Querubismo indica lesões ósseas na mandíbula e maxila

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Confira o que é o querubismo e quais são as suas especificações

Você conhece o querubismo? O mais provável é que sua resposta seja não. Isso porque o querubismo é uma patologia rara. Ficou curioso para saber mais sobre ela? Então, venha conhecer seus detalhes neste artigo.

Os sintomas do querubismo já aparecem na infância. A doença pode sumir a medida que a criança vai crescendo, ou persistir na fase adulta, apesar de no último caso, ser mais raro.

O querubismo é uma doença que deforma as estruturas fibro-ósseas da mandíbula e da maxila. Ele interfere em questões estéticas e em funções normativas. Geralmente, a doença tem caráter hereditário.

Essa anomalia também é conhecida como “doença dos anjos”. O nome foi dado porque de acordo com as ilustrações, os anjos também teriam rostos ovais e bochechas salientes como no querubismo.

O cirurgião-dentista é o profissional mais indicado para lidar com a patologia.

Sintomas do querubismo

Como já vimos, os sintomas aparecem na fase da infância. Alguns deles são visíveis, mas outros são mais imperceptíveis.

Por isso, é importante sempre ter um acompanhamento médico. Principalmente quando alguém na família já manifestou a doença.

Os sintomas mais frequentes são da doença óssea são:

  • Queda precoce dos dentes de leite (decíduos);
  • Erupção e desenvolvimento anormal dos dentes permanentes;
  • Olhos esbugalhados por causa da retração palpebral;
  • Aspecto de olhos virados para cima;
  • Rosto ovalado;
  • Queixo para frente;
  • Anomalia no palato;
  • Má-oclusão;
  • Reabsorção radicular dos dentes de leite e permanentes;
  • Impacção dental;
  • Problemas respiratórios; e
  • Problemas na audição.

Diagnóstico do querubismo

O diagnóstico pode ser feito logo que a criança completa 2 anos. O profissional faz o exame clínico e identifica sintomas que o paciente manifesta.

Mas é importante que o diagnóstico seja certeiro. Por isso, outros exames podem ser requisitados pelo profissional de confiança.

Um deles é o exame de radiografia panorâmica, que é um raio X que permite obter imagens do maxilar superior e inferior. Outros são: a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e exames bioquímicos do sangue.

Existe tratamento?

Não há um tratamento definido. Por essa razão, as pesquisas ainda continuam a ser feitas.

Mesmo não tendo um tratamento ideal, os profissionais precisam se basear no grau da lesão para poderem sugerir medidas de prevenção à sintomas mais agressivos.

A curetagem associada à extração dentária é uma dessas medidas. Porém, a curetagem também pode estar acompanhada do contorno da cortical ou o tratamento expectante.

A cirurgia é a medida mais invasiva. Além disso, ela não é recomendada porque as características da doença mandibular podem regredir.

Assim, o procedimento cirúrgico é apenas aconselhado quando o paciente está muito incomodado com a sua estética facial ou precisa eliminar o tecido fibroso que se fixa no local.

Alguns pacientes precisam de enxertos ósseos. Além disso, podem precisar de tratamentos ortodônticos para evitar problemas dentários graves e permanentes.

Fora do campo da odontologia, o paciente normalmente precisa de tratamento oftalmológico. Por isso, também marque uma consulta com o seu oftalmologista de confiança.

É importante que o querubismo seja observado pelo profissional regularmente. Isso porque a lesão pode se expandir ou reduzir. Fique ligado e visite seu cirurgião-dentista.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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