Histoplasmose é causada pela inalação de um fungo

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A gravidade da histoplasmose é ditada pela imunidade da pessoa e pela quantidade de esporos do fungo que foi inalado

Quando ouvimos falar sobre doenças causadas por fungos que afetam a saúde bucal, normalmente pensamos na candidíase oral, que resulta em manchas brancas na mucosa, dor, mau hálito e vermelhidão. No entanto, existe uma outra com a mesma origem, a histoplasmose.

A histoplasmose se apresenta por meio de três tipos diferentes cujos sintomas variam.

A histoplasmose é uma doença causada pela inalação de esporos do fungo Histoplasma capsulatum. Esse microrganismo cresce em formas de bolor e de levedura. Ele se alimenta de matéria orgânica em decomposição, principalmente em solo umedecido.

Por isso, carrega o nome de “doença das cavernas”. No entanto, não se restringe a esse local.

É muito comum que agricultores, paisagistas, jardineiros, trabalhadores de construções civis e criadores de aves contraiam a patologia, já que estão mais expostos.

Sobre a Histoplasmose

A histoplasmose não é contagiosa. Dessa forma, não pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

O contágio acontece através das vias respiratórias. Quando os esporos se soltam do fungo e são inspirados pelo paciente, eles se alocam nos alvéolos do pulmão, inflamando-os.

Logo que o corpo detecta a presença de agentes estranhos, inicia o processo para eliminar o problema. Mas dependendo das condições, esses fungos podem sobreviver e acabar se proliferando. Assim, facilmente poderão cair na corrente sanguínea, se deslocando para outras partes do corpo.

Além do pulmão, o sistema gastrointestinal e o nervoso central são os mais acometidos pela doença fúngica.

Sintomas e tipo da Histoplasmose

Os sintomas da histoplasmose estão associados ao tipo da doença.

A gravidade dela é mensurada por dois fatores: a quantidade de esporos que foi inalada e a imunidade. Quanto maior a quantidade e mais baixa a imunidade, pior será.

Por isso, uma pessoa saudável que tenha tido pouco contado com a doença pode não manifestar indícios.

Vejamos agora a categoria e os sinais:

Histoplasmose pulmonar cavitária crônica

Esse tipo afeta principalmente os fumantes que possuem mais de 50 anos. Normalmente, eles já tem alguma lesão pulmonar adquirida, o que estimula a reprodução do fungo.

Sintomas
  • Febre baixa;
  • Sudorese;
  • Tosse com sangue;
  • Mal estar;
  • Perda de peso;
  • Nódulos calcificados.

Histoplasmose pulmonar aguda ou epidêmica

Geralmente, apresenta um ciclo curto, regredindo por si só. Muitas vezes, nem sintomas provoca. E quando provoca, facilmente pode ser confundido por gripes, por exemplo.

Sintomas
  • Febre;
  • Calafrios;
  • Perda de apetite;
  • Dor muscular;
  • Dor de cabeça;
  • Dor no peito;
  • Fadiga;
  • Tosse seca e contínua;
  • Falta de ar;
  • Palidez.

Histoplasmose disseminada progressiva

Dentre os três tipos, essa é a mais perigosa, pois é transportada pelas vias linfáticas e sanguíneas. Ela frequentemente atinge o sistema reticuloendotelial, um sistema do corpo formado por células de diferentes partes do organismo que tem características reticulares e endoteliais.

Então, pode prejudicar o fígado, glândulas adrenais, medula óssea, pele, baço e mucosas.

Seus sintomas surgem a partir do local afligido.

Os principais infectados são bebês e pessoas com o sistema imunológico fragilizado.

Diagnóstico da doença

Sem contar a examinação clínica, o médico pode pedir exames para dar mais propriedade ao diagnóstico:

  • Exames de cultura para isolar o fungo;
  • Biópsia;
  • Testes sorológicos;
  • Tomografia computadorizada;
  • Radiografias.

Tratamento da patologia

As formas que não demonstram sintomas não requerem tratamento, pois o fungo é expelido espontaneamente.

Mas nas outras situações, o especialista prescreverá alguns medicamentos antifúngicos indispensáveis. Confira-os a seguir.

Se não for tratada, pode evoluir para condições severas, sendo fatal.

  • Anfotericina B;
  • Fluconazol;
  • Cetoconazol;
  • Intraconazol.

É importante ressaltar que remédios só podem ser ingeridos mediante acompanhamento médico. Automedicar-se nunca é a melhor escolha.

Relação com a odontologia

A histoplasmose na odontologia está ligada à disseminada progressiva, que é a unica que se apresenta pela boca.

Ela causa úlceras bastante doloridas nas mucosas da cavidade bucal que não saram com facilidade. Por essa razão, o paciente pode ter dificuldades de se alimentar e de realizar a higienização bucal.

O dentista poderá indicar analgésicos tópicos e anti-inflamatórios para coibir manifestações orais da histoplasmose.

Analisando os outros sinais, o dentista recomendará um recurso terapêutico multidisciplinar para diagnosticar e tratar a histoplasmose.

Silmara Alves Rozo Ducatti

Silmara Alves Rozo Ducatti

Cirurgiã-dentista graduada pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Ortodontia pelo Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS).

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