Hipoclorito de sódio: funções e maneiras de usar o produto

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O hipoclorito de sódio é utilizado durante o tratamento de canal

O tratamento endodôntico é a técnica na odontologia que visa recuperar a polpa dentária, os canais radiculares e os tecidos periapicais que foram acometidos por algum problema. Dessa forma, ele revitaliza-os. E durante esse procedimento, é utilizado uma substância chamada hipoclorito de sódio.

O dentista deve saber administrar muito bem o hipoclorito de sódio ou poderá gerar riscos ao paciente, como o desenvolvimento de um abscesso dentário, por exemplo.

Hipoclorito de sódio é uma espécie de sal que possui um enorme poder oxidante. Ele está dentro do grupo odontológico de soluções irrigadoras. É utilizado como agente alvejante e desinfetante. A concentração da solução, que varia de 0,5% a 5,25%, e o pH, que fica entre 7 e 11, ditarão onde será a aplicação.

Para escolher qual o teor mais adequado, será necessário analisar os seguintes pontos:

  • Capacidade antimicrobiana;
  • Efeitos sobre a dentina;
  • Compatibilidade biológica;
  • Capacidade de dissolução tecidual;
  • Interação com outras substâncias e materiais;
  • Instabilidade química.

Poder antimicrobiano do Hipoclorito

Por si só, a utilização de instrumentos não é suficiente para desinfectar o canal radicular. Por isso, o uso do hipoclorito de sódio na odontologia deve estar associado.

É importante ressaltar duas constatações: se a temperatura da solução for aumentada, seu poder de ação se eleva. Assim, quanto maior for a concentração, maior será a velocidade de eliminação das bactérias.

Efeitos sobre a dentina do Hipoclorito de Sódio

A dentina é um tecido conjuntivo avascular do dente. Ela é formada por fibrilas de colágeno, glicosaminoglicanos, fosfoproteína, fosfolipídio e sais de cálcio em forma de cristas de hidroxiapatita.

Desse modo, os efeitos da solução de hipoclorito de cálcio sobre a dentina podem ser adversos.

Como dissemos, altas concentrações do produto são benéficas para retirar bactérias. No entanto, fazem com que haja uma perda de colágeno e aumentam a fragilidade da dentina.

Compatibilidade biológica do Hipoclorito

A compatibilidade biológica das soluções que apresentam baixas concentrações, que ficam entre 0,5% e 1%, é maior, enquanto as outras causam maior irritabilidade.

Por isso, se o produto entrar em contato com os tecidos periodontais, é possível que cause os seguintes problemas:

  • Hematoma;
  • Edema;
  • Dor;
  • Sangramento;
  • Parestesia;
  • Hipersensibilidade;
  • Enfisema;
  • Necrose tecidual.

Capacidade de dissolução tecidual dos Hipocloritos

Hipocloritos de sódio a 5% possuem grande capacidade de dissolução tecidual. No entanto, sua atuação é maior nas áreas mais amplas dos canais do dente, sendo falha na extremidade.

Existem alguns fatores que alteram a capacidade de dissolução tecidual:

  • Concentração do hipoclorito de sódio;
  • Intensidade do fluxo irrigante;
  • Superfície de contato do tecido com a solução;
  • Temperatura da solução;
  • pH do produto.

Interação com outras substâncias

Combinado com o gluconato de clorexidina, obtém-se uma solução de Paracloroanilina, que é cancerígena e muito perigosa para os tecidos.

Então, é indicado, ao final do manuseio do hipoclorito de sódio, fazer uma lavagem com água ou álcool para em seguida, poder aplicar o produto à base de clorexidina.

Instabilidade química do Hipoclorito de Sódio

Espontaneamente, o hipoclorito de sódio possui um problema: a instabilidade química. Seu teor de cloro se perde rapidamente. Dese modo, quando a quantidade de perda de cloro exceder 10%, o produto se tornará inválido.

As razões que auxilam nesse processo são:

  • Tempo;
  • Temperatura;
  • Embalagem;
  • Contato com o ar;
  • Luminosidade.

Em resumo, além do dentista ter consciência de que precisa saber manipular muito bem o hipoclorito de sódio, ele deve se atentar a algumas condições externas que influenciam na qualidade do produto.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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