Nanotecnologia traz diversos benefícios para a odontologia

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A nanotecnologia é um campo que trabalha com o desenvolvimento de materiais em escala nanométrica

A odontologia é um campo que está em constante desenvolvimento, tanto é que a nanotecnologia passou a ser uma realidade.

A aplicação da nanotecnologia na odontologia é diversificada, atuando desde a parte de restauração até a de implantodontia, por exemplo.

A nanotecnologia é uma ciência que age no desenvolvimento de materiais e de componentes em escala nanométrica e atômica. Ela abrange diversas áreas, como a medicina, a ciência da computação, a física, a química, a biologia e as engenharias de materiais e eletrônica.

A nanotecnologia aplicada à odontologia ou à medicina recebe o nome de nanobiotecnologia ou nanomedicina.

Como a Nanotecnologia atua na odontologia

A nanotecnologia na odontologia pode ajudar nos seguintes procedimentos:

  • Aplicar uma anestesia local, agindo de forma menos invasiva que convencionalmente;
  • Desinfectar canais radiculares durante tratamentos de canal;
  • Em tratamentos ortodônticos, pode movimentar os tecidos periodontais;
  • Tratar hipersensibilidade dentária;
  • Fazer com que medicamentos tenham maior eficácia;
  • Realizar enxertos ósseos;
  • Utilizar biossensores para diagnosticar problemas precocemente;
  • Por meio de nanocristais de hidroxiapatita é possível fazer a biomineralização natural do esmalte dos dentes;
  • Usar nanopartículas magnéticas para tratar o câncer de boca.

Nanossistemas aplicáveis à odontologia

Lipossomas

São vesículas com um líquido interno cobertos por uma camada de fosfolipídios que podem auxiliar no deslocamento de medicamentos.

Elas são biodegradáveis, não apresentam nenhuma toxina e sua compatibilidade biológica faz com que o organismo interprete-as como células comuns devido sua estrutura semelhante à uma membrana.

Nanopartículas poliméricas

São transportadores de medicamentos que possuem diâmetro entre 10 e 100 nanômetros.

Elas incluem as nanocápsulas, que são envolvidas por uma camada de polímero com um núcleo oleoso, e as nanoesferas, bastante parecidas com as nanocápsulas, mas se restringem aos polímeros, sem um centro oleoso.

Os fármacos podem estar dissolvidos no revestimento, nas estruturas internas ou em ambos.

Nanopartículas magnéticas

As nanopartículas magnéticas são usadas geralmente juntas com as lipossomas.

Por conta do magnetismo, é possível direcioná-las através de um campo magnético externo. Dessa forma, quando ela chegar ao local desejado, pode liberar o medicamento da melhor maneira possível, controladamente.

Além disso, essas nanopartículas efetuam uma técnica chamada de hipertermia, ou seja, o aumento da temperatura do corpo. E esse procedimento é bastante útil para combater células cancerígenas, pois age diretamente sobre elas.

Nanopartículas de prata

O uso de nanopartículas de prata poderia manter sua função antimicrobiana sem que haja uma perda da estética. Ela também reduziria a quantidade de prata empregado, os custos e a possível toxidade.

Diagnóstico

A nanotecnologia pode servir como um grande auxiliar na detecção rápida de patologias, pois ela permite a identificação de quaisquer alterações nas moléculas. Por isso, antes mesmo da doença demonstrar seus sintomas, o paciente já teria começado a tratá-la.

A saliva é uma ótima amostra que diz muito sobre nossa saúde. Assim, uma porção mínima dela analisada por um biossensor enunciaria como está a condição do organismo.

Nanomateriais

Existem produtos no mercado com nanomateriais capazes de efetuar funções com primazia, como os cremes dentais e enxaguantes bucais com nanopartículas de apatita, um mineral do grupo dos fosfatos.

Eles conseguem retirar mais facilmente a placa bacteriana dos dentes e efetuar a remineralização.

No que diz respeito aos enxertos ósseos, os mesmos materiais utilizados, mas agora em escala nanométrica, conseguem produzir um efeito ainda melhor.

Modificação da superfície de implantes

Para um implante não sofrer rejeição pelo corpo, é necessário que exista uma irregularidade em sua superfície porque isso fomenta a proliferação dos osteoblastos, uma célula responsável pela síntese de componentes orgânicos da matriz óssea.

E quando essa imperfeição superficial é executada em nanoescala, a nanotecnologia em implantes possibilita uma osseointegração melhor.

Materiais restauradores

A resina composta é um material bastante utilizado na odontologia restauradora. Se forem nanoparticuladas, conferem maior densidade de cor, brilho superficial, resistência à quebra, menor contração de polimerização, menor rugosidade de superfície e melhor aderência ao elemento dental.

Portanto, embora muita gente desconheça as propriedades da nanotecnologia na odontologia, essa área precisa ser cada vez mais explorada, visto seus inúmeros benefícios.

Silmara Alves Rozo Ducatti

Silmara Alves Rozo Ducatti

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Ortodontia pelo Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS).

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