Pulpotomia resolve casos de traumatismo pulpar superficial

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Descubra qual é a diferença entre a pulpotomia e a pulpectomia

Você chega ao dentista depois de sofrer um forte impacto no dente, resultando em uma lesão e muitas dores. Após avaliar a órgão dental em questão, ele indica que será necessária a realização de uma pulpotomia.

Apesar do nome um tanto quanto peculiar, não é preciso ter medo. A pulpotomia é um procedimento extremamente comum e realizado diariamente em qualquer consultório odontológico do Brasil.

Pulpotomia consiste no método de remoção da polpa coronária de um dente lesionado quando o trauma não chega a atingir a polpa radicular.

Observações sobre a pulpotomia

Com em qualquer intervenção cirúrgica, para a realização de uma pulpotomia é necessário obter um breve panorama sobre estrutura que será operada.

Assim, é necessário que o dentista realize um exame clínico-visual na polpa dentária, analisando sua consistência e o sangramento.

É interessante que o sangue apresente uma coloração vermelho claro. Caso ele esteja muito escurecido, pode ser que não esteja sendo bem oxigenado.

O profissional ainda deve utilizar uma cureta para constatar a consistência do remanescente pulpar na boca do paciente.

O comum é que, nesse tipo de situação, ele apresente um aspecto pastoso, quase líquido. Ainda durante a análise, é legal investigar o estado da coroa dentária.

Ela deve estar quase intacta e com suas paredes espessas e bastante resistentes. Quando a coroa não apresenta estas características, é comum que outro procedimento seja recomendado.

Quando a pulpotomia é indicada?

Um exemplo bastante comum de indicação para pulpotomia é quando o paciente apresenta um traumatismo com lesão pulpar. Entretanto, ele pode ser indicado em variadas situações, como:

  • Dente livre de pulpite radicular;
  • Hemorragia no local da amputação;
  • Presença de pelo menos 2/3 do comprimento radicular;
  • Ausência de abscesso, fístula, mobilidade, reabsorção interna;
  • Radiopacidade óssea na região de furca;
  • Cáries extensas.

Protocolo clínico da pulpotomia

Antes de qualquer coisa, é importante dizer que o procedimento pode ser realizado em todos os tipos de dentição. Assim, existe a pulpotomia em dentes decíduos e a pulpotomia em dentes permanentes.

Os procedimentos são bastante semelhantes, se diferenciando apenas em algumas pequenas individualidades. Aqui iremos explicar como o procedimento é efetuado de uma maneira geral:

  1. Inicialmente, o paciente é sedado através da aplicação de anestesia local. Assim que a medicação faz efeito, o dentista realiza o isolamento absoluto da região e pode iniciar a remoção da dentina cariada e/ou lesionada;
  2. Em seguida, ele alcança outra camada do dente, o teto da câmara pulpar, que também será removido. Assim, é possível efetuar a excisão da polpa coronária utilizando curetas afiadas ou brocas esféricas lisas. Nessa fase é importante lavar a ferida cirúrgica com água limpa abundante;
  3. Após a higienização, ocorre a hemostasia espontânea, seguida da secagem da ferida com um pedaço de algodão esterilizado. Com isso, o dentista pode solução de aplicar uma solução de corticosteróide-antibiótico por 10 a 15 minutos;
  4. Por fim, ocorre a aplicação de hidróxido de cálcio puro e cimento odontológico, uma vez que estas duas substâncias se complementam. E seguida, o excesso de material é removido das paredes laterais e é instalada uma restauração provisória ou imediata.

Pulpotomia x Pulpectomia

Algumas pessoas fazem uma tremenda confusão ao falar sobre a pulpotomia e a pulpectomia. Realmente os procedimentos são semelhantes, mas não iguais.

Enquanto a pulpotomia é realizada quando a lesão atinge apenas uma pequena parte da polpa coronária, a pulpectomia é utilizada em situações onde a polpa dentária é integralmente danificada.

Logo, a pulpotomia promove a remoção parcial do tecido pulpar enquanto a pulpectomia consiste na remoção total da polpa dentária do paciente.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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