Maxilar deslocado? Saiba como lidar com esse problema

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A mandíbula pode se deslocar por movimentos naturais, como uma gargalhada

Imagine se um dia, no meio de uma gargalhada, sua mandíbula travar e você não conseguir mais fechar a boca. Essa é uma das situações que podem ocorrer caso você tenha seu maxilar deslocado.

Por isso, preparamos esse artigo completo para te explicar como e por que você pode sofrer com o maxilar deslocado. Preste atenção nas dicas de como agir caso isso aconteça e como prevenir essa situação!

O maxilar deslocado acontece quando a ATM, a articulação da mandíbula, “desencaixa”. Os principais motivos costumam ser a abertura excessiva da mandíbula e problemas na própria ATM.

Com o osso da mandíbula fora do lugar, o paciente pode apresentar dores fortes, mandíbula torta e extrema dificuldade em fechar a boca. Em alguns casos, é impossível fechar a mandíbula por alguns minutos.

  1. Causas do Maxilar Deslocado
  2. Sintomas do Deslocamento
  3. O Que Fazer Quando Deslocar o Maxilar?
  4. Como o Osso Desencaixa?
  5. Tratamentos Para Maxilar Deslocado
  6. Tempo de Recuperação
  7. Como Evitar o Deslocamento?
  8. Sobre a Articulação Temporomandibular
  9. Deslocamento Mandibular Espontâneo
  10. Redução Mandibular Manual

Causas do Maxilar Deslocado

A deslocação da mandíbula acontece quando o côndilo, que é uma parte arredondada do osso mandibular, se move do seu lugar na articulação temporomandibular, também conhecida como ATM.

Dessa forma, o maxilar fica preso em frente a uma secção óssea chamada de eminência articular, provocando muita dor e desconforto ao paciente.

Isto pode acontecer quando se abre muito a boca, como por exemplo, ao bocejar, ou ainda durante um procedimento dentário, ou quando existe algum problema na articulação temporomandibular.

Caso isso venha realmente a acontecer e a mandíbula não regressar ao local correto, o mais indicado é ao hospital e jamais tentar reposicionar o maxilar em casa, podendo piorar o quadro e causar mais dor.

Sintomas do Deslocamento

Meu maxilar deslocado me incomoda muito. Socorro!

Apesar de não apresentar sintomas como febre ou algum outro tipo de infecção como em tantas doenças, alguns sintomas podem indicar esse deslocamento. São eles:

  • Dor na mandíbula;
  • Sensibilidade;
  • Dificuldade em engolir e ao falar;
  • Endurecimento e inchaço no maxilar;
  • Dormência na face e incapacidade de fechar a boca;
  • O paciente pode ainda ter a sensação de que os dentes não estão alinhados de forma adequada;

Se não tratado corretamente, obedecendo as recomendações de um profissional e respeitando o tratamento, o deslocamento pode vir a ocasionar algumas situações complicadas, como por exemplo:

  • Obstrução das vias aéreas;
  • Sangramento;
  • Dor enquanto comer e mastigar;
  • Dor dos dentes;
  • Dor extremamente forte no maxilar.

Complicações Geradas Pelo Deslocamento

Diversos procedimentos cirúrgicos têm sido propostos para o tratamento desse tipo de deslocamento do maxilar e para a luxação prolongada da articulação temporomandibular.

As complicações que mais costumam aparecer em ambos os casos, mas principalmente nos deslocamentos são:

  • Condilectomia;
  • Condilotomia;
  • Osteotomia de Kostecka;
  • Coronoidectomia;
  • Eminectomia;
  • Miotomia temporal;
  • Meniscectomia, etc.

No entanto, variações na duração do deslocamento e considerações anatômicas tornam o tratamento deste tipo de luxação complexo.

Os tratamentos envolvendo cada um desses casos também podem gerar alguns diferentes tipos de complicações para ao paciente.

Objetivo da, por exemplo, eminectomia é remover os obstáculos mecânicos no caminho percorrido pelo côndilo.

A remoção dessa eminência pode levar a hipermobilidade, o que pode causar uma degeneração da articulação e uma excessiva abertura da bucal.

O oposto também pode ocorrer em casos em que há presença de fibrose, devido ao procedimento cirúrgico em si.

No entanto, tal procedimento tem sido muito utilizado e vem sempre apresentando resultados satisfatórios e eficácia.

O Que Fazer Quando Deslocar o Maxilar?

Meu maxilar deslocado me incomoda muito. Socorro!

Antes de tomar qualquer atitude precipitada e desesperada, ao sentir que algo de errado ocorreu com a sua maxila e está com seu maxilar doendo, você deve se perguntar:

  1. Estou em condições de me deslocar para o hospital/dentista sozinho?
  2. Quais os primeiros socorros devo saber nesse momento?
  3. Melhor procurar por ajuda imediata ou espero a dor passar?
  4. O maxilar deslocado costuma acontecer com uma certa frequência?
  5. O que eu posso ter feito que ocasionou esse possível deslocamento?

Ter as respostas para essas perguntas claras em sua cabeça irá te ajudar a se manter focado no que terá que fazer, além de ajudar o profissional na hora do diagnóstico de seu caso.

Dessa forma, decidimos preparar um passo a passo caso isso ocorra com você. A mandíbula deslocada pode causar pânico e isso só vai piorar o momento. Mantenha nossas dicas em mente!

1- MANTENHA A CALMA

Na hora do desespero, você pode agravar a situação e se machucar ainda mais. Por isso, o primeiro passo a respirar fundo.

Encontre um lugar para se sentar. Relaxar os músculos pode fazer com que a musculatura facial ajude a “devolver” a mandíbula ao lugar, aliviando então a dor.

2 – NÃO FAÇA MOVIMENTOS BRUSCOS

Muitas pessoas usam da força para reposicionar a mandíbula. Essa é uma ação perigosa porque, se malfeita, pode afetar sua saúde seriamente. Assim, socar, empurrar ou tentar encaixar a mandíbula não é o caminho!

3- DÁ PRA FICAR EM CASA?

Se sua mandíbula não estiver muito deslocada ou você suportar a dor, sim. Dessa forma, uma das saídas é tentar relaxar o corpo e colocar uma bolsa de água quente no lado afetado.

Se a posição da mandíbula estiver muito anormal ou a dor muito forte, procure um hospital ou clínica odontológica da sua confiança.

4- EVITE ESFORÇAR SUA BOCA

Nos dias após o deslocamento, evite abrir demais a boca, comer alimentos duros ou qualquer atividade que sobrecarregue a ATM e os músculos faciais.

Esses cuidados também servem para evitar a mandíbula deslocada.

Como o Osso Desencaixa?

Meu maxilar deslocado me incomoda muito. Socorro!

Em termos mais técnicos: o côndilo, que é uma parte arredondada do osso da mandíbula, se move do seu lugar e fica preso em frente a uma secção óssea, chamada de eminência articular.

Essa movimentação causa dores e impossibilita o movimento abre/fecha da boca.

Os músculos da face podem contribuir para esse quadro, uma vez que o deslocamento causa espasmos musculares. Assim, isso acaba mantendo a boca travada.

Outro fator que pode levar a um deslocamento é a DTM, a disfunção temporomandibular. Se você apresenta esse quadro, os deslocamentos podem se tornar mais frequentes.

Tratamentos Para Maxilar Deslocado

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Traumas, acidentes, lesões, excessiva abertura da boca no momento do bocejo, por exemplo, e ao morder algum tipo de alimento ou objeto duro: todos podem causar uma mandíbula torta.

Há diversos tratamentos para mandíbula deslocada. A maioria são medidas para evitar que o deslocamento ocorra, como o uso de plaquinhas.

Métodos Não Cirúrgicos

Depois que o maxilar for realocado, é necessário enfaixar a região para impedir a movimentação intensa. Evitando assim um maxilar desalinhado.

Este é o método para corrigir uma mandíbula caída. Porém, em alguns casos pode ser que seja um pouco mais complicado e a mandíbula não consiga ser realocada manualmente.

Quando isso acontecer, o procedimento que normalmente ocorrerá é que o seu médico irá lhe aconselhar a tirar um raio X para analisar o problema.

Uma vez que a mandíbula é posicionada, serão feitas ligaduras de modo a evitar ampla abertura da boca.

O paciente necessitará tomar alguns cuidados ao sorrir e espirrar. Além disso, uma dieta líquida por uns dias também será recomendada.

Fazer exercícios da mandíbula irão ajudar na recuperação rápida para aliviar dor e desconforto.

Métodos Cirúrgicos

Tratamentos mais fáceis de serem realizados podem ser indicados e, em casos mais severos, o paciente poderá ter que passar por uma cirurgia de correção.

Dessa forma, muitas vezes, a cirurgia ortognática pode ser a única saída.

Por isso, procure seu dentista mesmo que após o momento em que sentiu um estalo na mandíbula, verificando se não ocorreu, por exemplo, uma luxação na mandíbula.

A cirurgia ortognática é conhecida por modificar a posição do maxilar, do queixo e da gengiva, alterando consideravelmente a fisionomia do paciente.

Na maioria dos casos, a cirurgia é realizada por dentro da boca. Ou seja, raramente é feita com algum tipo de corte na área externa do rosto.

Então, o procedimento consiste basicamente em:

  1. Soltar o maxilar superior.
  2. Soltar a mandíbula ou o queixo. Às vezes, todos eles.
  3. Realizar a fixação na nova posição por meio de placas e parafusos, geralmente de titânio.

Somente seu médico ou cirurgião-dentista, após avaliarem corretamente seu diagnóstico, poderão indicar com precisão qual o melhor tratamento a ser realizado no seu caso.

Tempo de Recuperação do Maxilar Deslocado

Meu maxilar deslocado me incomoda muito. Socorro!

Algumas precauções e cuidados são essenciais nesse momento pós tratamento. Independente se seu caso foi mais crítico ou mais leve, é importante seguir as orientações médicas.

Tempo Para as Cirurgias

A recuperação costuma ser livre de complicações e muito indolor. Porém, o recomendado é que o paciente fique fora de suas atividades e trabalho por pelo menos 15 dias – sendo o ideal três semanas.

Na primeira semana de pós-operatório, uma parte que deve ser seguida a risca: você irá se alimentar só de líquidos. Só depois, gradativamente, vai iniciar com os alimentos pastosos.

Já com relação as carnes, sejam elas de frango, bovinas ou mesmo de peixes que costumam ser mais moles, são alimentos liberados apenas depois de três meses de cirurgia.

Ainda assim, é importante lembrar também que voltar à rotina de fazer atividades físicas só está autorizado depois de seis ou nove meses no mínimo. Seu médico irá lhe informar o tempo certo.

Tempo Para as Não Cirúrgicas

Por não envolver nenhum tipo de incisão, cirurgia, cortes, sua recuperação é um pouco mais tranquila do que a que envolve esse tipo de procedimento.

Porém, ainda assim é importante que o paciente evite mastigar alimentos muito rígidos, fazer movimentos bruscos que forcem a mandíbula, podendo causar novamente uma lesão.

Seguir às recomendações médicas é então sempre o mais indicado. Dessa forma, seu cirurgião-dentista poderá, por exemplo, indicar encontros com um fisioterapeuta.

Alguns exercícios musculares podem ser uma boa opção nesse momento. No entanto, novamente frisamos: nada que prejudique ou faça com que qualquer tipo de injúria ocorra outra vez.

Como Evitar o Deslocamento?

como evitar o deslocamento do maxilar

Existem diversas formas de evitar o deslocamento da mandíbula. Contudo, da mesma forma em que ocorre com o tratamento pós-traumático, a prevenção pode também envolver processos desde os mais simples até os cirúrgicos.

Normalmente, o dentista irá indicar uma plaquinha para ser usada ao longo do dia ou apenas durante à noite, enquanto você dorme, mas isso irá depender de cada caso.

O uso desse acessório ajudará a mandíbula a se articular de uma forma saudável e sem grande força. Tratamentos cirúrgicos conservadores podem ajudar a prevenir a reincidência do problema.

Algumas pessoas ficam com a mandíbula fechada por meio de fios durante certo período, para permitir que os ligamentos fiquem mais apertados e restrinjam o movimento.

Em certos casos, a cirurgia pode ser necessária. Um dos procedimentos é chamado deconsilectomia. No qual ele modifica o côndilo da mandíbula, de modo a não ficar fora do local correto.

Sobre a Articulação Temporomandibular e o Maxilar Deslocado

sobre a articulação temporomandibular

A articulação temporomandibular é a articulação da mandíbula com o crânio, envolvendo especificamente o processo côndilar da mandíbula com o osso temporal.

A simetria ditada pela ATM tem que ser constante. Uma vez que está unida com as articulações da coluna cervical e cintura escapular, a ATM acaba se transformando em uma espécie de pêndulo muito perceptível.

Consequentemente, sua distonia provocará distúrbios posturais diretos na coluna cervical e na cintura escapular. Promovendo assim, alterações posturais que podem comprometer a coluna lombar e os membros inferiores.

Qual Sua Importância?

As articulações temporomandibulares costumam, com frequência, apresentar defeitos em seu funcionamento normal. Gerando então uma condição conhecida como disfunção temporomandibular.

Dessa forma, essa situação é vista pela fisioterapia e fonoaudiologia, mas principalmente pela área da odontologia.

Essas articulações também são frequentemente atingidas nos traumatismos de face, como os que ocorrem nos acidentes envolvendo carros ou com grandes pancadas.

Sendo nestes casos tratadas por meio da cirurgia bucomaxilofacial, uma especialidade da odontologia.

Principais Sintomas da DTM

Embora muito parecidos com pacientes que sofrem de um deslocamento na mandíbula, alguns sinais e sintomas podem diferenciar um quadro do outro. Os principais da DTM são:

  • Dor na região de ouvido, que algumas vezes pode ainda se espalhar pela face;
  • Músculos da mastigação contraídos;
  • Estalos ou ruídos ao realizar movimentos de abrir ou fechar a boca;
  • Dificuldade ao abrir a boca;
  • Mandíbula travada, trancada ou deslocada;
  • Dor ao mastigar, bocejar ou abrir a boca no máximo;
  • Certas dores de cabeça, pescoço e lombares.

É importante sempre informar o profissional da saúde que o atende sobre exatamente o que está sentindo ou já sentiu.

O diagnóstico certeiro é extremamente importante para o sucesso do tratamento e pode até prevenir a evolução do seu problema.

Tratamento da DTM

O tratamento pode variar, porém, o que será realizado, quais procedimento e o uso de quais métodos e medicações estarão envolvidos, baseiam-se no diagnóstico individual.

Pode ser recomendado ainda um tratamento envolvendo várias fases. O objetivo é então promover uma oclusão dentária que permita um bom relacionamento entre as estruturas da ATM e remover os fatores que possam estar associados ao problema.

O plano passo-a-passo é o mais interessante nesse caso, pois uma pequena correção pode ser necessária se a dor e outros sintomas da má oclusão persistirem.

A Disfunção temporomandibular direcionada aos músculos de modo geral é mais fácil de ser tratada quando se encontra no processo inicial.

Por isso, como já citamos, o paciente também tem uma importantíssima influência nesse momento. Uma vez que perceba os primeiros sinais ou sintomas, deve de imediato procurar ajuda de um profissional da saúde.

A resposta ao tratamento, que varia de paciente para paciente, está diretamente relacionada há quanto tempo o problema existe. O não tratamento precoce pode levar a alterações intra-articulares da ATM.

É necessário entender que o tratamento dessas alterações, tanto no caso da ATM como no das outras articulações do corpo humano pode ser complicado.

Dessa forma, ele não resulta no retorno dessas articulações a sua integridade morfológica total. No entanto, podem ter sua função normal, mesmo coexistindo com diversos tipos de sequelas.

Tipos de Movimentos da ATM

As possíveis movimentações da mandíbula costumam ser bastante complexas, podendo então serem ainda classificadas como isoladas ou combinadas. Seus cinco principais tipos são:

  1. Depressão da mandíbula;
  2. Elevação da mandíbula;
  3. Protusão da mandíbula;
  4. Retração da mandíbula;
  5. Lateralização da mandíbula.

A maioria desses movimentos básicos deriva dos movimentos que a pessoa realiza principalmente nos processos de mastigação e da fala.

Deslocamento Mandibular Espontâneo

deslocamento mandibular espontâneo

É comum que o maxilar deslocado espontâneo quase sempre ocorra em pessoas com história desses deslocamentos, que já tiveram disfunções na mandíbula ou incômodos.

Embora o deslocamento mandibular seja geralmente causado por trauma, o episódio de início é tipicamente uma grande abertura de boca seguida por mordida vigorosa. Ou ainda um procedimento dental agressivo.

As pessoas propensas ao deslocamento podem ter naturalmente perdido os ligamentos da articulação temporomandibular.

Assim como os pacientes que apresentam ampla abertura de boca e que não são capazes de fechar.

A dor é secundária nas tentativas de o paciente fechar a boca, porém, se a linha média da mandíbula desvia para um lado, o deslocamento é unilateral.

Embora raramente utilizada, nesse caso e em procedimentos cirúrgicos, a anestesia local é injetada na articulação ipsilateral e nas áreas adjacentes de inserção do músculo pterigoideo lateral.

Optando pelo uso dessa forma de sedação, pode-se então permitir que a mandíbula se reduza espontaneamente.

Redução Mandibular Manual

redução mandibular manual

Ainda assim, em alguns casos pode ser necessário que o processo de redução da mandíbula seja feito de forma manual. Assim, algumas medicações prévias ao processo de redução podem ser utilizadas.

Porém, na maioria dos casos não é preciso, geralmente essa etapa acaba sendo desnecessária, uma vez que o principal motivo para isso é que irá somente se perder tempo preparando a medicação.

Isso só é levado em consideração pelo cirurgião-dentista ou médico que estiver realizando o processo pois, quanto mais tempo a mandíbula permanece deslocada, mais difícil é reduzir.

Logo, maior será a propensão de o deslocamento vir a ocorrer novamente, por isso, todo e qualquer procedimento que tome tempo e puder ser evitado, assim deverá ser feito.

Como é Feita a Redução na Prática?

No processo de redução mandibular, a cabeça do paciente é estabilizada. Os polegares do operador são colocados na linha oblíqua externa da mandíbula, na lateral à área do terceiro molar.

Em seguida, depois de envolver os polegares em uma gaze, deverá posicioná-los na superfície oclusal dos molares inferiores.

Os outros dedos são mantidos em torno e sob a mandíbula. Geralmente é então solicitado pelo profissional em processo que o paciente abra a boca totalmente, como se estivesse bocejando.

É nesse momento que o operador então aplica uma força descendente sobre os molares e ao mesmo tempo aplica uma força ascendente sobre o queixo até que a mandíbula reduza.

Quais as recomendações Pós redução Mandibular?

Após o término de todo o processo, alguns cuidados e medidas devem ser tomados pelo paciente, visando sempre que o tratamento seja o mais efetivo o possível sem gerar erros.

O uso da Bandagem de Barton pode ser necessário em alguns casos, por um tempo que pode durar de 2 a 3 dias.

Nesse momento, o mais importante é que o paciente deve evitar abrir a boca amplamente por pelo menos seis semanas, evitando um possível descolamento da mandíbula.

Mas você deve estar se perguntando como proceder em casos difíceis de serem evitados. O que fazer?

No momento que antecipa um bocejo, por exemplo, o paciente deve posicionar o punho sob o queixo para prevenir a grande abertura de boca e assim descolar a mandíbula.

A comida deve ser cortada em pequenos pedaços. Se o paciente sofre de um quadro de deslocamento crônico e modalidades de tratamento mais conservadoras tem sido exaustiva, a melhor saída pode ser optar por um cirurgião oral e maxilofacial.

Vale consultar ambos e explicar todo o histórico, casos e tratamentos prévios.

Como último recurso de tratamento, os ligamentos ao redor da ATM podem ser cirurgicamente encurtados, em uma tentativa de estabilizar, impedindo que ocorra um descolamento da articulação.

Ou ainda, o que pode ocorrer é a chamada eminência articular. Esta pode então ser reduzida também através de um processo cirúrgico, conhecido por eminectomia.

Ufa! Após todas essas dicas e explicações, ficou claro que um maxilar deslocado é um problema sério e que você precisa ficar atento, tendo sempre suporte do seu dentista, certo? Não ignore os sinais!

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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