Mandíbula quebrada interfere diretamente na saúde bucal

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Fratura na mandíbula pode causar problemas na mastigação e na fala

A mandíbula é crucial para as diversas funções da cavidade oral, como a mastigação e a fonética, já que ela é um osso móvel. Contudo, acidentes podem levar à mandíbula quebrada, prejudicando essas atividades.

Muitas pessoas se perguntam se a mandíbula quebrada é realmente um problema grave e de tratamento complexo. Mas tudo depende do tipo e da gravidade do problema.

A mandíbula quebrada, então, é a fratura do osso mandibular, que além de causar fortes dores na região inferior da face, pode trazer sérios problemas para a saúde bucal.

O que pode levar à fratura na mandíbula?

A mandíbula é caracterizada por ser uma região rígida da face. No entanto, um acidente ou uma pancada muito forte podem ser responsáveis por ocasionar uma fratura na mandíbula.

Desse modo, acidentes de carro, quedas, agressões físicas e traumatismos por conta de práticas esportivas são grandes exemplos que resultam na mandíbula quebrada.

Ainda, é possível que uma extração inadequada do terceiro molar, também conhecido como dente do siso, provoque machucados na região.

Riscos de uma mandíbula quebrada

Os deslocamentos ósseos provocados durante a quebra de uma mandíbula podem motivar deformidades na face. Essas deformidades, por sua vez, são responsáveis por alterações na mordida, o que dificulta a alimentação e a fala.

Fora isso, o trauma muitas vezes é responsável por problemas na articulação temporomandibular (ATM), que liga a mandíbula ao crânio. É ela que comanda a movimentação do maxilar inferior.

Qualquer distúrbio que cause problemas no funcionamento dessa articulação recebe o nome de disfunção temporomandibular (DTM).

Além disso, a mandíbula quebrada traz dificuldades para o paciente na hora de realizar a higiene bucal. Assim, a proliferação de bactérias na cavidade oral é facilidade.

Posteriormente, o risco do desenvolvimento de infecções bucais é maior, sendo as mais comuns delas a cárie dentária e a gengivite.

Em situações mais graves, quando a doença está em estado severo, ocorre a perda dos dentes.

O que fazer após uma mandíbula quebrada?

O primeiro passo para a recuperação de um caso de mandíbula quebrada é procurar um profissional da odontologia especializado em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial. Esse dentista trata, de maneira cirúrgica, doenças da cavidade bucal, face e pescoço.

Normalmente, as patologias tratadas envolvem traumatismos e deformidades da face, do maxilar, da mandíbula, e do trágus da pirâmide nasal.

Nos casos de mandíbula quebrada, o especialista será encarregado de reduzir as fraturas da mandíbula. Mas seu objetivo também se estende para a correção de possíveis problemas de oclusão no paciente em questão.

Entre os métodos de correção, pode ser realizada a imobilização da cavidade oral e a aplicação de placas fixadas com parafusos de titânio.

Em determinadas ocorrências, é necessária a realização de uma cirurgia de mandíbula ou a aplicação de platinas na mandíbula para a correção desses possíveis problemas de mordida.

Em geral, o tempo de recuperação do maxilar, dependendo do procedimento realizado, gira em torno de 30 dias.

Quais as consequências de uma mandíbula quebrada?

São diversas as sequelas que podem advir de uma fratura na mandíbula.

Alguns exemplos são problemas na mastigação, na deglutição, na fala e nos dentes inferiores. Além disso, há a possibilidade de ocorrer infecções bacterianas.

Entretanto, é importante ressaltar que. na grande maioria das vezes, as sequelas acometem a mandíbula quebrada que não é tratada corretamente. Por isso, o paciente deve procurar o profissional em até 15 dias.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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