Entenda o que é eructação e o que pode causar

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Normalmente, quando ingerimos bebidas que contêm gás em sua composição, como os refrigerantes, é possível que ocorra a eructação.

Mas você sabe o que é eructação e se esse ato possui alguma relação com problemas de saúde?

Na verdade, eructação é uma condição natural causada principalmente pela quantidade excessiva de gases no estômago ou na parte superior do intestino.

Também conhecido como arroto, ele normalmente é expelido pela boca e pode vir acompanhado de um som bem característico e específico.

O processo que leva ao arroto é justamente a liberação de ar, o dióxido de carbono, que foi ingerido ou produzido, deixando o estômago expandido.

É válido lembrar que grande parte do ar ingerido quando comemos ou fazemos a deglutição de saliva é absorvido, mas o que sobra no organismo deve ser eliminado, o que faz ocorrer a eructação.

Contudo, na maioria dos casos, isso não é sinal de quaisquer complicações ou disfunções na saúde, mesmo que ocorra constantemente.

Então, a pergunta que fica é: o que é eructação frequente?

Como o próprio nome sugere, é a condição na qual a pessoa se encontra arrotando mais do que o normal, em situações inesperadas.

Mas, apesar disso, nem sempre que a pessoa está nessa condição significa que há um problema.

De toda forma, um médico deve ser consultado caso comece a sentir algum dos seguintes sintomas:

  • Arroto em excesso (sendo considerado muito quando é feito durante três ou quatros dias da semana) ou intenso, no sentido de duração;
  • Vômitos repentinos, diarreia, constipação ou dor na barriga;
  • Perda de peso sem um motivo aparente ou sem que o paciente esteja fazendo algo para emagrecer;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Sensação de inchaço;
  • Dor intensa na costela;
  • Sensação de queimação na garganta;
  • Constante sensação de azia.

Caso não se enquadre em nenhum destes casos, possivelmente o seu caso não é anormal ou não originado por problemas de saúde.

Com o que devo me atentar?

De toda forma, também é necessário ficar atento às seguintes condições:

  • Dor abdominal com queimação no intervalo entre refeições;
  • Dores que podem ser confundidas com as que aparecem em casos de problemas cardíacos.

Afinal, isso pode ser um sintoma de úlcera.

E se você se encaixa em alguma dessas situações, o médico deverá ser consultado o mais breve possível para chegar a um diagnóstico sobre o caso.

O que causa o enchimento do estômago?

As causas são bem simples na verdade. Confira:

  • Comer ou beber algo muito rapidamente;
  • Ansiedade;
  • Ingerir bebidas gaseificadas.

Todavia, também é possível que a pessoa arrote mesmo sem estar com o estômago cheio de ar ou de gás.

Nesses casos, normalmente é porque o paciente criou o hábito de arrotar ou então porque este é um mecanismo para diminuir o desconforto na região abdominal.

Mas essa última condição, no entanto, só é efetiva quando o incômodo é associado à ingestão de ar.

Qual é a relação entre a eructação e o mau hálito?

Normalmente, a eructação não possui qualquer relação com o mau hálito.

Mas isso se dá porque os esfíncteres gastrointestinais (válvulas que separam o esôfago do estômago e se fecham depois que os alimentos passam) não deixam que eventuais odores do estômago transitem.

É possível que alguns dos problemas que o arroto indica sejam a eventual causa da halitose.

E essas condições são a eructação gástrica e o refluxo gastroesofágico. Mas o segundo, por sua vez, é normalmente o maior causador desse quadro.

Porém, a relação entre esses problemas e o mau hálito se dá uma vez que ambos influenciam sobre o funcionamento da válvula que separa o estômago do esôfago.

Além disso, a pessoa pode ficar com um hálito ruim na boca, depois de vomitar.

Agora, o tratamento para mau hálito é algo que pode ser considerado um tanto quanto simples, desde que sejam seguidos alguns passos:

  • Realizar uma boa limpeza bucal, escovando os dentes e passando o fio dental com regularidade;
  • Escovar a língua;
  • Manter-se sempre hidratado;
  • Tomar cuidado com os alimentos que são ingeridos;
  • Visitar o dentista com frequência;
  • Evitar ficar em jejum por muito tempo, comendo de três em três horas;
  • Fazer bochechos com antissépticos ao acordar.

Seguindo esses passos, você evita o mau hálito e também consegue manter uma boa saúde bucal.

Existe algum tipo de tratamento específico para o odor que se origina do estômago?

A condição de eructação gástrica pode ser consequência de alguns problemas estomacais, como:

  • Refluxo;
  • Úlcera no estômago, esôfago ou intestino;
  • Gastrite;
  • Expansão anormal do estômago;

Como citamos anteriormente, é apenas o primeiro caso que pode causar o mau hálito do estômago.

Mas para saber se possui refluxo, o paciente deve analisar a presença dos seguintes sintomas:

  • Azia ou queimação que começa na boca do estômago, mas pode chegar até a garganta;
  • Dor forte na região torácica, que pode ser confundida com dor de angina ou de infarto;
  • Presença de tosse seca;
  • Doenças pulmonares, como pneumonia, bronquite e asma.

Se algum destes for o seu caso, o profissional irá realizar um tratamento específico para curar a fonte do problema.

Uma vez curando a fonte do problema, normalmente os acessos de arroto e a halitose originados do estômago são interrompidos.

O tratamento para refluxo, por sua vez, normalmente é feito por meio de medicamentos e também da redução ou corte total de algumas coisas como alimentos ácidos, bebidas gaseificadas e bebidas alcoólicas.

Como tratar o problema?

Antes de falarmos quais são as possíveis formas de evitar as eructações, é necessário mencionar que isso só é válido quando são causados por uma condição externa.

Quando os arrotos são sintomas de eventuais anormalidades no organismo, é somente um médico quem pode indicar os melhores tratamentos.

Assim, confira como evitar o problema:

  • Evitar bebidas que contenham gás e bebidas alcoólicas;
  • Na hora de se alimentar, coma devagar, mastigando bastante os alimentos e tomando cuidado para não comer em grandes quantidades de uma vez;
  • Evite mascar chicletes ou balas que sejam muito duras, uma vez que isso aumenta a salivação e os gases estomacais;
  • Não falar enquanto mastiga é algo recomendado para evitar a quantidade de ar ingerida durante as refeições;
  • Se o gás estomacal não sair naturalmente, não o force, pois a dor ou desconforto gástrico não é reduzido;
  • Quando bebês estão tendo crises de arroto, o aconselhado é bater levemente nas costas para auxiliar na eliminação do ar que foi engolido;
  • Evitar o tabagismo;
  • Procurar não ter acessos de estresse emocional.

Além dos hábitos que podem ser evitados, também existem eventuais medicamentos que podem ser utilizados para cuidar desses casos.

Você sabe quais são eles? Veja:

  • Digeplus;
  • Dimeticona;
  • Domperidona;
  • Motilium.

É válido ressaltar que qualquer um desses medicamentos deve ser utilizado somente após a prescrição médica. Além disso, não é recomendado que o paciente se automedique e que, caso efeitos colaterais surjam, o médico deve ser consultado outra vez.

Esse último ponto é recomendado quando o bebê retém os gases, o que pode causar um quadro de cólica bastante dolorido.

Portanto, podemos afirmar que a eructação é algo normal e natural, mas é necessário ficar atento a eventuais sinais advindos do arroto e procurar o auxílio médico caso necessário!

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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