Clindamicina é usado em casos de infecções dentárias

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Seu uso terapêutico é recomendado como antibiótico alternativo

Muito usado no tratamento de infecções dentárias, a clindamicina é uma aliada dos cirurgiões-dentistas.

Além de ter uma taxa de absorção de 90%, indo profundamente nos tecidos ossos no corpo, a clindamicina é benéfica para pacientes que podem ter reações alérgicas a antibióticos como a penicilina.

Clindamicina é um antibiótico que impede a proliferação de bactérias e sua produção de ribossomos, dificultando então a multiplicação de agentes patogênicos e se livrando de uma infecção dentária.

Dose de Clindamicina Recomendada

Normalmente, é recomendada na forma de cápsulas ou injeções. Por isso, para cada um destes tipos, a dosagem pode variar. Nas crianças, as dosagem irão mudar de acordo com seu peso. Já nos adultos, as dosagens são:

  • Para cápsulas: 150mg – 450mg; sendo tomada a cada 6 horas, resultando em 1800mg por dia.
  • Para injeções: 1200mg – 2700md; tomando de 2 à 4 doses menores ao dia, resultando em 4800mg por dia.

A quantidade de antibiótico que será ingerido ainda pode variar de pessoa para pessoa envolvendo alguns fatores determinantes sobre as condições de cada paciente.

A gravidade da infecção, por exemplo, é algo importante e que deve ser levado em consideração. Por isso, quanto maior for a gravidade da infecção, maior deverá ser sua dosagem.

A resposta do corpo da pessoa após o uso da medicação também deve ser considerada. Logo, é importante que o profissional preste atenção às reações e possíveis rejeições que o paciente pode apresentar.

Caso o paciente já esteja fazendo uso de outras medicações, sejam elas de rotina e diárias ou temporárias para algum tratamento, deve-se então verificar se não ocorrerá nenhum problema na ingestão de ambos juntos.

Possíveis Efeitos Colaterais da Clindamicina

O uso da clindamicina para infecções dentárias é muito eficaz e normalmente toleráveis para a maioria das pessoas, principalmente como uma alternativa de antibiótico para alérgicos à penicilina.

Ainda assim, existem alguns efeitos colaterais da Clindamicina que podem aparecer devido ao uso do medicamento:

Precauções ao Tomar o Remédio

Uma importante precaução a ser tomada que pode evitar futuras complicações, é que o paciente informe ao cirurgião-dentista que o está tratando sobre seu histórico médico.

Dessa forma, é fundamental que o profissional esteja ciente sobre quaisquer doenças relacionados ao fígado, problemas nos rins, doenças gastrointestinais, infecções fúngicas e reações alérgicas, ou algum caso em que tenha tido problemas relacionados a esses diagnósticos.

Em mulheres grávidas, é imprescindível que o médico saiba da gestação, e até mesmo mulheres que estão em período de amamentação.

Sob tudo, o uso da clindamicina deverá sempre estar de acordo com o que diz no protocolo medicamentoso em odontologia, que tem como objetivo normatizar a prescrição de medicamentos em variadas situações.

Uso da Clindamicina na Odontologia

Uma doença relacionada à odontologia que tem como principal forma de tratamento a clindamicina, é o abscesso dentário.

O abscesso dentário é o acumulo de pus causado a partir de uma infecção bacteriana. Pode ser localizado na ponta da raiz do dente, no caso do abscesso periapical; ou nas gengivas, no caso do periodontal.

Quando a infecção se espalha para diferentes áreas da boca, é o momento em que os antibióticos são recomendados, no caso, a clindamicina está nessa lista.

É um antibiótico bastante utilizado  e oferece muitas vantagens.

O preço da clindamicina é consideravelmente mais baixo e acessível, ficando na casa dos R$50,00. Porém, o ideal é sempre procurar um especialista e seguir suas orientações.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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