. Conservador;
  2. Cirúrgico.

O conservador é feito por meio da obstrução das vias respiratórias ou de ações que auxiliem na dificuldade de alimentação.

A cirurgia, entretanto, só é feita em casos mais severos de problemas para respirar. De toda forma, existem diversas formas de realizar esse procedimento que depende das especificidades do quadro.

E junto da cirurgia, pode ser corrigida a surdez e prevenir que existam eventuais problemas no ouvido médio.

Também pode ser empregado o auxílio da área da fonoaudiologia para corrigir problemas como fala, audição e movimentação mandibular.

De toda maneira, o tratamento servirá como cuidado para que os sintomas da anomalia não se tornem graves, pois ela não possui cura.

Acondrogênese

Acondrogênese é uma mutação genética caracterizada por afetar o crescimento das cartilagens e ossos. Contudo, ela é uma doença letal que contêm os seguintes sinais clínicos:

  • Nanismo (com presença de membros curtos);
  • Tronco pequeno;
  • Abdômen elevado;
  • Macrocefalia;
  • Inchaços nos ossos ou articulações.

Entretanto ela também pode causar a micrognatia. No raio X podem ser encontradas essas características, sendo essa a maneira de diagnosticar a doença.

Existem duas formas da doença:

  1. Acondrogênese tipo I: hereditária e gerada por mutações no gene DTDST;
  2. Acondrogênese tipo II: gerada após mutações no gene de colágeno COL2A1.

Contudo, ainda não foi elencado um possível tratamento para esse tipo de doença.

Sendo assim, indicamos que seja sempre consultado um bom médico caso apresente essa patologia para cuidar conforme orientações.

Trissomia 13

Trissomia 13 é uma alteração nos cromossomos caracterizada pela presença de três cromossomos 13 ao invés de ter apenas dois. Essa doença gera problemas como:

  • Malformação cerebral (holoprosencefalia);
  • Deformações faciais, como a micrognatia;
  • Anomalias nos olhos;
  • Polidactilia pós-axial;
  • Malformações nas vísceras (cardiopatia);
  • Atraso psicomotor grave.

A forma de diagnóstico desse tipo de doença, entretanto, pode ser por meio de um ultrassom ainda durante a gestação.

Ele irá indicar pontos como a holoprosencefalia e a polidactilia, e então o médico fará uma análise cariotípica no feto para confirmar se existe ou não a presença do terceiro cromossomo 13.

O tratamento é algo um tanto quanto complicado, uma vez que metade dos portadores dessa condição falecem no primeiro mês de vida e 90% antes de completar um ano de vida.

Esse índice de fatalidade se dá por complicações cardíacas, renais ou neurológicas.

Sendo assim, o que pode ser feito é um apoio a família do portador dessa patologia uma vez que um tratamento cirúrgico das malformações corporais não é muito eficaz para melhorar ou então prolongar a vida do paciente.

Entretanto, um paciente que não possui uma má-formação cerebral muito grave pode ter a vida prolongada, chegando à idade adulta.

Trissomia 18

Já a trissomia 18, ou síndrome de Edwards, é quando o corpo possui três cromossomos 18 ao invés de dois. Entretanto, ela pode ser causada de três maneiras diferentes:

  1. Completa: tipo mais comum, porém não é hereditária. Quando o cromossomo extra está presente em todas as células do corpo;
  2. Aleatória: condição extremamente rara onde o cromossomo a mais está apenas em poucas células do corpo. Não é também hereditária, e pode ser chamada de “mosaico” por ocorrer durante a divisão celular;
  3. Parcial: condição muito rara e hereditária em que apenas uma parte do cromossomo está presente nas células do corpo.

Nesse último caso, mais raramente ainda um pedaço do cromossomo 18 se junta com outro, fazendo com que a pessoa tenha duas cópias do cromossomo 18 e o pedaço parcial.

Essa é a segunda disfunção cromossômica mais comum, atrás apenas da trissomia 21, também conhecida como síndrome de Down, que também causa micrognatia.

Quais São as Características Dessa Síndrome?

Existem formas de observar esse tipo de síndrome, sendo elas:

  • Crânio com a parte traseira e inferior elevada em relação ao restante;
  • Micrognatia;
  • Orelhas posicionadas mais para baixo;
  • Pés acomodados de forma torta;
  • Deformações nos dedos das mãos;
  • Doença cardíaca;
  • Baixo peso no nascimento;
  • Fraqueza nos músculos;
  • Apetite pequeno;
  • Choro considerado fraco;
  • Problemas durante o desenvolvimento e crescimento;
  • Mandíbula menor do que o comum;
  • Queixo recuado;
  • Endurecimento anormal e extremo dos músculos;
  • Dedos sobrepostos;
  • Má desenvolvimento das unhas;
  • Pernas cruzadas;
  • Peito carinado;
  • Hérnia umbilical;
  • Dedão do pé encurtado;
  • Presença de rugas nas palmas das mãos e solas dos pés;
  • Boca menor que o comum e triangular;
  • Estenose pulmonar e aórtica;
  • Defeitos no septo ventricular e auricular;
  • Má-formação do sistema renal;
  • Mamilos pequenos e mais distantes um do outro do que o normal;
  • Genitais com anomalia;
  • Pescoço encurtado;
  • Maior possibilidade de ter mais pelos do que o comum;
  • Irregularidades no cérebro;
  • Má-formação dos olhos;
  • Deformações nas vértebras;
  • Má-formação dos braços e pernas.

Existem alguns especialistas que podem diagnosticar essa síndrome como:

  • Clínico geral;
  • Geneticista;
  • Neurologista;
  • Psiquiatra;
  • Psicólogo;
  • Nefrologista;
  • Cardiologista;
  • Odontologista.

O diagnóstico pode ser feito ainda durante a gestação pelos exames pré-natais, mas também pode ser diagnosticado apenas depois de finalizado o parto.

Existem também outros exames que podem descobrir a presença dessa doença como os testes de imagem, por exemplo.

Síndrome de Russell-Silver

A síndrome de Russell-Silver é uma condição muito rara de nanismo, também chamada de nanismo Russell-Silver.

É um dos cinco tipos de nanismo que podem ser tratados dentre todos os mais de 200 que existem.

Não existe uma causa específica para esse tipo de doença, entretanto possivelmente é por mutações genéticas nos cromossomos 7 e 11.

Além disso, não existe uma maneira de realizar um diagnóstico com um teste ou exame.

De toda forma, são analisados alguns sinais junto com a restrição do crescimento intrauterino, que é o crescimento do feto durante a gestação.

Sendo assim, confira quais são os sintomas dessa síndrome:

  • O bebê nasce menor do que deveria nascer, tendo um peso menor do que 2,8 kg;
  • Problemas para alimentar o bebê uma vez que ele toma pouco leite materno e com dificuldade;
  • Presença de hipoglicemia;
  • Muita transpiração principalmente à noite, com um tom de pele cinza ou até palidez;
  • Rosto triangular, com mandíbula pequena (micrognatia) e queixo pontudo com tendência à diminuir;
  • Tom azulado na esclera ocular (parte branca do olho);
  • Circunferência da cabeça pode ser desproporcional ao tamanho de um corpo pequeno;
  • Assimetria do corpo;
  • Crescimento fraco;
  • Braquidactilia;
  • Criptorquidia;
  • Contração muscular baixa;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Pouca gordura subcutânea;
  • Demora para fechar a fenda entre os hemisférios da cabeça;
  • Prisão de ventre, que pode ser grave;
  • Manchas na pele do tom café com leite;
  • Desenvolvimento neuropsicomotor atrasado e problemas para aprender.

Pode acontecer também de o paciente apresentar puberdade precoce. Mas é aconselhada a ida a um médico para fazer uma melhor análise do quadro.

Síndrome do Miado do Gato

Síndrome do miado do gato, ou síndrome Cri-Du-Chat, é uma patologia que faz com que o portador possua um choro que se assemelha ao chiado agudo de um gato, o que dá o nome à doença.

Pacientes que possuem essa doença apresentam uma anomalia cromossômica no cromossomo 5, mas normalmente essa síndrome não é hereditária. As principais características dessa síndrome são:

  • Assimetria facial com microcefalia;
  • Má desenvolvimento da laringe;
  • Aumento da distância entre os olhos;
  • Hipotonia (deficiência no tônus muscular);
  • Canto interno dos olhos mais altos quando comparados ao externo;
  • Pele da pálpebra superior cobrindo o canto interno do olho;
  • Má-formação das orelhas e posicionamento mais baixo que o comum;
  • Dedos grandes e longos;
  • Presença de apenas uma linha na palma da mão;
  • Atrofia dos membros.

De toda maneira, pode ser aplicada uma educação especial e também um ambiente de apoio à família. Dessa maneira, algumas crianças conseguem chegar ao nível social e psicomotor de alguém com seis anos de idade.

No entanto, as habilidades motoras acabam sendo atrasadas.

Como Diagnosticar Essa Síndrome?

Para diagnosticar a doença, o médico fará é um exame físico que pode mostrar se o paciente possui algum dos problemas abaixo:

  • Hérnia inguinal;
  • Separação dos músculos abdominais;
  • Baixa tonicidade dos músculos;
  • Dobra extra de pele no canto de dentro do olho;
  • Problemas na dobradura das orelhas.

Entretanto, a forma mais certa de analisar a presença da doença ou não é por meio de um exame de cariótipo ou biologia molecular.

Também pode ser feito um teste genético ainda durante a gestação para saber se o futuro bebê apresenta ou não esse tipo de síndrome.

De toda maneira, não existe um tratamento para essa doença. O que pode ser feito é cuidar dos sintomas para que ela não apresente complicações para a criança.

Síndrome de Marfan

A síndrome de Marfan é uma patologia hereditária que atinge o tecido conjuntivo, área do corpo responsável pelo fortalecimento das estruturas corporais.

As partes do corpo mais afetadas por essa doença são:

  • Coração;
  • Olhos;
  • Vasos sanguíneos;
  • Esqueleto.

Uma característica de pessoas com essa síndrome é que normalmente elas são altas e magras, com membros do corpo exageradamente longos. Essas são as características chamada de aracnodactilia pelos médicos.

É uma doença causada por alterações no cromossomo 15.

Sintomas e Sinais da Síndrome

É possível que os sintomas variem entre os pacientes, mesmo que eles sejam familiares. Mas é válido ressaltar que nem todos os casos clínicos estão presentes em todos os portadores da doença.

De toda maneira, existem algumas características que podem ser apresentadas nos três sistemas antes mencionados. No sistema esquelético são:

  • Estatura erguida;
  • Escoliose;
  • Aracnodactilia;
  • Deformidade na área do tórax;
  • Pé achatado;
  • Curva na coluna espinhal;
  • Dentes apinhados.

Já no sistema cardíaco:

  • Incapacidade da válvula mitral em bombear sangue do ventrículo esquerdo para o átrio direito;
  • Dilatação da artéria aorta;
  • Sopro no coração.

E no sistema ocular, por sua vez:

  • Miopia;
  • Luxação do cristalino ocular;
  • Descolamento da retina.

Síndrome de Seckel

Síndrome de Seckel é uma patologia genética que causa atraso no crescimento e microcefalia com uma deficiência intelectual e características faciais como olhos grandes, nariz com bico, face estreita e micrognatia.

Também é possível que os portadores da síndrome tenham anormalidade no sangue. Além disso, podem estar presentes alterações na dentição, causando principalmente dentição decídua.

Não foram elencadas ainda as possíveis causas da síndrome, entretanto sabe-se que é uma disfunção hereditária muitíssimo rara.

Existem, portanto, algumas características físicas que podem estar associadas à essa doença como:

  • Microcefalia;
  • Retardos mentais;
  • Deformações faciais;
  • Olhos exageradamente grandes;
  • Rosto fino;
  • Má-formação das orelhas;
  • Micrognatia;
  • Clinodactilia (quinto dedo colado em posição curvada);
  • Má-formação do quadril;
  • Luxação radial;
  • Crescimento lento desde o desenvolvimento do feto, fazendo com o que o bebê nasça com pouco peso.

Além disso, a criança acaba sofrendo de nanismo e pode desenvolver retardo mental com o passar dos anos ou então já nascer com esse problema.

A doença normalmente é causada por alterações nos cromossomos 3, 14 e 18 e o diagnóstico pode ser feito por exames durante a gestação como ultrassons ou o estudo genético, por exemplo.

Entretanto o quadro só poderá ser confirmado quando a criança está na infância.

Todavia, não foi encontrada uma forma de curar ou então impedir que a doença progrida.

Sendo assim, o que pode ser feito é combater as complicações da doença com o acompanhamento médico, analisando e então tomar os devidos cuidados indicados pelo médico.

Síndrome de Turner

A síndrome de Turner, por sua vez, é uma doença genética que afeta o cromossomo X e afeta apenas pessoas do sexo feminino. Essa é uma doença que faz parte das alterações no número de cromossomos fetais.

Normalmente os casos dessa síndrome são únicos em uma família, mas são causados pela ausência de um cromossomo sexual, ou então a presença incompleta dele.

De toda forma, existem alguns sintomas que podem mostrar a presença dessa doença:

  • Baixa estatura;
  • Puberdade atrasada;
  • Infertilidade;
  • Má desenvolvimento cardíaco;
  • Braços dobrando no sentido contrário (para fora), chegando a altura do cotovelo;
  • Quarto metacarpo reduzido;
  • Possibilidade de apresentar dificuldade em matemática.

Entretanto, quando a mulher entra na puberdade e tem menstruação inconsciente, o quadro causa uma falência ovariana adiantada.

Existem três especialistas que podem ser procurados para diagnosticar e tratar a doença:

  1. Geneticista;
  2. Pediatra;
  3. Endocrinologista.
Como a Doença é Diagnosticada?

A presença dessa síndrome pode ser analisada em qualquer fase da vida, incluindo o período pré-natal, caso seja feita uma análise dos cromossomos nos exames antes do fim da gestação.

Sendo assim, confira quais são os principais exames para diagnosticar a doença:

  • Nível de hormônio no sangue;
  • Ecocardiograma;
  • Cariótipo banda G;
  • Ressonância magnética da região torácica;
  • Ultrassom dos órgãos reprodutivos e dos rins;
  • Exame pélvico.

É válido ressaltar que essa doença também pode mudar níveis de estrogênio no sangue e na urina.

O tratamento, por sua vez, é feito com uma reposição dos hormônios, principalmente do hormônio do crescimento, que pode ser introduzido a partir dos dois anos de idade.

Somado a isso, é bom que seja feito um acompanhamento médico principalmente com um cardiologista e um endocrinologista.

De toda maneira, uma mulher com síndrome de Turner pode ter uma vida natural uma vez que ela siga as indicações e prescrições médicas e tenha um acompanhamento com uma equipe médica.

Síndrome de Hallerman-Streiff

Uma outra causa da micrognatia é a síndrome de Hallerman-Streiff. Essa, por sua vez, é outra síndrome genética rara que é caracterizada principalmente por anomalias craniofaciais.

Sendo assim, as principais características dessa doença são:

  • Microcefalia;
  • Braquicefalia;
  • Micrognatia;
  • Microstomia;
  • Nariz pontudo.

Além disso, também podem ser observadas malformações dos olhos e dentes.

Segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Francisco Marroquín, na Guatemala, existem apenas 150 casos no mundo inteiro.

Sendo assim, não podem ser elencados eventuais causas e tratamentos para essa síndrome.

Síndrome de DiGeorge

Juntamente com todas essas possíveis causas, também se encontra a Síndrome de DiGeorge, uma imunodeficiência de grau primário que normalmente não é hereditária, mas é causada por uma anomalia nos cromossomos 22.

Durante a gestação, o feto não se desenvolve da forma correta, e as possíveis anomalias são as seguintes:

  • Coração: as crianças podem nascer com uma doença cardíaca congênita;
  • Glândula paratireoide: a criança pode nascer sem essa glândula ou então com ela subdesenvolvida, fazendo com que exista uma menor concentração de cálcio no sangue;
  • Rosto: a criança pode apresentar fixação das orelhas abaixo do normal, maxilar inferior pequeno (micrognatia) e desviado para trás ou olhos separados além do normal;
  • Timo: glândula responsável pelas células T. A criança pode nascer também sem essa glândula ou subdesenvolvida, limitando a capacidade de luta contra infecções.

Os possíveis sinais dessa doença são:

  • Som anasalado enquanto fala;
  • Deficiência mental;
  • Convulsões;
  • Crescimento atrasado;
  • Dificuldade em aprender.

A síndrome pode ser diagnosticada por meio de exames de sangue ou então de exames de imagem.

E a forma de tratá-la é por meio de suplementos de cálcio e vitamina D, ou então um transplante de tecido do timo ou então de células-tronco.

A doença é fatal nas crianças que nascem sem o timo ou com subdesenvolvimento nessa glândula. E a única forma de curar é por meio do transplante dela, podendo curar a deficiência imunológica.

Quais São os Sintomas Mais Comuns?

Quais são os sintomas mais comuns?

Os principais sintomas que os pacientes possuem quando apresentam micrognatismo são:

  • Mandíbula inferior de tamanho anormal;
  • Problemas na mastigação;
  • Problemas na respiração;
  • Desalinhamento dos dentes;
  • Problemas no crescimento da língua.

Sozinhos esses sinais podem ser de diversos problemas.

Entretanto, caso encontre-os de forma conjunta, é aconselhada a ida à um dentista o quão antes possível para que ele possa analisar o quadro.

Micrognatia e Odontologia

Micrognatia e odontologia

Como vimos, a alteração da mandíbula inferior exerce influência sobre a saúde bucal.

Uma vez que o paciente possui a mandíbula inferior pequena, ele tem um espaço menor para o crescimento, desenvolvimento e alinhamento dos dentes.

Sendo assim, isso faz com que os dentes fiquem desalinhados. Além disso, a língua também não encontra um espaço adequado para se desenvolver corretamente.

Somados esses fatores fazem com que o micrognatismo afete a mastigação. Esse problema também causa a má oclusão dentária, problema no encaixe dos dentes.

De tal maneira, é indispensável que o tratamento seja acompanhado por um cirurgião-dentista desde o diagnóstico.

Como é Feito o Diagnóstico?

Como é feito o diagnóstico?

Quando notar os sintomas, é preciso procurar a orientação de um profissional o mais rápido possível.

Dessa maneira ele poderá identificar qual é a causa do micrognatismo e encontrar o melhor tratamento dependendo do quadro e do grau da anomalia.

O diagnóstico será feito por um exame físico e uma radiografia, que irá analisar a condição dos ossos faciais.

De toda forma, primeiramente será feito um exame clínico, dividido em anamnese e exame físico.

Caso seja necessário, o profissional pode pedir também que sejam feitos outros exames complementares para ter o melhor diagnóstico do caso.

Clínicos gerais, cirurgiões-dentistas, pediatras e geneticistas são os profissionais mais recomendados para fazer o diagnóstico.

Melhores Tratamentos Para Micrognatia?

Melhores tratamentos para micrognatia?

E qual é o melhor tratamento da micrognatia? Existe uma forma efetiva de cuidar dessa anomalia? Bem, essa deformidade da mandíbula inferior pode desaparecer com o desenvolvimento da criança.

Por isso, os tratamentos considerados mais invasivos não são realizados comumente na infância, sendo evitados.

No entanto, algumas medidas como o uso de instrumentos que facilitam a mastigação e respiração podem ser aderidas.

Além disso, a intervenção do micrognatismo na odontologia é feita por meio de um tratamento ortodôntico que irá corrigir a posição dos dentes.

O profissional pode recomendar também o uso de alguns medicamentos específicos.

Todavia, as informações de como utilizar os medicamentos se encontrarão presentes na receita odontológica.

Nos quadros clínicos mais agressivos que continuam depois da fase infantil, será indicada uma cirurgia.

Essa é, portanto, a melhor forma de cuidar da micrognatia uma vez em que por meio dela é feita a correção da posição da mandíbula e dos dentes.

Após a cirurgia, o processo de recuperação dura entre 9 meses a um ano.

Esse tempo depende de algumas variáveis como principalmente seguir as indicações médicas para o pós-operatório.

Entretanto, é necessário consultar uma equipe de profissionais responsáveis pelo diagnóstico e pelo tratamento para saber qual é a melhor forma de agir.

Dessa maneira, é possível chegar à melhor forma de tratar a micrognatia sem problemas posteriores ou contratempos.

Outras Desordens Mandibulares

Outras desordens mandibulares

Além da micrognatia, existem também outros problemas que podem acontecer na região mandibular. Confira-os abaixo:

  • Hipoplasia mandibular: deformidade facial que pode ser resultado de um trauma, infecção ou irradiação durante o período de crescimento;
  • Macrognatia: crescimento exagerado da mandíbula quando comparada ao maxilar;
  • Retrognatismo: patologia oral caracterizada por ossos do maxilar deslocados para trás;
  • Prognatismo: maior relevo dos dentes quando comparados ao plano facial causado pelo crescimento excessivo da parte inferior da boca (mandíbula).

Sendo assim, agora que você já sabe tudo isso e sabe quais são as principais disfunções que a mandíbula pode sofrer, que tal agendar a consulta com um dentista agora mesmo para cuidar de uma possível micrognatia?

Rodrigo Venticinque

Rodrigo Venticinque

Graduado pela Universidade de Santo Amaro (UNISA) e especialista em Prótese e Reabilitação Oral Integrativa, Biofísica Quântica, Biorressonância Aplicada e Ortomolecular. Pós-graduado em Estética Dental e Reabilitação Oral, com certificação em Remoção Segura da Amálgama e Odontologia Biológica pela Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia. Professor da pós-graduação em Biofísica e Ortobiomolecular da QuantumBio. Também atua nas áreas de Ozonioterapia, Odontologia Sistêmica, Sedação Consciente com Óxido Nitroso e Hipnose. Diretor da clínica Venticinque Odontologia.

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