Entenda aqui o que fazer quando o dente permanente não nasce

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Quando os dentes de leite caem e os permanentes demoram a nascer, uma pergunta surge: o que fazer quando o dente permanente não nasce?

Entretanto, o que fazer quando o dente permanente não nasce deverá ser indicado por um profissional da área, tendo em vista que ele possui a formação necessária para que não haja nenhum dano à estrutura óssea facial.

O que fazer quando o dente permanente não nasce irá variar de caso para caso, mas o primeiro passo é sempre o mesmo: marcar uma consulta com um dentista para que ele possa analisar o caso.

O que fazer quando o dente permanente não nasce?

Antes de falarmos o que fazer, devemos primeiro responder por que o dente permanente não nasce?

Para essa pergunta, existem algumas possibilidades de respostas.

As respostas são classificadas como fatores sistêmicos, genéticos e locais.

De tal maneira, os eventuais contratempos de cada classificação são respectivamente:

Sistêmicos

  • Desnutrição, seja da gestante durante a gravidez ou então da criança;
  • Falta de vitamina D;
  • Doenças endócrinas;
  • Uso de medicamentos;
  • Nascimento prematuro.

Genéticos

  • Má formação do esmalte dentário;
  • Síndrome de Apert;
  • Displasia cleidocraniana;
  • Síndrome de GAPO;
  • Síndrome de Down;
  • Osteopetrose;
  • Osteogênese imperfeita.

Locais

  • Traumas dentários;
  • Fibromatose gengival;
  • Hiperdontia, que é a quantidade a mais de dentes na boca;
  • Tumores odontogênicos;
  • Anquilose nos dentes decíduos;
  • Perda prematura de dentes de leite;
  • Dentes de leite impactados;
  • Erupção ectópica, que é quando o caminho que o dente percorre é alterado;
  • Atrofias no maxilar.

É recomendado que a partir dos seis meses de vida a criança passe a ser alimentada com mais sólidos para que ela mastigue e consequentemente seja impulsionado o desenvolvimento da estrutura bucal e dentária.

Então, o que fazer?

Uma vez explicado o que pode levar o dente a não crescer, podemos dizer o que deve ser feito quando o dente permanente não nasce.

O primeiro passo que deve ser dado é consultar um dentista, que irá analisar o caso para descobrir qual é a causa da não erupção dental.

Após feita uma radiografia no local, que só pode ser feita em crianças com mais de seis anos de idade, o dentista irá tomar a ação necessária para corrigir o problema:

  • Utilizar o mantenedor de espaço ortodôntico, indicado nos casos de perda precoce do dente de leite;
  • Fazer uma ulectomia, cirurgia que abre a gengiva de modo a permitir que o dente nasça. Esse é o procedimento mais indicado e mais eficaz também;
  • Colocar o aparelho ortodôntico que irá puxar os dentes e abrir espaço para que os permanentes possam rasgar a gengiva e ocupar o lugar deles;
  • Esperar em o prazo máximo de um ano para que o dente cresça sozinho.

Nesse último caso, entretanto, é aconselhado que a criança seja levada ao odontopediatra cerca de três meses após a queda do dente decíduo para analisar se o permanente já está para nascer.

Em casos que mesmo após dois anos da queda do dente de leite não nasceu outro no lugar, é preciso ir ao dentista para analisar a situação pois pode ser o caso de anodontia.

Esse problema é quando o dente que cai não possui um substituto permanente para ocupar o lugar vazio.

Os implantes dentários não são procedimentos adotados durante a infância tendo em vista que eles podem afetar o desenvolvimento da dentição permanente.

É válido lembrar, entretanto, que a decisão de qual será o procedimento escolhido depende do quadro que o paciente apresenta.

Existe uma estimativa de tempo para que cada um dos dentes permanentes nasçam?

Assim como é possível ter uma média de com quantos meses de vida cada um dos dentes decíduos nasce, existe também a relação para a dentição permanente. Confira:

  • Incisivos centrais inferiores: entre 6 e 7 anos de idade;
  • Frontais centrais superiores: entre 7 e 8 anos;
  • Incisivos laterais inferiores: 7 a 8 anos;
  • Frontais laterais superiores: de 8 a 9 anos;
  • Primeiros molares inferiores: 9 a 11 anos;
  • Primeiros molares superiores: entre os 10 e 11 anos;
  • Caninos inferiores: de 9 a 11 anos;
  • Caninos superiores: entre 11 e 12 anos;
  • Segundos molares superiores: 10 a 12 anos;
  • Segundos molares inferiores: entre 11 e 12 anos;
  • Terceiros molares superiores e inferiores: entre 17 e 21 anos.

Quais riscos não possuir a dentição permanente traz para a saúde?

Não possuir dente permanente, seja um ou mais, é algo que traz diversos impactos na saúde, isso sem contar o problema estético que causa.

Dentre os problemas causados, podemos citar principalmente os problemas na digestão e também a possibilidade de gerar disfunções na ATM por causa do dente ausente .

O impacto na saúde se dá quando os alimentos não são mastigados corretamente e chegam em pedaços maiores no estômago, fazendo com que o processo de digestão e absorção de nutrientes seja mais difícil.

Assim como os incisivos e molares, que respectivamente cortam e trituram a comida, o dente canino é muito necessário para realização da alimentação tendo em vista que ele é responsável por rasgar os alimentos.

Agora que você sabe o que fazer quando o dente permanente não nasce, agende uma consulta com um odontologista para que ele analise a situação e tome as devidas providências.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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