Hipoplasia do esmalte enfraquece estruturas do dente

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Durante uma consulta de rotina, normalmente o dentista analisa alguns elementos presentes na parte interna da boca. Dentre os analisados, um deles é o dente que, por sua vez, pode apresentar a chamada hipoplasia de esmalte.

No entanto, normalmente a hipoplasia de esmalte não é uma doença causada por fatores externos como a ação de bactérias ou vírus, e ela pode ser evitada de maneira simples por meio de uma boa escovação.

Hipoplasia de esmalte é um tipo de patologia que impede a formação completa da matriz orgânica do esmalte dentário.

Este, por sua vez, é uma estrutura dura que se localiza externamente aos dentes e serve para realizar a proteção dos elementos dentários.

Sendo assim, uma vez que esta barreira se encontra enfraquecida ou incompleta, o paciente corre o risco de sofrer problemas como mudanças ou a perda do dente.

Dessa forma, o dente pode apresentar alguns problemas como:

  • Alterações na cor;
  • Pequenas linhas no dente;
  • Ausência de uma parte ou pedaço do dente, dependendo do grau da doença que o paciente apresenta.

Todavia, pessoas com hipoplasia dentária podem viver normalmente desde que possuam cuidado ainda maior com a saúde bucal.

E para isso, a higienização deve ser feita de maneira exemplar e as consultas com o dentista devem ser mais frequentes do que o normal.

O que é hipoplasia no dente?

Antes de explicar o que é esta doença e entrarmos em outros pontos sobre este assunto, a primeira questão que precisa ser explicada é sobre o que é o esmalte dentário.

Afinal, para entender o que é esta doença, e como ela é desenvolvida, este ponto precisa ser explicado.

Ele, por sua vez, é o tecido mineralizado do corpo humano que possui maior resistência quando comparado com todos os tecidos que auxiliam na formação do corpo.

Além disso, ele funciona como uma espécie de capa para o dente, protegendo-o de eventuais danos.

Por outro lado, estruturalmente falando, ele forma os dentes junto com a dentina e a polpa dentária. No entanto, o esmalte é o responsável pelo aspecto visível do dente, seja ele branco ou em um tom amarelado.

De tal forma, é possível afirmar que ele é essencial para a aparência do conjunto dentário como um todo, sem contar que ele é uma camada externa e dura do dente.

Em contrapartida, é imprescindível que o paciente tome um cuidado especial com este elemento tendo em vista que ele é quem protege os dentes, e alterações no esmalte podem colocar a saúde bucal em risco.

Além disso, os dentes podem acabar se tornando menos fortes e resistentes caso este tecido seja danificado, podendo gerar quadros de perda dentária.

O que é a hipoplasia dentária?

Agora, após ter conhecimento sobre o esmalte dentário, podemos então responder a dúvida sobre o que é hipoplasia no dente.

O esmalte é produzido por meio de um processo chamado amelogênese, que começa ainda durante a gestação da mulher e desenvolvimento do feto.

Sendo assim, a doença ocorre quando o paciente não possui formação suficiente deste fator para cobrir os dentes, deixando-os suscetíveis à alterações na cor, presença de manchas ou até a falta de partes do dente.

Tudo isso, no entanto, depende da severidade da doença, mas normalmente a falta do esmalte começa a ser perceptível antes mesmo dos 3 anos de idade, no período chamado primeira infância.

Contudo, a formação da matriz orgânica do esmalte acaba sendo realizada de maneira incompleta ou então deficiente, se tornando uma porta de entrada para uma série de problemas que podem acometer o paciente.

Por outro lado, é possível entender essa doença como uma falha na mineralização da camada externa do dente, fazendo com que ela não se forme corretamente.

Assim, este processo faz com que o esmalte seja incapacitado conservar a polpa dentária e a dentina de maneira total ou parcial.

Somente crianças podem ter este problema?

Apesar de poder ser facilmente analisada a hipoplasia em crianças na fase de desenvolvimento dental, quando o dente de leite da criança está presente na arcada, a doença pode ser percebida em qualquer momento da vida.

No entanto, esta patologia possui um risco maior de se desenvolver em pessoas que se enquadram nos seguintes casos:

  • Fumo de cigarro durante a gravidez;
  • Quando a pessoa possui falta de vitamina D e A no organismo;
  • Crianças que nascem de parto prematuro;
  • Quando a mãe possui doenças como sarampo durante a gravidez.

Por outro lado, é possível que a hipoplasia seja uma condição temporária ou por toda a vida, variando conforme a causa de aparição da doença.

Todavia, esta doença acarreta em diversos problemas para o paciente como a sensibilidade, por exemplo.

De tal forma, é possível que a fala da criança demore a ser desenvolvida corretamente. Por isso, o aconselhado é acompanhar o processo de aprender a falar das crianças, uma vez que pode ser sinal de hipoplasia do dente.

E ao mesmo tempo em que a presença desta patologia favorece a aparição de diversos problemas bucais, o paciente normalmente terá a estética do sorriso comprometida por tempo indeterminado.

Sintomas da hipoplasia dentária

Sintomas da hipoplasia dentária

Esta doença pode aparecer ainda durante o período chamado de primeira infância, que dura até os primeiros cinco anos de idade da criança, acometendo os primeiros dentes de leite.

Por isso, é necessário que os pais da criança fiquem atentos aos sinais desde cedo.

Contudo, este tipo de problema pode aparecer mesmo com o passar dos anos, e por isso é preciso não somente acompanhar o desenvolvimento durante a infância como também no restante da vida.

E em compensação, é recomendado que os próprios pais tomem cuidado e analisem com cautela os sintomas pela possibilidade de eles próprios possuírem a patologia.

De toda maneira, nós listamos os principais sintomas da hipoplasia do esmalte abaixo, e eles são:

  • Dificuldade ou então atraso para desenvolver a fala da maneira correta;
  • Aparecimento de outras doenças, como a cárie;
  • Manchas com tom branco ou acastanhado, presença de arranhões e áreas ásperas, que podem possuir um aspecto fundo, ser discretas ou marcantes. É possível que este sintoma seja analisado mais do que um dente;
  • Alterações na estrutura do esmalte dental que, consequentemente, comprometem a estética do sorriso;
  • Falta total ou parcial da superfície do esmalte;
  • Dentes com maior sensibilidade;
  • Má-oclusão dental;
  • Maior predisposição ao desenvolvimento de cárie dentária.

No entanto, é necessário lembrar que os dentes afetados apresentam sinais patológicos próprios da hipoplasia dental.

Em alguns casos é possível ser analisado quadros onde o paciente sofre uma perda da cor dos dentes devido à formação de manchas nos dentes.

O que causa a hipoplasia?

O que causa a hipoplasia?

Responder a pergunta sobre o que causa a hipoplasia não é algo fácil tendo em vista que infelizmente ainda não foi descoberto pelos dentistas qual motivo leva ao desenvolvimento desta doença.

No entanto, ao analisar a literatura é possível encontrar uma grande diversidade de fatores que podem causar o aparecimento desta patologia que iremos listar aqui.

E para ficar mais fácil de explicar, separamos em dois tipos de causas, sendo elas:

  1. Fatores locais;
  2. Fatores sistêmicos.

Dentro de cada tipo se encontram suas próprias razões, os quais mencionaremos logo abaixo, confira.

Fatores locais

Estas formas de desenvolvimento da doença são:

  1. Traumas no esmalte;
  2. Infecções locais, que causam o chamado dente de Turner;
  3. Presença de cárie durante a fase da primeira infância;
  4. Irradiação na cabeça e pescoço;
  5. Anquilose dos dentes decíduos;
  6. Alteração nas proteínas da matriz do esmalte durante a amelogênese;
  7. Excesso de flúor, chamado de fluorose.

Traumas no esmalte

Com relação aos traumas, é possível que o paciente desenvolva a doença devido à choques e ou pancadas muito fortes nos dentes.

Este ponto pode ocorrer tanto durante a infância como em outros momentos da vida adulta.

Infecções locais e cárie na primeira infância

Os casos de hipoplasia causada por infecção ocorrem normalmente na posição periapical.

No entanto, não é na dentição permanente, e sim no dente de leite que ocupa o espaço que apresenta a doença.

Dessa forma, essa condição acaba por causar um defeito estrutural chamado de dente de Turner.

Contudo, é possível analisar essa condição após a formação de uma cárie também.

Irradiação na cabeça e pescoço, anquilose de dentes decíduos e alterações na proteína durante amelogênese

Agrupamos estes três casos pelo motivo de que todos eles podem estar interligados.

Afinal, tanto a irradiação quanto a anquilose podem provocar alterações bioquímicas na proteína de matriz do esmalte.

De tal forma, é possível que ocorra uma alteração no processo de amelogênese, onde ocorre a formação do esmalte dentário.

No entanto, a irradiação de cabeça e pescoço em pacientes de pouca idade podem acabar por atrapalhar o desenvolvimento dos dentes.

Sendo assim, a formação dentária acaba sendo interrompida e ocorre uma alteração na coroa e na raiz do dente.

Fluorose

O uso excessivo de flúor durante o período de formação dos dentes pode causar a hipoplasia no dente devido à fraqueza que esta patologia causa no esmalte dentário.

Sendo assim, a recomendação de alguns profissionais é que seja evitado o uso de produtos que contenham flúor até os 5 anos da idade, quando a criança consegue bochechar e cuspir a pasta de dentes.

Fatores sistêmicos

Aqui, por outro lado, a lista de possibilidades é maior, sendo elas:

  1. Condição hereditária;
  2. Nascimento prematuro e baixo peso neonatal;
  3. Falha nutricional e falta de vitaminas, normalmente relacionado às vitaminas C, A e D ainda durante a infância;
  4. Disfunções metabólicas;
  5. Presença de um trauma durante o parto;
  6. Sífilis congênita;
  7. Ingestão de medicamentos como tetraciclina e talidomida;
  8. Doenças exantematosas;
  9. Distúrbios neurológicos;
  10. Fatores idiopáticos.

Condição hereditária

Ao falarmos sobre hereditariedade, é possível entender que se um progenitor, ou os dois, possuem essa doença, os filhos possuem uma grande probabilidade de apresentarem-na também.

Nascimento prematuro e baixo peso neonatal

Não é possível definir a verdadeira causa da presença desta doença em crianças que acabam nascendo prematuramente.

No entanto, algumas pesquisas apontam que bebês nascidos antes de completar os 9 meses da gestação e com peso inferior a 2500 gramas possuem uma maior probabilidade de desenvolver a hipoplasia no esmalte.

De tal forma, é possível criar uma analogia entre a malformação da criança com a presença desta patologia.

Falha nutricional e falta de vitamina

A falha nutricional, por sua vez, se dá principalmente para as gestantes tendo em vista que a falta de vitaminas pode causar esse quadro, fazendo com que a hipoplasia esteja presente no futuro bebê que nascerá.

No entanto, ela também pode ser analisada durante a infância, quando a criança possui uma alimentação desbalanceada e sem muitas vitaminas.

De tal forma, a recomendação é a de procurar sempre oferecer alimentos saudáveis e ricos em vitaminas e nutrientes a fim de evitar a aparição da hipoplasia.

Disfunções metabólicas

Analisando o ponto de vista metabólico do corpo, é possível que alguns fatores internos ou externos possam causar anomalias no esmalte.

Dentre elas, pode ser analisada a hipoplasia do dente.

No entanto, as doenças que podem causar este quadro são:

  • Hiperbilirrubinemia;
  • Hipocalcemia;
  • Hipoparatiroidismo e hipotiroidismo;
  • Galactosemia;
  • Doenças renais;
  • Distúrbios no sistema gastrointestinal.

Contudo, não são todos os casos onde estes problemas são apresentados que o paciente possui a hipoplasia.

Trauma durante o parto

Neste ponto, por sua vez, são mencionados os seguintes pontos:

  • Incompatibilidade de Rh entre a mãe e a criança;
  • Toxemia durante a gravidez;
  • Trabalho de parto prolongado (mais do que 20 horas);
  • Gravidez múltipla;
  • Parto por cesariana;
  • Nascimento difícil como quando o bebê está virado ao contrário e precisa ser puxado pelas nádegas.

Sífilis congênita

Esta doença causa uma infecção de múltiplos sistemas, transmitida ao feto através da placenta.

No entanto, apesar de não ser analisada com frequência, esta também pode ser uma causa da hipoplasia do esmalte.

Tetraciclina e talidomida

Normalmente ambos destes medicamentos podem ser utilizados para tratar alguns problemas de infecções por bactérias sensíveis à tetraciclina e talidomida.

Sendo assim, remédios que possuem esses compostos químicos são indicados para tratar.

Contudo, é possível que este tratamento feito em gestantes ocasione a aparição de hipoplasia na criança que nascerá.

Doenças exantematosas

Estas, por sua vez, são doenças infecciosas nas quais o paciente apresenta manifestações na pele.

Alguns exemplos são:

  • Sarampo;
  • Varicela;
  • Escarlatina;
  • Catapora;
  • Coqueluche;
  • Pneumonia;
  • Tuberculose;
  • Difteria.

Contudo, não são todos os casos em que o paciente apresenta a hipoplasia.

Mas por se tratar de doenças que possuem alta severidade, é necessário consultar um médico se surgirem eventuais sintomas de qualquer uma delas.

Distúrbios neurológicos

Conforme analisado por alguns autores, problemas no sistema neurológico como paralisia cerebral, deficiências que impedem o desenvolvimento mental e deficiências auditivas podem apresentar hipoplasia no esmalte.

Fatores idiopáticos

Para este último, no entanto, ele é um adjetivo utilizado na medicina que vem do grego e significa “surgido espontaneamente” ou “de causa obscura, desconhecida”.

Sendo assim, é possível que existam casos onde seja impossível encontrar uma razão para o desenvolvimento da hipoplasia.

No entanto, é possível ainda que pacientes possuam essa condição devido à uma combinação de alguns dos fatores que citamos aqui.

Por isso, a recomendação é passar por um dentista assim que surgir algum sintoma para que seja feita uma análise da condição, chegando então a um diagnóstico.

E isso é necessário para que o tratamento seja iniciado o quão antes possível, evitando maiores complicações para o paciente.

Como evitar a hipoplasia de esmalte?

Como evitar a hipoplasia de esmalte?

A melhor forma para evitar a hipoplasia no esmalte é mantendo a saúde bucal, seja das crianças e bebês mas também durante a fase adulta.

Sendo assim, o aconselhado é realizar os hábitos de uma boa higiene bucal, escovando os dentes pelo menos três vezes ao dia e fazendo uso de enxaguantes bucais e do fio dental.

Contudo, é necessário tomar cuidado com o uso excessivo de flúor tendo em vista que a fluorose pode acabar ocasionando nesta patologia.

Por outro lado, para pacientes que já possuem a hipoplasia nos dentes, a recomendação para evitar que o problema se agrave é possuir uma higiene bucal exemplar.

De tal forma, não deixe de passar no dentista com maior frequência para realizar tratamentos preventivos e manutenção dos dentes.

Tratamentos para hipoplasia do esmalte

Tratamentos para hipoplasia do esmalte

Os tratamentos dependem diretamente do grau da doença apresentado pelo paciente.

Sendo assim, se você tem hipoplasia em três dentes, é possível que cada um deles receba um tratamento específico.

Por isso, é importante que todos os tratamentos sejam feitos com um profissional da área. Não aposte em tratamentos caseiros sem o aval do seu dentista.

Essa lista contém os três tratamentos mais comuns contra a hipoplasia:

  • Uso de cremes dentais especiais: seu dentista pode recomendar um creme dental que ajuda no fortalecimento do seu esmalte. É um tratamento simples, caseiro e eficaz;
  • Branqueamento dentário: como a doença aparece também em forma de manchas, o clareamento é necessário.
  • Enchimento dentário: a falta de esmalte do dente forte pode causar buracos nos dentes. O enchimento aparece como uma forma de recuperar esses buracos sem retirar o dente;
  • Implantodontia: a hipoplasia pode evoluir para a perda do dente. Nesse caso, é necessário a retirada do dente doente e implantar uma prótese;
  • Clareamento dental para corrigir eventuais alterações na coloração dos dentes que podem aparecer;
  • Dependendo do caso de cárie apresentado pelo paciente, é preciso realizar uma restauração dentária com resina composta, um material que possui uma grande aplicação no meio odontológico.

Contudo, para este último ponto é necessário pontuar que o paciente pode necessitar de uma intervenção para restaurar o esmalte do dente devido também à fraturas ou então eventuais lesões causadas.

E para isso, não é preciso ficar preocupado pois este material, a resina, possui um aspecto bastante natural, sendo semelhante ao dente original em cor, textura e brilho.

Em contraponto, a resina se liga ao dente pela união micromecânica. Em outras palavras, existe um sistema adesivo que está ligado aos tecidos mineralizados do órgão dentário.

A mineralização pode auxiliar a tratar a hipoplasia?

Por outro lado, pode ser necessário fazer uma remineralização do dente dependendo do quadro que apresentado pelo paciente.

E as principais indicações de ser necessária esta intervenção são quando o paciente analisa ou sente os seguintes pontos:

  • Pequenas manchas brancas nos dentes;
  • Sentir que os dentes estão sensíveis;
  • Possuir incômodos e dores nos dentes;
  • Perceber desgaste nos dentes.

Por isso, fique atendo à condição de seus dentes e consulte um dentista caso surjam eventuais complicações ou problemas.

Outros problemas que afetam o esmalte dentário

Outros problemas que afetam o esmalte dentário

Além da hipoplasia do esmalte dentário, existem outros problemas que podem acometer essa estrutura tão importante.

E para explicar melhor, fizemos uma lista com todos as possíveis anomalias que podem acometer o esmalte dentário para que você não somente conheça-as mas saiba identificar.

Confira abaixo:

  • Cárie aderida ao esmalte: este, no entanto, é um dos estágios da cárie dental. Contudo, nestes casos ela acaba ficando mais evidente no dente, apresentando lesões e cavidades no esmalte;
  • Pérola de esmalte: uma elevação em formato de esfera constituída de esmalte que, quando atinge a superfície radicular do dente, pode oferecer problemas por deixar o volume do dente maior do que o normal;
  • Hipomineralização: aparição de manchas na estrutura dental com aspecto branco, amarelado ou com tom castanho. É possível encontrar cavidades no esmalte, deixando-o mais propenso ao desenvolvimento de cárie;
  • Dente sem esmalte ou falta de esmalte no dente, condição que deixa o elemento dental mais propenso à desenvolver problemas ou até a cair;
  • Esmalte ectópico: uma das anomalias de forma dental mais recorrentes em consultórios onde o esmalte passa a se desenvolver em áreas indesejadas como a região gengival, por exemplo;
  • Desgaste do esmalte: condição que pode ser causada pela escovação com força excessiva ou com muita frequência. Também conhecida como erosão do esmalte, e pode causar retração gengival;
  • Sensibilidade no dente;
  • Amelogênese imperfeita;
  • Maior probabilidade de formação de cárie nos dentes devido à película adquirida, um biofilme que se forma após a erupção do dente e auxilia a adesão de microrganismos no dente devido à característica adesiva;
  • Corrosão do esmalte dentário, também conhecida como erosão ácida, condição na qual ocorre a perda do esmalte dentário;
  • Perimólise: resultado da perda do esmalte que deixa o dente fragilizado por não possuir a proteção do tecido;
  • Fusão dentária: uma condição na qual dois ou mais dentes se unem durante o crescimento por meio da dentina e do esmalte;

No entanto, o consumo excessivo de frutas críticas também pode causar danos nos dentes por prejudicar o esmalte dentário.

Alguns fatos sobre a pérola de esmalte, a sensibilidade dentária e a amelogênese imperfeita

Para a pérola de esmalte, no entanto, o diagnóstico precoce é importante pois é necessário tomar muito cuidado.

Afinal, se este problema não for tratado, por gerar problemas como a destruição da gengiva e do tecido ósseo, inflamação e desenvolvimento de bolsas periodontais.

E estes problemas, por sua vez, comprometem a saúde e longevidade do dente que sofre desta condição.

Por outro lado, essa condição pode abrigar a placa bacteriana, levando à um caso de perda do ligamento periodontal e fazendo com que o dente tenha dano ósseo e tecidual.

Em casos como este, a única opção de tratamento se torna a extração dentária.

Ao falarmos sobre sensibilidade, ela ocorre quando a dentina do dente se encontra exposta, podendo ser consequência do desgaste do esmalte ou da retração gengival.

Esta condição normalmente é despertada no consumo de alimentos ou bebidas quentes, frios, ácidos ou doces.

Já a amelogênese é uma alteração hereditária no esmalte que pode afetar dentes de leite e permanentes.

Ela possui como característica diversos tipos de má formação, e pode apresentar diversas manifestações clínicas.

Agora que você sabe o que é a hipoplasia de esmalte e conhece os sintomas e causas desta doença, a nossa recomendação é que um dentista seja procurado na aparição do primeiro sintoma!

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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