Compressa quente ou fria? Qual delas pode aliviar sua dor?

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As compressas são famosas por aliviar diferentes tipos de dor e inchaço no corpo todo

Em uma época onde existem remédios variados e os mais diversos tipos de terapia, costumamos nos esquecer dos cuidados caseiros mais simples – e com resultados eficazes! Quem nunca ouviu de um parente, e até mesmo do dentista, que o melhor remédio para a dor de dente era uma compressa quente?

A temperatura tem efeitos reais em nosso corpo, por isso as compressas são de fatos efetivas. Descubra aqui as melhores formas de usar compressa quente e fria para ajudar nos tratamentos odontológicos!

As compressas quentes e frias podem ser feitas com bolsas de água ou gel. Elas também podem ser improvisadas para resolver o problema em uma emergência, como um trauma ou dor inesperada. O ponto principal é focar a temperatura no local necessitado.

Quando usar compressa quente?

A compressa quente vai ter como objetivo dilatar os vasos, estimulando a circulação. Essa compressa é ideal para locais infeccionados.

Um exemplo é quando há formação de pus, já que, com o calor, o pus será drenado. No caso da boca, a infecção pode acontecer, por exemplo, em casos de abscessos na gengiva.

Por dilatar vasos e aumentar o fluxo sanguíneo, a compressa quente também pode ser utilizada após cirurgias orais. Ela ameniza os edemas e hematomas, já que agora o fluxo nos vasos vai recolher e purificar os líquidos que vazaram na região lesionada.

Ela também ajuda a relaxar a musculatura. Para pacientes que sofrem com bruxismo e DTM, a compressa de água quente pode ser uma forma de aliviar os músculos tensos.

No entanto, avalie com seu dentista quais momentos essa terapia deve ser aplicada e quando você deve usar uma terapia de choque – quente e frio – na região.

Quando usar compressa fria?

Após um trauma ou cirurgia bucal, você pode sofrer com dores, inchaço e manchas roxas. Esses dois últimos fatores são consequência dos vasos rompidos durante o procedimento ou impacto.

Estando rompidos, os vasos deixam vazar sangue, o que causa manchas roxas e o inchaço, resultado do acumulo dos líquidos vazados.

Por isso, nesses casos, é recomendado apenas compressas frias durante as primeiras 48 horas. A baixa temperatura contrai os vasos, diminuindo o fluxo de fluídos e, assim, os inchaços e hematomas.

O frio também diminui o processo infamatório e a dor nessa região que – você pode notar – estará bem mais aquecida que o resto do seu corpo.

Como improvisar uma compressa?

Existem diversas formas de se fazer uma compressa. O mais comum é comprar uma bolsa térmica, específica para esse uso.

Elas podem ter reservatório para água ou serem feitas de gel – podendo ir no microondas ou no freezer, conforme necessidade. Ambos os modelos são facilmente encontrados em farmácias.

No entanto, imprevistos acontecem e, na hora da emergência, você pode improvisar. Utilize o ferro de passar roupas para aquecer um pano, e pronto, você terá uma compressa quente.

Um saco plástico com pedras de gelo pode substituir uma compressa fria a qualquer momento.

Por quanto tempo devo usar a compressa?

Se você passou por algum procedimento odontológico, seu dentista já deve ter recomendado os horários e durações das suas bolsas frias e quentes.

Mas se você está fazendo um cuidado caseiro de uma emergência, há um procedimento padrão que você pode seguir.

Deixe a compressa encostada no rosto por 15 minutos e faça intervalos de 10 min. Repita o procedimento pelo maior tempo possível, enquanto for confortável.

Não deixe que a compressa quente ou fria machuque sua pele – usar um pano entre a bolsa e sua pele pode evitar o contato direto, protegendo sua pele de uma temperatura muito alta ou muito baixa.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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