Prilocaína prolonga efeitos anestésicos durante procedimentos

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Confira aqui quando a prilocaína é indicada pelos profissionais na área da odontologia

Alguns procedimentos odontológicos precisam ser realizados com o auxílio de recursos para deixar o paciente confortável e seguro. O uso da prilocaína é um exemplo de método aplicado pelos dentistas.

Mas, afinal, o que é a prilocaína? Quando ela é usada? Existem contraindicações?

Prilocaína é um tipo de agente anestésico de atuação é local. Ela também é chamada de cloridrato de prilocaína.

Se você ficou interessado pelo assunto, então fique ligado neste artigo! Vamos tirar todas as suas dúvidas e mostrar curiosidades sobre o uso da prilocaína na odontologia.

Características da Prilocaína

A prilocaína pertence ao grupo de anestesias formada pelas amidas. O seu efeito já começa a se manifestar 2 minutos após a aplicação.

A principal vantagem deste agente anestésico é que ele produz o efeito de bloqueio durante um longo período no organismo do paciente.

Ela é indicada para quadros clínicos nos quais são necessários intervenções cirúrgicas. No entanto, os profissionais recomendam que pacientes com hipotireoidismo e ansiedade evitem o anestésico.

Além disso, esse tipo de anestesia para pacientes diabéticos e pacientes gestantes é evitado.

Conhecendo Mais Sobre as Anestesias

Os anestésicos odontológicos são utilizados em vários procedimentos de intervenção cirúrgica. Um exemplo deles é a extração dentária, na qual o profissional remove de forma parcial ou total algum dente.

O anestésico é aplicado para evitar que o paciente sinta dores e fique desconfortável durante a cirurgia. Curiosidade: o anestésico é aplicado ao redor do dente que será removido.

Além da extração dentária, os profissionais também utilizam os anestésicos odontológicos durante o tratamento de canal e restaurações dentárias.

Após uma avaliação criteriosa do quadro clínico do paciente, os profissionais optam pelo melhor tipo de anestesia.

O principal objetivo, como já vimos, é deixar o paciente em uma posição segura e confortável durante todo o processo operatório.

Quais São os Tipos de Anestesia?

Nós já sabemos que a prilocaína é um exemplo de agente anestésico local. Em resumo, as suas principais características são:

  • Grupo das amidas;
  • Anestésico de longa duração;
  • Não é recomendado em gestantes e nem em pacientes que apresentem hipotireoidismo, diabetes e ansiedade;
  • Efeito começa em dois minutos.

Agora, você conhece outros exemplos de agentes anestésicos locais? Se a resposta for não, pode ficar tranquilo. Vamos conhecer agora os principais grupos das anestesias!

Lidocaína

  • Pertence ao grupo das amidas;
  • Considerado o anestésico tópico padrão na odontologia;
  • É utilizado em procedimentos de médica duração;
  • Indicado para gestantes; e
  • Sua ação começa em dois minutos.

Articaína

  • Pertence ao grupo das amidas;
  • Anestésico de longa duração;
  • Não é apropriado para gestantes; e
  • Efeito começa em dois minutos.

Bupivacaína

  • Pertence ao grupo das amidas;
  • Tem longa duração;
  • Potência quatro vezes mais forte que a lidocaína; e
  • Efeito começa em seis minutos.

Mepivacaína

  • Pertence ao grupo das amidas;
  • Tem uma duração média;
  • Potência duas vezes mais forte que a lidocaína;
  • Indicado para quem possui hipertensão, arritmia cardíaca, diabete e hipertireoidismo; e
  • Efeito começa em menos de um minuto.

O Que São os Vasoconstritores?

Os vasoconstritores são substâncias químicas são associadas aos sais anestésicos. Eles são colocados em contato com os sais para que estes sejam absorvidos de forma mais lenta.

Esse processo garante que o bloqueio anestésico dure por mais tempo. Além disso, os vasoconstritores garantem a diminuição das toxicidades dos sais anestésicos.

Anestesia Dói?

Muitas pessoas olham para a agulha das anestesias e já imaginam a dor que ela causa. No entanto, o diâmetro da agulha é muito pequeno, e dificilmente causa dores fortes. Mas, então o que causa a dor?

Os pacientes podem sentir o desconforto na hora da aplicação por causa do líquido anestésico. Por causa do seu efeito de distensão dos tecidos e pelo líquido ser ácido, os pacientes podem sentir pequenas dores.

Se você fica incomodado, pergunte ao profissional se é possível aplicar uma pomada anestésica tópica antes de injetar a agulha e o líquido. Isso pode diminuir o desconforto e te deixar mais seguro.

Quais São os Efeitos Colaterais da Anestesia e da Prilocaína?

Os efeitos da anestesia tendem a desaparecer depois de algumas horas da finalização do procedimento cirúrgico. Dessa forma, a sensação de dormência é passageira, e não deve causar grandes alarmes.

As principais reações colaterais que podem ser manifestadas pelos pacientes depois da aplicação do anestésico odontológico são:

  • Dormência;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça;
  • Espasmos no rosto;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Hematomas;
  • Danos aos nervos;
  • Visão turva; e
  • Falta de ar.

Importante: a prilocaína pode causar efeitos cardiovasculares. Por isso, o dentista deve estar atento ao quadro clínico do paciente.

Dicas Para a Anestesia Passar Mais Rápido

Os efeitos da anestesia podem atrapalhar atividades diárias. Por isso, separamos dicas sobre o que você pode tentar para o efeito passar de forma mais rápida:

  • Massageia a região da boca onde a anestesia foi aplicada. O ideal é fazer movimentos suaves e circulares. O principal objetivo é fazer a circulação sanguínea da área voltar ao normal;
  • Lembre de mastigar os alimentos bem devagar. Posicione o alimento no lado oposto do que foi anestesiado. Com isso, você faz com que mastigação ative a circulação;
  • Coloque uma compressa de água morna no local anestesiado. Dessa forma, você consegue estimular a circulação de sangue; e
  • Esteja sempre hidratado! A água aumenta a circulação sanguínea e ajuda ao eliminar as toxinas.

Importante: a duração da anestesia vai ser diferente em cada quadro clínico. O ideal, como já vimos, é que ela diminua depois de um tempo terminada a cirurgia.

No entanto, quando o efeito dura por muitas horas ou que chega a durar dias, é preciso ficar atento. Nesses casos, é ideal que você procure o profissional responsável pelo seu caso para uma avaliação do quadro.

Por isso, marque uma consulta com o profissional de confiança caso você tenha alguma dúvida sobre o tratamento. Dessa forma, a reações da prilocaína vão se manifestar de maneira controlada.

Silmara Alves Rozo Ducatti

Silmara Alves Rozo Ducatti

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Ortodontia pelo Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS).

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