Tabela cronológica de mineralização dental: qual sua importância?

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Muito utilizada em processos investigativos, a tabela cronológica de mineralização é importante para os pesquisadores

As perícias odontológicas são conceituadas como operações com objetivo de ministrar esclarecimentos técnicos à Justiça. A tabela cronológica de mineralização dental é um aliado nesse processo.

Por meio da elaboração de documentos odonto-legais, a tabela cronológica de mineralização dental permite identificar autos, laudos e pareceres, que funcionam como provas.

A tabela cronológica de mineralização dental é a responsável para gerar uma estimativa da idade, que é um dos processos mais utilizados pelos peritos. E

la pode ser feita tanto em vivos quanto em mortos, envolvendo corpos ou apenas ossadas.

Metodologias de Uso da Tabela Cronológica de Mineralização Dental

A escolha de qual método será utilizado dependerá das circunstâncias e de quão preciso o diagnóstico da idade deve ser no caso em estudo.

Dessa forma, existem técnicas que utilizam dados gerais como:

  • Estatura
  • Peso
  • Presença de rugas
  • Caracteres sexuais secundários
  • Desenvolvimento de genitália externa
  • Presença de mamas
  • Desenvolvimento ósseo e desenvolvimento dentário

O estudo das etapas da evolução dentária pode ser realizado tanto pelo método direto, que consiste na análise clínica em que se verificam o número de elementos dentários, a sequência eruptiva e o estado geral dos dentes.

Quanto pelo método indireto, realizado por meio do estudo de exames radiográficos. Dessa forma, estes métodos fornecem elementos suficientes para verificar o estágio de desenvolvimento do indivíduo.

Ou seja, é possível então realizar uma análise desde o embrião de com seis semanas de vida até a idade adulta.

O método radiográfico é considerado mais fiel do que o clínico, pois esse se baseia na mineralização dos
elementos dentários, independentemente da sua erupção, muitas vezes sujeita a fatores ambientais e locais.

Além disso, baseia-se principalmente na análise de imagens radiográficas em comparação com valores estabelecidos em tabelas com dados padronizados.

Fatores que Influenciam na Análise da Cronologia de Mineralização

Pela pouca variação do desenvolvimento dentário entre as diversas etnias, por exemplo, sua avaliação permite o cálculo da idade do indivíduo com uma boa precisão.

Nesse caso, é valiosa sua contribuição na perícia para estimativa de idade em crianças e adolescentes, pois quanto mais jovem o indivíduo, maior o número de informações que se pode obter da análise da dentição.

Em muitos casos, quando há algum empecilho e dificuldade em realizar a análise, o ideal seria passar os dentes por um processo de remineralização.

Porém, isso só acontece dependendo do número de dentes em formação, que é o mais comum em crianças e pré-adolescentes.

De fato, a avaliação da cronologia da mineralização dos dentes é um dos métodos mais comuns para se estabelecer a idade em seres humanos, sejam vivos, mortos ou em fase de esqueleto.

Estágios na Tabela Cronológica de Mineralização Dental

Determinar o estágio de mineralização dos dentes tem implicações importantes em estudos forenses relacionados à determinação de idade em pessoas vivas.

É muito importante, principalmente, quando falamos sobre a maioridade penal. No entanto, sua utilização como única técnica de estimativa de idade é um pouco limitada.

Isso ocorre porque pode ter, como resultado, intervalos de idade muito longos.

Porém, quando associada a outros métodos como exame físico geral, raios-x do crânio, ossos longos e ombros, pode gerar uma avaliação mais precisa.

É importante também enfatizarmos que, quando ocorre a desmineralização, perde-se o esmalte. Dificultando os processos investigativos.

Por isso, a tabela cronológica de mineralização dental, apesar de facilitar muitos processos, necessita de pequenos detalhes para ser utilizada com êxito.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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