O que é edentulismo? Quais suas principais causas?

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11% da população brasileira sofre com edentulismo, sendo mais recorrente em quem possui 60 anos ou mais

Nosso sorriso vai além de uma questão estética. Ele tem absoluta relação com nossa saúde física e mental. Dessa forma, o edentulismo traz consequências expressivas.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013, divulgado em 2015 pelo IBGE, 11% da população brasileira não possui nenhum dente na boca. E entre as pessoas que possuem 60 anos ou mais, o número é de 41,5%. Portanto, percebemos que o edentulismo é recorrente no Brasil.

Edentulismo é a perda de dentes, total e parcial. Ela pode ser congênita ou ter sido adquirida durante a vida. A congênita é mais grave porque a pessoa terá de lidar com isso para o resto da vida. A adquirida é a mais comum, estando relacionado com patologias ou traumatismos.

Diversos fatores englobam essa disfunção: socioeconômico, nível educacional, estilo de vida e modo de lidar com a saúde são os principais.

Doenças comuns que provocam o edentulismo

  • Doenças periodontais: infeccionam a estrutura de sustentação do dente. São ocasionadas em virtude da má higiene bucal;
  • Cáries não tratadas, que acabam acometendo o dente todo;
  • Bruxismo: sobrecarrega a estrutura do dente em razão da tensão aplicada;
  • Traumas: alguns acidentes atingem a raiz do dente. Isso faz com que haja uma fratura ou perda do volume ósseo;
  • Má oclusão dentária;
  • Quimioterapia e radioterapia.

Quanto maior for o número de dentes ausentes, maior serão os efeitos. Quando um dente cai, por exemplo, nossa arcada dentária, por natureza, tende a tapar esse buraco. E como ela faz isso?

Os dentes que estão ao lado do espaço vago se deslocam de modo a preencher a cavidade. Assim, há uma contribuição para que a má oclusão se mantenha.

Além disso, no espaço vazio acontece a perda óssea. Como não existe nenhum dente ali, o osso se decompõe, funcionando de maneira semelhante ao atrofiamento de um músculo.

Os resultados da perda óssea são aparentes, podendo ser observados na face da pessoa, principalmente na mandíbula, no queixo e na bochecha. Sua aparência, agora, o faz parecer muito mais velho.

Como evitar o edentulismo?

A prevenção é simples, não negligencie sua saúde bucal. Afinal, ela é tão importante quanto a saúde do corpo. Ambas andam lado a lado, e as consequências do edentulismo são graves.

O ideal é escovar os dentes ao acordar, antes de dormir e sempre após as refeições. Faça uso do fio dental também, ele é tão importante quanto a escova de dente, pois alcança os lugares mais minuciosos, retirando os resquícios de alimentos de se acumulam nos espaços interdentais.

Ter uma dieta balanceada é de suma importante. Evitar alimentos que contenham alto teor de açúcar, como refrigerantes, é essencial. Não fume. O tabagismo prejudica, e muito, os dentes.

E, sobretudo, visite seu dentista! Ele saberá identificar se algo não estiver nos conformes, fará a limpeza adequada e as profilaxias necessárias para manter a integridade dental.

Tratamento

Identificando o edentulismo, o dentista deverá descobrir de onde vem o problema. Depois, aconselhar o paciente a passar a realizar uma limpeza da boca mais detalhada.

Se houver enfraquecimento da raiz e dos ossos, pode recomendar o uso de medicamentos específicos.

A complexidade do tratamento de edentulismo depende da gravidade da anomalia. Se o problema tiver tomado conta da boca, será necessário realizar um implante dentário. E, em alguns casos, um enxerto ósseo também.

Qual especialidade trata o edentulismo?

Um dentista geral pode reconhecer o problema. Mas para exercer o tratamento de edentulismo, é necessário um implantodontista, que atua na área de colocação de raízes artificiais na arcada ou um periodontista, que cuida das estruturas que sustentam nossos dentes.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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