Resíduos de serviços de saúde: quais são e como descartar?

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Confira aqui quais são os resíduos de serviços de saúde e qual é a maneira correta de gerenciá-los

Durante diversos procedimentos adotados pelo dentista em consultas odontológicas, é comum que sejam gerados resíduos de serviços de saúde. No entanto, é necessário que o profissional tome muito cuidado com eles.

Os resíduos de serviços de saúde fazem parte dos resquícios sólidos urbanos gerados, mas possuem uma importância maior pelo risco que apresentam se descartados de maneira inadequada.

Resíduos de serviços de saúde são os chamados lixos hospitalares, e oferecem risco tanto para a saúde como para o meio ambiente. Portanto, é de grande importância que sejam tomados os devidos cuidados com os RSS.

Agora, se você deseja se informar melhor sobre este assunto, o nosso convite é que você leia este artigo para ficar por dentro de tudo. Confira conosco!

O Que São Resíduos de Serviços de Saúde?

Antes de mais nada, explicaremos o que são resíduos de serviços de saúde. Apesar de receberem o nome de lixo hospitalar, é válido pontuar que eles podem ser gerados por diversos serviços de saúde, como:

Como citamos anteriormente, eles fazem parte dos resíduos sólidos urbanos e são mais importantes e impactantes.

No entanto, a atenção diferencial que estes resquícios merecem não se dão pela quantidade em que são produzidos, tendo em vista que correspondem a uma porcentagem entre 1 e 3% do total.

Quais São os Resíduos de Serviços de Saúde?

A dúvida que fica agora é, afinal, quais são os resíduos de serviços de saúde? E os produtos que são classificados como lixo hospitalar são os seguintes:

De tal forma, é possível analisar que diariamente são gerados muitos desses resíduos após cada um dos atendimentos odontológicos prestados por um profissional.

Qual a Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde?

Sendo assim, explicaremos agora qual a classificação dos resíduos de serviços de saúde.

A divisão é feita em cinco grupos, separados por letras que vão de A até E.

No entanto, cada um possui particularidades. Para ficar mais fácil o entendimento, confira então a lista abaixo com os grupos, as especificidades e alguns exemplos:

  1. A: Componentes que podem conter agentes biológicos, e, por possuírem maior concentração de vírus, apresentam riscos de infecção. Alguns exemplos são carcaças humanas, membros, tecidos e bolsas de sangue;
  2. B: Aqui são englobados substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente. Os exemplos são medicamentos apreendidos, resíduos que contém metais pesados e agentes de laboratório;
  3. C: Materiais que contêm radionuclídeos superior ao limite de eliminação da norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Exemplos são serviços de medicina nuclear e radioterapia;
  4. D: Em contraposição aos anteriores, este não apresenta risco biológico, químico, radiológico ou ao meio ambiente, sendo parecidos com os resíduos domiciliares. O melhor exemplo são os restos alimentares;
  5. E: Materiais perfuro-cortantes. Este é o grupo que engloba lâminas de barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas de diamante, lâminas de bisturi, espátulas e outros utensílios parecidos.

Sendo assim, é possível afirmar que os três primeiros grupos são os que apresentam maior risco e necessitam de maior cuidado.

O que não significa que os outros dois devem ser tratados com menor importância ou cuidado. De tal forma, todos devem ser descartados corretamente, ponto que explicaremos logo a seguir.

Como Eles Devem Ser Descartados?

Após elencados quais são os resíduos de saúde, é necessário explicar qual é a melhor forma de descartar cada um deles uma vez que não podem ser jogados no lixo comum.

E para realizar isso da maneira correta, é necessário, antes de mais nada, separar tudo o que for infectante do restante dos resíduos.

No entanto, é comum que seja feita a incineração do lixo hospitalar infectante.

Essa prática, no entanto, não é recomendada uma vez que libera as cinzas contaminadas com substâncias que são nocivas à atmosfera, aumentando a poluição do ar.

Sendo assim, uma possível forma de agir é realizar a esterilização.

O problema aqui é o alto custo que isso gera, fazendo com que isso seja pouco utilizado.

De tal forma, a melhor forma de agir é separar tudo o que for infectante para descartá-lo em valas assépticas.

É necessário tomar esses cuidados justamente tendo em vista o risco que estes resíduos oferecem para a saúde coletiva bem como para o meio ambiente.

Em contraponto, a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do ano de 2008, feita pelo IBGE, apontou que a maior parte dos municípios do país não usam um sistema apropriado de coleta, tratamento e disposição final dos RSS.

O que é Importante Saber?

Por fim, é necessário tomar devidos cuidados principalmente durante o gerenciamento de resíduos.

Isso se dá principalmente para que os geradores manipulem corretamente estes resíduos e não geram riscos aos trabalhadores, à saúde coletiva ou ao meio ambiente.

E, para evitar isso, pode ser consultado o manual de gerenciamento de serviços de saúde, disponível para download no site da Anvisa.

Os procedimentos envolvem a geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos.

Por isso, é necessário que seja feito um planejamento sobre o gerenciamento.

Este tipo de programação é válida tendo em vista os riscos de infecção oferecida por esses resíduos.

De tal forma, é necessário prestar atenção aos resíduos de serviços de saúde gerados em seu consultório, descartando-os corretamente para não causar eventuais problemas ao meio ambiente.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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