Saúde bucal dos indígenas: saiba tudo sobre esse tema

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Com diversos programas apoiados por órgãos públicos, o tema é de extrema importância

Esse pode ser um assunto bastante incomum, mas você já pensou sobre a saúde bucal dos indígenas? Pois é! Apesar de viverem muitas vezes afastados das cidades, esse grupo de pessoas também necessita de cuidados.

Além da falta de profissionais da saúde qualificados nos arredores da tribos, a saúde bucal dos indígenas gera outras preocupações. Por isso, vamos evidenciar algumas deles neste artigo.

A saúde bucal dos indígenas é protegida pela PNASI (Políica Nacional de atenção à Saúde Indígena) que visa a execução de ações educativas, preventivas e reabilitadoras, junto com a manutenção de práticas tradicionais e respeito à cultura.

Dessa forma, quando falamos de um modelo eficiente e eficaz para a saúde bucal dos indígenas, os problemas vão desde a falta de pacientes candidatos, até profissionais cientes do que se esperar e do que irão enfrentar.

Impacto de mudanças na saúde bucal dos indígenas brasileiros

Um dos aspectos que ainda é muito pouco conhecido pela raça e suas prioridades é a saúde bucal. A mudança dos hábitos alimentares e de higiene agravou os problemas na saúde bucal indígena.

Por meio do contato com outras culturas, conheceram alimentos como o açúcar, bolachas e o arroz. Porém, o contato se restringiu e não se estendeu à escova e a pasta de dente com flúor.

Um paciente indígena traz suas próprias interpretações do mundo ao seu redor. Da vida e morte, das causas espirituais da doença, de tipos de cura e ainda conceitos próprios e de gerações sobre sistema de saúde cultural.

Dessa forma, se um profissional da saúde tentar desenvolver seu trabalho e tratar do paciente indígena como um paciente de um contexto urbano, que está mais acostumado, o choque é inevitável.

A relação profissional-paciente deve ser outra. Por isso, devido à diversidade das culturas, o profissional não deverá então se assustar com certas manifestações, como por exemplo:

  • Descrédito do indígena quanto ao tratamento oferecido;
  • Não aceitação de um tratamento contínuo, que eles entendem como demorado, aos olhos do paciente indígena, por exigir vários retornos ao dentista;
  • Não desenvolvimento e não seguir os novos hábitos preventivos de saúde.

Uma vez que a população indígena mudou seus hábitos alimentares, é importante que sejam ensinados sobre os hábitos de higiene bucal coerentes com a alimentação.

Programas para a saúde bucal dos povos indígenas do Brasil

Em 2011, o governo federal brasileiro lançou o Brasil Sorridente Indígena, uma política criado do Ministério da Saúde (MS), coordenada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e Secretaria de Atenção à Saúde (SAS).

O programa é uma extensão adaptada às necessidades da saúde indígena, do Brasil Sorridente. Seu principal objetivo com esse projeto é zerar todas as necessidades odontológicas nas aldeias.

Essa é a primeira política nacional elaborada especificamente para tratar da saúde bucal desses povos.  Tem como objetivo estruturar e qualificar serviços de saúde bucal nas comunidades indígenas.

Indígenas e os problemas odontológicos

Apesar de com o passar do tempo terem adotado novos hábitos em todos os setores, inclusive os alimentares, a cárie sempre foi uma doença pouco comum entre a população indígena.

Com uma alimentação muito rica em verduras e legumes crus, buscando ter uma boa digestão, os povos indígenas são conhecidos por mastigarem muito bem seus alimentos.

Por isso, a alta e regular ingestão de alimentos com muitas fibras que ajudam a manter os dentem limpos, acabou sendo um grande aliado na proteção contra acúmulo de placas bacterianas e doenças provenientes disso.

Porém, nem todas as tribos têm um mesmo tipo de dieta. Muitas consomem altas quantidades de mandioca, rica em carboidratos.

Mingaus, bolos, tapiocas e mel são alguns dos alimentos muito consumidos por eles. Nesses casos, doenças periodontais são comuns e, por falta de conhecimento dos tratamentos, muitos vêm a óbito.

Tendo em vista todos os riscos que essa população corre, é importante que o Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena (SIASI) esteja sempre em dia com as informações necessárias sobre a saúde bucal dos indígenas.

Silmara Alves Rozo Ducatti

Silmara Alves Rozo Ducatti

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Ortodontia pelo Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS).

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