Níquel pode ser prejudicial a saúde bucal dos pacientes

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Descubra quais são as principais propriedades e aplicações desse metal

Você já ouviu falar sobre o níquel? Pode até parecer estranho, mas ele está presente no corpo de todos as pessoas, mas em uma concentração consideravelmente baixa.

O níquel é considerado tóxico, podendo trazer riscos ao nosso organismo. Justamente por essa razão, ele se apresenta em uma quantidade muito baixa, de aproximadamente 1 mg por pessoa.

Níquel é um elemento químico de símbolo Ni, número atômico 28 e de massa atômica 58,7 uma. Trata-se de uma substância de transição localizado no grupo 10 (8 B) da classificação periódica dos elementos.

Ele é classificado como um metal. Além disso, em temperatura ambiente o elemento se encontra em estado sólido. Ele está largamente presente vegetais que contém a enzima uréase, como por exemplo, vagem e feijão.

Onde o níquel é encontrado?

O níquel, geralmente, é extraído de dois tipos de minerais: os lateríticos (oxidados) e os sulfetados (primários).

Um fato curiosos é que apesar de 70% das reservas mundiais serem encontradas na forma laterítica, apenas 40% do níquel produzido é laterítico.

As lateritas são mais utilizadas na produção de ferroníquel, que é usada diretamente na produção de aço.

Alguns minerais lateríticos são utilizados para produzir níquel para fusão e mate. Sulfetos são refinados para produzir níquel de alta pureza  chamado de high-grade.

Características do níquel

Duro e maleável, o níquel é resistente à corrosão e mantém suas propriedades físicas e mecânicas mesmo quando submetido a temperaturas extremas.

O metal é branco prateado e destaca-se por seu magnetismo, que confere inclusive a utilização do níquel como um imã.

Por fim, é necessário citar que uma das principais características do níquel é melhorar as propriedades da maioria dos metais e ligas a que se associa.

Principais aplicações do níquel

Apesar de possuir propriedades tóxicas, o níquel está presente em talheres e panelas, por exemplo, sendo amplamente usado para a produção de aços inoxidáveis e de outras ligas resistentes à corrosão.

Fora isso, diversas tubulações são feitas de liga de cobre e níquel, sendo empregadas na condução de meios corrosivos, como água do mar.

Ele ainda é componente fundamental de ligas para resistências elétricas. Além disso, o elemento pode ser utilizado para as seguintes finalidades:

  • Granulado, serve como catalisador para a hidrogenação de óleos vegetais;
  • A eletrodeposição do níquel dá uma eficiente proteção anticorrosiva a peças de aço;
  • Produção de moedas, ligas para ímãs permanentes e baterias.

Os malefícios do níquel

As principais vias de exposição ao níquel se dão por meio da ingestão de alimentos e água potável. As pequenas quantidades de níquel absorvidas nesses atos é benéfica para o organismo da espécie humana e de outros animais.

Entretanto, sendo um composto tóxico cumulativo, quando ultrapassa determinada quantidade, torna-se um sério problema à saúde. Com riscos de contaminação, principalmente para pessoas com hipersensibilidade ao níquel.

Assim, ele pode causar:

  • Dermatite;
  • Malformação de fetos, causando anencefalia;
  • Câncer nos pulmões, na cavidade nasal e nos seios paranasais;
  • Aumento drástico de proteína na urina.

Apesar disso, é bastante difícil dizer exatamente como o excesso de níquel afeta cada pessoa.

Isso varia bastante, dependendo da quantidade de substância ingerida diariamente por meio de comidas e bebidas, pelas condições do país no qual se reside, devido à diferença do nível de contaminação, pela idade e pelo gênero.

Níquel na Odontologia

O níquel na odontologia é empregado principalmente na confecção de aparelhos ortodônticos e ortopédicos. Entretanto, essa prática gera algumas controvérsias.

Isso porque um estudo concluiu o elemento pode ser liberado pelo aparelho no decorrer do tratamento ortodôntico, entrando em contato direto com o paciente.

Assim, ele pode trazer uma série de complicações. Talvez um dos principais problemas apresentados seja a quebra do DNA das células da mucosa bucal. O que pode inclusive desencadear lesões cancerígenas no indivíduo.

Com isso, foi concluído que o uso do aparelho ortodôntico com fios, braquetes e bandas de alto teor de níquel pode induzir hipersensibilidade ao níquel no paciente.

Logo, é importante ressaltar a necessidade de diagnóstico da hipersensibilidade ao níquel antes que o tratamento ortodôntico seja iniciado.

A anamnese pode indicar a história prévia de sensibilidade a metais e deve servir de alerta ao profissional quando existe a intenção de submeter um paciente a um tratamento utilizando ligas que contenham alto teor do metal.

Dessa maneira, é possível que o dentista opte por alternativas aos braquetes convencionais, usando modelos confeccionados de cerâmica ou policarbonato.

Alergia a materiais ortodônticos

Como pudemos acompanhar, não são apenas os medicamentos que podem causar alergias e complicações no cenário odontológico.

Os materiais utilizados no aparelho ortodôntico também podem desencadear uma série de problemas.

Isso ocorre pois, como o aparelho é colocado na cavidade bucal, suas peças entram em contato direto com a mucosa, produzindo ações extremamente danosas a essa região do nosso corpo.

Comumente, os principais sintomas da alergia são:

  • Lesões na mucosa oral;
  • Gosto metálico na boca por causa do metal;
  • Lábios começam a descamar;
  • Manifestação das doenças periodontais;
  • Nariz escorrendo;
  • Lábios inchados;
  • Bochechas inchadas;
  • Rosto e pescoço com a coloração avermelhada;
  • Queimação na boca;
  • Problemas respiratórios.

Assim que você manifestar algum dos sintomas de alergia na odontologia, procure por um profissional especializado para fazer o diagnóstico.

Ele pode ser confirmado por meio de um exame clínico e do exame de sensibilidade ao níquel.

Como tratar a alergia?

Assim que o diagnóstico da alergia for confirmado, converse com o seu ortodontista. Ele pode receitar medicamentos anti-histamínicos e anti-inflamatórios. Com isso, os sintomas serão amenizados.

Contudo, o profissional ainda vai recomendar a remoção do aparelho ortodôntico. Isso serve para impedir a continuação do contato do metal com a mucosa oral. Assim, prejuízos mais graves para a saúde serão evitados.

Não é porque você tem alergia a esse material que o tratamento com o aparelho vai ser interrompido. Há muitos outros aparelhos ortodônticos que são feitos com outros tipos de materiais, deixando de lado os fios ortodônticos de níquel.

Aparelhos com porcelana, safira ou acrílico, por exemplo, são substitutos ideais. Por isso, marque uma consulta com o profissional de confiança e veja tratamentos que evitam a alergia ao aparelho ortodôntico com partes de níquel.

Valdir de Oliveira
Valdir de Oliveira
Valdir de Oliveira é cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA) e pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Possui especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Também é professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilofacial e Harmonização Orofacial e voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA Brasil). Com o registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 52860, Valdir integra a equipe odontológica do Instituto Bernal e Oliveira, que está localizado na Avenida dos Imarés, 572A - Indianópolis, São Paulo - SP.

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