Implante tardio: quais as principais indicações? Descubra!

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Conheça mais detalhes sobre a técnica de implante tardio

Quando falamos nos cuidados com a saúde bucal, diversos pontos são mencionados, todos com o intuito de manter o bom funcionamento da cavidade intraoral. Mas dentre eles, podemos citar o implante tardio.

O implante tardio é uma técnica aplicada apenas em alguns casos específicos. E neste artigo nós iremos explicar mais sobre esse procedimento especificamente.

Implante tardio é um tipo de técnica no qual o dentista opta por não colocar a prótese dentária assim que o pino é instalado no paciente.

Normalmente, o período que o profissional espera para colocar então a nova coroa é entre três e seis meses, sendo então caracterizado como implante de carga tardia.

Isso se dá para que não apenas a gengiva cicatrize após a extração dental, mas também o osso que sustentava o dente que foi retirado.

Durante esse tempo, o paciente precisa tomar diversos cuidados com a saúde bucal como:

É válido ressaltar que o dentista deve ser procurado o mais rápido possível caso o paciente sinta eventuais complicações ou sangramentos na região do implante.

Realizar o Implante Tardio Possui Consequências?

O implante tardio não é o tipo de implante dentário mais comumente realizado nos pacientes, sendo necessárias algumas condições específicas para esse caso.

Todavia, ele normalmente não possui complicações quando o paciente realiza uma boa higienização bucal. Principalmente da área onde o pino foi colocado.

Sendo assim, todas as indicações passadas pelo profissional quando esse tratamento é iniciado devem ser seguidas à risca, especialmente no local no implante.

E a necessidade de tanto cuidado é justamente para evitar problemas como cárie, o acúmulo de placa bacteriana e tártaro. Afinal, tais fatores podem eventualmente comprometer o implante.

Caso algum dos problemas aqui citados seja notado acompanhado ou não de dores e desconfortos, o dentista deve ser consultado o mais rápido possível.

Mas uma pergunta que fica é: quanto tempo depois de extrair o dente pode fazer o implante?

E a resposta para isso é: depende de cada caso e da decisão do profissional.

Existem dentistas que preferem realizar tudo em um mesmo dia, retirando o dente e já colocando o outro no lugar no mesmo dia para realizar uma intervenção e poupar o paciente de passar dois processos de cicatrização.

Entretanto, também existem os profissionais que aconselham um período entre dois e seis meses de cicatrização do processo de extração dentária, para só então, realizar a colocação do implante.

Na maioria dos casos é colocado um dente provisório nesse período, e isso não se dá apenas por questões estéticas e visuais, mas também por fatores funcionais.

De toda maneira, não existe um procedimento melhor para todos os casos, mas sim procedimentos melhores dependendo do quadro que o paciente apresenta.

O aconselhado então é que o paciente marque uma consulta com o dentista para que ele analise a situação e defina qual a melhor técnica.

Quando é Recomendado que Essa Técnica Seja Aplicada?

A recomendação para essa técnica, no entanto é a seguinte:

  • Em situações que os alvéolos manifestam perdas nas paredes ou então inclinação que dificulte a instalação correta do implante;
  • Quando o paciente não apresenta uma condição estética muito agravante na região que precisa de implante;
  • Nos casos em que a instalação do pino não chegou ao torque necessário para que a prótese seja colocada.

Nesse último caso, no entanto, é necessário que a cicatrização total do local seja feita para que somente então a nova coroa dentária seja colocada.

Podem ser Elencadas Vantagens do Implante Tardio?

Uma vantagem elencada pela realização desse tipo de procedimento é que ela é feita após o processo de osseointegração.

Esse processo é a fusão do pino ao osso de forma natural, garantindo a segurança de fixação entre ambos, e diminuindo a possibilidade de que o procedimento de implante dental dê errado.

Contudo, é válido ressaltar que esse procedimento depende de diversos cuidados pós-operatórios por parte do paciente como:

  • Atenção com a saúde bucal e hábitos comportamentais;
  • Manter uma rotina de escovação com movimentos suaves e circulares ao redor dos dentes;
  • Escovar a língua, sem passar a escova de maneira brusca;
  • Usar fio dental pelo menos uma vez por dia;
  • Não realizar bochechos, pois podem gerar traumas na área operada;
  • Comer alimentos líquidos e gelados nas primeiras 12 horas, e alimentos pastosos até dar 24 horas do procedimento, podendo comer normal após esse período;
  • Quando dormir, manter a cabeça em posição mais alta do que o corpo;
  • Não tomar sol em excesso;
  • Evitar fazer esforços físicos e falar muito.

Seguindo esses passos, o procedimento é realizado sem contratempos os problemas que o atrapalhem.

Tipos de Técnicas de Implante Dentário

Antes de mais nada, é válido dizer que o implante pode ser feito quando acontece a perda de dentes ou então quando é realizada alguma extração dentária.

O primeiro é o caso mais comum, uma vez que perder um dente traz um grande incômodo aos pacientes, chegando a níveis onde por vezes eles deixam de sorrir.

Sendo assim, vamos então à diferenciação entre os tipos de implante, que ao todo são três:

  1. Precoce: técnica onde o intervalo entre extração e implante é entre um três meses para a gengiva cicatrizar enquanto o osso não fica completamente cicatrizado;
  2. Imediato: maneira mais comum desse procedimento devido a realização de implantes após extrações. Em outras palavras, o paciente pode entrar no consultório sem um ou mais dentes, e sair com eles de volta;
  3. Tardio: essa técnica se consiste em esperar três meses da extração dental para que a gengiva e o osso cicatrizem totalmente.

Contudo, como citamos anteriormente, é o dentista quem irá indicar qual é a melhor técnica dependendo do quadro que o paciente apresenta.

Mas agora que você sabe mais sobre o implante tardio, nossa indicação é que seja feita uma consulta odontológica para checar a necessidade desse tipo de técnica ou das outras possíveis.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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