Tipos de câncer na odontologia e suas complicações orais

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A oncologia e a odontologia são duas áreas que caminham lado a lado nos tratamentos

O câncer é uma das doenças mais temidas. Podem existir diferentes tipo de câncer, com diversos níveis de gravidade e estar ou não relacionados com a odontologia.

Os tratamentos dos tipos de câncer costumam ser a radioterapia ou quimioterapia, e também podem afetar a saúde bucal, além da doença em si. Por isso, são inúmeros os momentos em que o dentista é acionado.

Existem mais de 200 tipos de câncer que podem se desenvolver em qualquer órgão do corpo. O fato de serem constituídos por várias células e tecidos facilita o desenvolvimento a partir de qualquer célula.

Importância do dentista no tratamento do câncer

Um fato que deve ser levado em consideração, é que o cirurgião-dentista desempenha um papel fundamental antes, durante e após o tratamento oncológico.

O ideal é que toda pessoa que irá iniciar uma quimioterapia ou radioterapia passe por uma avaliação odontológica antes de começar esses tratamentos.

O dentista capacitado para o atendimento ao paciente oncológico, antes do início das terapias, poderá realizar uma avaliação clínica e radiográfica da sua boca para identificar e tratar todo e qualquer foco de infecção nessa fase.

É preciso remover todo processo infeccioso que possa aparecer durante o período de baixa imunidade do paciente e levá-lo a desenvolver uma infecção sistêmica. Isso inclui:

  • Remoção de aparelho ortodôntico;
  • Tratamento de canal quando indicado;
  • Exodontias;
  • Tratamento periodontal e de lesões de cárie.

Vale lembrar que esses procedimentos devem ser realizados rapidamente, pois sempre há pressa em iniciar a quimioterapia ou a radio.

Infelizmente, muitas vezes esse processo com o profissional da odontologia é tardio e feito somente após um sofrimento desnecessário do paciente. Assim, dificulta e retarda a minimização e resolução do problema.

Principais tipos de câncer na odontologia

Algumas das patologia têm uma maior relação com a odontologia. Por isso, o envolvimento de um cirurgião-dentista é tão importante desde o diagnóstico até o tratamento.

O mais comum então é que, muitos dos cânceres de cunho odontológico sejam causados, na maioria das vezes, por maus hábitos dos pacientes. Entre os principais tipos, temos:

  • Câncer de boca – pode afetar também os lábios, porém, costuma se manifestar mesmo no interior da cavidade oral. Costuma apresentar feridas que não cicatrizam na região da língua, gengivas e céu da boca. O vírus do HPV pode estar relacionado com a doença, porém, o abuso do álcool e do cigarro são os principais vilões;
  • Câncer de garganta – mais comum entre os homens é uma doença que as células cancerígenas se desenvolvem anormalmente na garganta. Assim, fumar e consumir tabaco são fatores de risco;
  • Câncer de lábio – parecido com o de boca, trata de sintomas mais externos. Normalmente, ocorre devido a alta exposição do indivíduo ao sol durante toda a vida, sem proteção. Ainda assim, o álcool e o tabaco são os principais fatores.

Consequências dos tipos de câncer na odontologia

Os pacientes que estão passando ou até mesmo que já passaram por tratamentos necessários após um diagnóstico de carcinoma estão propensos a algumas dificuldades.

Entre as principais consequências que as vítimas dessa doença enfrentam nos casos de câncer odontológico, podemos então citar:

  1. Paralisação do crescimento celular;
  2. Morte de células normais e neoplásica;
  3. Baixa imunidade, que favorece assim o crescimento bacteriano, viral e fúngico;
  4. Diminuição de fluxo salivar;
  5. Quebra da homeostase bucal.

Dessa forma, é importante que o paciente que estiver com quaisquer desses problemas procure seu cirurgião-dentista e avise-o do que está acontecendo.

Tratamentos de acordo com os Tipos de Câncer

Antes mesmo de começar a realizar qualquer tipo de tratamento do câncer, é fundamental que o paciente tenha um acompanhamento odontológico de um profissional especializado em oncologia.

Como a região da boca pode estar um pouco dolorida, algumas recomendações podem ajudar nesse momento. Por exemplo, o uso de escovas mais macias.

Principalmente em casos que o paciente fica com a boca seca, devido a medicamentos, pode-se usar protetor labial à base de lanolina e lubrificantes bucais. Conhecidos como saliva artificial, evitando assim, as feridas e infecções.

Outras dicas que auxiliam nesse momento delicado, são:

  • Em casos de mucosite oral, o paciente pode utilizar soluções isotônicas, anti-inflamatórios e o tratamento com laser – que também apresenta excelentes resultados.
  • O sangramento nas gengivas pode ser tratado ao mesmo tempo em que o tratamento periodontal estiver ocorrendo.
  • Quando ocorrer a perda óssea, os implantes podem ser indicados. Porém, é importante que o paciente esteja em remissão completa. Se ainda estiver em tratamento com quimio ou radioterapia, o paciente fica mais exposto a possíveis infecções no local do implante.
  • O uso de aparelhos ortodônticos deve ser suspenso durante o tratamento. O motivo é evitar sangramentos e possíveis infecções. Apenas após dois anos de remissão pode ser feito o tratamento normalmente.

Principais complicações enfrentadas pelos pacientes

Com os cuidados bucais simples é possível evitar algumas complicações clássicas aos pacientes que realizam quimioterapia, radioterapia ou que estão se recuperando de um transplante de medula óssea, por exemplo.

Ainda assim, é comum que alguns problemas aparecem com mais frequência em pacientes que estão em tratamento de um câncer. Entre os mais recorrentes podemos observar:

  1. Mucosite oral: o surgimento de feridas na cavidade oral causa dor e desconforto, além de aumentar as chances de contrair bactérias;
  2. Xerostomia: a secura excessiva da boca é comum, pois o tratamento acaba causando alterações nas glândulas salivares.
  3. Cárie de radiação: por causa da baixa produção de saliva e de má higiene bucal, as cáries podem surgir.
  4. Infecções oportunistas: a baixa imunidade deixa o paciente bem suscetível, por isso todo cuidado é pouco quando o assunto são as infecções.
  5. Sangramento bucal: com o baixo número de plaquetas, ele pode acontecer, inclusive, de forma espontânea.
  6. Perda do paladar: o tratamento causa alterações importantes no organismo, entre elas as que ocorrem nas papilas gustativas, fazendo com que o paciente não sinta os sabores de alguns alimentos.
  7. Perda óssea: a perda dos dentes não costuma ser comum em pacientes em tratamento do câncer, porém pode acontecer caso os cuidados de higiene não sejam realizados corretamente;
  8. É mais indicado o uso de escovas macias e bochechos com soluções antissépticas sem álcool;
  9. Ainda que a região da boca esteja dolorida em alguns casos, a higiene bucal não pode ser deixada de lado.

O acompanhamento de profissionais especializados nos diferentes tipos de câncer é essencial para que o paciente tenha um tratamento efetivo e sem maiores complicações.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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