Mepivacaína: para que serve, quais seus riscos e precauções de uso?

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Indicada em pacientes com algumas restrições, é muito utilizada na odontologia

É muito comum que os profissionais da saúde se deparem com pacientes que têm restrições à certas anestesias. Nesses casos, a Mepivacaína pode ser um ótimo substituto.

O uso da mepivacaína é uma alternativa, principalmente, quando o medicamentos com características vasosconstritores não são uma opção.

Mepivacaína é um anestésico local do tipo amida. Com efeitos iniciais considerados razoavelmente rápidos e com uma duração de ação média, é encontrada nos mercados farmacológicos com diversos nomes.

Também pode ser chamado de Carbocaine e Polocaine. Vamos conhecer mais sobre os benefícios de seu uso?

Para Que Serve a Mepivacaína?

Basicamente, é indicada em casos que age como anestésico local, funcionando por bloqueio de nervo ou ainda por casos de infiltração. É sugerida principalmente em pacientes que não podem administrar vasoconstritor.

Em procedimentos odontológicos de menor porte que não necessitem de anestesia pulpar de longa duração ou com grande profundidade, também é eficiente.

No caso desses pequenos procedimentos odontológicos que tendem a ser mais simples e básicos, ela é ideal. Isso ocorre, pois o tempo de duração da mepivacaína não é tão longo quanto os demais.

Quais as Contraindicações da Mepivacaína?

Devem ficar atentos os pacientes que tenham hipersensibilidade aos componentes da fórmula do cloridrato de mepivacaína.

Ainda assim, pacientes que tenham algum com quadro ou histórico de disfunção renal e/ou hepática significativa, também devem estar alerta.

Nas grávidas, o uso do medicamento não tem grandes contraindicações.

Porém, como esse é um momento em que a mulher está mais sensível e gerando o bebê, toda medicação deve ser feita com supervisão do médico ou dentista se for utilizado como anestésico odontológico.

Como é Aplicada a Mepivacaína?

Normalmente, a primeira coisa que os profissionais fazem é desinfetar a capinha do tubete que terá contato com a agulha. Isso pode ser feito utilizando um algodão embebido em álcool a 70%. Em seguida, deve-se:

  • Carregar um tubete na seringa-tubete e então perfurar o local a ser anestesiado;
  • Recomenda-se fazer aspiração, para evitar os riscos de uma injeção intravascular indesejável;
  • Descartar o tubete após o uso mesmo que ainda haja solução nele;

É importante que o produto seja sempre mantido e conservado na embalagem original e protegido da luz. Evitar deixá-lo exposto em temperaturas superiores a 40 ºC também é fundamental.

Ainda assim, a dose máxima dessa substância recomendada é de 4,4 mg/kg, sem exceder 300 mg ou o que equivale a 5,5 tubetes de Mepivacaína. Nas crianças, o indicado é de no máximo dois tubetes, não passando de 132mg.

Reações Adversas

Assim como em outros anestésicos locais que são do tipo amida, as reações que essa substância pode ter nos pacientes são as mesmas.

Geralmente, elas têm relação com a dosagem que é administrada, podendo resultar em altos níveis de plasma, devido a uma alta dose, absorção muito rápida, ou ainda uma injeção intravascular não intencional.

Dessa forma, o efeito da mepivacaína que mais costuma aparecer e cada uma de suas principais características é nos casos que envolvem então:

SNC

Nesse caso, por causar um significativo aumento do nível sanguíneo desse anestésico local, que está acima de seu valor terapêutico, as reações adversas irão se manifestar.

Os principais sinais e sintomas clínicos iniciais que indicam um quadro de que o paciente está sofrendo de uma toxidade, contam com:

  • Dificuldade na fala
  • Calafrios
  • Contração muscular
  • Tremores dos músculos da face e extremidades distais
  • Sensação de pele quente e ruborizada
  • Nervosismo
  • Apreensão
  • Euforia
  • Confusão
  • Tontura
  • Sonolência
  • Zumbidos e visão borrada.

Ocorrer uma parestesia bilateral da língua e região perioral pode ser um dos sinais mais importantes que indicam sinal de uma reação tóxica devido aos altos níveis do anestésico local.

Sistema Cardiovascular

No caso das manifestações cardiovasculares, essas costumam ser de uma origem depressiva, normalmente caracterizadas por bradicardia, hipotensão e colapso cardiovascular.

O que pode levar a uma parada cardíaca.

Os sinais e sintomas dessa função cardiovascular com predisposição depressiva tem altas chances ser um resultado de uma reação vasovagal.

Porém, assim como nos outros problemas, o efeito direto das longas doses da droga, também podem vir a causar impactos no coração.

É importante que todos estejam aptos para realizar esse tipo de tratamento e oferecer o devido suporte para estas manifestações.

Além disso, os equipamentos de ressuscitação, oxigênio e outras drogas devem estar sempre ao alcance do profissionais, caso sejam necessários e de uso imediato.

Sistema Respiratório

Quando falamos dos problemas que envolvem níveis inferiores a superdosagem, eles possuem uma ação relaxante direta sobre o músculo liso brônquico.

Além disso, em níveis de superdosagem podem ocasionar uma parada respiratória em consequência da depressão generalizada do sistema nervoso central.

Reações Alérgicas

São raros os casos em que os anestésicos locais desse tipo geram alguma reação alérgica. Na realidade, a chance é quase inexistente.

Ainda assim, quando aparecem, elas podem incluir:

  • Certas lesões cutâneas
  • Casos sérios de urticária
  • Manifestações de edema

Reações Psicogênicas

A ansiedade e outros eventos que são desencadeados por meio do pensamento e do psicológico do paciente estão entres as reações adversas mais comuns que apresentam uma relação com essa substância.

Dessa forma, elas podem ser manifestadas por vários sintomas, como exemplo a síncope, hiper-ventilação, náusea, vômitos, alteração nos batimentos cardíacos e pressão sanguínea.

Parestesias

O mais comum é que parestesias da língua e dos lábios ocorram após o uso de anestesias prolongadas. Por exemplo, em procedimentos cirúrgicos que envolvam extrações dentárias.

Elas podem ocorrer durante a aplicação da anestesia e continuar mesmo após o término do procedimento.

Em grande parte dos casos, essas reações tendem a transitar no nosso organismo e desaparecem dentro de 8 semanas. Porém, existem sim casos em que algumas reações podem se tornar permanentes.

Precauções do Cloridrato de Mepivacaína

Assim como a maioria dos procedimentos da saúde, a segurança e os bons resultados com anestésicos dependem de alguns fatores.

Eles envolvem: utilizar a dose recomendada, aplicar a técnica corretamente, de uma anamnese bem realizada, de rapidez e habilidade.

Dessa forma, é fundamental que os dentistas que forem fazer uso da Mepivacaína conheçam o diagnóstico e tratamento de emergência caso sejam necessários. Alertando sempre seus pacientes sobre os riscos!

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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