Classificação ASA é importante para a aplicação da anestesia

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Entenda como é a avaliação pré-anestésica realizada nos pacientes

Alguns procedimentos cirúrgicos odontológicos podem proporcionar extremas dores ou incômodos ao paciente. Estes necessitam de anestesia local ou, até mesmo, geral. E para isso, é preciso considerar a classificação ASA.

Isso ocorre pois a fisiologia dos pacientes muda bastante de um para o outro. Assim, a classificação ASA se mostra muito importante e necessária.

Classificação ASA é uma análise do estado físico do paciente de acordo com a escala da American Society of Anesthesiologist. Geralmente, ela é  verificada previamente ao procedimento que será efetuado, fazendo parte de uma avaliação pré-anestésica realizada por um médico anestesiologista.

Como é a Avaliação Pré-Anestésica?

Trata-se de um consulta que deve ser efetuada toda vez que o paciente precisa receber algum tipo de anestesia, sendo ela geral ou local.

Durante a consulta, o profissional de saúde especializado realiza uma espécie de entrevista com o seu paciente para se informar tanto sobre suas condições físicas, quanto psicológicas.

O objetivo é conhecer todas as informações de interesse clínico sobre o paciente, como por exemplo:

  • Se há doenças pré-existentes;
  • Se o paciente é portador de alguma alergia;
  • Se fez ou faz uso de medicamentos, obtendo informações sobre o nome e dose diária utilizada deste medicamento;
  • Se o paciente já se submeteu anteriormente a alguma cirurgia onde foi necessário a utilização de anestesia;
  • E por fim, qual a cirurgia (ou procedimento) que este paciente irá realizar e/ou a que será submetido.

A partir destas informações, o especialista pode informar ao paciente todos os cuidados que ele deve tomar antes, durante e depois de seu tratamento.

São questões bem básicas, que englobam por exemplo:

  • Período de jejum pré-operatório;
  • Rotinas de anestesia;
  • Informações sobre a técnica anestésica que será empregada na região.

Além disso, o profissional pode apontar algumas medicações que o paciente pode consumir para promover com que seu ingresso no centro cirúrgico seja o menos estressante possível.

Ainda, em algumas ocasiões, podem existir motivos para que o paciente não possa utilizar a anestesia, como uma alergia. Assim, cabe ao profissional relatar esta informação durante a pré-consulta.

Cuidados Pré-anestesia

Para receber a anestesia de maneira segura e eficaz previamente a um procedimento cirúrgico, é necessário que o paciente siga alguns passos. São eles:

  • Jejum de 6 horas para sólidos (porém 8 horas de refeição gordurosa ou em grande volume). Ainda, jejum de 6 horas para leite não-humano ou fórmula, de 4 horas para leite materno e de 2 horas para líquidos claros (sem grumos) ou água;
  • Informar ao médico anestesiologista sobre remédios regularmente utilizados e também sobre aqueles que possivelmente já provocaram reações alérgicas no paciente;
  • Remover peças dentárias móveis como dentaduras, pivôs e pontes;
  • Não utilizar, no dia da cirurgia, cosméticos ou acessórios (brincos, relógios, pulseiras, etc.);
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e fumo dias previamente à intervenção cirúrgica.

Tipos de Anestesia

Já que estamos falando sobre uma análise realizada previamente ao procedimento anestésico, nada melhor do que entendermos sobre os tipos de anestesia.

A primeira é a anestesia local, que garante um bloqueio temporário das terminações nervosas, o que altera as sensações sem alterar o nível da consciência do paciente.

Já a outra é a anestesia geral. Ela atua de forma um pouco mais restrita,até mesmo por não ser recomendada caso não seja extremamente necessária.

Ela atua sedando a pessoa profundamente. Dessa maneira, se perde a consciência, a sensibilidade e os reflexos do corpo, para que sejam realizadas cirurgias sem que o paciente sinta dor ou desconfortos.

Pode ser aplicada através da veia, onde o efeito é imediato, ou inalada por meio de uma máscara. Assim, ela chega a circulação sanguínea através dos pulmões.

A duração do seu efeito é determinada pelo anestesista, que decide qual será o tipo, dose e quantidade do medicamento anestésico aplicado.

O que é a Classificação ASA?

A classificação de estado físico da American Society of Anesthesiologists (ASA), introduzida na prática clínica desde 1941, obteve ampla aceitação.

Assim, hoje ela é empregada em todo o mundo na caracterização dos pacientes submetidos à anestesia e/ou cirurgia.

Vale lembrar que ela é utilizada nas mais diversas áreas da saúde. Portanto,  também existe a classificação ASA para dentistas.

Então, que tal descobrirmos um pouco mais sobre a classificação anestésica do estado físico e suas classificações?

ASA I

Este grupo envolve pessoas totalmente sadias. O simples hábito do tabagismo já exclui o paciente da classificação ASA I.

Entretanto, pacientes que consomem bebidas alcoólicas em pequenas quantidades podem fazer parte do ASA I.

ASA II

Engloba pacientes com doenças sistêmicas leves ou moderadas, que não prejudiquem ou limitem as funcionalidades do organismo.

Assim, podemos dizer que esta classificação aplica-se a fumantes, bebedores de bebida alcoólica socialmente, grávidas, obesos, pessoas com diabetes e até mesmo com doença pulmonar leve.

ASA III

Aqui se encontram os pacientes com doenças sistêmicas mais graves e que venham a afetar prejudicar ou limitar algumas funcionalidades.

Entre eles, podemos citar pessoas com diabetes e hipertensão mal controlada, marca-passo cardíaco implantado, histórico de infarto, etc.

ASA IV

Pacientes que apresentam alguma doença sistêmica grave, com risco de vida constante. Entre eles, podemos citar pessoas com AVC ou infarto recente, isquemia cerebral ou miocárdica e insuficiência respiratória aguda.

ASA V

Trata-se de uma classificação mais complicada, que indica que o paciente não obterá esperança de sobrevida caso não passe por uma intervenção cirúrgica urgentemente.

ASA VI

Traduz-se em pacientes com morte cerebral declarada, onde os órgão serão retirados para que possam ser doados.

Qual a importância da classificação ASA?

A grande verdade é que a classificação ASA PS relaciona critérios objetivos, como a ausência ou presença de moléstias associadas ao problema cirúrgico.

Assim, ele deve observar a fisiologia da pessoa e relacioná-la com a anestesia que ela utilizará e o procedimento ao qual será submetida.

Portanto, podemos dizer que a classificação ASA é fundamental para o bem-estar do paciente e também para o sucesso no procedimento que será realizado.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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