Condilectomia corrige problemas de assimetria facial

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Saiba mais sobre a condilectomia, a intervenção cirúrgica que corrige assimetrias faciais

A assimetria facial é um problema que pode ser causado por vários fatores. Entretanto, a condilectomia pode corrigir essa anormalidade do rosto.

A condilectomia é um procedimento que, normalmente, é adotado em casos de deformidades dento faciais causadas pelo crescimento anormal do côndilo mandibular.

Condilectomia é a remoção de um fragmento do côndilo mandibular (que possui três terços), quando este cresceu de forma anormal e pode acabar gerando problemas como:

  • Deformidades faciais;
  • Crescimento exacerbado do côndilo;
  • Fraturas no próprio côndilo ou na região mandibular.

Sendo assim, a cirurgia nada mais é do que a remoção de um terço, na maioria dos casos, para corrigir esses três tipos de problemas.

O Que é Hiperplasia Condilar?

Antes de entrar mais a fundo sobre a cirurgia em si, é necessário primeiro explicar o que é a hiperplasia condilar, que é a principal anomalia tratada por meio de uma intervenção do cirurgião buco maxilofacial.

Todavia, um cirurgião crânio-maxilo-facial também pode fazer o procedimento, mas por ser uma área da medicina ele não é o profissional mais recomendado.

Essa baixa recomendação se dá porque o cirurgião especializado na área crânio-maxilo-facial não possui um conhecimento da parte odontológica como a oclusão dentária.

Sendo assim, procedimentos como a estabilização da ATM e o bloqueio intermaxilar feito com a maxila e a mandíbula para segurar a inserção muscular na posição correta, que ajudam na recuperação, não são feitos.

Entretanto, além da assimetria facial, que já é um problema e tanto por si só, essa patologia também gera outros distúrbios como:

É importante dizer que a hiperplasia da cabeça mandibular é uma patologia rara de ser encontrada.

Mas agora que explicamos isso, já podemos entrar de fato na cirurgia, certo?

Como é Feita a Cirurgia?

Na verdade este é um procedimento bem simples de ser realizado. Para começar, é feita uma incisão pré-auricular que dá acesso ao côndilo.

Chegando no côndilo, é utilizado o instrumento de Piezo (uma lima de corte de ultrassom), ou então uma serra para realizar o corte do fragmento desejado.

Após feito o corte, é necessário soltá-lo dos músculos com o uso de instrumentos próprios para isso.

Feito isso, é então realizada uma sutura para fechar o local, finalizando a cirurgia.

De toda maneira, é necessário que o cirurgião tome muito cuidado pois pode acontecer de pegar alguma artéria ou então lesionar algum nervo, causando outros problemas ao paciente.

Além disso, existem casos em que é necessária uma nova cirurgia porque as células presentes no côndilo continuam a se multiplicar de maneira a estimular o seu crescimento fora do comum novamente.

Contudo, é válido pontuar que em mais da metade dos casos em que a condilectomia é aplicada, ela é eficaz para corrigir o problema.

É válido lembrar também que esse tipo de cirurgia não exclui a necessidade de um tratamento ortodôntico quando o paciente apresenta deformações muito forte na formação facial.

Para Que Serve a Condilectomia?

Esse procedimento cirúrgico tem o objetivo de corrigir casos em que o paciente apresenta uma deformidade facial.

Contudo, é após uma tomografia ou então de uma radiografia panorâmica que o dentista analisará o crescimento condilar. É por conta desse crescimento que a cirurgia é feita.

Mas existem duas maneiras as quais esse procedimento pode ser realizado, sendo eles:

  1. Condilectomia alta: feita no terço superior do côndilo (na parte mais alta);
  2. Condilectomia baixa: realizada no terço inferior (a parte mais baixa do côndilo).

O que faz o dentista decidir entre a condilectomia alta e baixa, entretanto, é o tamanho do côndilo e do que o deixou com esse aspecto maior do que o normal.

Por outro lado, existe também a chamada condilectomia unilateral que é feita apenas de um dos dois lados do rosto. Essa, por sua vez, é uma condição mais rara, dificilmente sendo analisada.

E as Contraindicações?

Assim como todas as cirurgias, existem também eventuais contraindicações para a realização da condilectomia.

Contudo, aqui nesse caso são apenas duas, sendo elas:

  • Quando o paciente não necessita uma intervenção cirúrgica por não haver uma alteração dento facial, mesmo com o crescimento do côndilo mandibular;
  • Em situações que o paciente apresenta doenças de base que precisa de um cuidado especial antes de eventuais intervenções cirúrgicas.

Caso a pessoa não esteja dentro de nenhuma dessas duas situações, a cirurgia pode então ser realizada sem nenhum problema.

Podem Surgir Problemas Caso a Condilectomia Não Seja Feita?

Na verdade, a resposta para essa pergunta é um tanto quanto confusa: sim e não. Sendo assim, ela varia de caso em caso.

Existem casos em que o paciente apresenta disfunções na articulação temporomandibular, como dor ao mastigar, delimitação na abertura mandibular, zumbidos no ouvido ou cefaleia, sintomas clássicos da DTM.

Mas tem condições em que mesmo com as deformidades condilares é possível conviver bem por não existir dor ou outros sintomas das anomalias na ATM citadas anteriormente.

Contudo, essa patologia também pode sofrer evolução e carregar dores junto, mesmo nos casos onde esse defeito ósseo normalmente não causava esses incômodos.

Portanto, deve ser feito um acompanhamento com um dentista ao longo da vida, principalmente com um acompanhamento radiográfico, para garantir que o quadro não piore.

E se não houver agravamento, a condilectomia não se torna um procedimento necessário por não apresentar riscos à saúde bucal e a ATM, e então não causar eventuais danos ao paciente.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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