Descubra tudo o que você precisa saber sobre o maxilar

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A anatomia da face conta com dois ossos fundamentais: a mandíbula e a maxila, que estão localizados na arcada dentária inferior e na superior, respectivamente. Eles são vulgarmente chamados de maxilar.

Dessa forma, entendemos então que é muito comum as pessoas generalizarem a denominação e chamarem ambos de maxilar. No entanto, essa colocação está equivocada.

A maxila (ou maxilar superior) é um osso pneumático, plano e irregular. Seu formato é piramidal e abrange parte do viscerocrânio. Ele está relacionado com o seio da face, com a cavidade nasal, parte do palato e órbita ocular.

Pode ser divido em maxila direita e maxila esquerda – separados pelo nariz. Confira a anatomia do maxilar:

  1. Componentes do Osso Maxilar
  2. Posição Anatômica
  3. Corpo do Maxilar
  4. Articulação do Maxilar
  5. Nervos da Maxila
  6. Irrigação da Maxila
  7. Problemas que Atingem a Maxila
  8. Sobre a Mandíbula
  9. Radiologia da Mandíbula

Componentes do Osso Maxilar

Cada metade da maxila pode ser dividida em quatro partes:

  1. Corpo da maxila;
  2. Forame infraorbital;
  3. Seio maxilar;
  4. Quatro processos: processo zigomático, processo frontal, processo alveolar e processo palatino.

Aprofundando mais sobre esse último item, há algumas características importantes sobre cada um desses processos. Continue lendo para entender melhor.

Processo Frontal

Esse processo forma parte do limite lateral do nariz, sendo que o processo frontal possui duas faces: a face lateral e a face medial.

Dessa forma, a face lateral é lisa e dá inserção a alguns músculos e um ligamento. E a face medial é a face que irá formar a parede lateral da cavidade nasal.

Superiormente a essa face, há uma região áspera que se articula com o osso etmoide, fechando as células aéreas etmoidais anteriores. Abaixo desse local há uma crista, que é a crista etmoidal.

Ela se articula com a concha nasal média e forma o limite superior do átrio do meato nasal médio.

O processo frontal tem então 3 bordas: a borda superior que se articula com o osso frontal, a borda anterior que se articula com o osso nasal e a borda posterior que se articula com o osso lacrimal.

Processo Zigomático

Esse processo ocorre numa área de formato triangular e estrutura áspera do osso. Além disso, separa a face anterior da posterior e da superior.

O processo zigomático se articula então com o osso zigomático e forma a fossa infratemporal.

Processo Alveolar

O processo alveolar é composto por 8 cavidades profundas, nas quais os dentes estão fixados e a profundidade dessas cavidades varia de acordo com o dente que estiver inserido nelas.

Assim, quando as duas maxilas estiverem articuladas, a união dos dois processos alveolares vai formar o arco alveolar superior.

Processo Palatino

Esse processo forma a maior parte do assoalho da cavidade nasal e o teto da boca. A face inferior desse processo é côncava, áspera e irregular.

Quando essa face estiver articulada com a outra face do processo palatino da maxila oposta, vão formar os três quartos anteriores do palato duro.

Ainda nessa face, posteriormente a ela, há um sulco chamado de sulco palatino maior, sendo que por ele passam vários nervos palatinos maiores.

Também nessa face há vários forames, que dão passagem aos vasos nutrícios e há algumas depressões, que é onde as glândulas palatinas estão alojadas.

Quando as maxilas estiverem articuladas, será possível ver uma pequena abertura em forma de funil, que fica logo acima dos dentes incisivos.

O nome dessa abertura é forame incisivo ou fossa incisiva, sendo que ao lado dessa abertura há dois canais, um em cada maxila, chamado de canal incisivo.

Posição Anatômica

Dentista mostrando um molde da cavidade bucal para o paciente - Descubra tudo o que você precisa saber sobre o maxilar

Anteriormente, liga-se com a espinha nasal.

Cranialmente, com o processo frontal.

E lateralmente, com o processo zigomático.

Corpo do Maxilar

Crânio mostrando um problema na articulação temporomandibular - Descubra tudo o que você precisa saber sobre o maxilar

Seu corpo é formado por três cavidades:

  1. Seio maxilar: cavidade piramidal;
  2. Forame infraorbitário: funciona como caminho para os vasos e nervos infraorais;
  3. Face orbital: constitui a maior parte do assolho da órbita ocular.

Articulação do Maxilar

Dentista vendo o raio x da boca do paciente - Descubra tudo o que você precisa saber sobre o maxilar

A maxila articula com diversos ossos craniais. Veja quais são:

  • Frontal;
  • Maxila do lado oposto;
  • Etmoide;
  • Zigomático;
  • Palatino;
  • Nasal;
  • Concha nasal inferior;
  • Lacrimal;
  • Vômer.

O viscerocrânio compõe uma das duas partes do crânio e é constituído por vários ossos, como citamos acima.

No entanto, além deles, a maxila se comunica com outra região: os seios maxilares, que são espaços pneumáticos divididos por septos ósseos. Os seios maxilares são os maiores seios paranasais que temos.

Nervos da Maxila

Duas mãos formando uma conexão de sinapses - Descubra tudo o que você precisa saber sobre o maxilar

Existem dois nervos associados à porção da maxila, o nervo facial e o nervo trigêmeo.

O nervo facial possui duas raízes, uma motora e outra sensitiva. Ele inerva os músculos da expressão facial.

O trigêmeo, por sua vez, tem três ramificações, o nervo oftálmico, o maxilar e o mandibular. Mas apenas o oftálmico e o maxilar estão inseridos na região da maxila.

Irrigação da Maxila

Ilustração de glóbulos vermelhos na corrente sanguínea - Descubra tudo o que você precisa saber sobre o maxilar

O local é irrigado por várias veias que se originam da artéria facial.

Agora que você já sabe sobre a anatomia da maxila, veja os principais problemas que estão relacionados com ela.

Problemas que Atingem a Maxila

Ilustração de uma placa de alerta amarela com uma exclamação preta no centro - Descubra tudo o que você precisa saber sobre o maxilar

Sinusite do Seio Maxilar

É uma inflamação da mucosa dos seios da face, que são as cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz, das maçãs do rosto e dos olhos.

Ela se manifesta através de doenças respiratórias. Seus sintomas incluem fortes dores de cabeça, sensação de pressão do rosto, dor de garganta, febre e congestão nasal.

O desencadeador do problema é uma infecção dental. Por isso, o tratamento visa eliminar a infecção.

Maxilas Atrésicas

Esse distúrbio é configurado quando as maxilas são mais estreitas que o normal. Dessa forma, o dentista realiza o levantamento do seio maxilar para reabilitar a arcada dentária, que é prejudicada.

Fraturas

As fraturas do maxilar são também chamadas de fratura facial. Desse modo, ela é identificada por meio de radiografias e tomografias. Em muitos casos, é necessário a intervenção cirúrgica.

Além disso, sempre ouvimos falar de lesões, fratura do maxilar ou demais problemas ocorridos na região, responsáveis por causar alterações, desconfortos ou intensa dor no maxilar.

Mordida Cruzada

Esse problema impede que os dentes se encaixem perfeitamente, normalmente causando desconfortos e problemas a longo prazo nos pacientes. Em casos mais graves pode gerar até um traumatismo.

Além disso, é importante citarmos que, para compensar esse desalinhamento, a articulação temporomandibular é esticada e relaxada da forma errada. Gerando dores e estalos na região da mandíbula.

Dessa forma, alterações respiratórias tem uma grande associação com as mordidas cruzadas posteriores.

Isso ocorre sendo que crianças que respiram pela boca, tem 5 vezes mais chances de mordida cruzada do que crianças que respiram pelo nariz.

Principalmente crianças que chupam dedo ou chupeta por tempo prolongado, erupção tardia de dentes, interferências oclusais e até genética também são causas.

Bruxismo

O bruxismo (ranger os dentes) pode causar danos graves aos dentes e é uma das causas principais da dor na ATM. Trata-se do processo de apertar ou ranger os dentes quando você não está mastigando.

Algumas pessoas rangem os dentes quando estão estressadas, mas muitas outras cerram os dentes durante o sono e não têm consciência disso.

Se não tratado, o problema pode levar a várias outras complicações bucais, além do desgaste dos dentes.

A prática de exercícios ou a confecção de uma plaquinha de mordida pelo seu dentista pode ajudá-lo a aliviar essa tensão sobre os dentes.

Osteomielite

A osteomielite é uma infecção que afeta principalmente ossos.

Quando uma pessoa sofre osteomielite na mandíbula, a articulação temporomandibular (ATM) é impactada causando dor na mandíbula, febre e inchaço facial.

Então, a osteomielite pode se manifestar em qualquer idade e em qualquer osso do corpo. Entretanto costuma ocorrer com mais frequência na infância e na velhice.

Principalmente nas crianças, são mais vulneráveis as placas de crescimento localizadas nas extremidades dos ossos longos das pernas e dos braços.

Já nos mais velhos, os ossos da coluna vertebral (osteomielite vertebral) e da pélvis são os mais prejudicados em casos que a doença se manifesta.

Felizmente esse quadro geralmente é passível de tratamento, com séries de antibióticos ou procedimento cirúrgico para remover as áreas de ossos afetadas pela infecção.

Disfunção Temporomandibular

As dinfunções temporomandibulares (DTM) afetam a articulação temporomandibular.

Além da dor, esse transtorno também faz com que a mandíbula emita um som (estalo)quando a pessoa abre a boca ou mastiga.

Nos casos mais graves, a DTM pode até deixar a mandíbula travada na posição aberta ou fechada.

Condições Dentárias

Outras causas de dor na articulação incluem doença periodontal, cárie ou abscessos. Embora muitos desses quadros não afetem diretamente a estrutura, a dor pode se irradiar para o local dessa estrutura.

Abscessos Dentários

O abscesso dentário é o resultado da infecção da polpa ou do nervo do dente. Geralmente ele ocorre quando uma cárie dentária ficou sem tratamento por um longo período.

Quando as bactérias da infecção começam a se disseminar pelo canal do dente. Além disso elas também podem atingir os tecidos ósseos abaixo, causando dor intensa, que podem se irradiar.

Exames dentários regulares e tratamento imediato de quaisquer cáries são a melhor maneira de se evitar esse problema.

Doença Periodontal

É uma doença infecto-inflamatória que acomete os tecidos de suporte (gengiva) e sustentação (cemento, ligamento periodontal e osso) dos dentes.

Além disso, caracteriza-se também pela perda de inserção do ligamento periodontal e destruição dos tecidos ósseos adjacentes.

Basicamente, podemos dizer que ela é então uma inflamação que atinge as gengivas e os ossos que oferecem suporte aos dentes.

Sobre a Mandíbula

Crânio mostrando os dentes da boca - Descubra tudo o que você precisa saber sobre o maxilar

A mandíbula é um osso ímpar que contém a arcada dentária inferior.

Desse modo, consiste em uma porção horizontal, o corpo, e duas porções perpendiculares: ramos, que se unem ao corpo em um ângulo quase reto.

Sua forma é semelhante a uma ferradura horizontal com abertura posterior (corpo), cujas extremidades livres saem dois prolongamentos, chamados de ramos.

Na parte posterior, há uma articulação sinovial com os ossos temporais através do processo condilar, alongado ortogonalmente ao plano medial. Portanto, esta articulação designa-se temporomandibular (ATM).

Cada lado contém, da extremidade anterior à posterior, oito alvéolos para a inserção dos dentes, respectivamente:

  • Dois alvéolos para o engaste dos incisivos;
  • Um alvéolo canino, bastante profundo;
  • Dois alvéolos pré-molares e dois ou três molares, dependendo da formação ou não do terceiro molar ou dente siso.

Estes números referem-se à boca do homem. Já nos restantes grupos de mamíferos, os números variam, tendo evoluído de acordo com o tipo de alimentação.

Ainda sobre a anatomia da mandíbula humana é possível notar a inserção de todos os músculos da mastigação, tendo como principais o masseter, o músculo temporal e os pterigóides, medial e lateral.

Nos répteis, a mandíbula é composta por cinco ossos e, durante o processo de evolução, nos mamíferos quatro destes ossos reduziram-se em tamanho e foram incorporados no ouvido médio.

Dessa forma, eles são conhecidos como martelo e bigorna que conjuntamente com o estribo, que tem outra origem, formam os ossículos do ouvido.

Essa adaptação trouxe então diversas vantagens aos mamíferos porque, não só uma mandíbula formada por um só osso é mais forte, mas também porque os ossículos melhoraram o sentido da audição.

Estruturas Que Fazem Parte da Mandíbula

  • Alvéolo dentário
  • Ângulo da mandíbula
  • Canal da mandíbula
  • Canal de Serres
  • Côndilo
  • Corpo da mandíbula
  • Forame da mandíbula
  • Forame mentual
  • Fóvea pterigóidea
  • Incisura da mandíbula
  • Língula da mandíbula
  • Linha milo-hióidea
  • Linha oblíqua
  • Processo coronóide
  • Protuberância mentual
  • Ramo da mandíbula
  • Sínfise da mandíbula
  • Sulco milo-hióideo
  • Trígono retromolar
  • Tubérculo geniano
  • Tuberosidade massetérica
  • Tuberosidade pterigóide

Corpo da Mandíbula

O corpo da mandíbula, conhecido pelo nome cientifico Corpus Mandibulae, apresenta duas faces e dois bordos. Vamos entender mais sobre eles?

A face anterior apresenta na linha mediana a sínfise mentoniana, a partir do qual encontramos uma crista. Esta é chamada de linha oblíqua externa ou linea obliqua.

Dessa forma, a linha oblíqua externa termina ao nível do bordo anterior do ramo do maxilar inferior.

Ao nível do segundo dente pré-molar está o buraco mentoniano, que é o lugar por onde passa a irrigação vascular e nervosa do mesmo nome. Localizado próximo ao maxilar superior.

Por isso, a face posterior apresenta na linha mediana quatro saliências, duas são superiores e duas são inferiores, são chamadas de apófises géni.

Já para fora destas existe então a linha oblíqua interna ou milo-hioideia, o lugar que insere o músculo do mesmo nome. Assim, é nesse local que pode ocorrer a fratura da mandíbula resultando em um maxilar quebrado.

Para fora das apófises de géni, encontramos a fosseta sublingual, para a glândula sublingual, e ao nível dos três últimos molares, a fosseta submandibular, para a glândula submandibular.

Principalmente, o bordo superior da mandíbula apresenta alvéolos para que exista a implantação dos dentes.

Já o bordo inferior da mandíbula apresenta então, para fora da linha mediana, a fosseta digástrica (fossa digástrica), para a inserção do músculo digástrico.

Ramos da Mandíbula

Com nome científico de Ramus Mandibulae, apresentam duas faces e quatro bordos.

A face externa do ramo da mandíbula apresenta a tuberosidade massetérica, que é o lugar onde é inserido o músculo masséter.

A face interna do ramo da mandíbula apresenta o orifício do canal dentário inferior, lugar por onde passam os vasos e os nervos com o mesmo nome.

Este orifício é limitado, seguindo em frente pela espinha de Spix, que é o ponto de referência para a anestesia do nervo dentário inferior.

Para trás do orifício do canal dentário inferior se localiza a tuberosidade pterigoideia. Desse modo, é o lugar onde se dá a inserção do músculo pterigoideu interno.

No bordo superior do ramo da mandíbula encontramos a chanfradura sigmoidea (Incisura mandibular), que é o lugar por onde passam os vasos e o nervo massetéricos.

Mais a frente desta chanfradura existe a apósfise coronoideia, que é onde o músculo temporal insere-se. Atrás existe o côndilo mandibular, que articula com a cavidade glenoideia do temporal.

O côndilo da mandíbula apresenta uma zona apertada chamada de colo mandibular. Bordo anterior do ramo da mandíbula apresenta dois lábios, um lábio interno e outro lábio externo.

A reunião do bordo inferior e do bordo posterior, constitui o ângulo da mandíbula (Angulus Mandibulae).

Canal Dentário Inferior da Mandíbula

O canal dentário inferior (Canalis Mandibulae) começa no orifício do canal dentário inferior, atrás da espinha de Spix, e que se dirige para baixo e para diante, até ao segundo dente pré-molar.

Nesta ocasião ele divide-se em dois canais secundários, um externo, que constitui o canal mentoniano, e que se abre no buraco mentoniano, outro interno, que se designa por canal incisivo, que termina por baixo dos dentes incisivos.

Origem Histológica da Mandíbula

A mandíbula deriva do esqueleto visceral (primeiro arco branquial), e realiza-se ao lado da cartilagem mandibular.

A partir da sexta semana de vida intra-uterina, a mandíbula começa a sua ossificação, que ocorre antes de qualquer outro osso do organismo, com exceção da clavícula.

Na fase embrionária existe a ossificação bilateral em direção latero-mesial. Quando os dois processos se unem, eles formam um osso apenas.

Radiologia da Mandíbula

Médico olhando uma radiografia - Descubra tudo o que você precisa saber sobre o maxilar

A radiologia da mandíbula pode ser dividida em nove componentes. São eles:

  1. Linha oblíqua
  2. Linha milo-hióidea
  3. Fossa submandibular
  4. Canal da mandíbula
  5. Base da mandíbula
  6. Forame mentual
  7. Espinhas genianas
  8. Foramina Lingual
  9. Protuberância mentual

Ficou curioso para saber, por exemplo, onde se localiza o forame mentual? Para que serve o canal da mandíbula? Então continue lendo que te explicaremos todos os detalhes sobre cada um deles.

Linha Oblíqua

Apresenta-se uma linha radiopaca, em continuidade com o bordo anterior do ramo da mandíbula, podendo ser vista nas radiografias periapicais de molares inferiores cruzando o terço cervical das raízes dentárias.

Linha Milo-Hióidea

Este reparo anatômico é o local de inserção do músculo milo-hióideo e, sua parte posterior, do músculo constritor superior da faringe.

A linha milo-hióidea é observada a partir do meio do ramo da mandíbula, cruza-o diagonalmente, percorrendo o corpo, até atingir a borda anterior da sínfise mentual.

Radiograficamente se apresenta como uma linha radiopaca, abaixo e bem menos coincidente com o teto do canal da mandíbula.

Fossa Submandibular

Na mandíbula, pela face lingual, na região dos molares inferiores, existe uma depressão na qual se aloja a glândula submandibular.

Radiograficamente se observa uma área discretamente radiolúcida, pela menor deposição de tecido ósseo na região.

Da mesma forma, na região anterior da face lingual da mandíbula encontra-se a fóvea sublingual, a qual aloja o extremo anterior da glândula sublingual.

Canal da Mandíbula

É radiograficamente observado na região de molares inferiores como uma espessa linha radiolúcida, delimitada súpero e inferiormente por uma linha radiopaca.

Inicia-se no forame da mandíbula (localizado no ramo da mandíbula, que não pode ser observado por meio de radiografias intrabucais) e termina no forame mentual, na região de pré-molares inferiores.

Seu tamanho e sua localização, em relação aos ápices dentários, são variáveis.

Base da Mandíbula

A base da mandíbula pode estar presente em qualquer radiografia periapical da mandíbula; o seu aparecimento está relacionado diretamente com a posição do filme radiográfico na boca.

Quanto mais profunda na cavidade bucal, maior as chances de aparecer, além disso, a técnica radiográfica (o excesso de angulação vertical empregada favorece o aparecimento dessa estrutura anatômica) também está relacionado.

Quando presente, nas radiografias aparece como uma linha intesamente radiopaca.

Forame Mentual

Este acidente anatômico se apresenta como uma imagem radiolúcida arredondada ou ovalada entre as raízes ou até mesmo sobreposta aos ápices dos pré-molares inferiores.

O que pode ocasionar uma interpretação errônea ao ser confundido com uma lesão periapical.

A presença de lâmina dura íntegra no periápice dos pré-molares inferiores, bem como a mudança na angulação horizontal do feixe radiográfico na obtenção da imagem, são auxiliares no diagnóstico diferencial entre este forame e uma possível lesão de origem endodôntica.

Espinhas Genianas

Situadas na face lingual, em ponto com uma mesma distância entre as bordas superior e inferior da mandíbula, estão dispostas duas a duas.

Dessa forma, esses reparos anatômicos servem como inserção aos músculos genioiódeo e genioglosso. Por isso, podem então ser vistas nas radiografias periapicais de incisivos inferiores.

Dessa forma, se localizam abaixo dos ápices dos incisivos centrais, na linha média, como podem aparecer mais de uma imagem radiopaca circundante a foramina lingual.

Foramina Lingual

A foramina lingual, ou também conhecida como forame cego, permite a passagem ao nervo lingual da artéria incisiva.

Radiograficamente aparece no centro da área radiopaca correspondente às espinhas genianas como uma pequena área radiopaca como uma pequena área radiolúcida e arrendondada.

Protuberância Mentual

Ele é um reparo anatômico caracterizado pela condensação óssea da mandíbula, podendo ser observado nas radiografias periapicais de incisivos inferiores.

Além disso, aparece então eventualmente nas imagens radiográficas periapicais de caninos como uma espessa linha radiopaca, em forma de uma pirâmide, cuja base corresponde à base da mandíbula.

Após todas essas informações, conseguimos entender melhor sobre toda a funcionalidade do maxilar, sua importância, cada uma de suas cavidades e problemas.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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