Anestesia em odontopediatria: qual é a melhor e como aplicá-la?

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A aplicação da anestesia em odontopediatria é diferente da convencional. Por se tratar de crianças, o procedimento deve ser bem esquematizado

Existem alguns tratamentos odontológicos específicos que podem ser feitos apenas se o paciente está sob efeito anestésico. Há quem acredite que essas intervenções só podem ser realizadas em adultos. Por isso, hoje falaremos sobre o uso de anestesia em odontopediatria e tiraremos todas suas dúvidas.

Para administrar a anestesia em odontopediatria, o dentista precisa saber que existe diferença entre dosagens de acordo com a idade e o peso do paciente.

A anestesia em odontopediatria é indicada sempre que for realizado algum procedimento que pode causar dor na criança.

É válido lembrar que é preferível que seja feita a aplicação de anestesias locais.

Por outro lado, é necessário que o profissional preste atenção na quantidade de anestésico que deve ser aplicado. Para isso, existe uma conta que varia conforme a anestesia escolhida. Explicaremos ela adiante.

Sendo assim, se você é um dentista que deseja ter conhecimento mais profundo sobre esse assunto ou tem um filho que pode necessitar de um anestésico odontológico, você está no local certo!

Neste artigo, nós iremos explicar melhor sobre o tema, abordando quais são as melhores escolhas e também como elas funcionam.

Confira com a gente!

Qual a melhor Anestesia para Odontopediatria?

Ao todo, por ordem de preferência de escolha, podem ser utilizados cinco diferentes tipos de anestesia odontológica em crianças, que são:

  1. Lidocaína 2%, com adrenalina em uma proporção de 1:100.000;
  2. Prilocaína 3%, com felipressina 0,03 UI/ml;
  3. Articaína 4%, com adrenalina;
  4. Mepivacaína 2%, com vasoconstritor e adrenalina em proporção de 1:100.000;
  5. Mepivacaína 3%, sem vasoconstritor.

É necessário pontuar as diferenças de aplicação que cada um destes tipos de anestesia possuem:

  • Prilocaína é indicada em caso de pacientes asmáticos ou quando for contraindicado o uso de adrenalina;
  • Em pacientes que possuem metemoglobinemia congênita, uma disfunção na qual o paciente possui mais meta-hemoglobina no sangue, ou que são anêmicos, não deve ser utilizado prilocaína;
  • A articaína possui uma ação mais duradoura, mas é contraindicada para crianças menores de 4 anos;
  • Já a mepivacaína com vasoconstritor possui uma ação duradoura, mas uma utilização pouco justificada, enquanto a sem vasoconstritor possui uma curta duração.

Agora, falando sobre contraindicações, no geral é possível elencar:

  • Pacientes alérgicos a anestésicos;
  • Anomalias ou eventuais infecções locais que impossibilitem a aplicação;
  • Problemas de saúde no âmbito geral.

Mas se a criança não se enquadrar em algum desses casos o remédio pode ser administrado sem problemas.

No entanto, antes de colocado, é necessário que o dentista faça a aplicação de anestésicos tópicos, que irão atuar de forma a minimizar o desconforto que a anestesia local causa.

Como é feito o cálculo da quantidade a ser aplicada?

Para saber qual é a quantidade correta, deve ser feita uma multiplicação do peso da criança pela dose máxima de cada um dos remédios em mg/kg e dividir pelo valor que um tubete suporta, que é 36 mg.

O resultado dessa conta gera quantos tubetes devem ser colocados na solução.

Dessa forma, confira qual os valores máximos que uma criança pode receber por peso:

  • Lidocaína: 4,4 mg/kg;
  • Prilocaína: 6,0 mg/kg;
  • Articaína: 5,0 mg/kg;
  • Mepivacaína: 4,4 mg/kg, com ou sem vasoconstritor.

Para uma criança com 20 kg, a conta fica da seguinte maneira:

  1. Lidocaína: 20 x 4,4 (÷ 36) = 2 tubetes;
  2. Prilocaína: 20 x 6 (÷ 36) = 3 tubetes;
  3. Articaína: 20 x 5 (÷ 36) = 2 tubetes e meio;
  4. Mepivacaína: 20 x 44 (÷ 36) = 2 tubetes.

Em casos de valores quebrados, o número de tubetes deve ser arredondado. Então, se for menor que 0,5, será um tubete.

Mas, se for acima, deve-se acrescentar mais inteiro. Já se o valor for exatamente 0,5, deve ser acrescentado mais meio recipiente.

Todavia, é necessário que o profissional respeite a dosagem máxima de cada medicamento, que é de:

  • 300 mg para lidocaína;
  • 400 mg para prilocaína;
  • 300 mg para articaína;
  • 300 mg para mepivacaína.

Quando deve ser feito o uso de anestésicos em crianças?

Como citamos anteriormente, o uso de anestésicos locais em odontopediatria deve ser realizado sempre que o paciente for submetido a um procedimento que pode causar dor.

Afinal, por meio dos anestésicos, é possível controlar a dor devido ao efeito da anestesia durante o atendimento, permitindo que o profissional alcance o objetivo desejado.

Isso é necessário já que a dor durante os procedimentos é a principal causa do medo de dentista.

O uso mais comum da anestesia é na exodontia em odontopediatria, pois a retirada de um dente é bastante dolorosa sem ela.

Medicamentos também podem ser combinados, evitando que o procedimento ocasione em incômodos posteriormente.

Como funciona a Anestesia em Odontopediatria?

As técnicas de anestesia infantil possuem a mesma funcionalidade que os demais. Portanto, o intuito de sua utilização é justamente a de evitar que o paciente venha a sentir dores ou desconfortos durante procedimentos específicos da odontologia.

No entanto, é aconselhado evitar anestesias gerais em crianças, a menos que sejam casos de pacientes com necessidades especiais.

As anestesias gerais não podem ser aplicadas em consultórios. Elas devem ser administradas em ambiente hospitalar, contando com suporte adequado.

De toda forma, depende também do quadro que a criança apresenta.

Quais são as técnicas de aplicação de anestesias em crianças?

Existe mais de uma forma de realizar esse procedimento. Confira quais são as técnicas de anestesia em odontopediatria:

  • Infiltrativa: com uma agulha curta o profissional irá entrar na dobra da mucosa oral vestibular no sentido do eixo do dente, colocando o anestésico o mais perto do ponto mais alto do dente que deverá ser anestesiado;
  • Interpapilar, papilar ou transpapilar: também é feito com o auxílio de uma agulha curta, que será colocada na papila, injetando algumas gotas do líquido anestésico;
  • Bloqueio regional: aplicada quando é feito o trabalho em mais do que um dente. É feito um bloqueio na região, enchendo o local com solução de anestesia;
  • Intraligamentar: a agulha entra pelo sulco gengival, paralela ao eixo do dente, acometendo as fibra periodontais de maneira a colocar a solução do remédio no meio do ligamento periodontal.

Agora que você sabe mais sobre o uso de anestesia em odontopediatria, o aconselhado é conversar com a criança e contar como funciona o tratamento, explicando de uma forma que será de fácil entendimento para ela.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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