Doenças hepáticas podem causar problemas nos dentes

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Doenças hepáticas tem algum tipo de relação com Odontologia?

Você sabia que a presença de alguns problemas bucais podem ser alavancados por doenças hepáticas, independente da idade do paciente?

Tendo em vista que as doenças hepáticas são as mais diversas, e que não existe uma idade específica para contraí-las, todo cuidado é pouco!

Doenças hepáticas são distúrbios que danificam e afetam o fígado, podendo levar a insuficiência hepática.

Entretanto, quando analisadas em crianças, essas disfunções podem causar problemas como hipoplasia do esmalte, por exemplo.

E quando esses impasses não passam por um tratamento odontológico, é possível gerar futuros problemas ainda maiores.

Saiba mais sobre o assunto, e também sobre como se relaciona com a Odontologia, neste artigo!

Quais São as Doenças Hepáticas?

As doenças hepáticas podem aparecer de diversas formas.  Portanto, confira abaixo quais são elas e não se assuste com os nomes:

  • Abscesso hepático amébico.
  • Abscesso hepático piogênico.
  • Atresia biliar.
  • Câncer de fígado.
  • Carcinoma hepatocelular.
  • Cirrose.
  • Cirrose biliar primária.
  • Coccidioidomicose disseminada.
  • Colangite esclerosante.
  • Colestase induzida por drogas.
  • Doença de Wilson.
  • Doença hepática alcoólica.
  • Encefalopatia hepática.
  • Hemocromatose.
  • Hepatite autoimune.
  • Hepatites (A, B, C e D).
  • Hepatomegalia.
  • Manchas hepáticas.
  • Metástase hepática.
  • Síndrome de Reye.

De toda forma, é válido lembrar que o médico é quem pode dizer em qual caso o paciente se encontra. Assim, antes de entrar em desespero, consulte um médico para analisar o quadro.

Quais São Mais Frequentes?

Dessa lista imensa de doenças, as mais frequentes são:

  • Hepatites virais (A, B, C e D).
  • Esteatose hepática (infiltração de gorduras no fígado).
  • Doenças metabólicas.
  • Hepatite autoimune.
  • Hepatotoxicidade pelo uso de drogas.

Como Fazer um Controle Sobre a Doença?

Antes disso, é necessário que seja feito um diagnóstico sobre o caso para evitar problemas como cirrose hepática e câncer de fígado.

O médico, após analisar o caso, é quem vai dizer qual o medicamento indicado conforme o quadro, a dosagem, e qual será o tempo de duração do tratamento.

É aconselhado sempre seguir as orientações do médico. Portanto, nunca tome medidas como automedicação ou interrompa o uso do medicamento sem a opinião do médico.

Como Posso Prevenir a Aparição das Mais Diversas Doenças?

Existem algumas formas de se precaver contra a doença. Veja como:

  • Não beber álcool, ou beber com moderação.
  • Não fumar.
  • Não usar drogas.
  • Usar camisinha quando for ter relações sexuais.
  • Nunca compartilhar seringas.
  • Tomar vacina contra hepatites.
  • Não usar demais o medicamento.
  • Evitar o contato com sangue e líquidos que não sejam próprios.
  • Praticar atividades físicas.
  • Manter o peso ideal.

Seguindo essas indicações, você consegue se manter saudável e evitar contrair qualquer doença hepática.

Como Saber se eu Tenho Alguma Doença Hepática?

Os sinais e sintomas das doenças hepáticas são:

  • Pele e olhos amarelados.
  • Dor abdominal e inchaço na região.
  • Inchaço nas pernas e tornozelos.
  • Coceira.
  • Urina escura.
  • Fezes claras.
  • Fadiga que demora a passar.
  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Facilidade em ficar com hematomas na pele por machucados.

É válido lembrar que esses são sintomas que na num geral pode estar presente em algum mal-estar.

Mas caso apresente mais do que um, é aconselhado ir ao médico analisar a situação.

Exames de Diagnóstico da Doença Hepática

Exames básicos como o exame de sangue pode ajudar no diagnóstico. Por outro lado, exames mais complexos também são capazes de ajudar nesse processo. Veja abaixo quais:

  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.
  • Ultrassonografia.
  • Biópsia.

O médico decidirá qual é a melhor forma dependendo do caso em que o paciente se encontra.

Todavia, cada exame tem uma preparação própria, então fique atento.

Remédios Para Complicações no Fígado

O remédio mais indicado em caso de dores no fígado é o Epocler, que pode ser comprado em farmácias. Entretanto, existem alguns remédios que são contraindicados quando a pessoa possui alguma doença hepática.

Confira abaixo:

  • Cetoconazol.
  • Nimesulida.
  • Diazepam.

Esses três medicamentos não são indicados por serem remédios que são tóxicos ao fígado, causando maiores problemas e dores no órgão.

Qual é a Relação de Doenças Hepáticas Com a Odontologia?

O principal problema odontológico em quem possui doenças no fígado se encontra nas crianças.

Uma criança que possui qualquer tipo de doença antes citada se torna mais suscetível a desenvolver alterações no esmalte dentário do que crianças que não possuem.

Ou seja, é necessário um maior cuidado por parte dos pais e uma avaliação nos casos infantis de doenças hepáticas para que não surjam problemas odontológicos.

Além disso, a cor do dente da criança também pode ser alterado, entrando em um tom mais esverdeado. Outro fator é que a presença de cárie infantil costuma ser mais provável nesses casos.

Mas tudo isso é ocasionado pelas alterações que o esmalte sofre. Desse modo, deixando a criança mais vulnerável aos problemas. A cárie, por sua vez, tem de ser tratada.

Afinal, ela causa dores, um forte incomodo e até a possível perda do dente.

Em contrapartida, não existem estudos que comprovam que o esverdeamento dos dentes traga qualquer tipo de problema para a saúde bucal das crianças.

O que existe é um incômodo estético da criança que pode ser tratado com a escovação duas vezes ao dia com um creme dental com flúor.

O uso desse tipo de creme dental é indicado para crianças entre 0 e 6 anos, mas é preciso respeitar as indicações do profissional da área quanto a quantidade de flúor que deve estar presente para não fazer mal.

Em Quais Situações o Dentista é Mais Acionado?

Nos casos em que a criança que possui doença hepática e realiza um transplante do órgão, ela precisa também de uma avaliação clínica e um tratamento odontológico.

O objetivo nesses casos é prevenir que focos infecciosos causem outras complicações. Além disso, após o transplante também é necessária uma outra avaliação.

Afinal, pode ser necessária a manutenção da saúde bucal por alterações na boca devido aos medicamentos usados no procedimento.

Entre os problemas que podem aparecer no pós-operatório, se encontram:

  • Aumento da gengiva.
  • Úlceras orais.
  • Fissuras na língua.
  • Mucosa.

O cuidado bucal de crianças que contam com doenças hepáticas é imprescindível. Então, manter uma regularidade de consultas odontológicas é muito importante.

Silmara Alves Rozo Ducatti

Silmara Alves Rozo Ducatti

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Ortodontia pelo Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS).

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