Iodopovidona: o que é, quando e como é utilizado na odontologia?

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Esse agente possui características que possibilitam bochechos e tratamentos de irrigação subgengival

Dentre os mais diversos procedimentos odontológicos, existem alguns medicamentos que por vezes não são conhecidos pelos pacientes. Um deles é o iodopovidona, que falaremos nesse artigo.

Além de ser utilizado durante intervenções cirúrgicas, a iodopovidona também tem outros usos específicos na odontologia.

Iodopovidona é o nome dado a um complexo químico ativo solúvel em água, composto por iodo e polivinilpirrolidona e que compõe um medicamento antisséptico.

O seu uso deve ser feito de maneira tópica, ou seja, na região da pele que está machucada.

Ela é preferencialmente usada em situações operatórias por conta do seu potencial germicida, capaz de evitar infecções bacterianas.

Como a iodopovidona é utilizada na odontologia?

Sem contar as cirurgias, a iodopovidona pode ser usada na periodontia, já que impede o acúmulo de bactérias e oferece tratamento para as doenças gengivais.

A iodopovidona na periodontia também pode ser utilizada para destruir germes e prevenir infecções. O aconselhado é que o profissional lave as mãos e o antebraço com o produto, fazendo a antissepsia da pele antes de atender o paciente.

Quando a iodopovidona deve ser usada?

Antes de elencarmos qual é a forma de uso, é válido pontuar que ao todo existem três soluções possíveis de se encontrar deste composto, que são:

  1. Aquosa;
  2. Hidroalcoólica;
  3. Solução com tensoativos.

Cada uma dessas diferentes formas possui uma maneira específica de aplicação.

Para a aquosa, o uso é externo, sendo aplicado de maneira tópica em áreas com machucados ou então sob orientação médica.

Aqui, a aplicação odontológica entra como tratamento de doença periodontal. A solução deve estar a 10% para possibilitar a irrigação subgengival.

Mas reiteramos que nossa recomendação é que você consulte seu dentista para decidir os melhores tratamentos de gengivite e de periodontite para o seu caso.

A solução hidroalcoólica é aplicada para demarcar o campo operatório e preparar a pele do paciente no período pré-operatório.

O aconselhado é espalhar o produto na pele por dois minutos e deixar o álcool evaporar naturalmente. Caso necessário, repita a operação.

Apesar de ser usado na preparação cirúrgica, a diferença da solução hidroalcoólica e da que tem tensoativos está no uso, pois a segunda deve ser usada por toda equipe profissional. Mas seu modo de aplicação permanece o mesmo.

Por fim, deve-se enxaguar a pele com água e enxugá-la com gaze ou toalha esterilizada.

Existem contraindicações para a iodopovidona?

Não são muitas as contraindicações, no entanto, as seguintes pessoas devem evitar contato com a substância:

  • Gestantes com gravidez de risco;
  • Mulheres durante a fase de lactação;
  • Pessoas que possuem hipersensibilidade ao iodo;
  • Feridas que estão abertas, pois pode ocorrer a absorção do iodo.

De modo geral, é preciso evitar o emprego prolongado do produto.

Além disso, é necessário ficar atento aos possíveis efeitos colaterais:

  • Coceira no local onde foi aplicado;
  • Inchaço local;
  • Erupções cutâneas na pele.

Raramente essas reações ocorrem, mas é importante ficar atento e procurar um médico se as sentir.

Existem outros produtos que agem da mesma maneira?

Ao falar sobre agentes antissépticos, existem inúmeros compostos com a mesma característica que a iodopovidona. Podemos citar:

  • Álcool etílico;
  • Gliconato de clorexidina;
  • Glutaral;
  • Hipoclorito de sódio;
  • Permanganato de potássio.

No entanto, ressaltamos que os mencionados são mais empregados durante o dia a dia.

Agora, quando falamos sobre o tratamento de doenças que afetam as gengivas, existe a possibilidade de usar o gluconato de clorexidina. Fora isso, também pode ser empregado para:

  • Descontaminar a boca antes de um procedimento cirúrgico;
  • Descontaminação bucal após um procedimento cirúrgico;
  • Casos em que os pacientes possuem gengivite ou periodontite grave;
  • Situações em que é impossível realizar uma higiene bucal, como em pacientes na UTI.

Se usado em excesso, o gluconato de clorexidina passa a oferecer riscos para os pacientes. Então, a recomendação é que seja utilizado somente quando o dentista orientar e por no máximo 15 dias.

Não se esqueça, mesmo usando o antisséptico bucal com clorexidina ou a iodopovidona, é necessário realizar e manter uma boa higiene bucal para se prevenir de doenças bucais.

Valdir de Oliveira

Valdir de Oliveira

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Pós-graduado em Ortodontia e Ortopedia dos Maxilares pela Sboom. Com especialização e mestrado em Implantodontia, habilitação em Harmonização Orofacial e Anatomia da Face. Professor nas áreas de Cirurgia Bucomaxilo Facial e Harmonização Orofacial. Voluntário há mais de 20 anos na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais - ADRA Brasil.

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