Perimólise ocasiona em desgaste do esmalte do dente

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Muitas pessoas confundem perimólise com erosão dentária. No entanto, a perimólise ocorre por conta dos chamados ácidos intrínsecos

Nossos dentes tendem a se desgastar com o decorrer de nossas vidas. No entanto, alguns hábitos o deterioram mais rapidamente. Por isso, é importante se atentar a eles para diminuir a perimólise, por exemplo.

O desgaste pode ocorrer por meio da abrasão, da abfração e da erosão nos dentes. E dentro desse último ponto está a  perimólise.

Muita gente refere-se à perimólise como erosão dentária. Mas ela é resultado da perda do esmalte, ou seja, da deterioração da superfície mais externa do dente, pela presença de ácidos intrínsecos na cavidade bucal. Dessa forma, o elemento dental fica fragilizado, já que esse tecido serve como proteção.

Erosão dentária é a denominação genérica da perda de esmalte.

Além dos ácidos intrínsecos, a erosão ácida dentária pode acontecer em virtude dos ácidos extrínsecos também.

É importante ressaltar que a perimólise não é de origem bacteriana.

Ácidos intrínsecos

Os ácidos intrínsecos são os que estão presentes em nosso corpo, provindo do estômago.

Por isso, quem sofre de refluxo, de bulimia ou de outro distúrbio ligado ao trato alimentar pode apresentar a erosão dental, pois constantemente os ácidos são jogados contra as estruturas dentárias, desmineralizando-as.

Ácidos extrínsecos

Os ácidos extrínsecos, ao contrário dos intrínsecos, não estão presentes no organismo. Eles são adquiridos pela alimentação. Então, consumir alimentos e líquidos que contenham alto teor de acidez, como refrigerantes, faz o problema se agravar.

Sintomas da Perimólise

Com o desgaste, os sintomas da perimólise passam a se manifestar pelas seguintes consequências:

Hipersensibilidade

Por conta da perda do esmalte do dente, a dentina começa a ficar cada vez mais exposta. E isso provoca um incômodo denominado hipersensibilidade, que piora se não for tratado. É possível senti-la ao ingerir alimentos gelados, principalmente.

Amarelamento

A dentina possui uma coloração mais escura que o esmalte. E conforme os ácidos vão agindo sobre ela, sua tonalidade escurece mais ainda.

Arredondamento dos dentes

As bordas do dente passam a ficar arredondadas, além de possuir uma textura mais áspera e fina. Às vezes, também pode até ficar com fraturas ou trincas leves.

Translucidez

A lateral do dente começa a apresentar um aspecto de transparência, visto especialmente quando há uma luz forte iluminando-o.

Lesões na região oclusal

Na superfície oclusal, mais precisamente no sulco, aparecem algumas lesões, que são conhecidas como lesões em forma de taça.

Graus da Perimólise

A gravidade do problema divide-se em:

  • Grau I: acomete somente o esmalte;
  • Grau II: atinge menos de um terço da dentina;
  • Grau III: mais de um terço da dentina;
  • Grau III-A: superfície vestibular;
  • Grau III-B: superfície lingual e palatina;
  • Grau III-C: superfície incisal e oclusal;
  • Grau III-D: múltiplas superfícies.

Tratamento da Perimólise

Para cobrir o perda do esmalte, o dentista pode fazer uma restauração do dente.

Dependendo da gravidade, é possível que sugira uma reabilitação oral, isto é, a reconstrução do dente por meio de implantes.

Por fim, se a estrutura estiver comprometida por inteiro e não houver algum método de revitalizá-lo, o profissional terá de efetuar a exodontia, colocando uma prótese posteriormente.

Fora isso, será indicado que o paciente faça uma ótima escovação, utilize o fio dental e dê preferência para cremes dentais com flúor, para fortalecer os dentes.

O tratamento multidisciplinar é fundamental para o prognóstico da perimólise porque ela envolve distúrbios gastroesofágicos. Portanto, se for causada por refluxo, por exemplo, procure ajuda de um gastroenterologista. Se estiver relacionado com bulimia ou anorexia, é recomendado, primeiro, visitar um psicólogo.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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