Parestesia oral causa perda de sensibilidade nos pacientes

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A parestesia, normalmente, é gerada após má aplicação anestésica

Parestesia é a famosa sensação de formigamento que sentimos quando ficamos muito tempo de pernas cruzadas, por exemplo. Isso pode acontecer em qualquer parte do nosso corpo, inclusive na boca, sendo chamada de parestesia oral.

Essa sensação pode ser decorrente de um impedimento momentâneo da circulação sanguínea ou de uma pressão exercida em cima de algum nervo. Mas, no caso da parestesia oral, sua causa é diferente.

Parestesia oral é resultado de uma má aplicação anestésica durante um procedimento cirúrgico. Ela acaba afetando nervos da nossa boca da maneira inadequada, causando uma dormência além do tempo necessário.

Em intervenções como a colocação de implantes dentários, se forem colocados muito próximos a algum nervo, como o alveolar, que é onde ocorre a maior incidência dos casos, acabam pressionando a terminação nervosa, ocasionando no incômodo.

Tipos de parestesia

A parestesia age de duas maneiras: a temporária e a crônica.

Parestesia temporária

A parestesia temporária remete àquelas que ficam presentes por um tempo determinado, desaparecendo em seguida. Aparecem devido à pressão exercida em algum nervo ou que prenda a circulação do sangue.

Parestesia crônica

A parestesia crônica costuma aparecer recorrentemente. É mais habitual em pessoas com uma idade mais avançada. Geralmente estão ligadas a problemas circulatórios do paciente.

Sintomas da parestesia oral

Os sintomas são bem fáceis de serem identificados. O principal é a insensibilidade que se mantém mesmo após a cirurgia.

  • Formigamento;
  • Dormência;
  • Dor;
  • Fisgadas;
  • Sensação como se algo estivesse pressionando;
  • Coceira no local;
  • Ondas de frio e calor na região.

Na língua

Isso também pode acontecer na língua? Sim. Todas as partes da nossa boca estão sujeitas.

Caso seja uma parestesia lingual, é muito comum a pessoa perceber uma alteração no paladar. Dessa forma, as comidas passam a ter um gosto diferente.

Não no sentido de alterarem o sabor, mas, sim, no de passarem a ser mais insípidas. Ou seja, irão aparentar estar com pouco tempero.

É muito possível que o paciente morda a língua involuntariamente, porque ele apresentará uma dificuldade maior em controlá-la.

Parestesia é o mesmo que paralisia?

Não! Às vezes, as pessoas acabam confundindo os dois temas, que são bem diferentes.

Parestesia significa perder a sensibilidade, enquanto a paralisia faz com que a região perca totalmente a mobilidade. Assim, a área paralisada não conseguirá se mexer normalmente, estando, de fato, travada.

Causas da perda de sensibilidade

Como dissemos, a perda de sensibilidade acontece em virtude de uma cirurgia que não soube administrar muito bem a anestesia, atingindo um nervo e gerando uma lesão.

Ou intervenções que não foram feitas atentamente e acabaram machucando o nervo.

As situações mais comuns envolvem a extração do siso, já que é uma das exodontias mais realizadas.

Dependendo do que tenha acontecido durante a cirurgia, o procedimento pode deixar um edema pós-cirúrgico. O inchaço pode fazer uma pressão em algum nervo ou prejudicar a circulação do sangue. Entretanto, com o passar do tempo, ela volta ao normal sozinha, sem precisar de maiores preocupações.

Há ocorrências de pessoas que relatam uma parestesia total. No entanto, esses casos são mínimos, quase ínfimos. Isso decorre de um rompimento completo do nervo, tornando o problema como definitivo.

Tratamentos

Na imensa maioria das circunstâncias, não é necessário a realização de tratamentos. Só é preciso que o paciente tenha paciência. As funções voltarão a ser como eram antes.

Mas como qualquer situação que circunde nossa saúde, não podemos negligenciar. Consulte seu dentista para identificar a causa e ver como agir da maneira mais adequada.

Se for preciso intervir com medicamentos para tratar a parestesia oral, o dentista irá prescrever complexos de vitamina B, a efetuação de compressas de água quente e sessões de laserterapia.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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