Modulação hormonal é condenada por órgãos de saúde

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Entenda quais malefícios a prática pode trazer para seu corpo e saúde oral

Você já imaginou seu organismo funcionando em máxima potência? Bom, é mais ou menos isso que um tratamento chamado “modulação hormonal” promete.

Apesar de parecer extremamente vantajoso e benéfico ao paciente, muitos profissionais da saúde condenam esse tipo de tratamento. Mas, afinal, em que consiste a modulação hormonal?

Modulação hormonal é um procedimento onde os níveis de hormônios são otimizados, visando proporcionar um melhor funcionamento de todo o nosso organismo.

Contudo, a técnica não é reconhecida pelo Conselho Nacional de Medicina, sendo considerada uma prática irregular. Entretanto, ela é procurada e realizada por muitas pessoas.

Como Funciona a Modulação Hormonal?

O tratamento é pautado em hormônios bio idênticos. Ou seja, que são exatamente iguais aos produzidos pelo nosso organismo de maneira natural.

Além disso, são passados ao paciente uma série de aminoácidos, vitaminas e antioxidantes. O objetivo principal por trás de tudo isso é que o paciente estabeleça um padrão hormonal semelhante ao de sua juventude.

Geralmente, as substâncias que serão consumidas são baseadas em um exame de sangue realizado previamente ao tratamento, avaliando o nível de hormônios no sangue.

Quais São os Benefícios Prometidos Pelo Tratamento?

Segundo pesquisas, por volta dos 30 anos, todas as pessoas já começam a sofrer com quedas hormonais. Assim, a modulação visa otimizar estes índices que estão em baixa.

Dessa forma, segundo os adeptos, seria possível atingir a máxima performance de nosso corpo e prevenir um envelhecimento precoce, o que é um problema para muitas pessoas.

Fora isso, a modulação ainda promete mexer com a parte física do paciente, promovendo a perda de peso e até mesmo o ganho de massa muscular. Mas então, porque o tratamento é proibido?

Qual o Motivo da Proibição da Modulação Hormonal?

Como já dissemos, a técnica é considerada como irregular pelo Conselho Nacional de Medicina. Inclusive o CFO proíbe a modulação hormonal.

Mas a grande questão é o motivo para isso. Como uma prática que promete tantos benefícios pode ser ruim para o nosso organismo? É sobre isso que iremos falar agora.

A grande verdade é que ambos os os órgãos não reconhecem a eficácia do tratamento. Isso exigiria um estudo muito mais detalhado e demorado, que infelizmente ainda não foi realizado.

Além disso, segundo o CFM, a prática aumenta os índices de câncer e outros males. A alteração hormonal pode inclusive prejudicar a nossa saúde oral, como veremos a seguir.

Modulação Hormonal e Saúde Oral

São extremamente notáveis as mudanças provocadas pelas alterações hormonais nos seres humanos. É possível observar esta condição a partir de picos de alteração naturais, como a puberdade ou até mesmo a gravidez.

E, essas mudanças não são necessariamente benéficas, podendo prejudicar diversas partes de nosso corpo e, inclusive, a nossa saúde oral.

Portanto, a modulação hormonal na odontologia pode ser um impulso para outras anomalias bucais.

Para explicar melhor essa situação, vamos utilizar alguns exemplos, como a gengivite hormonal.

Diferentemente da gengivite convencional, que pode ocorrer a qualquer momento, a hormonal está relacionada à mudanças hormonais muito bruscas.

Alguns exemplos são: puberdade, gravidez, períodos menstruais e consumo de pílulas anticoncepcionais.

Assim, podemos dizer que a doença está majoritariamente ligada às mulheres ou a pessoas que se submetem à modulação hormonal.

Em condições naturais, a doença costuma aparecer principalmente em gestantes. As grávidas tendem a aumentar o consumo de açúcar e carboidrato na sua dieta, o que provoca mudanças de hormônio.

Elas também sofrem com muitos enjoos, provocados principalmente pelo gosto do creme dental, podendo a deixar a escovação sem os devidos cuidados.

Assim, existe uma probabilidade muito maior de uma mulher desenvolver uma gengivite hormonal. Dadas as condições, a doença também costuma ser também mais agressiva.

Além disso, quando ficam enjoadas e vomitam com muita frequência, o esmalte do dente pode ficar desgastada.

Entretanto, vale lembrar que quando a modulação hormonal é muito brusca, o organismo do paciente também pode estranhar, também provocando vômitos.

O indicado nessas ocasiões é fazer um bochecho com substâncias que alcalinizem o pH bucal para depois de algum tempo realizar a escovação.

Gengivite Hormonal x Gengivite Comum

A forma mais fácil de distinguir as duas gengivites é através de uma avaliação de higiene.

Quando o paciente realiza a higiene corretamente e ainda assim desenvolve a patologia, o comum é que ela esteja relacionada à alguma disfunção hormonal. Assim, o diagnóstico é realizado por eliminação.

O profissional ainda pode perguntar se o paciente toma alguma medicação ou está passando por um período de alterações hormonais, como os já citados, para confirmar a origem da doença.

Como Tratar a Gengivite?

No consultório odontológico, o dentista irá avaliar a situação e o estágio da doença. Depois, vai realizar a limpeza e a remoção de toda a placa presente na superfície dos dentes e do tártaro.

Afinal, a gengivite tem cura, visto que a remoção do fator causador leva à regressão dos sintomas. O ideal é que o dentista, ao final da consulta, também dê instruções para escovação correta e uso do fio dental.

A procedimento mais comum a ser realizado é a profilaxia. O dentista remove toda a placa acumulada e o tártaro depositado na base do dente. Este tratamento geralmente é eficaz.

A gengivite, se tratada no estágio inicial, pode ser resolvida no próprio consultório.

Dessa forma, para evitar que a inflamação retorne, é importante que o paciente continue com boas práticas de higiene e mantenha a saúde bucal em dia.

Mas não se preocupe! Quando a gengivite é causada pela alteração hormonal, assim que os hormônios atingem a sua taxa de normalidade, a gengiva se torna saudável novamente.

Com isso, muitas vezes o paciente não precisa passar por nenhum tratamento.

Entretanto, quando o problema é causado por uma modulação e não por causas naturais, é importante que o paciente tenha consciência e pare imediatamente o tratamento.

Afinal, não adianta nada realizar uma modulação hormonal visando obter mais vitalidade e acabar adquirindo diversos problemas de saúde. É aquele velho ditado, não adianta ser bonito por fora e possuir diversos problemas internos em seu organismo.

Ramiro Murad
Ramiro Murad
Ramiro Murad Saad Neto, cirurgião-dentista com registro no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CRO-SP) nº 118151, é graduado pela UNIC e residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Possui habilitação em Harmonização Orofacial e também é gestor de clínicas e franquias odontológicas. Além disso, é integrante da equipe Bucomaxilofacial da Clínica da Villa, que está na Rua Eça de Queiroz, 467 - Vila Mariana, São Paulo - SP.

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