Formação de preço em odontologia: como calcular?

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Saiba o quê considerar, e qual a melhor forma de fazer a formação de preço dos procedimentos odontológicos

Após aberto um consultório odontológico, é necessário passar pela etapa de formação de preço.

A formação de preço é algo fundamental, tendo em vista que serão analisados diversos pontos para chegar ao melhor custo-benefício possível.

Formação de preço é um procedimento que serve para definir quanto custará cada procedimento e tratamento odontológico feitos no consultório.

Contudo, surgem algumas dúvidas como: existe uma precificação na odontologia? Ou então: como calcular o valor do serviço odontológico?

De tal maneira, ambos os questionamentos são importantes para fazer a formação de preço em odontologia.

E para chegar a tal resposta, é necessário pontuar algumas informações.

Neste artigo, nós iremos abordar dúvidas que normalmente surgem na cabeça de pessoas recém formadas em odontologia e que desejam abrir o próprio consultório.

Sendo assim, acompanhe aqui conosco o quê levar em conta antes de definir os preços dos procedimentos odontológicos, e como calcular.

Como Fazer a Formação de Preço do Consultório Odontológico?

Esse processo irá variar de profissional para profissional, uma vez que cada um tem a sua forma própria de agir perante a situação do mercado.

Entretanto, existem três situações que podem acontecer e todas levam em conta o preço que os eventuais concorrentes estão cobrando para nivelar.

Essa pesquisa, por sua vez, servirá para determinar os valores referenciais para procedimentos odontológicos.

Sendo assim, o dentista pode:

  1. Cobrar um pouco mais do que os concorrentes;
  2. Deixar o preço mais baixo, para chamar atenção do mercado;
  3. Cobrar o mesmo valor que o restante para não acabar perdendo pacientes.

Entretanto, o que pode ajudar o dentista a definir qual linha seguir é, principalmente, a quantidade de trabalhos que necessitam um cuidado especial ou então o auxílio da tecnologia.

Sendo assim, é necessário que seja feito um levantamento de tudo o que interfere nos preços para poder definir qual será o valor de cada procedimento de uma consulta odontológica.

Mas o Quê Devo Levar em Consideração Para Definir o Valor?

Como citado anteriormente, existem alguns pontos essenciais que precisam ser considerados para definir a formação de preços.

O primeiro ponto, e talvez mais essencial de todos, é analisar os custos do consultório odontológico. Em outras palavras, será necessário colocar no papel todos os gastos fixos, como por exemplo:

  • Manutenção de equipamentos;
  • Salário;
  • Impostos;
  • Aluguel do local onde será o consultório;
  • Insumos;
  • Contas como água, luz, telefone e internet;
  • Materiais utilizados em trabalho;
  • Uniforme, contando com jaleco, luva de procedimento e máscaras;
  • Café, chá, ou outros produtos que podem ser oferecidos e servidos aos pacientes;
  • Deslocamento até o local de trabalho, seja de carro ou de transporte público.

Além de tudo isso, é necessário fazer o cálculo de honorários odontológicos. Nada mais é do que a retribuição que o profissional liberal recebe.

Um ponto extremamente necessário, e que não pode ser esquecido para definir o preço, é considerar a renda do público que se tornará paciente do consultório.

Se for um público de classe alta, por exemplo, os preços serão diferentes de um público de classe média baixa.

E Como Calcular?

Após feito o passo que pontuamos anteriormente, de colocar na ponta do lápis todos os gastos para sustentar o consultório, é necessário fazer um levantamento de procedimentos e tempo de processo.

Sendo assim, é aconselhado que seja separado os tipos de procedimentos por hora, veja dois exemplos abaixo:

Sendo assim, é necessário listar todos os procedimentos que serão realizados na clínica, seguindo essa mesma lógica. Após feito isso, é hora de colocar a matemática em prática!

Faça uma divisão de todos os gastos elencados anteriormente pelo número de horas que o consultório estará funcionamento no mês. Confira um exemplo, para ficar mais fácil de entender:

Vamos supor que para manter o consultório sem nenhum problema, pagando todas as contas, sejam necessários R$15 mil, e que ele funcione 8 horas diárias, 6 dias por semana.

Nesse caso especificamente, são totalizadas 192 horas mensais de trabalho. Dividindo os R$15 mil necessários pelas 192 horas, dá um valor de R$72,12.

Sendo assim, esse pode ser considerado o seu preço-hora. Depois, levando em conta seu público alvo e os detalhes de cada tratamento, você pode começar a precificar a partir do sua hora base.

Existe Algum Cuidado que Deve ser Tomado?

Sim! É necessário que, apesar de simples, exista um cuidado muito grande com um detalhe para definir o horário: a agenda do consultório.

Essa conta citada aqui só deve ser aplicada em casos que a agenda está lotada, onde serão oito horas de trabalho de fato. Mas também é aconselhado que sejam considerados alguns outros fatores como:

  • Margem de lucro;
  • Valor de emergência;
  • Quantia para especialização;
  • Manutenção de equipamentos, apesar de ter sido um fator pontuado como gasto para manter o consultório funcionando;
  • Eventuais problemas que podem aparecer;
  • Férias de funcionários;
  • Compra de novos instrumentos e tecnologias;
  • Contratação de novos funcionários para integrar a equipe;
  • Eventual perda de colaboradores;
  • Possibilidade de promoção;
  • Marketing;
  • Sazonalidade de demanda.

Esse é o método mais aconselhado uma vez que, tendo em vista o tempo de cada tratamento com base na complexidade que cada um possui, é mais fácil ser eficaz e justo na hora de definir o preço.

Outras Dicas!

É aconselhado que seja sempre feita uma análise do preço que os concorrentes estão cobrando, assim como feito anteriormente.

Esse passo é altamente recomendado para não correr eventuais riscos de estar cobrando além do que o restante dos consultórios, e consequentemente perder clientes.

Caso esteja difícil de fazer a busca do preço da concorrência, também pode ser consultada a Planilha de Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Odontológicos (CBHPO).

Tendo em vista que ela é sempre atualizada, essa pode ser uma forma mais fácil e precisa de analisar qual é o preço de cada procedimento individual e especificamente.

Uma última dica que podemos dar é que tanto o Conselho Regional de Odontologia (CRO) quanto o Sebrae estão disponíveis para ajudar a montar e estruturar o consultório.

Entretanto, é válido ressaltar que o preço irá variar de negócio para negócio. Sendo assim, a formação de preço do seu consultório será feita de forma particular.

Silmara Alves Rozo Ducatti

Silmara Alves Rozo Ducatti

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Ortodontia pelo Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS).

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