Tempos cirúrgicos podem ser divididos em quatro etapas

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Conhecer os tempos cirúrgicos possibilita que o dentista trace um plano operatório

As cirurgias odontológicas precisam de um planejamento minucioso para que transcorram da melhor maneira possível. Por isso, os tempos cirúrgicos são importantes.

Os tempos cirúrgicos são uma das formas de o dentista se comunicar com seu auxiliar, pois com a definição do tempo básico, ambos saberão o que deve ser efetuado.

Os tempos cirúrgicos são procedimentos realizados pelo dentista durante uma cirurgia. Eles determinam o início, meio e fim da abordagem e são divididos em quatro momentos: diérese, hemostasia, exérese e síntese.

É importante registrar que nem sempre os quatro tempos cirúrgicos estarão presentes em todos os procedimentos odontológicos. Irá depender da gravidade do problema.

Curiosidade: esses procedimentos também podem ser chamados de tempos básicos.

Se você ficou interessado pelo assunto, então fique ligado neste artigo! Vamos tirar todas as suas dúvidas e curiosidades sobre os tempos cirúrgicos na odontologia. Vamos começar?

Confira os próximos tópicos detalhando cada um dos tempos operatórios para facilitar o entendimento.

  1. Primeiro dos Tempos Cirúrgicos: Diérese
  2. Segundo Tempo Cirúrgico: Hemostasia
  3. Terceiro dos Tempos Cirúrgicos: Exérese
  4. Quarto Tempo Cirúrgico: Síntese
  5. Conhecendo Mais Sobre as Suturas
  6. O Que São Períodos Operatórios dos Tempos Cirúrgicos?
  7. Quais São as Cirurgias Mais Executadas na Odontologia?

Primeiro dos Tempos Cirúrgicos: Diérese

A definição de diérese é dividir, cortar e separar. Dessa forma, este é o momento da separação dos tecidos para permitir que uma determinada região seja alcançada. E para separar os tecidos é preciso realizar o corte deles.

Ela é classificada em dois: mecânica e física.

Mecânica

A mecânica trabalha as seguintes atividades:

  • Punção: drenar os líquidos ou coletar resquícios de tecidos;
  • Secção: cortar os tecidos fazendo uso de um material cortante;
  • Divulsão: afastamento dos tecidos sem cortá-los;
  • Curetagem: raspagem da superfície;
  • Dilatação: para aumentar o diâmetro de estruturas; e
  • Deslocamento: separação dos tecidos do espaço onde estavam inseridos.

Física

Estão inseridas na física os processos:

  • Térmico: feito por meio do uso de calor;
  • Crioterápico: resfriamento intenso de uma área; e
  • Laser: realizado através de um feixe de radiação, que consiste em ondas luminosas de raios infravermelhos concentrados e de alta potência.

Segundo Tempo Cirúrgico: Hemostasia

Segundo Tempo Cirúrgico: Hemostasia

A função da hemostasia é prevenir, deter ou impedir que haja sangramento. Ou seja, deter e prevenir hemorragias. Além disso, ela é dividida em:

  • Hemostasia prévia;
  • Hemostasia temporária; e
  • Hemostasia definitiva.

Hemostasia Prévia

A hemostasia prévia pode funcionar por meio de medicamentos ou ser elaborada antes da técnica cirúrgica. Dessa forma, acontece a interrupção provisória do fluxo para reduzir a perda sanguínea.

Hemostasia Temporária

A hemostasia temporária é realizada durante a cirurgia para deter ou impedir de maneira temporária o fluxo de sangue naquele determinado local.

Hemostasia Definitiva

Durante o processo de hemostasia definitiva o profissional realiza a obliteração do vaso sanguíneo permanentemente.

Terceiro dos Tempos Cirúrgicos: Exérese

Terceiro dos Tempos Cirúrgicos: Exérese

Há quem chame esse processo de cirurgia propriamente dita, já que a fase da exérese se resume em intervir cirurgicamente uma área a fim de fazer o diagnóstico, o controle ou a resolução do problema.

Dessa forma, esse processo é caracterizado pela remoção de estruturas anatômicas.

Quarto Tempo Cirúrgico: Síntese

Quarto Tempo Cirúrgico: Síntese

É a parte final dos tempos básicos. Então, seu objetivo é finalizar o processo. Curiosidade: é nessa etapa que o profissional faz a remoção do tecido morto, bem como realiza a sutura da pele.

A síntese faz a junção das bordas de uma lesão para estabelecer o processo de cicatrização.

O resultado a ser obtido por essa etapa dependerá diretamente da diérese, pois se o corte do local tiver sido feito de maneira desarmônica, será difícil uma cicatrização anatômica perfeita.

Além disso, a síntese é dividida em:

  • Cruenta ou incruenta;
  • Imediata ou mediata; e
  • Completa ou incompleta.

Cruenta ou Incruenta

A classificação é indicada por:

  • Cruenta: na cruente há união dos tecidos por meio da sutura, que pode ser de modo temporário, quando os fios são retirados depois da cicatrização, ou permanente, se os fios não precisam ser removidos porque permanecem no interior dos tecidos; e
  • Incruenta: na incruenta há união dos tecidos por meio de atadura, adesivo ou gesso.

Imediata ou Mediata

A classificação é indicada por:

  • Imediata: é feita imediatamente após o término da cirurgia; e
  • Mediata: é realizada depois de um tempo.

Completa ou Incompleta

A classificação é indicada por:

  • Completa: envolve a aproximação total dos tecidos; e
  • Incompleta: não é feita a aproximação do tecido em toda a extensão. É deixado um ponto aberto para a colocação de dreno.

Conhecendo Mais Sobre as Suturas

Conhecendo Mais Sobre as Suturas

Os tipos de sutura representam técnicas diferentes. Cada uma delas apresenta um método de realizar ponto cirúrgico.

Mas e o que é a sutura? Bom, a sutura é o procedimento que garante a costura ou ligação de tecidos após uma intervenção cirúrgica. Curiosidade: as suturas são conhecidas como pontos cirúrgicos.

A sutura é realizada para que o processo de cicatrização seja mais rápido e eficaz. Além disso, é a sutura que impede e diminui os riscos de hemorragias, infecções ou ainda que o corpo fique aberto após uma cirurgia.

Como mencionamos, ela é realizada de diferentes maneiras e com diferentes materiais.

Isso acontece porque cada tipo de corte, cada área que precisa da sutura e cada necessidade estética na cicatrização interferem na escolha da técnica.

Além disso, os profissionais da odontologia podem escolher entre os principais tipos de suturas. Eles são:

  • Ponto simples;
  • Ponto em X;
  • Ponto em U;
  • Ponto contínuo simples; e
  • Ponto contínuo festonado.

Agora, vamos conhecer com mais detalhes cada uma delas!

Ponto Simples

A técnica do ponto simples é utilizada em casos nos quais os cortes são simples e pequenos. Na maioria dos casos, o ponto simples é utilizado nas seguintes suturas:

  • Interdentais;
  • Enxertos;
  • Biópsias; e
  • Exodontias.

Ponto em X

O método do ponto em X, como o próprio nome sugere, é realizado a partir da sutura em forma de um X. Ela é feita na parte interna ou externa do tecido.

Ponto em U

A técnica do ponto em U lembra a do ponto simples. No entanto, a diferença principal é que o movimento da agulha é diferente. Isso porque os movimentos são inversos.

O ponto em U segue uma linha vertical ou horizontal.

Ponto Contínuo Simples

O processo do ponto contínuo simples é um recurso utilizado para casos em que os cortes são maiores. O ponto é encontrado no início e no fim da sutura.

Ponto Contínuo Festonado

A técnica de ponto contínuo festonado é similar ao ponto contínuo simples. No entanto, no processo do festonado o profissional deixa que o fio se une ao ponto anterior. Assim, os pontos ficam interligados de forma mais firme.

Kit Odontológico

Quando o profissional for fazer a sutura, ele vai pegar os materiais do seu kit de sutura, que é uma maleta com seus instrumentos. O profissional encontra no kit os seguintes materiais:

  • Agulha;
  • Fio: o fio de sutura é dividido em não-absorvível e absorvível;
  • Porta agulha;
  • Pinça; e
  • Tesoura.

A maioria dos materiais citados, menos o fio, são produzidos a partir do aço inoxidável. Além desses materiais, outros que podem ser encontrados no kit, são:

  • Porta agulha;
  • Cabo de bisturi; e
  • Estojo.

Importante: as características de cada material vão mudar de acordo com as necessidades do profissional para cada procedimento. Com isso, cada kit pode ter pinças com tamanhos diferentes, por exemplo.

O profissional precisa promover uma higienização adequada dos materiais do seu kit. Dessa forma, ele impede que os instrumentos sejam contaminados por algum organismo estranho, como as bactérias.

Com a esterilização, ambos o profissional como o paciente ficam protegidos de possíveis exposições aos microrganismos. Todo o processo de limpeza garante a manutenção da saúde.

Além disso, é a partir da esterilização que o profissional consegue usar os materiais do kit mais de uma vez. Na maioria dos casos os profissionais utilizam:

  • Autoclave a vapor;
  • Óxido de etileno;
  • Formaldeído; e
  • Peróxido de hidrogênio.

Mas, se o kit for descartável, não há necessidade de esterilizar os instrumentos.

O Que São Períodos Operatórios dos Tempos Cirúrgicos?

O Que São Períodos Operatórios dos Tempos Cirúrgicos?

Os períodos operatórios correspondem aos momentos antes, durante e depois do procedimento de intervenção cirúrgica. Eles são divididos em:

  1. Pré-operatório;
  2. Intraoperatório; e
  3. Pós-operatório.

Vamos falar sobre cada um deles e conhecer mais sobre os cuidados em cada etapa.

Pré-Operatório

O pré-operatório de procedimentos odontológicos deve ser muito cuidadoso para evitar complicações durante e após a cirurgia. Ele é todo o cuidado e preparação antes do procedimento cirúrgico começar.

Separamos os principais cuidados pré-operatórios em:

  • Realização de exames;
  • Prescrição de medicamentos;
  • Cuidados com tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas;
  • Alimentação; e
  • Sono.
Realização dos Exames Necessários

O primeiro passo do pré-operatório é a realização dos exames necessários para confirmar a necessidade da cirurgia.

Em alguns casos, mesmo que o exame não seja necessário para a realização do procedimento em si, ele se mostra importante para garantir que o tratamento seja feito com sucesso.

Prescrição de Medicamentos

É comum que, para um pré-operatório odontológico, o dentista recomende o uso de determinados medicamentos.

Esses medicamentos visam, principalmente, preparar o corpo do paciente para evitar possíveis complicações. Entre essas complicações, podem citar infecções ou até mesmo problemas na cicatrização.

Em alguns casos, o dentista prescreve o uso de medicamentos ansiolíticos. Por isso, é de extrema importância que o paciente tome os medicamentos adequadamente, seguindo as indicações feitas pelo profissional.

Cuidados com o Hábito de Fumar e Ingerir Bebidas Alcoólicas

Existem diversos procedimentos odontológicos que requerem que o paciente pare de fumar. Isso porque a nicotina acarreta problemas para a cicatrização necessária após uma cirurgia.

Em geral, o paciente deve interromper o hábito por pelo menos um mês antes de sua realização. Quanto às bebidas alcoólicas, é importante ressaltar que o álcool dificulta o processo de metabolização da anestesia.

Além disso, sua presença no organismo ainda prejudica a ação dos antibióticos utilizados como prevenção ao desenvolvimento de doenças infecciosas.

Por isso, é recomendado que o paciente interrompa também esse hábito ao menos três dias antes da cirurgia.

Cuidados Com a Alimentação

Se engana quem pensa que a alimentação não interfere na boa realização de uma cirurgia odontológica.

Por isso, no momento de pré-operatório na odontologia, é importante que o paciente opte por se alimentar com comidas de leve ingestão, evitando alimentos gordurosos.

Isso porque esse tipo de alimento apresenta uma digestão lenta, obrigando o corpo a trabalhar e dificultando o descanso necessário antes do procedimento.

Outra boa dica é comer em menores quantidades e evitar doces ou alimentos com grande quantidade de açúcar.

Cuidados Com o Sono

Estar descansado é essencial para que o corpo reaja bem à cirurgia. Por isso, o sono tem uma função muito importante no dia anterior à realização.

Ainda, dormir bem é essencial para que o paciente se mantenha tranquilo durante o pré-operatório de um procedimento odontológico.

Intraoperatório

O intraoperatório corresponde ao período em que o procedimento odontológico está sendo realizado. Dessa forma, aqui são cuidados os seguintes aspectos:

  • Anestesias;
  • Instrumentalização, ou seja, instrumentação cirúrgica;
  • Temperatura; e
  • Registro dos acontecimentos.

Pós-operatório

O pós-operatório começa no minuto em que a cirurgia termina e só acaba quando o cirurgião-dentista der alta ao paciente. Esse período de cuidados pode durar até 120 dias ou mais, dependendo da complexidade do procedimento.

São algumas semanas com restrições e cuidados diários que farão toda a diferença na cicatrização e sucesso da cirurgia.

O pós-operatório na odontologia pode ser divido em 3 fases. A primeira são as 48 horas após o procedimento. É recomendado repouso absoluto, nenhum esforço e compressas frias para controlar o inchaço.

Essas são as horas cruciais que irão definir o tom da sua recuperação. Se você não seguir os passos nessa primeira fase, o pós-cirurgia será mais complicado do que deveria.

A segunda fase é todo o primeiro mês. Ele é marcado pela ingestão de líquidos, compressas e medicamentos. É uma fase que ainda exige muito cuidado com esforços e coloca muitas restrições.

No entanto, também é nesse primeiro mês que o paciente pode começar a ver as mudanças – ausência de dor ou uma prévia do novo formato da sua mandíbula, por exemplo.

A terceira fase é todo o tempo após o primeiro mês até a alta. É a fase mais tranquila, onde as restrições, lentamente, terminam e sua vida volta ao normal.

É também uma fase que muitos pacientes se sentem “curados” e passam a cometer exageros – cuidado! Esse exagero ainda pode gerar repercussões negativas no seu tratamento.

Cuidados Pós-Operatórios

Preparamos uma lista com os principais cuidados do pós-operatório na odontologia.

É importante dizer que alguns procedimentos exigem mais do que apenas esses cuidados e que, alguns deles, têm prazos diferentes para começar e/ou encerrar.

Por isso, é essencial que você confira com seu dentista todos os pormenores dessa lista, para saber exatamente as datas, horários e outras dicas! Agora, vamos a lista:

  • Compressas frias e quentes;
  • Repouso, principalmente na “primeira fase”;
  • Alimentação leve e saudável (não se limite a sorvetes!);
  • Higiene bucal suave e com frequência;
  • Não cuspir, fazer bochecho ou sugar com canudo pelo tempo indicado pelo dentista;
  • Tomar apenas a medicação permitida (e nas horas certas!);
  • Dormir com travesseiro alto;
  • Não fume ou beba bebidas alcoólicas;
  • Evite tomar sol (principalmente na primeira e segunda fase do pós-cirurgia); e
  • Não deixe de visitar seu dentista nas datas certas e não hesite em ligar em casos de dúvida!

Quais São as Cirurgias Mais Executadas na Odontologia?

Quais São as Cirurgias Mais Executadas na Odontologia?

A cirurgia odontológica é a especialidade que engloba intervenções manuais ou com auxílio de instrumentos no tratamento de doenças ou traumatismos. Desse modo, ela atua no limite da face e dos tecidos.

No entanto, antes de falar sobre ela, vamos relembrar informações sobre este artigo.

  1. O que são tempos cirúrgicos?
    Os tempos cirúrgicos são procedimentos realizados pelo dentista durante uma cirurgia, envolvendo do início ao fim da abordagem.
  2. Quais são os tempos cirúrgicos?
    As intervenções cirúrgicas são divididas em quatro fases: diérese, hemostasia, exérese e síntese.
  3. O que são períodos operatórios?
    Os períodos operatórios correspondem ao período do antes, durante e depois do procedimento de intervenção cirúrgica. Eles são divididos em: pré-operatórios, intraoperatórios e pós-operatórios.

Pronto! Agora que já recordamos conceitos importantes sobre os tempos básicos, vamos falar sobre as seguintes cirurgias:

  • Extração dentária;
  • Cirurgia ortognática;
  • Remoção de cistos;
  • Enxerto gengival;
  • Gengivoplastia; e
  • Gengivectomia.

Extração Dentária

A extração de dente é a cirurgia de remoção total de um ou mais dentes que não podem ser recuperados por meio de outro tratamento.

Durante o atendimento odontológico, o profissional analisará a cavidade bucal do paciente para entender se o quadro clínico dele pede a extração. Os principais motivos para realizar a extração de dente são:

  • Cárie;
  • Doenças periodontais;
  • Traumas dentários; e
  • Infecções.

No momento da extração são utilizados anestésicos locais para evitar dores e incômodos. Após se certificar de que a anestesia fez efeito, o dentista fará uma cisão na pele da gengiva que circunda a área do dente.

Em seguida, ele desloca a gengiva e utiliza um fórceps para amolecer o dente. O procedimento de extração do dente, então, é realizado com o fórceps dentário.

Depois, o dentista retira todos os resquícios do elemento dental que possam ter ficado para trás, faz a limpeza da cavidade e sutura o local.

Em alguns casos o profissional vai recomendar a reabilitação dentária para recuperar a estética e a funcionalidade dos dentes.

Desse modo, a colocação de uma prótese ou um implante é discutida pelo cirurgião-dentista com paciente.

Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática está incluída na área da cirurgia buco maxilofacial. É usada para reposicionar os maxilares.

Não é um procedimento isolado, ou seja, faz parte de um processo de tratamento ortodôntico para a otimização da posição dos ossos maxilares.

Além disso, não deixa nenhuma marca, nem cicatriz na parte externa da face do paciente.

O profissional indicado para realizar a cirurgia maxilar precisa ser especializado em traumatologia buco maxilofacial. É importante escolher um cirurgião-dentista de confiança antes de fazer o procedimento.

Para saber se a ortognática será necessária, é preciso fazer um diagnóstico minucioso. Entre as indicações para a cirurgia ortognática, estão:

  • Pessoas com desarmonia facial; e
  • Crescimento de alguns dos ossos da face de forma excessiva, como mandíbula, maxilar, queixo, nariz e maçã do rosto.

Entre as contraindicações, encontramos:

  • Alergia com as anestesias utilizadas durante o procedimento;
  • Pacientes com distúrbios neurológicos; e
  • Pessoas que não podem passar pela alimentação restrita do pós-operatório.

Remoção de Cistos

Cistos consistem em uma cavidade na qual ocorre o acúmulo de líquidos e secreções. Esses líquidos, por sua vez, podem ser responsáveis por abrigar bactérias e células mortas.

O principal risco relacionado a um cisto é seu crescimento e desenvolvimento. Além disso, as bactérias acumuladas facilmente desencadeiam processos inflamatórios e infecciosos.

Desse modo, quando ocorrem na boca, eles podem ser divididos em: cistos odontogênicos e cistos não odontogênicos.

O profissional de confiança pode sugerir a enucleação. Assim, esse procedimento é uma cirurgia que remove por completo uma massa sem nenhuma dissecação.

Enxerto Gengival

Nessa cirurgia de periodontia, os enxertos gengivais são coletados do próprio paciente e inseridos sobre as raízes dentárias que sofreram retração.

Diversos fatores são importantes para que o resultado seja efetivo e não precise ser refeito.

Apesar da complexidade desse tipo de cirurgia, o enxerto gengival é mais comum do que as cirurgias plásticas gengivais para correção de linhas de sorriso.

Gengivoplastia

Este tipo de cirurgia é realizado para remodelar o tecido da gengiva saudável ao redor dos dentes e melhorar sua aparência. Portanto, pode ser considerada uma cirurgia estética.

Aqui, se a pessoa apresentar recessão gengival, ou seja, um possível afastamento da gengiva do dente, pode-se realizar uma gengivoplastia.

Além disso, apesar de essa ser a alternativa mais comum e mais ouvida por aí, pode-se também fazer um enxerto, retirando-se tecido do palato e costurando-o no local da recessão.

Gengivectomia

Talvez o mais simples entre todos. Este procedimento é realizado para remover o excesso de tecido gengival que incomode o paciente. Serve também para tratar a hiperplasia, causada a partir desse aumento do tecido.

Além disso, serve para proporcionar uma melhor limpeza dos dentes e acabar com o excesso de placas e bactérias.

Dessa forma, antes mesmo de cortar e eliminar o excesso de tecido, o periodontista anestesia a gengiva e seda o paciente, buscando sempre o seu conforto.

Curiosidade: os profissionais podem utilizar laser e técnica crioterápica durante a gengivectomia.

Portanto, conhecer todas as etapas dos tempos cirúrgicos evita complicações ao longo da operação. Além disso, é de suma importância que o dentista conheça todos seus instrumentais cirúrgicos, sabendo suas funções e quando utilizá-los.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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