Confira como o exame de polissonografia atua na odontologia

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Se você está apresentando algum distúrbio do sono, seja ele qual for, a polissonografia é um procedimento que pode diagnosticar o problema para que o tratamento correto seja feito.

A polissonografia é normalmente pedida por um médico, principalmente quando o paciente sente sono de forma excessiva durante o dia.

Polissonografia é um exame realizado enquanto o paciente dorme que analisa em especial a respiração e as atividades muscular e cerebral.

O resultado pode acusar a presença de problemas como o bruxismo, que é quando o paciente exerce muita pressão sobre os dentes de forma a influenciar diretamente no desgaste dentário.

Se você quer saber mais sobre esse tipo de procedimento médico e qual é sua relação com a odontologia, você está no lugar certo! Confira com a gente.

Como a polissonografia é feita?

Para começar, iremos explicar como é feito o exame de polissonografia.

O paciente que realiza o exame dorme numa sala de monitoramento dentro da clínica ou do hospital.

Não há com o que se preocupar: a sala é confortável, aconchegante e nenhum médico ficará ao lado da cama durante a noite. Além disso, também pode ser levado um travesseiro de casa!

São colocados sensores e eletrodos pelo corpo do paciente onde não causa nenhum desconforto ou atrapalha a movimentação noturna, tendo como objetivo a melhor obtenção de informações e de estímulos nervosos possível. Em seguida, o paciente é liberado para dormir.

A polissonografia dura em torno de 8 ou 12 horas, sendo analisados os seguintes pontos durante esse período:

  • Ondas cerebrais;
  • Nível de oxigênio no sangue;
  • Batimentos cardíacos;
  • Frequência respiratória;
  • Movimentação dos olhos e das pernas.

Após coletadas essas informações, elas são enviadas a aparelhos computadorizados que organizam os dados e possibilitam uma avaliação ainda durante a noite.

Assim, o especialista analisa os dados com base nas características de cada etapa do sono.

Junto a isso, pontos como movimentação corporal, tempo dormido, batimentos do coração e quantas vezes o paciente acordou durante a noite são cruciais para que o profissional consiga chegar ao resultado.

Qual é a finalidade da polissonografia?

Uma pergunta que precisa ser respondida é: o que o exame de polissonografia detecta?

Como citado anteriormente, a função desse tipo de procedimento é analisar a presença de distúrbios do sono. Por isso, o também conhecido como exame do sono, ajuda no diagnóstico de problemas como:

  • Insônia;
  • Ronco e apneia obstrutiva, apesar de serem possíveis sinais que fazem com que o paciente precise realizar o exame;
  • Bruxismo;
  • Arritmia noturna;
  • Sonambulismo;
  • Terror noturno, que é uma parassonia que faz com que a pessoa acabe se movimentando durante o sono parecida com o sonambulismo;
  • Epilepsia do sono;
  • Narcolepsia, que é quando a pessoa sente muito sono de forma incontrolável e sem motivo diversas vezes durante o dia;
  • Fibromialgia, uma dor no tecido fibroso e muscular em diversas partes do corpo. Esse problema normalmente é mais comum em mulheres e não tem uma origem conhecida.

O exame só poderá ser realizado após uma consulta prévia com um profissional da área da medicina, quando há queixas do paciente sobre:

  • Sonolência em excesso durante o dia;
  • Distúrbios respiratórios como ronco e apneia, principalmente;
  • Alterações no batimento do coração;
  • Síndrome das pernas inquietas, que é quando o paciente possui uma vontade irreprimível de movimentar as pernas e acaba por mexê-las de forma involuntária.

Esse último pode também ocorrer enquanto a pessoa se encontra acordada, mas geralmente é presente durante a noite, enquanto o paciente dorme, de forma a atrapalhar a qualidade do sono.

Quem é o profissional que pode realizar a polissonografia?

Em contraposição a outros tipos de exames, o exame de polissonografia pode ser realizado apenas por alguns profissionais de segmentos específicos.

Normalmente, esse tipo de exame é realizado em clínicas e em hospitais que são especializados no sono e no tratamento de distúrbios do sono, feito por otorrinolaringologistas, pneumologistas, psiquiatras e neurologistas.

Mas isso não quer dizer que são apenas eles que podem pedir, médicos de qualquer área podem solicitar o exame.

Quanto custa para fazer esse exame?

Não existe uma maneira de definir com exatidão qual é o preço desse tipo de exame, mas a média de preço está entre R$600 e R$1200.

Os fatores que influenciam sobre o valor são principalmente o local onde será feito e quantos sistemas e funções corporais serão analisadas. Quanto mais pontos forem monitorados, mais caro se torna o exame.

Esse exame também pode ser feito em casa por meio de aparelhos específicos para analisar os mesmos pontos que serão monitorados nas clínicas e nos hospitais.

Contudo, vale ressaltar que o resultado obtido quando feito em casa não será tão detalhado e completo como o obtido em laboratório.

Existem contraindicações para a polissonografia?

Podem ser elencadas algumas contraindicações para a realização da polissonografia como:

  • Quando o paciente está gripado;
  • Acessos de febre;
  • Tosse;
  • Condições clínicas que impeçam a realização do exame;
  • Situações em que o paciente retornou de uma viagem internacional com outro fuso horário;
  • Pele machucada ou irritada.

Todos esses pontos aqui citados influenciam diretamente no exame, no comportamento do sono ou na colocação dos eletrodos na pele do paciente.

O aconselhado é que o exame seja reagendado para uma data em que todos esses contratempos não estejam presentes.

Pode ser listada alguma relação com a odontologia do sono?

Tendo em vista que a odontologia do sono é uma especialização que cuida de problemas de respiração noturnas, existe uma forte ligação entre ela e o exame.

O dentista, em especial, atua para cuidar dos seguintes problemas que acometem a saúde bucal:

  • Ronco;
  • Apneia obstrutiva;
  • Síndrome da resistência nas vias respiratórias superiores;
  • Bruxismo;
  • Dor orofacial do sono.

É de suma importância que seja feito o acompanhamento com um profissional especializado nessa área, já que ele pode realizar três tratamentos:

  1. Cirurgia ortognática: reposicionamento dos maxilares de forma a melhorar a harmonia óssea, pois problemas no desenvolvimento dos ossos maxilares podem comprometer a respiração;
  2. Aparelho intraoral: instrumento que estabiliza a mandíbula e não interrompe a passagem de ar, de forma a cuidar do ronco e da apneia;
  3. Placa de bruxismo: uma proteção que serve para evitar que os dentes sejam apertados ou que o paciente fique rangendo os dentes durante a noite.

Por problemas do sono como ronco e apneia possuírem influência direta sobre a saúde bucal, a área da odontologia especializada no sono é de grande serventia para os pacientes que precisam do exame de polissonografia.

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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