Retrusão mandibular pode ser corrigida por aparelhos

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O propulsor mandibular é usado geralmente em pessoas que estão em fase de crescimento

O encaixe entre os dentes superiores e inferiores é conhecido como oclusão dentária, e normalmente, os dentes de cima encobrem de baixo. Quando esse encaixe não ocorre corretamente, acontece o que os especialistas classificam como má oclusão. A retrusão mandibular é uma das alterações que pode interferir nesse mecanismo.

Além dos danos estéticos, a retrusão mandibular também prejudica os dentes, gengivas, ossos, músculos, ligamentos e articulações. E ações rotineiras como mastigação, deglutição e fonação podem ser alteradas.

Casos de retrusão mandibular são caracterizados quando a mandíbula possui um recuo que impede o perfeito encaixe dos dentes. Um dos problemas mais comuns da retrusão mandibular é a má oclusão de classe II.

Em 40% dos casos, ela é diagnosticada em pacientes na faixa dos 12 anos. Pode surgir, tanto por questões referentes ao crescimentos dos ossos, como por conta do posicionamento dos dentes.

O tipo de tratamento da retrusão mandibular mais popular é o uso de propulsores mandibulares.

Os casos de má oclusão não se corrigem espontaneamente ao passar do tempo. Pelo contrário, eles tendem a piorar, com o avanço do espaço entre os dentes.

Tratamento para retrusão mandibular

Os tipos de tratamento da retrusão mandibular utilizados vão depender da idade do paciente e do estágio do problema. Em pessoas em fase de crescimento, são utilizados aparelhos funcionais, conhecidos como propulsor mandibular, que tem como objetivo estimular o desenvolvimento da mandíbula.

Propulsor mandibular para retrusão

O propulsor mandibular. Existem 5 tipos que são indicados de forma mais recorrente. São eles:

  • O aparelho de Herbst é um aparelho fixo. Ele corrige a relação entre a parte inferior e a superior da arcada através do avanço da posição da mandíbula. É utilizado também em casos de adultos que sofram com a retrusão mandibular. O paciente usa o acessório por até 12 meses, mas a conclusão completa do tratamento, dependendo da presença ou não de complicações, acontece em cerca de 36 meses.
  • O aparelho Twin Block é um aparelho removível. Um aparelho maxilar e um aparelho mandibular compõem sua estrutura, que trás a mandíbula para uma posição anterior. Assim, o encaixe entre os dentes é corrigido. O Twin Block deve ser usado durante as 24 horas do dia, mesmo em momentos de prática de esportes.
  • O aparelho Forsus Fatigue é um aparelho híbrido. Isso significa que ele engloba funções tanto dos aparelhos móveis, quanto dos aparelhos fixos. A vantagem desse aparelho é o conforto que proporciona, ao mesmo tempo que não deixa de lado a força necessária para promover as alterações esqueléticas. O tratamento da retrusão mandibular com o Forsus Fatigue gira em torno de 6 meses.
  • O aparelho Jasper Jumper também é um aparelho fixo funcional. Ele aplica forças leves e constantes para manter a mandíbula numa posição anterior. A estrutura conta com dois módulos flexíveis que acompanham o aparelho fixo. Assim como o Forsus Fatigue, também proporciona um tratamento mais confortável ao paciente.
  • Por último, o aparelho Twin Force, que também é um propulsor mandibular fixo e intermaxilar. Com ele, o período de tratamento é de 6 meses. Esse tempo pode ser reduzido se o Twin Force for combinado com outros aparelhos. Sua confortabilidade vem pela pouca interferência nos movimentos mandibulares.

Outras opções de tratamento para a retrusão

Caso o paciente não queira realizar o tratamento através dos aparelhos de propulsão, a outra opção seria realizar a cirurgia ortognática. Ela é útil em casos de indivíduos que já não estão mais em fase de crescimento ou que possuem um caso tão grave de retrusão mandibular, que os tratamentos com aparelhos não são efetivos.

Juliana Peres

Juliana Peres

Graduada em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo. Pós-graduada em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo programa de residência profissional do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Conhecimento na área de cirurgia oral menor e maior. Residente em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Complexo Hospitalar Padre Bento durante 3 anos e responsável pelo atendimento de pacientes na área de clínico geral, cirurgias orais e harmonização orofacial em diferentes clínicas.

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