Resistência a antibióticos é causada por seu uso irresponsável

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Entenda quais são as causas e perigos de bactérias mais resistentes

Antibióticos são remédios amplamente utilizados na odontologia. Eles combatem as mais diversas infecções, destruindo suas bactérias causadoras. O problema acontece quando o paciente desenvolve resistência a antibióticos.

Por isso, diversos especialistas alertam que realizar uma automedicação irresponsável é perigoso para o paciente e para a população em geral. Esse talvez seja o principal motivo da ocorrência de resistência a antibióticos.

Resistência a antibióticos dá-se quando para sobreviver ao “ataque” de um antibiótico, alguns tipos de bactérias se adaptam e criam resistência à medicação.

Sendo assim, microrganismos unicelulares ficam praticamente imunes ao remédio. Com isso, a substância perde o seu “poder” de impedir a ação bacteriana. Ou seja, a bactéria continua causando a infecções ou outras patologias.

Qual é a causa da resistência a antibióticos?

Antes de qualquer coisa, é necessário entender que as bactérias são organismos com uma facilidade imensa em realizar mutações.

Isso se deve ao fato de possuírem extrema facilidade de adaptação ao meio. Assim, o uso repetido e indiscriminado de antibióticos pode fazer com que os pacientes se tornem imunes a determinados tratamentos.

Quando as bactérias se modificam, ainda podem transmitir suas características para as outras. Dessa maneira é formada uma espécie de exército de microrganismo geneticamente modificados e extremamente resistentes.

Trata-se de um a situação bastante preocupante. Especialistas indicam que caso esse processo evolutivo continue, até mesmo infecções aparentemente banais poderão deixar de responder ao tratamento.

Com isso, é possível dizer que a resistência bacteriana a antibióticos representa um enorme risco à população mundial.

Combatendo a resistência a antibióticos

Para combater a resistência antibiótica o ideal é que algumas medidas importantes sejam tomadas, como:

  • Investimento em medidas de prevenção das infecções pela lavagem das mãos a aplicação de vacinas;
  • Produção de medicamentos mais potentes e eficazes com preços acessíveis;
  • Testes mais velozes e eficazes para a descoberta de agentes infecciosos como maneira de inibir prescrições desnecessárias.

Além disso, é de extrema importância alertar os pacientes sobre os perigos da automedicação, como acompanharemos a seguir.

Perigos da automedicação

Agora iremos falar sobre alguns perigos da automedicação. O consumo de medicamentos sem prescrição profissional pode causar diversos problemas, mas talvez o principal deles seja a intoxicação.

Além dos antibióticos, analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios estão entre os principais responsáveis pelo surgimento desse quadro nos pacientes.

Muitas pessoas ainda deixam de ler a bula, ingerindo os remédios sem ao menos saber do que são compostos. Assim, algumas substâncias podem causar alergias no usuário.

Em alguns casos, essas reações alérgicas são bastante agressivas, causando até mesmo a morte.

Além disso, o consumo de medicamentos sem prescrição pode trazer uma falsa sensação de melhora do sintoma ao indivíduo, apenas mascarando a doença e ocasionando um agravamento do caso.

Com isso, o diagnóstico realizado pelos profissionais da área é dificultado e, consequentemente, fica mais difícil resolver o problema do paciente.

Por fim, e não menos importante, iremos falar sobre a mistura de certas medicações. Essa também é uma questão bastante grave. Alguns remédios ainda podem anular o efeito de outros.

Porém muitas pessoas não sabem disso e misturam os medicamentos. Assim, ao realizar certas combinações inadequadas, as substâncias podem não proporcionar o efeito desejado e tornar o problema ainda maior.

Portanto, o ideal é nunca se automedicar. Além de fazer com que nosso organismo crie resistência a antibióticos,  a automedicação ainda desencadeia muitos problemas, como os citados acima.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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