Eritromicina auxilia na manutenção da saúde bucal

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O medicamento pode ser uma alternativa para pessoas alérgicas a penicilina

Por acaso você já ouviu falar sobre a eritromicina? Calma, o nome pode até parecer complicado, mas no decorrer deste artigo te explicaremos tudo sobre o assunto e sua relação com a odontologia!

Tudo começou em 1952, quando a eritromicina foi descoberta por um cientista chamado J.M. Mcguire e sua talentosa equipe.

Eritromicina é uma substância antibacteriana pertencente ao grupo dos macrolídeos. O elemento é majoritariamente bacteriostático. Entretanto, em altas concentrações pode ser bactericida contra microrganismos sensíveis.

Macrolídeos e a Eritromicina

Macrolídeo é um grupo de antibióticos que tiveram a eritromicina como único representante de uso clínico geral por cerca de 40 anos.

O termo “macrolídeo” está relacionado com a estrutura de seus representantes, que possuem um anel de lactona, de vários membros, ao qual se ligam um ou mais desoxi-glicóis.

Para agir, eles se ligam de forma reversível a porção 50S do ribossomo e inibem a síntese proteica atuando sobre a translocação.

Como já exemplificamos com a eritromicina, sua ação pode ser bactericida ou bacteriostática, dependendo da concentração, da fase e do tipo de microrganismo. Costumam apresentar maior atividade em pH alcalino.

Atualmente, já foram descobertos diversos novos representantes deste grupo de antibióticos. Assim, além da eritromicina, estão inclusos nos macrolídeos:

  • Azitromicina;
  • Claritromicina;
  • Espiramicina;
  • Miocamicina;
  • Roxitromicina;
  • Tilosina.

Principais Indicações para Eritromicina

Por possuir propriedade antibacteriana, o medicamento pode ser aplicado em diversos tratamentos de saúde. Entre eles, podemos citar:

  • Amigdalite;
  • Conjuntivite do recém-nascido (causada por Chlamydia trachomatis);
  • Coqueluche;
  • Disenteria amebiana;
  • Endocardite bacteriana (prevenção);
  • Faringite;
  • Infecção endocervical (por Chlamydia);
  • Infecção retal (por Chlamydia trachomatis);
  • Infecção uretral não-complicada por Chlamydia;
  • Infecção urogenital durante a gravidez;
  • Pneumonia da infância;
  • Sífilis primária.

Eritromicina e Odontologia

Além disso, é fundamental falar sobre a relevância da eritromicina na odontologia.

Ela é recomendada principalmente em casos de infecções orofaciais, onde o paciente seja alérgico a penicilina, não podendo entrar em contato com esta substância.

Assim, o ideal é recorrer a eritromicina. Trata-se de uma espécie de plano B, mas que desempenha bem a função e de maneira satisfatória.

A cavidade oral é colonizada por cerca de 1000 a 100.000 microrganismos envolvendo 300 espécies diferentes, como os patógenos e saprófitos, que estabelecem uma relação harmônica com o sistema imunológico do ser humano.

Diante da situação de desequilíbrio da flora bacteriana do indivíduo ou da incorporação de um microrganismo externo, desenvolve-se um quadro de infecção.

Sendo assim, podemos concluir que a prescrição de antibióticos é indispensável na prática clínica.

Além disso, é indispensável que o profissional conheça o medicamento utilizado, bem como os critérios de escolha e formas de empregá-lo corretamente em relação à dose administrada.

Sabendo disso, podemos inferir que a negligência ou utilização errônea de alguns medicamentos pode desencadear maiores complicações no paciente que, inclusive, podem se manifestar de maneira extrabucal.

Vamos entender um pouco mais sobre isso!

Bactérias são extremamente perigosas para o organismo!

Quando falamos de bactérias orais acumuladas e excessivas, é importante que nos preocupemos com o nosso coração.

As doenças cardiovasculares se conectam à saúde bucal pois os germes e bactérias presentes na nossa boca se disseminam para o resto do corpo através da corrente sanguínea.

Assim, quando essas bactérias chegam a região do coração, elas podem se prender a alguma área lesionada, causando uma inflamação.

Consequentemente, isso pode acarretar no aparecimento de doenças cardíacas, como uma endocardite bacteriana, por exemplo.

Como dito, nossa boca abriga milhões de bactérias, que em conjunto aos resíduos alimentícios formam a temida placa bacteriana.

Caso não realizemos a higiene bucal corretamente, essa placa se transforma em tártaro. Ai o coração está em perigo!

O tártaro causa o aparecimento de cárie, gengivite e periodontite, que provocam feridas na boca. Com isso, o caminho das bactérias fica livre para corrente sanguínea, e consequentemente para o coração.

Portanto, é essencial que o paciente realize a higiene bucal de maneira correta. Caso isso não ocorra, a alternativa é utilizar o antibiótico mais usado na odontologia, a penicilina.

Contudo, como já dissemos anteriormente, alguns pacientes são intolerantes ao medicamento, fazendo assim com que o profissional recorra à eritromicina.

Resistência à Antibióticos

Uma vez que estamos falando sobre um antibiótico, é fundamental que você entenda que o uso mal planejado desta substância pode proporcionar a resistência delas.

Isso ocorre quando para sobreviver ao “ataque” de um antibiótico, alguns tipos de bactérias se adaptam e criam resistência à medicação. Sendo assim, microrganismos unicelulares ficam praticamente imunes ao remédio.

Com isso, a substância perde o seu “poder” de impedir a ação bacteriana, fazendo com que a bactéria continue causando a infecção ou outro tipo de anomalia em nosso corpo.

Isso acontece pois as bactérias possui facilidade tremenda de se adaptarem ao meio em que estão, realizando mutações com uma facilidade enorme.

Além disso, elas podem se multiplicar, transmitindo a perigosa característica para outras bactérias. Assim, é formado um batalhão de espécies adaptadas e mais fortes.

Por isso, você nunca deve se automedicar. Sempre utilize medicamentos com auxílio de seu dentista ou profissional da saúde de confiança.

Contraindicações para o uso de eritromicina

Logicamente, o remédio é contra indicado para pacientes que possuam alergia a qualquer componente de sua formulação.

Ela também não deve ser utilizado em mulheres grávidas ou que estão em processo de amamentação. Esta medida atua apenas como uma forma de prevenção, mas deve ser seguida.

Além disso, pessoas com problemas de fígado também devem passar longe da substância, uma vez que ela pode impulsionar a anomalia, causando graves complicações.

Isso se deve ao fato de mais de 90% de sua bio transformação ocorrer no fígado, exigindo muito do órgão. Isso pode culminar em uma insuficiência hepática bastante grave.

Como a eritromicina é utilizada?

O elemento é utilizado principalmente por via oral, sendo que a dosagem varia de acordo com a idade e o peso do paciente.

O ideal é consumir o medicamento de estomago vazio, uma vez que desta maneira ele é melhor absorvido pelo organismo.

Lembre-se também de consumir o remédio junto com água, facilitando sua assimilação do corpo. Como já destacamos, nunca utilize a eritromicina sem prescrição médica.

Ramiro Murad Saad Neto

Ramiro Murad Saad Neto

Cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela UNIC. Gestor de clínicas odontológicas e franquias. Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Facial no Sindicato dos Odontologistas de São Paulo (SOESP - SP). Habilitação em Harmonização Orofacial e integrante da equipe Bucomaxilofacial Dr. Carlos Eduardo Xavier na Clínica da Villa, em São Paulo. CRO - 118151

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