DTM indica problemas na articulação da mandíbula

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Dentistas buco-maxilar e crânio-maxilo-facial são os mais indicados para diagnosticar e tratar a DTM

Cerca de 2 milhões de pessoas são diagnosticados com DTM por ano no Brasil, segundo dados do  Hospital Albert Einstein. A disfunção temporomandibular é pouco conhecida e está presente em todas as idades, mas principalmente em mulheres entre 20 e 40 anos. A disfunção representa uma anomalia na ATM.

A ATM, articulação temporomandibular, é a articulação que liga a mandíbula ao crânio. Ela é responsável por toda a movimentação do maxilar inferior. Esse é um dos deslocamentos mais complexos do corpo humano. A DTM indica alterações nessa articulação e, por isso, é importante o acompanhamento médico.

Mas o que é a DTM? A DTM, disfunção temporomandibular, é uma doença crônica. Ela é o resultado de problemas na ATM. A disfunção é tratável e controlável. Ela pode impedir movimentos mastigatórios e fonéticos.

É possível que o tratamento seja multidisciplinar, já que diversos fatores físicos e psicológicos podem causar a doença crônica.

Dentistas, otorrinolaringologistas psicólogos e fisioterapeutas são os profissionais mais especializados para diagnosticar e tratar da dor orofacial. Dentro da odontologia, dentistas-cirurgiões buco-maxilar e crânio-maxilo-facial são os mais indicados.

Diagnóstico

O profissional consegue um diagnóstico certeiro a partir do histórico médico e dentário completo do paciente. Exames clínicos e radiográficos também podem ser requisitados.

Quais os sintomas da DTM?

Os sintomas da doença podem passar despercebidos, como uma reação involuntária do corpo. Mas, é importante ficar atento à qualquer alteração para evitar problemas maiores.

Entre os sintomas comuns encontrados, estão:

  • Dor de cabeça crônica, enxaqueca;
  • Dor de ouvido e zumbidos;
    Dificuldades na hora de abrir completamente a boca;
  • Inchaço na face;
  • Pressão atrás dos olhos;
  • Maxilar travado ao abrir ou fechar a boca;
  • Deslocamento da mandíbula;
  • Dificuldade na hora de mastigar; e
  • Sensação de que os dentes superiores e inferiores não encaixam.

Causas da DTM

A causa da disfunção temporomandibular é variada e, por isso, ela fica muitas vezes desconhecida. Mas, entre a mais comum, está o trauma na mandíbula.

Outros problemas na saúde também podem ajudar no desenvolvimento da DTM, como a artrite na ATM, efeitos da idade na articulação e até impactos.

Ranger os dentes (bruxismo), deformações faciais desde o nascimento, estresse e tensão muscular também são causas frequentes.

Quais são os principais tratamentos da DTM?

A dor orofacial pode ser tratada de forma simples. O profissional de confiança, junto com o paciente, irá adotar o melhor caminho para amenizar os sintomas.

Uma das indicações é a aplicação de bolsas de água quente onde o paciente sente dores. O uso de relaxante muscular, aspirina, anti-inflamatório e analgésicos também podem ser recomendados após diagnósticos médicos.

Como vimos, o bruxismo pode ser uma das causas da DTP. Aparelhos de mordida podem reduzir os efeitos prejudiciais do rangimento.

É importante o paciente também aprender exercícios de relaxamento e controle da tensão muscular na mandíbula. O profissional pode pedir que o paciente procure aconselhamento para evitar o estresse.

Há casos mais extremos da DTP, em que o paciente não consegue realizar atividades da rotina qunado as dores orofaciais estão incomodando muito.

Nesse cenário, o profissional que diagnosticou a DTM e está buscando a melhor alternativa para tratar a doença, pode sugerir uma cirurgia. A cirurgia é feita na articulação para recompor partes afetadas da mandíbula. Por isso, é importante estar atento aos sintomas e ir ao dentista regularmente.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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