Síndrome de Seckel estimula o desenvolvimento de problemas bucais

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A Síndrome de Seckel acompanha a pessoa desde seu nascimento, interferindo em sua qualidade de vida

Algumas síndromes sistêmicas podem influenciar na qualidade de vida da pessoa, caso da Síndrome de Seckel. Dessa forma, os pacientes ficam mais suscetíveis ao desenvolvimento de problemas bucais e possuem maior dificuldade de realizar a higienização da boca.

A Síndrome de Seckel é bastante rara e herdada por um gene autossômico recessivo. Além disso, se apresenta logo no desenvolvimento da criança na barriga de sua mãe.

Síndrome de Seckel é uma disfunção genética que retarda o crescimento. Ela causa microcefalia, deficiência intelectual e deixa a pessoa com uma aparência bem característica, com olhos grandes, nariz em formato de bico, face estreita e mandíbula recuada.

Por isso, ela também é conhecida como síndrome da cabeça de pássaro.

Problemas Bucais Relacionados com a Síndrome de Seckel

Agora, vamos evidenciar a inserção da Síndrome de Seckel na odontologia:

Hipoplasia do Esmalte

O principal problema bucal que acomete os pacientes portadores da síndrome é a hipoplasia do esmalte, que é a formação parcial do esmalte do dente.

O esmalte é uma estrutura dura que protege os dentes, funcionando como uma barreira. Desse modo, se estiver enfraquecido, o dente fica fragilizado, possibilitando que diversas doenças se apresentem.

Assim, se não houver um tratamento odontológico adequado, posteriormente pode resultar em perda do dente.

Cárie

É muito comum que essas pessoas tenham cárie. Afinal, elas não possuem condições de efetuar uma boa higienização.

E quando isso é combinado à vulnerabilidade do dente, torna-se a circunstância perfeita para que a cárie se desenvolva.

Ela é uma forma de deterioração dos dentes. Uma infecção motivada por bactérias que perfuram o esmalte dental e foram placas duras e de coloração escura. Dependendo da gravidade, traz dor e desconforto aos pacientes.

Mau Hálito

O mau hálito é o cheiro desagradável exalado pela boca. Não é uma doença, mas é um indicativo de que algo encontra-se incorreto no organismo.

A falta de limpeza estimula a proliferação de bactérias. Desse modo, com o tempo, elas começam a emitir o odor que causa a halitose.

Placa Bacteriana

A placa bacteriana é um película viscosa e incolor que se adere ao dente, sendo formada por bactérias. Essas bactérias mudam o pH dos dentes, o que permite a entrada de mais delas na cavidade bucal.

Em decorrência da má higienização, é muito provável que os pacientes desenvolvam doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite, que são desencadeadas pelo acúmulo de placa.

  • Gengivite: gengivite deixa os tecidos gengivais inchados, sensíveis, doloridos e ainda pode provocar sangramento.
  • Periodontite: periodontite é a evolução da gengivite. Ela compromete todos os tecidos de suporte ao redor do dente, principalmente os ossos e ligamentos periodontais. Por conta da fragilidade óssea, pode acarretar na perda de dentes.

Micrognatia

A micrognatia é uma alteração na mandíbula que a deixa com um aspecto anormal, parecendo que ela não se desenvolveu. Então, os dentes ficam desalinhados, pois o espaço fica bastante limitado para o crescimento.

Atendimento aos Pacientes Portadores da Síndrome

A ansiedade que os pacientes apresentam pode gerar movimentos involuntários, impedindo que o dentista consiga realizar os procedimentos. Por essa razão, pode ser utilizado dois métodos:

  1. Estabilização protetora: reduz a liberdade de movimentos do paciente, inibindo os riscos de acidentes.
  2. Sedação consciente: é uma condição que deixa o paciente relaxado. A pessoa mantém-se acordada e a par de tudo o que está acontecendo. O agente sedativo mais usado nos pacientes que sofrem da Síndrome de Seckel é o óxido nitroso, um tipo de gás que tem ação ansiolítica.
Rodrigo Venticinque

Rodrigo Venticinque

Graduado pela Universidade de Santo Amaro (UNISA) e especialista em Prótese e Reabilitação Oral Integrativa, Biofísica Quântica, Biorressonância Aplicada e Ortomolecular. Pós-graduado em Estética Dental e Reabilitação Oral, com certificação em Remoção Segura da Amálgama e Odontologia Biológica pela Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia. Professor da pós-graduação em Biofísica e Ortobiomolecular da QuantumBio. Também atua nas áreas de Ozonioterapia, Odontologia Sistêmica, Sedação Consciente com Óxido Nitroso e Hipnose. Diretor da clínica Venticinque Odontologia.

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