Tipos de sutura: conheça as 5 técnicas odontológicas

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Confira aqui os tipos de sutura realizados pelos profissionais na área da odontologia

Durante alguns procedimentos da odontologia, os profissionais de diferentes áreas precisam recorrer aos tipos de sutura para concluir o procedimento.

Isso acontece quando o procedimento deixa feridas abertas, como as cirurgias. Por isso, escolher um dos tipos de sutura é ideal para a cicatrização e recuperação adequada do paciente.

Os tipos de sutura representam técnicas diferentes de costura ou ligação de tecidos. Cada um deles apresenta um método de realizar ponto cirúrgico de forma diferente.

E o que é a sutura? Bom, a sutura é o procedimento que garante a costura de tecidos após um procedimento de intervenção cirúrgica. Curiosidade: as suturas são conhecidas como pontos cirúrgicos.

A sutura é realizada para que o processo de cicatrização seja mais rápido e eficaz. Além disso, é a sutura que impede e diminui os riscos de hemorragias, infecções ou ainda que o corpo fique aberto após uma cirurgia.

Se você ficou interessado pelo assunto, então fique ligado neste artigo! Isso porque vamos tirar todas as suas dúvidas e mostrar curiosidades sobre os tipos de sutura na odontologia.

Quando a Sutura é Realizada?

Como já vimos, a sutura é feita quando o procedimento odontológico deixa feridas abertas ou envolve cortes. Os principais procedimentos que envolvem a costura são:

  • Extração de dentes, principalmente a extração de siso: é o procedimento que remove de forma total um ou mais elementos dentários;
  • Enxerto de gengivas: é o procedimento que garante a reconstrução das gengivas. Pode ser realizado com a finalidade de restabelecer funcionalidades da área ou por estética; e
  • Cirurgia ortognática: é o procedimento cirúrgico que faz parte do tratamento ortodôntico. A cirurgia é realizada para o profissional conseguir promover a otimização da posição dos ossos maxilares.

Assim que a cirurgia acaba, o profissional avalia quais áreas ficaram abertas e realiza o ponto cirúrgico. Dessa forma, ele consegue costurar ou ligar tecidos após a intervenção.

Com isso, como já vimos, o processo de cicatrização é finalizado por meio de um caminho mais eficiente e rápido. Além disso, a sutura impede e diminui as chances de:

  • Hemorragias;
  • Infecções; e
  • Diminui os riscos de exposição a microrganismos.

E, ainda, não podemos esquecer que a sutura não deixa nenhuma área aberta após o procedimento cirúrgico.

Técnicas dos Tipos de Suturas

A sutura é realizada por meio de diferentes maneiras e com diferentes materiais.

Isso acontece porque cada tipo de corte, cada área que precisa da sutura e cada necessidade estética na cicatrização interferem na escolha da técnica de suturação.

Os profissionais da odontologia podem escolher entre os principais tipos de suturas. Eles são:

  • Ponto simples;
  • Ponto em X;
  • Sutura em U;
  • Ponto contínuo simples; e
  • Ponto contínuo festonado.

Agora, vamos conhecer com mais detalhes cada uma delas!

Ponto Simples

A técnica do ponto simples é utilizada em casos nos quais os cortes são simples e pequenos. Na maioria dos casos, o ponto simples é utilizado nas seguintes suturas:

  • Interdentais;
  • Enxertos;
  • Biópsias; e
  • Exodontias.

Ponto em X

O método do ponto em X, como o próprio nome sugere, é realizado a partir da sutura em forma de um X. Ela é feita na parte interna ou externa do tecido.

Ponto em U

A técnica do ponto em U lembra a do ponto simples. No entanto, a diferença principal é que o movimento da agulha é diferente. Isso porque os movimentos são inversos.

O ponto em U segue uma linha vertical ou horizontal.

Ponto Contínuo Simples

O processo do ponto contínuo simples é um recurso utilizado para casos em que os cortes são maiores. O ponto é encontrado no início e no fim da sutura.

Ponto Contínuo Festonado

A técnica de ponto contínuo festonado é similar ao ponto contínuo simples. No entanto, no processo do festonado o profissional deixa que o fio se une ao ponto anterior.

Assim, os pontos ficam interligados de forma mais firme.

Principais Instrumentos Para Fazer uma Sutura

Quando o profissional for fazer a sutura, ele vai pegar os materiais do seu kit de sutura, que é uma maleta com seus instrumentos. O profissional encontra no kit os seguintes materiais:

  • Agulha;
  • Fio: o fio de sutura é dividido em não-absorvível e absorvível;
  • Porta agulha;
  • Pinça; e
  • Tesoura.

A maioria dos materiais citados, menos o fio, são produzidos a partir do aço inoxidável. Além desses materiais, outros que podem ser encontrados no kit, são:

  • Porta agulha;
  • Cabo de bisturi; e
  • Estojo.

Importante: as características de cada material vão mudar de acordo com as necessidades do profissional para cada procedimento.

Com isso, cada kit pode ter pinças com tamanhos diferentes, por exemplo.

Preciso Realizar a Esterilização do Kit?

A resposta é com certeza!

O profissional precisa promover uma higienização adequada dos materiais do seu kit. Dessa forma, ele impede que os instrumentos sejam contaminados por algum organismo estranho, como as bactérias.

Com a esterilização, ambos o profissional como o paciente ficam protegidos de possíveis exposições aos microrganismos. Todo o processo de limpeza garante a manutenção da saúde.

Além disso, é a partir da esterilização que o profissional consegue usar os materiais do kit mais de uma vez. A reutilização dos instrumentos esterilizados não prejudicam a saúde de ninguém.

E, não podemos esquecer que a limpeza garante a maior durabilidade dos materiais. Como a esterilização é realizada? Bom, na maioria dos casos os profissionais utilizam:

  • Autoclave a vapor;
  • Óxido de etileno;
  • Formaldeído; e
  • Peróxido de hidrogênio.

Se o seu kit for descartável, não há necessidade de realizar a esterilização. Isso porque você vai descartar o que foi usado.

Os Pontos da Sutura Caem Sozinhos?

Quando o profissional utilizar um fio não reabsorvível para fazer a sutura, o paciente deve ir ao consultório para a retirada dos pontos. Normalmente, a retirada dos pontos é feita depois de 7 dias do procedimento.

Agora, se o profissional usar o fio reabsorvível, fique tranquilo. Não há necessidade de ir ao consultória, assim os fios se soltam e caem sozinhos.

No entanto, o paciente ainda precisa marcar consultas com o dentista. Isso porque o profissional fará uma avaliação do quadro de recuperação do paciente.

O paciente ainda pode aproveitar e perguntar sobre os tipos de sutura e qual foi usado durante o procedimento.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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