Anestesia em cardiopatas exige cuidado extra dos profissionais

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A anestesia em cardiopatas apresenta riscos à saúde do paciente se não for bem manuseada pelo dentista

São muitos os pacientes que sofrem de alguma doença cardíaca e precisam passar por procedimentos que necessitam de anestesia. Por isso, a anestesia em cardiopatas requer cuidado e conhecimento.

Existem diversos estudos que analisam as melhores formas de aplicar uma anestesia em cardiopatas. É um processo delicado, pois esse público está mais suscetível a problemas durante a operação.

Anestesia em cardiopatas requer então uma análise prévia das condições do paciente.

Qual é a doença em si, os medicamentos que toma, se são ou não controlados, a idade e o sexo. Esses são apenas alguns dos critérios levados em consideração.

Vamos entender mais sobre o assunto?

Pré Avaliação da Anestesia em Cardiopatas

Uma das principais medidas que pode ajudar a diminuir os riscos de problemas durante a anestesia no paciente cardiopata é realizar uma boa avaliação pré-operatória.

Dessa forma, o principal objetivo com isso é reduzir a morbidade da cirurgia e também diminuir alguns de seus custos. Essa avaliação prévia básica costuma envolver:

  1. Hemograma;
  2. Contagem de plaquetas;
  3. Ureia;
  4. Creatinina;
  5. Glicemia;
  6. Telerradiografia de tórax .

O que a equipe que está envolvida no procedimento da cirurgia deverá avaliar é principalmente o tipo de lesão cardíaca que o paciente possui e faz com que ele precise passar por tal processo cirúrgico.

Além disso, é importante analisar sua capacidade funcional e identificar quais são as comorbidades que ele tem, verificando se podem ser compensadas no período pré-operatório.

Qual a Melhor Indicação de Anestesia em Cardiopatas?

É importante levar em consideração e optar por um controle de dor e ansiedade eficaz. Isso se dá pois, nesses casos, o paciente não pode sofrer com estresse devido ao seu quadro clínico.

São muitos os profissionais que defendem o uso de anestésicos com vasoconstritor como sendo o mais adequado. Baseiam essa defesa dizendo que possui muitas vantagens quando usados nesses pacientes.

Para escolher então qual o vasoconstritor deverá ser aplicado, muitos estudos indicam a felipressina 0,03 UI/ml como representante não adrenérgico.

Dizem ser a melhor pois tem uma menor repercussão sobre o sistema cardiovascular. Sua dose máxima em anestesia para cardíacos não deve ultrapassar 0,27 UI, o que equivale a 5 tubos de 1,8 ml.

A anestesia local não costuma trazer riscos para o paciente cardíaco, uma vez que afeta, na maioria das vezes, somente a área de aplicação. O que costuma ocorrer nas anestesias odontológicas.

Existem Riscos e Contraindicações de Anestesia em Cardiopatas?

A anestesia geral é a que mais assusta os pacientes. Será que os pacientes cardiopatas podem tomar esse tipo de anestésico?

A resposta é sim. Porém, como em qualquer outro paciente, um time de anestesistas irá avaliar os riscos de efeitos cardiovasculares que podem ocorrer.

Há ainda alguns casos em que ela pode ser contraindicada, porém sob pré-avaliação. Isso varia de paciente para paciente e suas necessidades. Os casos principais de contraindicação envolvem:

  • Pessoas com hipertensão arterial não tratada ou não controlada;
  • Pessoas que possuam doenças cardiovasculares graves;
  • Situações com risco de bronco aspiração;
  • Pacientes que indiquem dificuldade de respirar momentos antes da cirurgia.

Em pacientes que apresentam um quadro de hipertensão arterial sistêmica, é importante verificar se há lesões de órgãos-alvo, assim como aterosclerose e diabetes mellitus.

Portanto, todos os profissionais da saúde devem estar atentos antes de aplicar anestesia em cardiopatas.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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