Terapia ortomolecular busca equilíbrio fisiológico e bioquímico

Share on facebook
Compartilhe
Share on twitter
Tweet Isso
Share on linkedin
Compartilhe

Terapia corrige desordem molecular no organismo e pode ser aplicada na odontologia

Muitas vezes, uma perfeita saúde bucal não depende apenas das consultas regulares ao dentista ou de uma higienização impecável. É possível que fatores internos ou externos no organismo possam afetá-la. Nesse sentido, a terapia ortomolecular é uma alternativa odontológica ao paciente.

Mas você sabe o que é a terapia ortomolecular?

A terapia ortomolecular é a prática terapêutica que visa o equilíbrio das moléculas do organismo, sendo “Orto” = equilíbrio e “molecular” = moléculas. Esse desequilíbrio pode ser decorrente tanto do excesso quanto da falta de moléculas importantes, como vitaminas e minerais, além da presença de toxinas no corpo.

O que é terapia ortomolecular?

A terapia ortomolecular pode ser vista como um campo da odontologia biológica que, por sua vez, abrange a saúde em sua totalidade, considerando todos aspectos do organismo que podem interferir na saúde bucal.

A medicina ortomolecular busca anormalidades orgânicas e psíquicas, diagnosticando grande parte dessas causas como desequilíbrio de vitaminas, de nutrientes, de hormônios ou de radicais livres no organismo.

Dessa forma, essa terapia tem como objetivo a correção do terreno biológico, repondo e equilibrando todas as moléculas que compõem a bioquímica humana, como vitaminas, minerais, aminoácidos, água, hormônios e nutrientes.

Os benefícios que a terapia ortomolecular busca são:

  • Otimização das medicações e/ou tratamentos realizados nos pacientes decorrentes de qualquer doença;
  • Maior produção de energia;
  • Melhor desempenho imunológico;
  • Reparação celular;
  • Combate aos radicais livres;
  • Maior rendimento metabólico;
  • Avaliação da saúde do indivíduo de forma integral.

Esse tipo de terapia não elimina ou substitui as terapias padrões, mas age como complemento para promover melhores condições de recuperação ao organismo.

Além disso, a terapia ortomolecular pode ser aplicada em pacientes de todas as idades, incluindo gestantes.

Como funciona?

A medicina ortomolecular apoia-se em 10 diferentes pilares, que são:

  1. Combate aos radicais livres: chamados de estresse oxidativo. São substâncias produzidas naturalmente pelo corpo e uma das causas do início ou da piora de doenças crônicas;
  2. Pesquisa e remoção de toxinas biológicas e químicas: desintoxicação do organismo (toxinas de metais, agrotóxicos, conservantes, corantes, etc);
  3. Equilíbrio da imunidade: a fim de evitar processos autoimunes pela exacerbação da imunidade ou evitar a possibilidade de contração de infecções devido à deficiência imunológica;
  4. Tratamento da inflamação: visa o tratamento da inflamação crônica, diretamente relacionada com o entupimento de artérias que, por sua vez, pode causar derrames e infartos. Essa inflamação está intimamente relacionada ao excesso de peso, especialmente a gordura abdominal visceral;
  5. Correção da nutrição: reparar a deficiência de vitaminas, de ácidos graxos, de aminoácidos, de enzimas e, além disso, compor uma dieta nutricional individual, uma vez que cada organismo possui uma necessidade diferente;
  6. Equilíbrio da flora intestinal: regulação das bactérias intestinais para evitar processos autoimunes e contribuir com o emagrecimento, por exemplo;
  7. Balanceamento hormonal: tanto o excesso como a falta de hormônios pode ser prejudicial à saúde;
  8. Regulação dos neurotransmissores: substâncias que atuam no cérebro, fundamentais para a melhora da ansiedade, do humor e da felicidade; proporcionam saúde mental e cerebral;
  9. Controle do estresse e sono: o estresse causa piora em qualquer doença do organismo e o sono é imprescindível para a manutenção da saúde;
  10. Atividade física: realizada da maneira correta,contribui para a melhora de todos os pilares anteriores.

Como a terapia ortomolecular se aplica na odontologia?

Quando um paciente apresenta um desequilíbrio molecular, seja pelo excesso ou pela falta dessas moléculas no organismo ou até mesmo pela presença de moléculas ruins, como as toxinas, é comum que esse paciente apresente alterações sistêmicas.

Essas alterações sistêmicas incluem a região oral e orofacial. Isso porque o organismo trabalha de forma interligada a todos os seus órgãos, de maneira que todas as suas partes são dependentes entre si e funcionam de forma mútua.

Uma vez que o organismo sofre alterações sistêmicas, as mais diversas partes do corpo podem ser afetadas.

A odontologia ortomolecular possui uma visão integrativa, buscando a causa dos problemas e evitando suas consequências.

Assim, essa área da odontologia procura a homeostase, isto é, o equilíbrio fisiológico e bioquímico do organismo, devolvendo ao paciente a saúde orofacial e a qualidade de vida.

Para entendermos como essa terapia é aplicada na odontologia, basta pensarmos em casos corriqueiros vistos pelos dentistas. Por exemplo:

  • Pacientes que não fazem uma osseointegração adequada no tratamento de implantes, mesmo quando utilizam a melhor marca disponível no mercado, mesmo dentro dos processos de assepsia rigorosos e mesmo com a melhor técnica cirúrgica;
  • Controle de doenças periodontais inalcançáveis – como gengivite crônica persistente -, mesmo com o comprometimento do paciente ao tratamento adequado;
  • Tártaro e placa bacteriana aderidos à superfície dental de crianças de maneira frequente.

Essas condições justificam-se, muitas vezes, por uma desordem molecular no organismo. Portanto, para a remoção e o tratamento do problema, essa desordem precisa ser corrigida por um profissional que siga o manual prático de terapia ortomolecular em odontologia.

Como o profissional atua?

O profissional especializado nessa área possui conhecimento aprofundado em medidas preventivas e no conhecimento da ciência ortomolecular, sendo capacitado para o maior cuidado com a saúde dos pacientes em forma integral.

Com isso, a terapia equilibra o lado físico-mental do paciente, prevenindo problemas periodontais e diminuindo a incidência de cáries dentárias e de câncer bucal por meio do controle da placa bacteriana e da suplementação de vitaminas, de nutrientes, de aminoácidos e de sais minerais.

Fora isso, o objetivo desse profissional no tratamento ortomolecular abrange a redução de inflamações e a neutralização de radicais livres que prejudicam o funcionamento das células e que podem afetar alguns processos, como a cicatrização em procedimentos odontológicos.

A laserterapia, – que visa o uso do laser para ação anti-inflamatória, analgésica e regeneradora de tecidos -, por exemplo, é uma técnica pertencente à medicina ortomolecular e traz muitos benefícios à odontologia.

Para se especializar e atuar na área, o cirurgião-dentista deve fazer um curso de odontologia ortomolecular. No curso, além da prática ortomolecular, o profissional também será capacitado para atuar em equipes multidisciplinares, contribuindo para pesquisas e desenvolvimento da área.

Gostou de saber um pouco mais sobre a terapia ortomolecular? Comente aqui embaixo o que achou!

Silmara Alves Rozo Ducatti

Silmara Alves Rozo Ducatti

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Ortodontia pelo Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sobre a Simpatio

Somos dedicados em criar conteúdo de qualidade e informativo. Nossa missão é informar pacientes, dentistas e clínicas provendo conteúdos altamente relevantes sobre odontologia e saúde bucal gratuitamente.

Agende uma consulta

Precisando de algum tipo de ajuda ou apoio relacionado a sua saúde ou estética bucal? Clique no botão abaixo!

Postagens Recentes

Receba Nossos Conteúdos

Preencha seu e-mail acima e receba conteúdos exclusivos gratuitamente!