Má higienização bucal podem ser causadas por doenças peri-implantares

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Devido ao avanço tecnológico, a odontologia passou a utilizar próteses sobre implantes dentários para devolver o sorriso a muitas pessoas. No geral, quando bem implantadas, as próteses apresentam boa durabilidade e eficácia. Contudo, quando ocorre o contrário, o paciente pode desenvolver doenças peri-implantares.

A incidência e prevalência das doenças peri-implantares têm sido muito comum nos últimos anos devido as instalações de implantes que nem sempre são realizadas em condições ideais.

As doenças peri-implantares caracterizam-se pela inflamação dos tecidos adjacentes ao implante dental, podendo acometer a mucosa gengival e o osso. Podem ainda ser divididas em dois tipos, conforme veremos a seguir.

Quais os tipos de doenças peri-implantares?

As doenças peri-implantares são alterações patológicas dos tecidos peri-implantares e podem ser classificadas em dois diferentes tipos:

  1. Mucosite peri-implantar
  2. Peri-implantite

Mucosite peri-implantar

mucosite peri-implantar é considerada muito frequente, com incidência em aproximadamente 80% dos paciente com implantes dentários.

Ela é caracterizada como uma inflamação que se limita apenas à mucosa ao redor do implante. Essa inflamação é causada pela inflamação da placa bacteriana no sulco periimplantar.

Os sinais e sintomas dessa doença incluem:

Peri-implantite

O segundo tipo de doença peri-implantar é a peri-implantite. Em comparação com a mucosite, esse tipo possui uma incidência menor, afetando entre 28% a 55% dos indivíduos com implantes dentários.

Da mesma forma que a mucosite, a peri-implantite também é definida como uma lesão inflamatória consequente da ação da placa bacteriana em sulco peri-implantar.

Contudo, uma vez que o primeiro tipo se limita apenas à mucosa ao redor do implante, este segundo tipo afeta também o osso de suporte, podendo levar à perda da osseointegração, isto é, à perda da união funcional entre o osso e o implante.

Pode-se considerar esse segundo tipo como o segundo estágio da mucosite peri-implantar.

Assim, alguns dos possíveis sintomas e sinais apresentados na peri-implantite incluem:

  • Vermelhidão gengival;
  • Inchaço;
  • Presença de edemas;
  • Formação de pus;
  • Sangramentos;
  • Perda óssea;
  • Mobilidade.

Quais as causas das doenças peri-implantares?

Uma das principais causas das doenças peri-implantares, como já vimos, é o desenvolvimento da placa bacteriana em sulco peri-implantar, ou seja, uma das possíveis causas que levaram à perda do dente original.

Outras causas que podem levar ao aparecimento das doenças peri-implantares incluem fatores de retenção e a falta de espaço adequada para as próteses, por exemplo.

Podemos citar ainda alguns fatores de risco. Isto é, fatores que podem aumentar as chances do aparecimento das doenças peri-implantares:

Tratamentos possíveis

Os tratamentos podem variar de acordo com o tipo de doença peri-implantar instalada.

No caso da mucosite, o tratamento é considerada mais simples, pois é utilizada a terapia não-cirúrgica.

Assim, utiliza-se o debridamento mecânico com pontas de materiais que não danificam a superfície do implante dental.

O tratamento da mucosite pode incluir ainda o uso de antissépticos locais, como antimicrobianos com clorexidine 0,12%.

Entretanto, apesar do tratamento não cirúrgico das doenças peri-implantares ser recomendado para o caso de mucosite, o mesmo pode não ocorrer para a peri-implantite, já que nesse segundo caso há perda óssea. Isso, porém, não é uma regra.

Assim, na maioria das vezes, o tratamento da peri-implantite exige intervenções cirúrgicas, utilizando substâncias para a descontaminação da área.

Do mesmo modo que se previne a perda dos dentes, a melhor forma de prevenção das doenças peri-implantares é a realização de uma higiene bucal adequada, além de evitar os fatores de risco e manter consultas recorrentes ao dentista.

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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